segunda-feira, junho 06, 2005

Planeta azul, que futuro?



O egoísmo humano, conduz o homem a determinados tipos de comportamento para com o seu semelhante, variando estes conforme a intensidade com que esse egoísmo se manifesta.
Num grau moderado leva à indiferença e perda de respeito, num grau mais elevado propícia a inveja e o desprezo, acabando no ódio.
Mas como justificar tais comportamentos motivados pelo egoísmo? A resposta poderá residir no reconhecimento que o homem tem da sua finitude e efémera existência.
A morte, em face da continuidade da vida dos outros, torna-se insuportável para ele. Reconhecer que a sua existência acaba e a vida continua, sem que dela possa participar, leva a instalar-se no seu subconsciente uma angústia que acaba por o tornar egoísta. Enquanto eu durar quero tudo, mesmo que nada fique para os outros. É uma espécie de vingança em relação aos que ficam vivos.
Esta pequena análise ao comportamento humano, tem só como finalidade, ajudar-nos a compreender determinadas condutas, que de outra forma seriam incompreensíveis.
Sendo a Terra o único planeta conhecido com as condições perfeitas para a sobrevivência da raça humana, como pode o homem ser tão predador, ao ponto de destruir o seu próprio suporte de vida?
Ou o ser humano não passa de um ser irracional, que não reconhece a sua própria dependência da Natureza, ou é racional, mas prisioneiro do seu mais primitivo instinto, o egoísmo.
Da delapidação dos recursos, à destruição das condições fundamentais à vida, de tudo um pouco, ou muito, o homem faz, movido pelo seu egoísmo, não querendo saber o que poderá acontecer às gerações futuras, quando o suporte da vida já não for suficiente para que a humanidade possa subsistir.
Deste homem destruidor temos todos um pouco, quando no dia a dia das nossa vidas, para além de mostrarmos pouco respeito pela Natureza, a nossa verdadeira mãe, a agredimos constantemente. Não se enganem os que se julgam um exemplo de virtudes, porque todos, mesmo todos, prevaricamos de uma forma ou de outra, mais que não seja na passividade de vermos o vizinho a fazer mal e não intervirmos.
A poluição, para qual todos nós contribuímos, ainda que só com o automóvel, está a deteriorar a atmosfera com a afecção em especial da camada de ozono que nos protege provocando um efeito de estufa, o qual por sua vez provocará um sobreaquecimento da atmosfera.
Têm ideia das consequências deste aquecimento? Uma das mais graves é derreter as calotes polares, e consequentemente o aumento do nível das águas do mar. Quem se preocupa com as populações ribeirinhas que verão, num futuro próximo, as suas terras irremediavelmente submersas para sempre? Que se lixem, eu vivo numa terra mais alta.
Mas os desastres ambientais não são só para os povos ribeirinhos. A água proveniente do derretimento das calotes polares, por ser doce, vai destruir a Corrente do Golfo, imprescindível para o equilíbrio térmico da Europa, em especial do Norte.
Com a falta do calor trazida pela Corrente do Golfo, os povos futuros, quem sabe os nossos bisnetos, vão ter de enfrentar um arrefecimento tão grande que provocará uma nova Era Glaciar. Será que o nosso amor paternal é limitado às gerações que nos são mais próximas, aquelas que nós vimos, e que os filhos dos nossos netos já serão uns estranhos para nós?
E quando depois de arrancadas todas as árvores da Amazónia e de todas as grandes florestas do planeta, como vamos purificar o ar? Hoje o que queremos são bons móveis de madeira, quanto a respirar no futuro, que arranjem uma botija de ar, já cá não estamos, o problema é deles.
Pescar, pescar sem controle, os stocks de peixe ainda duram mais uns anitos, quando acabarem, já não estamos cá para passar fome. A extinção das espécies pela pesca intensiva? Não faz mal, elas são extintas de uma maneira ou de outra. Se não for a pesca é a poluição e ao menos com a pesca sempre se poder obter algum lucro.
Mas a água não é só mar, são rios e lagos. O ser humano é constituído por 80% de água, ou seja, a sua existência depende directamente dela. Elemento tão vital para a vida, como podemos conceber que para obtenção de um lucro fácil ou pelo nosso desmazelo, se inquinem as águas a um ponto de não ser possível a sua regeneração.
Que irão beber os nosso bisnetos? Coca cola? Mas isso não interessa, desperdicemos este elemento precioso à vontade, os outros que arranjem um substituto. Nós até já cá não estamos para beber.
Muitas outras situações podiam ser descritas, mas não esse o objectivo do texto, aqui apenas ficam registadas algumas que pretendem representar o todo.
Enquanto continuarmos a pensar que o problema é sempre dos outros e a agir de acordo com o nosso egoísmo, o fim pairará no horizonte. Não apontemos só o dedo aos grandes poluidores, como os grandes culpados, todos nós juntos poluímos infinitamente mais. Insurgimo-nos contra eles mas fazemos o mesmo.
Se não dominarmos o nosso egoísmo, o nosso planeta azul, no futuro ficará castanho na sua agonia, caminhando inexoravelmente para a morte e extinção da maior obra da Natureza, a Humanidade, que se suicidou.

