<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277</id><updated>2012-01-02T10:27:27.913Z</updated><title type='text'>Klepsidra</title><subtitle type='html'>Quanto mais sei, mais sei que nada sei</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>189</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-2518858731300844872</id><published>2009-01-04T17:08:00.000Z</published><updated>2009-01-04T17:09:57.695Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Um Homem Novo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esperança de um Homem Novo para o Novo Ano, falo do homem essencial e não do homem capitalista, homem comunista, homem socialista, homem fascista, homem religiosos, homem ateu etc. porque o que se define para o essencial, ser imutável na diversidade. Assim, o que for requerido para consubstanciar a essência deverá ser o mesmo para do que dela deriva.&lt;br /&gt;Se libertarmos do peso da escolha entre: o bem e o mal, o certo e o errado, a afabilidade e a arrogância, a tolerância e a intolerância, a benemerência e a cupidez, etc. tudo aquilo que lhe define o carácter e molda o ego, estaremos perante o homem essencial que, sem ser guiado pelas paixões, só a dignidade reconhecida pelos outros o satisfaz, onde a interacção que se pauta pelo respeito mútuo, o leva a valorizar o semelhante.&lt;br /&gt;O Homem Novo deve assentar a sua acção na dignidade, no respeito e na valorização do seu semelhante, só liberto das paixões conseguirá atingir a harmonia desejada. Todos temos o direito de ser Buda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-2518858731300844872?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/2518858731300844872/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=2518858731300844872' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/2518858731300844872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/2518858731300844872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2009/01/um-homem-novo-esperana-de-um-homem-novo.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-2746782985133788476</id><published>2008-12-10T18:33:00.001Z</published><updated>2008-12-10T18:38:11.817Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Declaração Universal dos Direitos do Homem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Esta exigência do homem ao próprio homem, é a prova de que a animalidade, a barbárie e a perversidade perduram na raça humana, impossível de quantificar, lhe retira o estatuto de ser superior da Natureza, com inteligência capaz de se reconhecer como tal ou pelo menos presumir que o seja. Tem esta magnífica exigência a finalidade, conforme diz o preâmbulo da Declaração Universal dos Direitos do Homem, que passo a citar: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis constitui o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O reconhecimento e o respeito pela dignidade humana, quer do colectivo quer do particular, marginalizando todos os que por desconhecimento ou desprezo, ignoram involuntária ou voluntariamente, que é a vida que consubstancia o Mundo, por isso o Mundo não é mais do que o somatório de todas as vidas, e assim sendo, é de todos e também as riquezas que ele encerra que proporcionalmente deveriam ser usufruídas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este princípio universal da igualdade, não está contemplado nos Direitos do Homem, nem tão pouco na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, também neles não estão consignados os deveres, sem os quais os direitos deixam de ter a legitimidade que o dever cumprido lhes outorgaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direitos sem deveres, interpreto como anarquia, pois os direitos deverão ser a consequência lógica de quem cumpriu com os deveres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma sociedade deve assentar nos deveres dos seus cidadãos, que será mais ou menos justa, conforme deixe mais ou menos os seus cidadãos acederem aos seus direitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A evocação dos direitos não é feita de homem a homem, mas do homem à sociedade que, quanto mais os restringir, mais injusta se torna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado teremos os cidadãos que por estarem em oposição à sociedade a que pertencem, não cumprem com as suas obrigações. Pergunto: deverão estes cidadãos ter os mesmos direitos que os cumprem com as obrigações?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-2746782985133788476?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/2746782985133788476/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=2746782985133788476' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/2746782985133788476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/2746782985133788476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2008/12/declarao-universal-dos-direitos-do.