sábado, outubro 21, 2006

A origem da vida
(Primeira parte)

O nosso colega Peter do blog Conversa de Chaxa 4, que recomendo a visitarem, pela óptima qualidade do que escreve, lançou-me o desafio de postar sobre o tema: A Origem da Vida.

Pareceu-me importante, como introdução, começar com uma abordagem à problemática que tanto afligi o espírito humano, a final o princípio de tudo: O Tempo.
Para a feitura desta introdução, inspirei-me num livro, imperdível, mesmo de leitura obrigatória para quem gosta do tema, O Implacável Tempo, de Henrique Sousa, outro colega nosso do Blog Hora Absurda, aquém dedico esta primeira parte.


O tempo é uma representação necessária que serve de base a todas as intuições. Não se pode suprimir o tempo nos fenómenos em geral, ainda que se possa separar, muito bem, estes daquele.
O tempo, pois, é um dado “a priori”. Só nele é possível toda a realidade dos fenómenos. Estes podem desaparecer, mas o tempo mesmo, como condição geral de sua possibilidade, não pode ser suprimido.
Kant

O homem, a consciência, que cria o tempo, que não existiria num universo sem homens e sem consciência. - A. Wheeler

O tempo é a nossa dimensão existencial básica - Ilya Prigegine

Devíamos concentrar-nos antes na outra pergunta: “Como é que o homem chegou ao tempo?” Ernest Pöppel

Identificando-me com os postulados anteriores, é minha convicção que o Tempo existe, por que o homem existe, pois o Tempo é sua criação, ficando as suas existências inter dependentes.

O homem questiona a sua existência, mas a nada que o transcenda tem acesso, a intemporalidade apresenta-se lhe incognoscível, e o seu sensitivo nada percepciona fora do seu âmbito.
Mas não desanima, a sua limitação levou-o a “fabricar” a sua própria justificação, criando para tal, a noção de Tempo, fragmentando dramaticamente a intemporalidade. Se não podes conhecer a totalidade, contenta-te com parte dela.

Não ouve um momento definido para a criação do Tempo, mas consequência do processo evolutivo do homem.
Ainda como ser que interage com a Natureza, sem dela ter consciência, o Tempo não existe. A sua existência é colectiva, num todo natural, onde o individual não é consciencializado, é uma espécie de vida global regida pela própria evolução da Natureza.
O despertar da consciência da individualidade, leva-o ao reconhecimento da sua finitude, e com ela, o aparecimento do primeiro conceito de Tempo, o Tempo da duração da sua existência.

Daí aos anos, dias, minutos e segundos, foi um ápice do seu próprio Tempo. Tornando-o a sua própria consciência, na sua medida padrão também se tornou. Esticando-o para o infinitamente grande e encolhendo-o para o infinitamente pequeno, foi-o adaptando às conjecturas sobre a sua origem, sempre com a ambição frustrada de com um segmento de recta encontrar o principio e o fim da própria recta.

A sua obsessão é tão grande que se dilui nele e nele procura a sua origem, ciente de que o princípio do Tempo é o seu também. Mas como o Tempo é limitado, limita a sua origem a uma singularidade. Usando a imaginação para inverter o próprio Tempo, gritou Eureka! pensando que descobriu a criação numa simples explosão dessa singularidade, a que ironicamente chamou Big Bang, que para ele tudo abarca e justifica da evolução da criação.

A descoberta do princípio, contudo, não lhe mostrou o fim, continuando sem perceber a recta, limita-se à semi recta, convencido de que tudo que tem um princípio tem de ter um fim. Como não é capaz de melhor, e tudo tem de provar à luz da ciência, o cognitivo, aquilo que julga poder postular sem errar, volta a inverter as contas e fazer voltar tudo de novo à singularidade, e assim, em sucessivos ciclos, tão sucessivos que ficam sem razão.

Coitado, influenciado por Descartes quando afirma, penso, tenho consciência, logo existo, já se julgava dono do Tempo, quando um senhor incómodo lhe bate à porta.
No dizer de Baudelaire, o Tempo come a vida. Afinal de contas criar o Tempo, não foi mais do que arranjar lenha para se queimar.