25 Comments:

Blogger stillforty said...

Vai ao meu blog ver o filme do diCaprio
Beijinhos

9:51 da tarde  
Blogger lazuli said...

"...De que podemos lembrar, sem recorrer apenas à nossa memória? Talvez uma centena de anos atrás, e tudo se dissolve em neblina..
Mas os seres humanos possuem atributos que nenhum outro ser vivo possui..Somos dotados de uma infinita curiosidade, e de uma enorme ingenuidade...(..)
Compreendemos e estudamos com igual facilidade, a maior estrela e o mais pequeno átomo, e reflectimos sobre conceitos tão enigmáticos como buracos negros e quarks. Sondamos temperaturas próximas das do núcleo das estrelas, e profundezas das áreas mais isoladas do espaço não-ilumidado..(..)".
Ao ler-te, lembrei-me do livro do Isaac Asimov.."A terra e o cosmos".
Será que sendo como somos..não temos a infinita sabedoria de proteger este planeta azul..que tão bem descreves?
Um beijo*

10:43 da tarde  
Blogger Alexandre Narciso said...

Um excelente post de alerta. Cuidar do nosso planeta é preciso... antes que seja tarde de mais.
Abraço

1:52 da tarde  
Blogger lazuli said...

Volto aqui.Imagino a emoção que devem ter sentido os primeiros homens que foram à Lua..quando viram esta esfera ao longe...
Nunca é demais pensar no assunto que abordas..aliás o que se tem feito..é pensar de menos.
Um beijo*

4:17 da tarde  
Blogger Fernando B. said...


"Quem vier atrás que feche a porta"...

Amigo Augusto, colocas exactamente o dedo na ferida. Os seres que os humanos classificam de irracionais, não atentam contra a Natureza, antes pelo contrário, nos seus habitats naturais, esses seres, contribuem para o equilíbrio. Por exemplo: os insectos.

Gostei muito desta tua análise, onde denuncias os comportamentos criminosos de muitos dos seres ditos humanos.

Um Abraço,

5:19 da tarde  
Blogger Adryka said...

Amigo, tu ainda não percebeste que vives no tempo mais iguíta que alguma vez existiu? as pessoas tem como meta e orizontes o seu proprio umbigo, é a lei do menor esfoço e do viver bem, lamento que assim seja. Beijos e parabens pelo post

5:58 da tarde  
Blogger jorge said...

aplaudo ruidosamente mais uma pérola klepsídrica!
abraço!

7:05 da tarde  
Blogger Mitsou said...

Que dizer? Apenas isto: obrigada por seres assim. Um beijo muito grande.

11:18 da tarde  
Blogger Ana Teresa Bonilha said...

Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

11:26 da tarde  
Blogger Ana Teresa Bonilha said...

Oi Augusto!

No Brasil é muito comum passar na televisão programas sobre como nossas florestas e matas estão sendo destruídas. Não há nada que me dê maior aflição e sensação de impotência que isto. E é uma sensação de impotência cultural. Quase como se fosse este o destino do país.

Para contruibuir no entendimento desse fenômeno do comportamento humano, procuro pensar também em
como lidamos com nosso corpo. Destruimos nosso corpo diariamente com o mesmo lixo e a mesma
depredação que destruimos o planeta.

Destruimos nosso corpo em nome do prazer ou do afastamento do desprazer. Acredito que são essas
duas coisas que também nos levam a destruir o planeta.

E concordo plenamente quanto ao que diz sobre todos fazermos isso. Cada componente de nosso computador com que matéria prima foi fabricado por exemplo? Minério e restos do processamento do
petróleo? Isso é conseguido com dano ambiental. E a eletricidade?

Enfim, não há como não estar envolvido nisso. Temos alternativas, o que chamamos de
desenvolvimento sustentável, mas que não é a preservação absoluta, mas uma degradação com limites
e com aproveitamento maior do que é conseguido.