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-6691464073919055618</id><published>2008-10-05T17:58:00.000+01:00</published><updated>2008-10-05T18:00:11.707+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Um cheiro de ética Kantiana&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Se convencionarmos que o egoísmo é o nosso interesse ser mais importante do que o interesse dos outros, teremos o individual a prevalecer perante o colectivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que aqui, a racionalidade se perde na irracionalidade, ou seja, prevalecerem os instintos primários de sobrevivência, a parte não evoluída, os resquícios da animalidade que a evolução ainda não sublimou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por evolução não podemos tomar somente as alterações físicas ou intelectuais, mas também a evolução das emoções, o que leva o homem a trocar a satisfação que sentia com a barbárie pela satisfação do bem-fazer aos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, teríamos premiado o colectivo em detrimento do individualismo, a humanidade se relacionaria pela valorização e respeito pelo próximo. Outrossim, a humanidade seria altruísta por oposição ao egoísmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o egoísmo que aproxima mais o homem da animalidade, que o coloca num grau menos evolutivo, ainda que os egoístas, julguem o contrário, defendendo o direito de serem egoístas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior problema do egoísta é ser a antítese do altruísta, não havendo estado intermédio. Ou se é uma coisa ou outra, e altruísta é uma infinitésima parte da humanidade, que é apelidada de Santa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-6691464073919055618?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/6691464073919055618/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=6691464073919055618' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/6691464073919055618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/6691464073919055618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2008/10/um-cheiro-de-tica-kantiana-se.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-5075928909863060558</id><published>2008-09-29T21:43:00.000+01:00</published><updated>2008-09-29T21:45:21.861+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Sobre a Criação&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Sei bem que há assuntos, pela sua abstracção, são difíceis de serem debatidos.&lt;br /&gt;Sei bem que a abstracção requer intuição.&lt;br /&gt;Sei bem que a intuição nem sempre é dedutiva.&lt;br /&gt;Sei bem que a dedução é de difícil expressão.&lt;br /&gt;Sei bem que na expressão, as palavras adaptadas do sensitivo, são imprecisas fora dele.&lt;br /&gt;Sei bem que tudo isto comigo acontece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar da criação é falar do nada, conjecturar o nada e concluir… Nada.&lt;br /&gt;Falar da criação é intuir a abstracção.&lt;br /&gt;Falar da criação é expressar a dedução com as limitações sensitivas.&lt;br /&gt;Falar da criação é acima de tudo um diálogo íntimo com nós mesmos.&lt;br /&gt;Falar da criação é procurar entendermo-nos a nós próprios.&lt;br /&gt;Falar da criação é estar preparado para não haver criação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que o homem que exige uma criação, o faz por analogia com ele próprio, ao seu nascer e morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como para o homem o conceito de eternidade, imerge sempre, por oposição, no conceito de finitude, será sempre impossível interpretar a eternidade, na sua forma mais ampla, sem fim e sem princípio.&lt;br /&gt;Por isso, para o homem o conceito de eternidade é limitativo da forma de pensar, porque aparece sempre em oposição ao limitado, e nunca identificado com o que nunca foi limitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nasce morre.&lt;br /&gt;Tudo que é criado tem um fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se assim fosse, num acto de criação estaria sempre implícito um acto de destruição e, para que a destruição não configurasse um Nada, a criação deveria ser constante e sequente da destruição anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Nada seria sempre uma impossibilidade, pois com o Nada não há criação nem destruição. É a anulação do Nada que propicia a criação, e a sequente destruição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Substituir o Nada pelo ciclo da criação e destruição, seria transformar o Nada em criação, ser a criação o próprio Nada, anulando-se reciprocamente, do que resultaria a verdadeira eternidade, sem princípio e sem fim. Só o incriado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-5075928909863060558?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/5075928909863060558/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=5075928909863060558' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/5075928909863060558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/5075928909863060558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2008/09/sobre-criao-sei-bem-que-h-assuntos-pela.