Mas, ainda não se tinha recomposto do desânimo, já outro, não menos chato, lho quer tirar. Aristóteles nas suas conjecturas sobre o Tempo chegou à seguinte conclusão: uma porção dele passou e já não existe, enquanto a outra acontecerá e ainda não existe.
Contudo o tempo – infinito ou a porção dele que se queira examinar – é composto daqueles.
Supor-se-ia naturalmente que o que é composto de coisas que não existem não poderia ter qualquer papel na realidade.
De onde se deduz que o tempo e a consciência dele, não existem, não passam de uma ilusão. Tanto Tempo perdido para nada.
(continua)

32 Comments:

Blogger Leonoretta said...

ola augusto. penso que é um dos teus artigos mais dificeis que publicaste. porque a verdade seja dita: tu não facilitas, rsss
nao te censuro, pelo contrario.

mas agora abordas um conceito abstracto ou considerado como tal. para kant o tempo era real mesmo. tanto assim que ele fazia tudo ao pormenor tudo na hora exacta dispersando-se uma vez com a leitura de um livro de rousseau que o fez perder um dia dos seus horarios rigidos.
nao por influencia de kant, mas tambem acredito que o tempo existe. apenas faltava contabiliza-lo e o homem fe-lo para se orientar consigo proprio e com os outros.

agora... se falarmos em tempo cronologico e tempo psicologico , isso é outra historia do nosso psicologico.

abraço da leonoreta

6:29 da tarde  
Blogger Rosalina said...

conceito amplo, esse, o do tempo.

fico à espera da continuação.

11:16 da tarde  
Blogger hfm said...

Ainda bem que é para continuar. Tema difícil e encarado de diversas formas consoante a educação e o tempo físico em que ele é vivido.
Vou seguir atentamente.

10:29 da manhã  
Blogger Sofocleto said...

É engraçado mas eu tenho uma teoria sobre o tempo (julgo que é só minha).

O tempo é uma medida de movimento. É a percepção de um movimento (ou ausência dele) em função de outro movimento.

Um ano é uma órbita completa da Terra em torno do Sol. Um dia é uma rotação completa da Terra em torno de si mesma. Dividimo-la depois em horas, minutos e segundos.

Os relógios são movimento: seja areia a escorrer numa ampulheta, uma roda mecânica ou a vibração de um cristal.

Todo o movimento só pode ser medido em função de outro movimento. É isso o tempo.

Um abraço

1:21 da tarde  
Blogger Peter said...

Meu caro Augusto
O n/blogo chama-se http://conversasdexaxa4.blogspot.com sendo a 4ªedição do blog "Conversas de xaxa" publicado no SAPO e que, à medida que ia atingindo os 100% de crédito, criávamos o 2, depois o 3, até que com o 4 resolvemos mudar para o BLOGGER. Tanto eu, como a "bluegift" temo-nos mantido desde o início. Outros colaboradores e amigos, têm entrado e saído. Devido a problemas e afazeres dos seus actuais "conversadores", o blog está a atravessar um período de crise, pelo que talvez não seja a melhor ocasião para o visitar. De qualquer modo agradeço a "publicidade".
Quero fazer uma ressalva:
- O que sugeri ao Augusto foi que ele falasse sobre o que se entende por VIDA, pois ainda nenhum cientista a conseguiu definir duma forma suficientemente abrangente. É diferente do que falar sobre "A origem da vida". No entanto irei seguir-te com interesse, pois muito terei a aprender.
Começo por não concordar com a afirmação: "o princípio de tudo: O Tempo."
A “flecha do tempo” tem a sua origem no Big Bang: o estado de baixa entropia nos primeiros instantes fez com que o futuro seja de facto a direcção de aumento de entropia, com que o tempo “corra” numa determinada direcção.
A atribuição do Prémio Nobel de Física de 2006 atribuido aos americanos John Mather e George Smoot, pela sua "descoberta do espectro de corpo negro e anisotropia da radiação cósmica de fundo", medida no céu a partir de todas as direcções e originada no Universo primevo e que eu já abordei num artigo publicado no blog, foi um contributo definitivo (por enquanto, pois nada em Física é definitivo) para a aceitação científica e credibilidade da Teoria do Big Bang.
A “flecha do tempo” é um dos grandes mistérios do Universo e continua insolúvel. Porque é que eu parto um ovo e não o “desparto”, isto é, não consigo restitui-lo à sua forma primitiva?
Vou ficar por aqui, porque não li mais do teu artigo, mas hei-de lê-lo.
Tenho aqui à minha frente dois livros:
- “Breve história do tempo”, de Stephen W. Hawking, que já li há muito tempo.
- “O Universo num átomo – a convergência entre ciência e espiritualidade”, do Dalai – Lama e que comprei agora.
Mas vou ver a corrida de F1 e depois irei ao Alvaláxia ver o meu Sporting jogar com o FCP.
Abraço