Comida com trangênicos,agrotóxicos, conservantes... a água tem que ter cloro ou deve ser
comprada... sair sem filtro solar? E o ar? Outro dia tinha um shopping em São Paulo que oferecia
15 minutos em uma sessão Oxigênio nas narinas e com música em um walkman, caso você gastasse mais
de x reais... tudo isso está se naturalizando e nem percebemos mais a degradação da vida.


Mudando de assunto: Ainda preciso aprender quais são as regras não escritas dos blogs (risos). Eu
estava respondendo os comentários dentro de meu próprio blog, agora percebi que é mais usual
responder no blog de quem comentou.

Por isso respondendo-lhe agora aqui rs! O Rei Ricardo Coração de Leão aparece apenas no finalzinho do filme. O Filme trata da defesa do Reino de Jerusalém por Balian, ou dito de outra forma (risos),
a tomada de al-Kadisia por Yusuf Salah al-Din ibn Ayub. Realmente no final aparece o Rei Ricardo
Coração de Leão indo em direção à Jerusalém e comenta-se na legenda que lutou contra Saladino por
três anos (acho que era isso).
Meus conhecimentos do período deixam a desejar, mas o filme é bastante diferente da história que
conheço. Além disso, tem uma moral norte-americana e está cheio de mensagens sobre os conflitos
no Oriente Médio hoje. Reconheço que fazer um filme como esse nos EUA tem um impacto político
interno considerável e o diretor manipulou esse impacto. Saladino nem parece que realmente quer
conquistar Jerusalém, parece mais impelido a isso por outros comandantes. O papel do filho de
Amalric, conhecido como Balduíno, o leposo é muito valorizado também e explora-se os poucos anos
de trégua entre o Sultão Saladino e o Rei Balduíno como uma conquista de paz na região. Tinha que haver um vilão e esse papel ficou para os Templários. O povo judeu está ausente do filme, uma
opção política no meu entender, evitando o risco de comparação entre personagens já que o filme
favorece uma visão simpática dos Mulçumanos. Era preferível no meu entender, mostrar como
mulçumanos e judeus viviam em paz dentro dos domínios de Saladino, mas isso poderia criar
problemas...

um abraço,
Ana Teresa

11:31 da tarde  
Blogger Carmem L Vilanova said...

Para mim está perfeito o que escrevestes... gostei imenso, amigo e assino embaixo, contigo!
Acredito que o ser humano tem que começar a mudar de comportamento urgentemente, ou o pior passará...
Deixo-te um beijo amigo! E todo o meu respeito! :)

12:21 da manhã  
Blogger armando said...

Caro Augusto, mas que pessimismo!
Deve ser efeitos colaterais da nossa crise :-)

Eu não sou tão pessimista. A história dá provas que o homem é capaz de aprender com os seus disparates. Isso nao quer dizer que nao se repitam outros...

Sobre este assunto a minha posicao é a seguinte: a mudança de mentalidade só vai acontecer quando começarmos a pagar na pele os erros cometidos e os atentados ao ambiente. Enquanto isso nao acontecer, vamos destruindo ao sabor das regras impostas pelo dinheiro.

9:30 da manhã  
Blogger Yardbird said...

Sabes, Augusto? é que nós pensamos sempre que nunca será na nossa geração, portanto...que se lixe
Um abraço

2:02 da tarde  
Blogger lazuli said...

Augusto, passei aqui para te mandar um beijinho..humpft..hoje estou muito beijoqueira;)

2:53 da tarde  
Blogger paopbocca said...

os filhos dos nossos filhos, nossos filhos serão, e mais os que se seguem...e mais a outra e outra geração...não acredito na humanidade, portanto, não acredito que algum dia este estado de coisas se modifique.
quaquer dia destes, Augusto, resta-nos a recordação de como tudo era e aos nossos netos, restará nada...
isto é a minha visão, ultra pessimista.

vou voltar a pôr comentários no meu blog.
abraço

4:24 da tarde  
Blogger Bárbara Vale-Frias said...

Apesar de todas as coisas más, li ontem um artigo que dizia que estamos a reciclar. Pode ser que as campanhas de consciencialização ambiental/ecológica estejam mesmo a dar uma volta às atitudes dos portugueses. E, já se sabe, grão a grão , enche a galinha o papo ;)

Eu deposito a minha esperança nestas novas gerações. São elas que, de certa forma, estão a educar os pais.

5:15 da tarde  
Blogger Margarida Atheling said...

Por muito pessimista que este quadro possa parecer, afinal, infelizmente, não é mais do que real.
O caminho é mesmo esse, o da destruição. O que não sabemos é quanto tempo ainda resta, ou quantas grações nos restam...
Que bicho mais estúpido, o Homem!

