terça-feira, julho 01, 2008

O homem enquanto manifestação

Podem tentar explicar o tempo, estabelecer leis, que ele sem o homem não existe.
Podem tentar explicar o espaço, estabelecer leis, que ele sem o homem não existe.

A sua existência depende da existência do homem, pois é ele, e só ele, que define o que existe do que não existe, aquilo que a sua imaginação, macro ou micro, percepciona. Ambas são balizadas pelo seu cognitivo, que lhe limita a imaginação, porque imaginar implica conhecer, sem conhecimento é impossível imaginar.

Nenhum conhecimento pode existir fora da percepção cognitiva, nada faz sentido existir sem a percepção do homem, porque não se pode percepcionar o que não se conhece.

Toda existência é um equilíbrio harmonioso, do qual o homem faz parte, e que sem ele, seria o caos. A diferença entre o caos e a harmonia é a existência do homem, que compreende e define.

Do caos, chamemos-lhe assim, evolui-se para a harmonia, (a individualização, a interdependência, a interacção, a casualidade). Tudo se transforma ou evolui, como queiramos chamar, do mesmo, tudo é emanado, ordenado, nada “existe”, existência é o produto do que é imaginado, daquilo que julgamos ser, daquilo que queremos que seja, daquilo que queremos ser, do nosso sensitivo.

A passagem do insensitivo caótico ao sensitivo harmonioso, faz-se pela noção do bem e do mal, ou seja de um estágio supra sentimento, para um estágio fundamentado no sentimento, o homem.

Contudo, o homem em nada se diferencia do caos, mas sim uma manifestação do próprio caos, não por acaso, mas pela renovação, pelo nada voltar ao nada, onde a matéria não passa de uma ilusão do sensitivo, onde não há nada a pensar.

25 Comments:

Blogger Å®t Øf £övë said...

Augusto,
O Tempo cura tudo, segundo dizem. O Tempo, apazigua tudo, e cola os cacos. O Tempo é o braço direito da Natureza e do Pai de tudo, acirra-nos o ódio, mas também nos purifica a alma.
Abraço.

11:43 da tarde  
Blogger Diogo said...

A questão é: existe um universo fora do homem? Ou a existência implica conhecimento?

9:48 da manhã  
Blogger Diogo said...

Este comentário foi removido pelo autor.

9:48 da manhã  
Blogger Dad said...

Olá Amigo!

Tudo bem contigo? Espero que sim!
Gostei desta série de textos que
transcendem a pobreza, muitas vezes grande, da passagem do homem por esta terra.

Abração,

4:20 da tarde  
Blogger Leonor said...

augusto por favor
hoje entro de chofre
sem ola
eu li bem o que escreveste?
apagar o blog?
or favor
nao me faças isso. tens aqui coisas demasiado importantes.faz o intervalo mas nao apagues.
beijinhos

7:37 da tarde  
Blogger **Je Vois la Vie en Vert ** said...

Existem muitas coisas que queremos explicar mas acabamos por não perceber. Deixemos correr o tempo e e esperemos que cura tudo, como diz o Art of Love.
Beijinhos verdes

8:20 da tarde  
Blogger isabel mendes ferreira said...

e vim.


re.manifestar todo o meu apreço.

o de sempre!



e agradecer.Te.



abraço Augusto.

2:04 da tarde  
Blogger AJB - martelo said...

e talvez, na sequência das divagações, o valor fundamental do indivíduo traduzido no respeito pela vida é a essência e, já agora, dos outros... os animais.
abç

9:49 da tarde  
Blogger Heloisa B.P said...

"passagem do insensitivo caótico ao sensitivo harmonioso, faz-se pela noção do bem e do mal, ou seja de um estágio supra sentimento, para um estágio fundamentado no sentimento, o homem.

Contudo, o homem em nada se diferencia do caos, mas sim uma manifestação do próprio caos, não por acaso, mas pela renovação, pelo nada voltar ao nada, onde a matéria não passa de uma ilusão do sensitivo, onde não há nada a pensar."
***********************EXCELENTE ARGUMENTO!
E... CARO AMIGO, CURIOSAMENTE, "ESTOU PENSANDO"!...

Deixo-LHE UM ABRACO!

GOSTO DA SUA ESCRITA, SINCERAMENTE!

Heloisa
(Deixei-Lhe algumas *coisas* no Multiply!)

7:45 da tarde  
Blogger Vb said...