6:22 da tarde  
Blogger Dad said...

O tempo...que aproxima...separa...mata...desesperadamente real.

Gostei de ler.

Beijinho,

10:52 da tarde  
Blogger H. Sousa said...

Caro Augusto:
É, realmente, reconfortante constatar que as minhas cogitações tenham achado ouvidos de gente, afastando-se embora de quanto a ciência oficial avaliza, e que a opinião pública aplaude. Tempo é uma das nossas "construções", "invenções" ou o que mais se lhe queira chamar: "algo" que não sabemos definir mas que procuramos, denodamente, medir com o máximo rigor. Esse livro do Stephen Hawking, "Breve História do Tempo", foi uma grande desilusão para mim. Já o leu? No entanto, teve um êxito estrondoso, havendo até quem o considere um dos dez livros que mudaram o mundo.
Estou curioso pela sequência que dará ao tema, aprecio muito mais a sua criatividade que os best sellers promovidos pela bem orquestrada opinião mediática.
Abraços

11:25 da tarde  
Blogger Amigo de Alex said...

Não creio que o tempo perdido seja assim tanto, nem que seja perdido tão pouco.Depende do tempo que se tem.
Continuo a ler-te com toda a atenção...e a gostar.
Tem uma boa semana.
Um abraço.

1:47 da manhã  
Blogger Em busca da Paz de Espírito said...

Olá.
Partilho com agrado estas reflexões. O tempo é a tal 4ªdimensão dificilmente compreendida porque é virtual (não ocupa espaço físico).
É a maior força da natureza pois pouco/nada podemos fazer para alterar o seu fluir. Felizmente, porque se pudessemos reverter esse fluir, então que confusão seriam as nossas vidas!
Abraço

9:32 da manhã  
Blogger pintoribeiro said...

Boa semana Augusto. Abraços,

9:45 da manhã  
Blogger Peter said...

Augusto

Ontem ainda li o teu artigo. É óbvio que "navegamos" em dois sítios diferentes: Filosofia e Ciência. Quanto à primeira, nada percebo e quanto à segunda, tenho lido umas coisas ao longo dos últimos anos.
Actualmente ando a ler: "O tecido do Cosmos - Espaço, Tempo e textura da realidade" de Brian Greene, mas tem um grave inconveniente para mim: tem 890 págs ...

Respondi ao teu comentário que deixaste no meu blog, mas no artigo onde estava, podia passar-te despercebido, pelo que resolvi repeti-lo aaqui.

"Gostaria que lesses o meu artigo "Prémio Nobel da Física 2006", talvez modificasses as tuas ideias sobre o Big Bang.
O Universo, como sabes, tem cerca de 14.000 milhões de anos, os primeiros organismos unicelulares poderiam e é uma hipótese plausível, ter surgido no mar do nosso planeta Terra, há cerca de 2.000 milhões de anos e o homem terrestre actual "apenas" há 2 milhões.
Então foi para este "jóvem", habitante de um mísero calhau, entre triliões, de triliões, de triliões ... de astros, que tudo foi criado?"

Uma boa semana

10:28 da manhã  
Blogger H. Sousa said...