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-1203997472584470587</id><published>2008-09-21T21:41:00.001+01:00</published><updated>2008-09-21T21:43:44.433+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;O espaço, o tempo e a ideia&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tomemos o espaço como o lugar ocupado pelas formas.&lt;br /&gt;O tempo, a duração dessa ocupação.&lt;br /&gt;O espaço é finito, limitado pelas formas que o ocupam.&lt;br /&gt;É o espaço finito, que dá a percepção do todo infinito onde está inserido, ou seja, é o cognitivo que nos dá a noção do incognoscível, onde o espaço é a própria expressão do todo infinito.&lt;br /&gt;Se o espaço deu origem ao aparecimento das formas, também as forma evidenciam a existência do espaço.&lt;br /&gt;Sendo o tempo uma abstracção, tomada como duração para a ocupação do espaço, deduz-se que o espaço também não passará de uma abstracção do próprio todo, onde espaço e a forma se confundem.&lt;br /&gt;O resultado desta combinação espaço/tempo é a ideia de uma existência sensitiva, ilusória.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-1203997472584470587?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/1203997472584470587/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=1203997472584470587' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/1203997472584470587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/1203997472584470587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2008/09/o-espao-o-tempo-e-ideia-tomemos-o-espao.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-2772558829399700390</id><published>2008-07-01T22:22:00.000+01:00</published><updated>2008-07-01T22:24:05.042+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O homem enquanto manifestação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Podem tentar explicar o tempo, estabelecer leis, que ele sem o homem não existe.&lt;br /&gt;Podem tentar explicar o espaço, estabelecer leis, que ele sem o homem não existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua existência depende da existência do homem, pois é ele, e só ele, que define o que existe do que não existe, aquilo que a sua imaginação, macro ou micro, percepciona. Ambas são balizadas pelo seu cognitivo, que lhe limita a imaginação, porque imaginar implica conhecer, sem conhecimento é impossível imaginar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum conhecimento pode existir fora da percepção cognitiva, nada faz sentido existir sem a percepção do homem, porque não se pode percepcionar o que não se conhece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda existência é um equilíbrio harmonioso, do qual o homem faz parte, e que sem ele, seria o caos. A diferença entre o caos e a harmonia é a existência do homem, que compreende e define.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do caos, chamemos-lhe assim, evolui-se para a harmonia, (a individualização, a interdependência, a interacção, a casualidade). Tudo se transforma ou evolui, como queiramos chamar, do mesmo, tudo é emanado, ordenado, nada “existe”, existência é o produto do que é imaginado, daquilo que julgamos ser, daquilo que queremos que seja, daquilo que queremos ser, do nosso sensitivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A passagem do insensitivo caótico ao sensitivo harmonioso, faz-se pela noção do bem e do mal, ou seja de um estágio supra sentimento, para um estágio fundamentado no sentimento, o homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, o homem em nada se diferencia do caos, mas sim uma manifestação do próprio caos, não por acaso, mas pela renovação, pelo nada voltar ao nada, onde a matéria não passa de uma ilusão do sensitivo, onde não há nada a pensar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-2772558829399700390?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/2772558829399700390/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=2772558829399700390' title='25 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/2772558829399700390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/2772558829399700390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2008/07/o-homem-enquanto-manifestao-podem.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><thr:total>25</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-6882057559792948744</id><published>2008-06-01T17:53:00.001+01:00</published><updated>2008-06-01T17:56:25.014+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Um novo homem, uma nova humanidade, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;um novo conceito de estar no Mundo. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem não tem vivido verdadeiramente até agora, não autenticamente; o homem tem vivido uma pseudo vida. O homem tem vivido patologicamente, o homem tem vivido doente. E não há necessidade de viver com essa patologia – podemos sair dessa prisão, porque a prisão foi construída pelas nossas próprias mãos. Vivemos numa prisão porque assim o decidimos – porque acreditámos que a prisão não é uma prisão, mas a nossa casa. A minha mensagem para a humanidade é: Chega! Acordem! Vejam o que é que o homem fez ao próprio homem. Durante 3.000 anos, o homem andou a matar homens. (OSHO RAJNEESH)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando expressamos a esperança num novo homem com comportamentos que identificamos como correctos, porque recusamos aceitar o que nos é imposto, não podemos esquecer que estamos a apelar à regeneração holística do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos designar esta humanidade como ser superior, quando só de longe em longe, um Buda floresceu e cada pessoa nasceu para ser um Buda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que é que correu mal? Por que é que o homem vive há milhares de anos no inferno? Entre o material e o espiritual, o bom e o mau, entre Deus e o Diabo. O homem tem vivido na dualidade da escolha de ser materialista ou espiritualista. O homem não pode ser ambos ao mesmo tempo. Esta foi a raiz da miséria do homem. Um homem dividido contra si próprio.&lt;br /&gt;Até agora, a humanidade tem sido esquizofrénica, porque lhe foi dito para reprimir, para rejeitar, para negar, muitas partes do seu ser natural. Mas a rejeição não significa que tenham sido destruídas. Ficam a funcionar a partir do inconsciente; assim ficam realmente mais perigosas. O homem é um todo orgânico. E tudo que a Natureza lhe deu deve ser usado. Tudo o que é necessário é criar a harmonia dentro de si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aquilo a que chamamos religiões tem ensinado caminhos para a desarmonia, para a discórdia, para o conflito. E enquanto estamos a lutar connosco próprios dissipamos a nossa energia. Tornamo-nos sombrios e estúpidos, porque com pouca energia, ninguém consegue ser inteligente. O transbordar da energia é o que causa o crescimento da inteligência. E o homem tem vivido numa pobreza interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preconiza-se para o homem novo uma nova síntese. O encontro do céu e da terra, o encontro do visível com o invisível, o encontro de todas as polaridades – do homem e da mulher, do dia e da noite, do Verão e do Inverno, do sexo e da beatitude. Só esse encontro propiciará um homem novo.&lt;br /&gt;A divisão interna tem guiado a humanidade para um estado de suicídio. Só tem criado escravos, e os escravos não podem viver realmente, não têm nada para viver. Vivem para os outros. São reduzidos a máquinas, cheios de habilidades, eficientes, mas uma máquina é uma máquina e como tal não conhece o prazer de viver. Só consegue sofrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo homem que ambicionamos, tem de ser universal, ele terá de transcender todas as barreiras da raça, religião, sexo, cor da pele. O respeito pelo seu semelhante e por tudo que o rodeia e por ele próprio será o fundamento do seu carácter. O homem novo não será nem oriental nem ocidental, reclamará toda a Terra como sua casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida interna ser compatível com a externa. Não é necessário ser pobre por fora para ser rico por dentro Não é preciso ser rico por fora e deixar de ser rico por dentro. Um balanço perfeito entre a espiritualidade interior e materialidade exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo homem não pode continuar a ser um campo de batalha, com a personalidade separada mas, um homem unificado e energético, uma nova forma de estar no cosmos, uma forma qualitativamente diferente de perceber e experimentar a realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo homem deverá ser um místico, um poeta, um cientista, tudo junto, que viverá através da consciência e responsável por si próprio e pela existência. O novo homem será aberto e honesto, autêntico. Ele não será hipócrita. Ele não viverá através de objectivos: ele viverá o aqui e agora. Ele só conhecerá um tempo: agora, e só um espaço: aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teremos, sem dúvida, oportunidade de criarmos um novo homem, não dividido, íntegro e total, mas tens de começar por ti. AGORA.&lt;br /&gt;Bibliogarfia (Osho, Philosophia Perennis, Volume 2, Capítuo 2)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-6882057559792948744?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/6882057559792948744/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=6882057559792948744' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/6882057559792948744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/6882057559792948744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2008/06/um-novo-homem-uma-nova-humanidade-um.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-3632432949799731060</id><published>2008-05-25T11:57:00.000+01:00</published><updated>2008-05-25T11:58:46.779+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Cidadania&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Um regime democrático, só pode ser entendido como tal, quando assenta no contrato do povo com a Lei, o Estado de Direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se considerarmos povo, os habitantes naturais do país, então povo será o conjunto de todos os cidadãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Estado de Direito define como cidadãos, todas as pessoas com personalidade jurídica, isto é, com direitos e deveres consagrados constitucionalmente, onde os direitos são uma consequência do cumprimento dos deveres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste pressuposto, não há direito jurídico para rotular povo por oposição a burguesia, ou confronto de classes em vez de confronto de cidadãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas e quaisquer classes sociais diluem-se na cidadania.