E como prometido chegou meu livrinho. Nele, muitos textos constituem histórias reais…Outros pura ficção! Alguns não serão nem uma coisa nem outra. Serão puras divagações, meras alucinações!
O último texto e que dá o nome ao livro é uma história real e dramática.
Uma noite o meu sobrinho Pedro Miguel, foi atropelado e morreu. Ia fazer nove anos na semana seguinte. Tinha marcado um golo no dia anterior…
Nesse momento eu senti tocarem-me no ombro e uma voz a dizer-me:
-Tio, Os Meninos Nunca Morrem
A partir desse momento eu soube que tinha de guardar aquele golo e de lhe oferecer este livro…
Este livro é também de todos vós, meus leitores e amigos virtuais.
Espero que gostem. Grato fica o meu:

Muito Obrigado

Vítor Barros

12:02 da manhã  
Blogger Å®t Øf £övë said...

Augusto,
Vim ler se havia novidades. Deixo-te um forte abraço.

11:32 da tarde  
Blogger perplexo said...

Abraço!

7:36 da tarde  
Blogger Ulysses Martins said...

Curioso pensamento, que faz depender a existência do espaço-tempo da percepção do homem. Há um princípio, chamado de Antropico, que preconiza que qualquer teoria sobre o universo tem que ser consistente com a existência do homem. É um princípio que acaba por consistir num universo feito à medida do homem.
Mas a validade deste pensamento pode ser questionavel.
Será que num universo sem a presença do homem, não existe tempo nem espaço? Será que num mundo povoado unicamente pelo reino vegetal, o tempo não corre igualmente na mesma direcção marcado pela orbita da Terra em volta do Sol e pelas estações do ano, pelas quedas das folhas e pela germinação das sementes e basicamente, pelos ciclos de nascer, crescer e morrer?
Penso que as teorias sobre o espaço e o tempo, foram construídas pelo homem, mas o papel do homem na existência dos ciclos da natureza e do cosmos, é tão insignificante como o de um cogumelo ou de um insecto.

4:13 da tarde  
Blogger Maria de Fátima said...

revista electrónica em que participo http://www.scribd.com/groups/view/8296-samizdat

7:35 da manhã  
Blogger **Je Vois la Vie en Vert ** said...

Então, Augusto, essa longa ausência , é porque estas a gozar uma férias óptimas ? Espero bem que sim !
Um beijinho verdinho

3:19 da tarde  
Blogger Sophiamar said...

Embora de férias, com pouco tempo para a net,envio-te um abraço e mil beijinhos daqui do meu mar e da minha serra.

p.s. Fazes falta na blogosfera. Aguardo o teu regresso.

3:52 da tarde  
Blogger Sophiamar said...

Este comentário foi removido pelo autor.

3:52 da tarde  
Blogger RESSACA ® said...

Pedindo antecipadas desculpas pela “invasão” e alguma usurpação de espaço, gostaríamos de deixar o convite para uma visita a este Espaço que irá agitar as águas da Passividade Portuguesa...

11:33 da tarde  
Blogger H. Sousa said...

Discurso político

9:11 da tarde  
Blogger Peter said...

"Quando eu deixar de existir, já não haverá mais rosas,
ciprestes, lábios vermelhos e vinho perfumado.
Não haverá mais alvoradas e crepúsculos, alegrias e dores.
O universo não existirá mais,
pois que a sua realidade depende do nosso pensamento."
(Omar Khayyam, "Rubaiat",102)

10:32 da tarde  
Blogger Leonor said...

ola augusto.
por onde passo so vejo blogs parados.
é pena. alguns eram mesmo bons. como o teu por exemplo.
beijinhos

3:19 da tarde  
Blogger Heloisa B.P said...

Viva, Caro AUGUSTO!
PASSEI E PAREI!

DEIXO UM ABRACO.

Heloisa
.........

1:30 da manhã  
Blogger Å®t Øf £övë said...

Augusto,
Venho desejar-te um bom fds, e deixar um abraço.

10:22 da tarde  
Blogger Leonor said...

oi augusto. foi uma surpresa ver-te la pelo meu sitio. foi uma especie de reviver os velhos tempos, rsss
eu que pensava que tinhas deixado estas coisas....
beijinhos

8:15 da tarde  
Blogger Peter said...

Passei por aqui e bati com o nariz na porta. Um link a eliminar?

12:49 da manhã  

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