A existência de um relógio implica a existência de um relojoeiro. Este argumento estava no centro da batalha entre criacionistas e evolucionistas na biologia do século XIX. Os evolucionistas ganharam a batalha. Variações genéticas ao acaso e a selecção darwiniana foram mostradas como sendo causas suficientes da evolução biológica. A prova por premeditação foi excluída da ciência por causas teológicas. Durante uma centena de anos os biólogos reprimiram zelosamente todas as tentativas de reviver as velhas doutrinas criacionistas. Contudo, a prova por premeditação ainda tem algum mérito como princípio filosófico. Proponho que lhe concedamos o mesmo estatuto do princípio antrópico, expulso da ciência, mas tolerado na metaciência.
Freeman Dyson, Infinito em Todas as Direcções, Gradiva, Lisboa, 1990.
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A descoberta da expansão do universo feita por Hubble levou Lemâitre (1894-1966) a sugerir a teoria criacionista do big bang. Todo o universo, espaço, tempo e matéria, teria tido, segundo esta teoria, um começo estimado hoje em 12000 milhões de anos. E o que haveria antes do big bang? Nada, nem sequer um grãozinho de poeira. A teoria esclarece que também o espaço e a matéria tiveram início com o tempo. O enigma do tempo físico seria apenas um aspecto da realidade, ele não existe separadamente do espaço e da matéria. Não parece possível medir o tempo sem o movimento, sendo que movimento é sempre movimento de qualquer coisa, isto é, de matéria. Não há tempo sem o relógio capaz de o medir. Pergunto-me então, incrédulo: como pode a ciência actual, não só admitir uma teoria criacionista, como até promover e divulgar essa teoria?
In "O Implacável Tempo", da minha autoria.
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Afinal sempre existe um relojoeiro? Em que ficamos?

11:48 da manhã  
Blogger A Rapariga said...

E os blogues também servem para isto, uma salutar troca de impressões e "galhardetes"

8:00 da tarde  
Blogger H. Sousa said...

Creio que se depreende que as minhas intervenções lançam dúvidas sobre a teoria do big bang, apoiada por Peter. Segundo essa teoria, o tempo (e tudo o que hoje existe) teve um começo. Apesar das provas científicas, nomeadamente as últimas dadas pelos vencedores do prémio Nobel de Física deste ano (já li o artigo do Peter), há na teoria "algo" que não encaixa bem. Como salienta o Augusto, reduz-se a recta à semi-recta, conjectura-se que esta poderá vir a ser reduzida a uma recta, ou talvez não. O que acho estranho é a ciência estar a aproximar-se das verdades religiosas. Lemaître era padre, de resto.
Saudações, Peter. Acabo de descobrir que temos amizades comuns.
Um abraço ao Augusto e demais conhecidos (ou desconhecidos).

8:40 da tarde  
Blogger Peter said...