5:42 da tarde  
Blogger BlueShell said...

Vês?...é isso que eu sinto...a propósito de tudo quanto enumeras no teu texto... O pranto da terra!!!

Beijos muitos, BShell

7:09 da tarde  
Blogger Carlos Barros said...

o futuro...acho que nem a Des pertence nesta altura do canpeonato.

7:26 da tarde  
Blogger hfm said...

Gostei desta tua reflexão embora esteja muito céptica quanto aos "mimos" humanos em relação ao nosso planeta :-(

4:39 da tarde  
Blogger Biranta said...

Estou em total desacordo com o sentido genérico deste post. Ainda bem que apareci no fim. Já o disse, várias vezes, e vou voltar a repetir: existem soluções justas, sérias, dignas, democráricas, boas para o ambiente e para a economia. E a "natureza", na sua imensa e insondável sabedoria, cria sempre, em cada tempo e lugar, as pessoas certas para cada cargo e função. Cabe à democracia providenciar para que essa realidade seja um facto. Isto aplica-se a tudo, desde os problewmas políticos, aos problemas sociais e também aos problemas ecológicos. Por outro lado, a situação que vivemos, actualmente, tem todo esse carácter destruidor porque a sociedade não funciona como tal. Numa sociedade a funcionar como deve, existe organização e regras para implemnetar todas as soluções, para que possamos dizer que vivemos em sociedade, como seres humanos que somos. Em sociedade, existem lideres que orientam e colocam as suas capacidades ao serviço da humanidade, como sempre aconteceu, para que pudéssemos chegar até aqui. Aquilo que o meu amigo diz é verdade, mas é apenas uma parte da verdade; é aquela verdade que se vê e se faz sentir, porque quem governa os países e o mundo são uns que representam e encarnam o que de pior há, na humanidade; e que impõem as suas regras e as suas atitudes aos restantes. Até chegam ao descaramento de, entre eles, produzirem textos com conteúdo semelhante a este, para alijarem as suas culpas, que são totais e exclusivas, passando-as para "os outros", a quem, todavia, não dão atenção, nem reconhecem dignidade, nem "competências" sequer para intervir neste ou em qualquer outro assunto. Quando ouço os mesmos que provocam toda a destruição que vemos, de forma gratuita, a dizerem, hipocritamente, este tipo de coisas, penso logo que se trata de uma sessão de terrorismo psicológico, de manipulação, como acontece com muitas outras coisas. Veja-se os casos da guerra, da pobreza, da criminalidade institucionalizada, das formas de actuação de quem detém o poder e dos que mandam em quem detém, formalmente, o poder. Veja-se o caso dos incêndios, actualmente e de todos os verões, no nosso país...
Pois eu quero dizer aqui, bem alto: nada tenho a ver com isso, como acontece com a maioria das pessoas, porque a maioria das pessoas são gente digna. Por isso eu acho que todos estes problemas se resolviam com democracia a sério. Decididamente, estes textos, consensuais, não fazem o meu género. Chegámos a um ponto em que já não basta identificar os males; é necessário também identificar as soluções e os culpados deste desastre absoluto em que vivemos, sob pena de não passarem de "boas intenções", as nossas palavras e esforços; podendo mesmo serem mais prejudiciais do que úteis. Experimentem ser abordados por uma pessoas que vos critica e achincalha, sem motivo (ou com motivos empíricos, próprios dessa pessoa) e digam-me o que sentem; se isso vos incentiva para se identificarem com essa pessoa, ou para darem algum crédito ao que diz, ou para se disporem a colaborar com ela. Para resolver erstes problemas é preciso que as pessoas colaborem entre si. É bom que não façamos o mesmo, para não ficarmos a falar sozinhos, ou pior: para falarmos muito para coisa nenhuma. Assim, nem uns colaboram, nem os outros se dispõem a se integrar, porque não acreditam em ninguém. É preciso que voltemos a ser pessoas, também neste particular...

9:49 da tarde  
Blogger Leonoretta said...

Olá Augusto. O teu alerta está formidável. totalmente de acordo, assino em baixo.

Abraço da leonor

10:19 da tarde  
Blogger Kwan said...

Pelo que dizem, a Coca Cola é 99% água. Nem isso...
Preocupante. Porque toda a gente só acha preocupante.

1:14 da manhã  
Blogger Estrela do mar said...

BOM FIM DE SEMANA prolongado!

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Um beijinho*.

2:43 da manhã  
Blogger 日月神教-向左使 said...

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12:06 da tarde  

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