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, as classes que, num determinado momento sejam detentoras de qualquer tipo de poder, são diluídas na perspectiva do indivíduo com direitos e deveres (o cidadão).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o maior desafio que os regimes, ditos democráticos, têm de enfrentar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-3632432949799731060?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/3632432949799731060/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=3632432949799731060' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/3632432949799731060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/3632432949799731060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2008/05/cidadania-um-regime-democrtico-s-pode.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-2755707305627488532</id><published>2008-05-18T22:35:00.000+01:00</published><updated>2008-05-18T22:37:26.534+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Liberdade&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Convêm concluir que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liberdade não é um bem individual nem absoluto de utilização indiscriminada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liberdade é acima de tudo uma interacção entre os homens que se pauta pelo respeito mútuo, respeito esse, que é assegurado pela ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liberdade sem ordem não passaria de um mero exercício anárquico de consequências graves para os valores civilizacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liberdade evocada como um direito, em prejuízo dos outros com quem interage, seria só por si, uma atitude que prejudicaria a liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liberdade não é fazer o que se quer, mas fazer quilo que a razão do respeito pelos outros permite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liberdade é um bem que só lhe reconhecemos o valor quando o perdemos, e a perda é o resultado da falta de respeito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-2755707305627488532?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/2755707305627488532/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=2755707305627488532' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/2755707305627488532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/2755707305627488532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2008/05/liberdade-convm-concluir-que-liberdade.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-5300928081397927478</id><published>2008-05-11T20:52:00.000+01:00</published><updated>2008-05-11T20:53:25.043+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O Tempo e a Verdade&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Verdade é um saber que, devido à convicção, achamos irrefutável. Todos a procuram, acabando por conceber a sua ou adoptar como sua a verdade de outrem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desejo de conhecer a Verdade tornou-se no principal fundamento da humanidade à medida que toma consciência de si própria, isto é, se vai individualizando da Natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A humanidade, enquanto parte integrante da Natureza, sem consciência do todo harmonioso e interactivo de que fazia parte, o Tempo não existia, não havia verdades a saber, a inconsciência da sua existência, diluía-se no Todo Natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com aquilo a que chamamos evolução, a humanidade atingiu o seu primeiro e maior estágio evolutivo ao reconhecer a sua própria existência. Deixar de fazer parte inconsciente do Todo, para se individualizar dele e, consciente de si própria, tornar-se-lhe exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a evolução é a manifestação de um egoísmo em relação à Natureza, que leva a não se considerar parte integrante, e como tal, superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A separação do homem da Natureza, tem como consequência primeira a criação do Tempo. Passou do intemporal para o temporal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Natureza a noção de Tempo não existe, a “existência” é intemporal, sem princípio nem fim, somente as mutações constantes são a sua própria essência. Na Natureza “nada se perde, nada se ganha, tudo se transforma”, nenhum fim ou princípio está presente, só a mutação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a humanidade, apesar da sua pertença individualização em relação à Natureza, acontece o mesmo, a essência que a rege, o ADN, não desaparece, prossegue a sua existência passando de hospedeiro para hospedeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Natureza é um Todo incriado, como tal nada pode ser acrescentado nem nada lhe pode ser retirado. Ela interage com ela própria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criação do Tempo acontece quando a humanidade ao reconhecer a sua existência, adquire a noção do nascimento, da vida e da morte, as primeiras etapas da cronometragem do tempo. Estas são as suas primeiras verdades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdades temporais, que nada têm a haver com a Verdade intemporal, inatingível pela temporalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma existência individualizada da Natureza, sem Tempo, é impossível, pois ele é a sua definição. Imaginar uma existência sem Tempo, era imaginar conhecer a Natureza e a Natureza só ela se conhece a si própria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acantonada no sensitivo, o mesmo que dizer no temporal, a humanidade nunca poderá ter consciência do todo em que está inserida, a sua individualização origina a criação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cognoscível fundamenta-se num criador, a “verdade”, e para atingir essa verdade, cria a temporalidade sujeitando a ela toda a “existência”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temporalidade é condicionar tudo a um princípio e um fim, estabelecer uma “verdade”, como se o incognoscível pudesse passar a ser cognoscível, ou seja, a Natureza compreender-se a ela própria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existir na existência, querer ter consciência dentro da inconsciência, é o “pecado original” da Natureza, crer ser a criadora de si própria, porque ao criarmos a criação, implicitamente somos o próprio criador. Nós seríamos a Verdade em si mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta veleidade da humanidade paga-se caro, ficarmos prisioneiros do Tempo, regidos pelo Tempo, condicionados pelo Tempo, criando tantas “verdades” quantas as existências, em que a multiplicidade é a própria negação da verdadeira Verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seremos um acaso ou erro da própria Natureza?&lt;br /&gt;Penso que não, admito mais sermos a consciência que a Natureza tem de si, ou por outras palavras, a Natureza a questionar-se a ela própria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A temporalidade com a sua noção de princípio e de fim, aspira eternizar-se procurando a compreensão do primeiro para medicar o segundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O regresso à intemporalidade só será possível com o desaparecimento do temporal e, tal só pode acontecer, se a Natureza retroceder, se aquilo a que chamamos evolução nunca tivesse acontecido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-5300928081397927478?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/5300928081397927478/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=5300928081397927478' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/5300928081397927478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/5300928081397927478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2008/05/o-tempo-e-verdade-verdade-um-saber-que.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-1252636489832763944</id><published>2008-04-27T17:16:00.002+01:00</published><updated>2008-12-13T02:57:13.611Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Os Cátaros&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/SBSnIvzFHMI/AAAAAAAAAII/v9fdwS51yJk/s1600-h/o+juri.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193960038976527554" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/SBSnIvzFHMI/AAAAAAAAAII/v9fdwS51yJk/s400/o+juri.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A heresia Cátara, foi a mais importante dissidência da Igreja Católica na Europa durante os séculos XI e XV.&lt;br /&gt;Frontalmente oposta à Igreja oficial, poderosa e mundana, que se havia despojado por completo da mensagem evangélica, agarrada a uma teocracia pontifícia, dogmática, assenhoreada da verdade irrefutável, com o predomínio absoluto da Santa Sé sobre o poder temporal, encontrava-se a autêntica Igreja de Cristo, fiel seguidora da vida apostólica, cujos princípios evangélicos predicava sem cessar e, que era vítima das perseguições que Jesus Cristo, havia anunciado aos seus seguidores: «Se a mim me perseguiram, também a vós os perseguirão»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida, apesar de se enfrentarem tão radicalmente, ambas as igrejas eram cristãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cátaros eram seguidores inequívocos de Jesus; justificavam a sua predilecção nas Sagradas Escrituras, com especial ênfase por João; muito próximos do cristianismo primitivo, observavam em grande parte os seus rituais e práticas e o modelo de organização e por último, propunham um modelo de salvação baseado na recepção de um único sacramento, a extrema-unção, o consolament.