h. sousa

Não costumo responder a comentários que outrem faça a um artigo, senão entraríamos num "dirás tu, direi eu", mas poderemos fazê-lo pessoalmente, ou por e-mail. Todavia, se o Augusto não se importar, porque o artigo foi escrito por ele e no blog dele e sem rebater qualquer afirmação, vou responder a este comentário:
- A Teoria do Big Bang foi a base para a Comissão Nobel atribuir o Prémio da Física de 2006.
“Em Cosmologia, o Big Bang é uma teoria científica que explica como o universo surgiu de um estado de altas densidade e temperatura há cerca de 13,7 mil milhões de anos (bilhões BR). A teoria baseia-se em observações que indicam a expansão do universo (e do próprio espaço) de acordo com a lei de Hubble.
Essas observações mostram que o universo se expandiu de um estado em que toda a matéria e energia se concentravam numponto de densidade e temperatura extremas. Os físicos não estão de acordo sobre o que aconteceu antes do Big Bang, apesar de a relatividade geral predizer uma singularidade gravitacional.”
E não estão de acordo porque para trás do chamado “muro de Planck”, as leis físicas e as constantes universais, pura e simplesmente deixam de funcionar.
- A Teoria, como qualquer teoria física,tem "buracos". Um deles tentou ser resolvido por um jovem cientista eborense, Prof em Oxford: João Magueijo. Não me alongo.
- Um Papa, de que não me recordo agora o nome, aceitou a teoria porque, segundo o ponto de vista do Vaticano a mesma vinha apoiar cientificamente o “Fiat Lux”. Este facto criou, de início dificuldades aos defensores da mesma, já que Ciência e Religião nem sempre ligam e levou o Prof Fred Hoyle, Prof em Cambridge e defensor da teoria estacionária ( um Universo eterno e imutável) a apelidá-la depreciativamente de Big Bang.
- A Física Quântica, mas não só, estará a aproximar-se da Religião:
“Seria muito difícil explicar o motivo pelo qual o Universo deve ter começado exactamente assim, excepto como acto de um deus que tencionava criar seres como nós” (Stephen W. Hawking)
“Em cada partícula, cada átomo, cada molécula, cada célula de matéria vivem escondidas e trabalham sem ninguém o saber a omnisciência do eterno e a omnipotência do infinito” (Teilhard de Chardin)
“O que me interessa realmente é saber se Deus podia ter feito o mundo de uma forma diferente; isto é, se a necessidade da simplicidade lógica lhe deixa qualquer liberdade” (Albert Einstein)
“O mais extraordinário aos olhos da física contemporânea não é tanto que, por “razões químicas”, a vida tenha aparecido na Terra, mas mais que ela tenha podido aparecer na Terra (ou noutro sítio). É o facto de os electrões e os quarks da papa inicial de há 15.000 milhões de anos terem tido as propriedades necessárias para se poderem associar em proteínas e em cadeias de nucleóticos. É o facto de haver “razões químicas” capazes de dar origem à vida e de lhe permitir continuar a desenvolver-se” (Hubert Reeves)

“e cosi via”

Uma vez que temos amizades comuns (?), um abraço,
Peter

11:12 da tarde  
Blogger AntropoLógica said...

Sim, somos classificadores por natureza. Fraccionamos a realidade para que caiba no espaço pequeno dos nossos olhos. Damos-lhe nomes, arrumamo-la nas gavetas do nosso intelecto. E no entanto, no momento exacto em que pensamos tocar-lhe, ela esboroa-se-nos por entre os dedos. O Tempo, como tudo o resto, não é excepção...

Texto muito interessante. Aguardo a continuação! :)

Abraço amigo,
A.

10:59 da manhã  
Blogger Heloisa B.P said...

AQUI estou e vim pela VIA do MINI-Hora Absurda )destaco o MINI, porque ele, HORA ABSURDA eº o seu OPOSTO! Mas, dizia eu, que cheguei ateº AQUI por essa via e, tenho estado lendo ATENTAMENTE tanto o POST em SI MESMO como os respectivos COMENTARIOS!_AMBOS; PETER E HENRIQUE sao dois BONS AMIGOS e sou ASSIDUA LEITORA DE AMBOS!_Fico contente deos ver AQUI argumentando e, da DISCUSSAO NASCE A LUZ jaº dizia minha Avozinha!!!!
O CONVERSAS DE XAXA_em toda a Sua numeracao_ eº UM OPTIMO BLOG que tem sido sempre escrito por MAO E MENTE DE MESTRE)MESTRES)!!!!!
O HORA ABSURDA E ANTECEDENTES tambem em todas a SUA NUMERACAO I, II, III... eº igualmente escrita por MAO E MENTE DE UM SOº MESTRE, ELE, HENRIQUE SOUSA e...MEU GENEROSO E QUERIDO AMIGO!
Eu, limito'me a LEr e a APRENDER COM AMBOS pois sou completamente ANALFABETA em tais MATERIAS!!!
A ESTE BLOG, procurarei vir MAIS VEZES, pois saio com vontade de VOLTAR!
SAUDACOES CORDIAIS E UM ABRACO AOS MEUS DOIS AMIGOS?PERER E HENRIQUE SOUSA!

Heloisa B.P.
''''''''''''''''''

2:50 da tarde  
Blogger augustoM said...

