sexta-feira, julho 01, 2005

Eneias e Dido


Eneias conta as suas aventuras a Dido
Eneias parente de Príamo, rei de Tróia, depois de Heitor, era o mais valente dos Troianos.
Após da destruição de Tróia, Eneias foi condenado por Juno, protector dos Gregos, a vaguear pelos mares.
Ao fim de errar durante sete anos, aproximou-se por fim das costas de África, mas Juno ao aperceber-se disso, consegue persuadir Éolo, o deus do vento, a lançar uma violenta tempestade contra os barcos troianos.
Durante a tempestade cinco navios afundaram-se e os outros encalharam, mas quando tudo parecia perdido, apareceu Neptuno, o protector de Eneias, que furioso, ordenou ao vento que se acalmasse imediatamente.
Reparado o que restava da sua frota, Eneias dirigiu-se então para as costas da Líbia e aportou num local onde reinava a bela Dido, fundadora de Cartago.
Dido ofereceu imediatamente hospitalidade a Eneias, que em sinal de reconhecimento lhe conta as suas numerosas proezas e aventuras e descreve a queda de Tróia.
Dido escuta o belo estrangeiro com interesse crescente e depressa a sua admiração dá lugar a um amor ardente.
Durante uma caçada, desencadeia-se uma tempestade. Sob uma forte chuva de granizo, Dido e Eneias, procuram abrigo acabando por encontram-se sós numa gruta e com a bênção das Ninfas consomem o seu amor.
Seguem-se uma série de festejos; Eneias e Dido só pensam no seu amor, levando Eneias a esquecer-se da missão que os deuses lhe tinham destinado: fundar no solo da Itália o Estado que um dia dominará o mundo. Roma.
O rei dos deuses, descontente, ordena a Eneias para partir imediatamente e seguir o seu destino. Eneias não tem outro remédio senão obedecer.
Mas o espantoso instinto da mulher amorosa dá a entender a Dido o que lhe vai acontecer, embora Eneias nada lhe tenha dito.
Tenta por todos os meios conservar o seu amante, mas perante a inutilidade dos seus esforços, o amor transforma-se em ódio.
Desesperada recusa sobreviver à separação. Quando ao nascer do dia, Eneias deixa o porto de Cartago, o seu caminho é iluminado por uma fogueira, a que consome a infeliz Dido.
Antes de morrer amaldiçoou o infiel amante e todo o seu povo, prevendo a grandeza futura de Cartago, que um dia será o mais temível dos inimigos dos Romanos e vingará a honra da sua primeira rainha.

15 Comments:

Blogger lazuli said...

"Ele muito sofreu em terra e no mar...também guerreou e muito padeceu para fundar Lavínio e transportar ao Lácio os seus Penates. Essa foi a origem da raça latina e dos albanos, nossos ancestrais, e das muralhas da excelsa Roma" - Virgílio - A Eneida, livro I.
Acompanho os teus textos, com muito prazer, e as músicas são um oásis. Dali a origem do termo "andar a penates", não será?
Bom domingo para ti, Augusto.
Um beijo
Fernanda G

3:18 da tarde  
Blogger lazuli said...

Deixo "ligada" a música, enquanto almoço tardiamente e leio os jornais de domingo..

3:21 da tarde  
Blogger hfm said...

Gosto destes teus relatos.

10:18 da tarde  
Blogger Biranta said...

Dido, exemplo de gente que não sabe amar... O ódio é legítimo, mas quando justificado pelas injustiças e pela crueldade, em pessoas que não têm outra saída, a quem foi tirado tudo... Destas histórias transparece uma forma estranha de "pensar" o mundo... retrógrada, primária. Será que não havia outras? Duvido.

2:36 da tarde  
Blogger LetrasaoAcaso said...

É na verdade um prazer ir lendo estes teus textos.
Parece-me que andamos todos um pouco filosóficos.
Um abraço

10:59 da tarde  
Blogger Bárbara Vale-Frias said...

Mais um texto que nos surpreende nesta blogosfera :)

9:17 da manhã  
Blogger aba said...

Moral da história: não queiras experimentar a vingança da mulheres.. :)
Abraço

8:42 da tarde  
Blogger stillforty said...

Almadiçoou e almadiçoou muito bem...e tenho dito ;)

10:20 da tarde  
Blogger Carlos Barros said...

As mulheres são optimas companheiras, podemos contar com elas e com a sua devoção, mas no momento que as traimos, estamos...
...era assim e é assim e será sempre assim até ao dia que a terra será somente habitada por hermafroditas... hihihihi
abraço

11:04 da tarde  
Blogger oasis dossonhos said...

Caro Augusto:
Apesar do meu tempo super-ocupado, não quis deixar de vir aqui cumprimentar-te. Obrigado pelas tuas visitas regulares e pelo teu espírito positivo, de partilha e de luz, que faz falta na blogosfera, pois nem sempre é luminosa...
Mas ela é apenas um espelho do que se passa na vida não virtual.
Grandabraço
Luís

3:26 da tarde  
Blogger Leonoretta said...

As histórias da antiguidade grega são sempre muto interessantes. é o mito por inteiro a explicar o destino.

abraço da leonor

6:23 da tarde  
Blogger Fernando B. said...

Caro Augusto,

Mais uma lição, desta vez de mitologia grega. Obrigaste-me a retirar a Enciclopédia de Mitologia da prateleira, para apressadamente ler mais umas coisas...

Obrigado Amigo. Se todos utilizassem estes espaços como tu o fazes certamente que viveríamos em mais harmonia e fraternidade.

Um Abraço,

7:26 da tarde  
Blogger trintapermanente said...

a culpa é sempre das mulheres. é o que vale

10:28 da manhã  
Blogger BlueShell said...

mais uma vez...aprendi contigo!
Obrigada!
( emagreci 5 Kg por caisa dos "dossiers")...
Um bom fds
BShell

7:05 da tarde  
Blogger L. said...

Vim ao seu blog por acaso, porque procurava informação sobre a história de Dido e Eneias. Informação sucinta e fotografias para usar no meu blog, para promover a ópera do mesmo nome que vamos realizar em outubro próximo, em Óbidos. Achei muito útil o seu resumo da história; será muito abuso pedir-lhe que me deixe usar a imagem que tem no seu blog?

2:16 da manhã  

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