&lt;br /&gt;Faziam outra leitura da Bíblia. Em contraste com o princípio do catolicismo - «Um só Deus, pai todo poderoso, criador do céu e da terra», conforme o estabelecido no concílio de Niceia de 325, o catarismo afirmava a existência de dois princípios originários, opostos e irreconciliáveis. O Dualismo cátaro opõe a Deus, autor da espiritualidade e do bem, Satanás, autor da matéria e do mal. Com os cátaros, temos dentro do cristianismo, uma reformulação alternativa de algumas crenças cristãs fundamentais, como a criação do Mundo, a figura de Jesus Cristo, o inferno e o paraíso, o fim dos tempos.&lt;br /&gt;Na sua procura de respostas para a origem do Mundo e ao problema do mal, os cátaros distinguiram duas criações, uma boa outra má. A primeira criação foi obra de Deus verdadeiro, era incorruptível e eterna: a segunda, em oposição, era obra do Diabo, e continha todas as coisas vãs e corruptíveis.&lt;br /&gt;Os cátaros procuraram na Bíblia a explicação sobre a origem dos tempos. Assim, afirmavam de modo conciso, que a obra do Deus bom não pode ser destruída nem deixar de existir. «É entendido que tudo o que Deus faz dura para sempre». Por sua parte, o antagonismo, o deus malvado, corruptor de uma parte dos espíritos celestiais, era o criador do Mundo de um mundo corruptível, integrado pela terra e do o que contem: o universo, o mar, as montanhas, os animais, as plantas, os seres humanos. Para os cátaros, os homens eram uns corpos de carne – concebidos também como uma espécie de túnica de pele – criados pelo deus do mal no mundo efémero, corpos em que os anjos caídos do paraíso estão condenados a permanecer encarcerados para sempre.&lt;br /&gt;Para os cátaros, Deus não podia assistir impassível à condenação das suas criaturas, acabando por enviar à terra o seu filho, Jesus Cristo, que era concebido como um ser puramente espiritual, dotado de uma simples aparência humana. Para eles, Cristo tinha duas missões, uma, arrancar os anjos caídos do esquecimento permanente em que viviam, outra oferecer aos homens o consolament, o sacramento da salvação, que garantia a salvação.&lt;br /&gt;Assim para os cátaros, a história da humanidade, o triste desvario de homens e mulheres neste baixo mundo, não teriam outro objectivo que não fosse a salvação sucessiva dos uns espíritos caídos que, no caso de não terem recebido o consolament no momento da sua morte corporal, se viam obrigados a dar voltas de um lado para o outro consumidos pelo fogo de Satanás e, não conseguiriam um momento de repouso até encontrarem outro corpo para viverem uma nova existência: é a crença cátara da metempsicose das almas.&lt;br /&gt;E neste sentido, o fim da história da humanidade – é decidir o fim dos tempos – que aconteceria quando se salvasse o último dos espíritos seduzidos por Satanás, encarcerado na carne corruptível do corpo humano. Para os cátaros não havia juízo final, nem tão pouco inferno, porque na realidade, inferno maior que este baixo mundo, não podia haver, que deveria ser destruído e regressar ao nada de onde tinha vindo.&lt;br /&gt;Sem dúvida que a heresia só podia ser curada com a fogueira, onde todos os seus princípios fossem reduzidos a cinzas, dispersas pelo vento. A proximidade dos princípios religiosos com as filosofias orientais é mais que evidente, ainda que manifestada de uma forma mais ortodoxa do que espiritual, não deixa de transparecer todos os fundamentos da espiritualidade da manifestação do Mundo. Ela opõe ao preconceito dogmático da exigência, fundamento da Igreja Católica, a liberdade da salvação, subtraindo-lhe os aspectos apocalípticos, pela bem aventurança da escolha entre o bem e mal, como condição de regressar ao nada de onde veio. Na essência, temos Sidarta; (manifestação) os anjos caídos, (Samsara) a reencarnação sucessiva dos espíritos caídos, (Karma) o comportamento, (Nirvana) regressar ao nada de onde veio a emanação.&lt;br /&gt;Nem sempre o Ocidente andou tão longe da verdadeira espiritualidade, como hoje acontece, apesar de já não haver Inquisição, ou será que anda por aí disfarçada? O radicalismo religioso é muito perigoso, normalmente empurra para a intolerância, que era o lema dos inquisidores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-1252636489832763944?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/1252636489832763944/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=1252636489832763944' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/1252636489832763944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/1252636489832763944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2008/04/os-ctaros-heresia-ctara-foi-mais.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/SBSnIvzFHMI/AAAAAAAAAII/v9fdwS51yJk/s72-c/o+juri.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-2184183089471240853</id><published>2008-04-21T21:14:00.000+01:00</published><updated>2008-04-21T21:16:30.026+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;O Outono&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marco Túlio Cícero atingiu o ponto máximo da sua obra filosófica com as suas obras: Sobre os Deveres e Sobre a Velhice.