Olá Peter
É com todo o gosto que assisto à vossa argumentação, não num “dirás tu, direi eu, mas no debate sobre um assunto, que ao que parece é muito querido aos três. É mesmo um privilégio tê-los a “conversar” no meu blog, podem continuar se fazem favor.
Quanto ao que têm escrito, que leio atentamente, não me vou imiscuir, reservo a minha opinião para os textos seguintes, que espero que continuem a ter interesse.
Um abraço. Augusto

3:30 da tarde  
Blogger a rasar o ceu said...

Querido Augusto....o desafio é aliciante,,,então para ti....estou mesmo a ver o teu sorriso a brilhar pARA DENTRO...:))))
______________________________do tempo só me ocorre dizer que é a mais bela metáfora que se inventou para adiar a morte.
___________________e já sei que não concordas...:)))) mas os poetas são fingidores e fingem deveras possuir o tempo que não dominam...:)))) beijos. intemporais.

3:33 da tarde  
Blogger Peter said...

Augusto, como já disse, tu discutes o lado humanistíco e filosófico do tema, que eu leio com prazer, enquanto eu falo com o Henrique Sousa (já vi que temos a Heloisa como amiga comum) mas estou em desvantagem pois, enquanto mero curioso, estou a argumentar com um profissional e autor de um livro sobre o assunto.
Numa tentativa de desenvolver a minha argumentação, publiquei hoje no "conversas" um artigo intitulado: "Galáxias primitivas".

Abraço

4:53 da tarde  
Blogger H. Sousa said...

Não era minha intenção continuar a saudável discussão sobre este tema deveras aliciante, mas face ao encorajamento do amigo Augusto, aqui vai o argumento que me leva a pôr em dúvida a teoria do big bang:

1. Nunca (que eu saiba, corrijam-me se estou errado) se mediu o afstamento das galáxias entre si. O que se vê é a luz das estrelas distantes tornarem-se mais avermelhadas e infere-se daí que se estão a afastar. Interpretação baseada no efeito Doppler. Há outras interpretações possíveis.

2. Com base numa interpretação que pode não estar correcta, infere-se que o universo está em expansão.

3. Se está em expansão agora, esteve em expansão desde sempre, e extrapola-se para o passado, chegando-se à conclusão que há 12 ou 15 mil milhões de anos, o universo era um ponto.

A radiação de fundo é vista como a radiação que resta do big bang porque ver longe é ver no passado, já que a luz consome tempo para cá chegar. A radiação vem de todas as direcções de uma esfera com raio descomunal mas o big bang deu-se num ponto. Se o big bang se deu a partir de um ponto o universo devia ser semelhante a uma calote esférica e estaria todo ele a afastar-se desse ponto. Digamos que uma espécie de bola de fogo de artifício japonês.

Embora seja talvez uma questão de preferência, continuo a crer no Infinito, para cima e para baixo, do infinitamente pequeno ao infinitamente grande, desde sempre e para sempre.

5:13 da tarde  
Blogger H. Sousa said...

Caro Peter, o meu comentário anterior não era especificamente a si dirigido. Pesquisei e li sobre o que escrevi nesse tal livrinho sobre o tempo, mas não sou físico. Apenas discuto as bases em que se apoiam as nossas crenças. De facto, não me repugna aceitar qualquer teoria, desde que a perceba e ache plausível. Terei o maior prazer em ler o que escreveu e no meu site, que o Augusto referiu, encontrará as minhas coordenadas.
Abraços,
Henrique

6:26 da tarde  
Blogger Peter said...

Meu caro Henrique

- Já lhe dei citações de cientista notáveis que admitem a existência de um "relojoeiro".
- Quanto à expansão, deixo-lhe esta achega:

"A ideia essencial de um Universo em expansão, tendo passado por uma fase extremamente quente durante a qual se produziram por fusão nuclear alguns elementos químicos leves (como o hélio, o deutério e o lítio), é uma ideia adquirida em cosmologia. Esta ideia conduz-nos quase inevitavelmente à conclusão que a expansão começou com um big bang alguns 14 mil milhões de anos atrás. O estado do Universo era então muito semelhante ao interior de um buraco negro, embora invertido no tempo. Nesta descrição, o Universo emergiu aparentemente duma singularidade antes da qual nem espaço nem tempo existiam. Por outro lado, a ideia de uma fase inflacionária, durante a qual o Universo se expandiu aceleradamente, também parece ser uma ideia que viverá connosco por muito tempo.Há muitos "pormenores" ainda por clarificar e há muitas teorias que podem incorporar esta ideia de um Universo em expansão acelerada. Recentemente, foi possível comprovar que o Universo actual também se encontra numa fase de expansão acelerada, o que implica a existência de uma energia escura de natureza diferente da restante energia. Esta energia escura representa cerca de 70% de toda a energia, e tem um papel repulsivo que determina a aceleração actual do Universo. Permanecem por desvendar inúmeros mistérios e, entre eles, os momentos iniciais do Universo, a constituição da matéria escura, a natureza da energia escura, bem como a formação de estrelas e galáxias, são temas apaixonantes que continuarão a ser investigados nos próximos anos."

(Prof. Doutor Paulo Crawford - CAAUL / Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa )

7:36 da tarde  
Blogger Carla Augusto said...

Excelente blog!
Parabéns!

1:32 da manhã  
Blogger pintoribeiro said...

Não há post Augusto? Bom dia, um abraço,

9:46 da manhã  
Blogger pianola / Sonia R. said...

Estará a net a acolher todas as neuroses escondidas no quotidiano?
Bom dia Augusto.

1:39 da tarde  
Blogger H. Sousa said...

Caríssimos (as):
Hoje fui a uma palestra na ES Rodrigues Lobo, Leiria, sobre um dos livros mais vendidos no mundo, Uma Breve História do Tempo do Stephen Hawking. O livro, que já li há algum tempo, alinha, embora sem deixar de admitir outras hipóteses, com o cientificamente correcto, isto é, expansão do universo, começo a partir de um ponto (big bang), buracos negros de onde nada escapa mas afinal donde sempre escapa alguma radiação. Entrei mudo e saí calado, mesmo porque a oradora, professora de Física e Química aposentada daquela Escola, não tomou partido, limitando-se a informar detalhadamente sobre o conteúdo do livro. Lembrou que Carlos Fiolhais, da Universidade de Coimbra, não entendia como esse livro poderia ser considerado um marco importante, acabando, cinco anos depois, por ser o promotor do livro num círculo de palestras em Oeiras com patrocínio da Gulbenkian.
No final da palestra, alguém levantou a questão do "relojoeiro". Deus só seria necessário como o criador do mundo e a criação só pode ter sido num dado instante do passado. Ora, porque num mundo infinito e existente desde sempre e para sempre, Deus ficaria desempregado, segundo Stephen Hawking. Será mesmo assim? E Deus? Existiu desde sempre e, num dado momento de uma existência sem princípio nem fim, ali no meio da sua recta, resolve criar tudo o que existe (imenso aos nossos olhos) e essa criação terá talvez um fim quando ele se cansar da sua obra e volta tudo à existência divina apenas.
Um tal Deus, parece-me demasiado humano. A hipótese de um universo infinito e existente desde sempre e para sempre exige muito maior poder de "algo" que nos transcende, o Infinito é muito mais difícil de perceber que o Finito (já se pensou que a Terra tivesse um fim) e, por isso, chamamos a esse "algo" Deus.
Ou seja, de uma forma ou de outra, arranjamos sempre um Deus, se quisermos.

8:31 da tarde  
Blogger Mendes Ferreira said...

....tanto tempo perdido para tudo....ou seja....o tempo de um beijo.


:___________________!

9:10 da tarde  
Blogger sonia said...

Bom dia Augusto. Gostei de conhecer o seu blogue.

9:41 da manhã  
Blogger pintoribeiro said...

Abraço, bom dia,

12:22 da tarde  
Blogger Å®t_Øf_£övë said...

Augusto,
O tempo para mim é completamente abstracto. Para mim o tempo está sempre parado. Só anda quando eu quero. É isso que o torna especial. Porque não é o tempo que apaga a memória, mas sim a memória que apaga o tempo. E essa nunca cairá!
Abraço.

10:07 da tarde  
Blogger sonia said...

Passo par desejar-lhe bom dia e um bom fim de semana Augusto.
Obrigada pela visita.

10:22 da manhã  

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