&lt;br /&gt;Em Sobre a Velhice, Cícero faz a apologia da velhice, descrevendo uma conversa (reportada a 150 a.C.) entre o velho Marco Pórcio Catão e dois jovens amigos, um dos quais se tornaria mais tarde o célebre Cipião-o-Africano, o Moço. Catão com 84 anos, é representado como um velhote feliz a quem os anos não puderam curvar. Para ele a velhice não é um período de inutilidade, uma idade vazia e sem alegria, mas o tempo da maturidade, da meditação serena, uma preparação para o eterno repouso, que ele encara sem angústia. Catão na sua conversa contrapõem às censuras feitas à velhice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, pretende-se que ela torna as pessoas inaptas para o trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“ Quanto à falta de vigor físico juvenil, não o invejei agora, como não invejava, quando adolescente, a força de um touro ou de um elefante. Importa fazer uso do que se tem e agir em qualquer caso de acordo com as suas forças.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Segue-se a censura que se faz à velhice ao pretender-se que é desprovida de prazeres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Belo presente da idade se realmente nos tira o que a juventude tem de mais censurável! E como a natureza ou qualquer divindade não deu ao homem nada de mais belo do que o pensamento, esta divina dádiva não tem pior inimigo do que a voluptuosidade. Na realidade, quando domina a voluptuosidade, não há lugar para a temperança e de uma maneira geral não há lugar para a virtude.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Há ainda uma última acusação: um velho deve aguardar a chegada da morte a todo o instante. Em primeiro lugar, o facto é válido para todas as idades. Além disso, é mais penoso morrer na Primavera da vida do que no seu Outono. A morte é uma felicidade para quem acredita na imortalidade da alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Não me cabe a mim lamentar a vida, como o fizeram muitos homens, mesmo cultos (…) saio da vida como de uma pousada e não como da minha verdadeira casa (…). Oh que bom dia será esse em que me hei-de dirigir a essa assembleia divina constituída pela reunião das almas, quando deixar a multidão corrompida deste mundo!.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A apologia que Cícero fez da velhice é compreensível, se tomarmos em conta que, quando a escreveu, já não estava na flor da idade. Contudo, se o residual da vida lhe favorece a experiência, e esta, por sua, vez beneficia a sabedoria, o contraste entre a deterioração física e a juventude das ideias, só pode ser traduzido em sofrimento.&lt;br /&gt;Oculto por detrás do espelho, o espírito permanece numa juventude enganadora que o corpo há muito perdeu. Desilusão dolorosa quando tenta que o corpo reaja como nessa juventude. Tudo o que parecia perene se perdeu. A vida não passou de uma manifestação cujo suporte foi o tempo, que à medida que se esgota, a vida vai encurtando, dando espaço à memória.&lt;br /&gt;Na velhice, o pensamento que viaja na memória, recua cada vez mais no tempo, as lembranças distantes alimentam-lhe o presente, enquanto que este lhe foge cada vez mais. O presente, cada vez mais longe, torna-se num ténue vislumbre do que foi o passado. Perdido na ilusão do tempo, são as lembranças do passado que não deixam admitir a realidade do presente: ser velho. Assim, a velhice torna-se numa espécie de mentira. Iludida pelas lembranças de um passado que pensa que foi, fica parada no tempo, por isso, mais nova que os outros.&lt;br /&gt;Então, desvaloriza o que fez no passado por não já ser possível fazer no presente. As paixões são sublimadas.&lt;br /&gt;O ego super valorizado e a razão infalível, são as armas intelectuais da velhice para se impor à juventude. É o que lhe resta.&lt;br /&gt;No reflexo do espelho, o seu maior inimigo, toma consciência da realidade e na solidão já não consegue enganar-se a si próprio. Então chora.&lt;br /&gt;Sente a vida fugir-lhe lentamente por entre a vontade. A morte por vezes é pensada, mas sempre veemente rejeitada pela esperança do viver.&lt;br /&gt;A condição fundamental para morrer é estar vivo, pensa o velho, tentativa egoísta para igualar a juventude. Mas sabe que ela lhe está mais próxima.&lt;br /&gt;O pior que lhe pode acontecer é a rejeição. Confirma a velhice.&lt;br /&gt;Elogiar a velhice, é elogiar a loucura, pois só um louco se sentiria bem, elogiando a sua própria precariedade. Cícero, possivelmente por já ser velho, elogia a sageza da velhice, contrapondo-a ao vigor da juventude, mas nenhum jovem quer ser sage antes de tempo. De que lhe serve tanta sabedoria, quando a experiência daí advinda se desvanece, na pertença afirmação da juventude?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não fosse a lembrança da mocidade, não se ressentiria a velhice. Toda doença consiste em não se saber fazer mais o que se soube fazer outrora. Pois o velho, em seu género, é decerto uma criatura tão perfeita como o moço na sua”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-2184183089471240853?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/2184183089471240853/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=2184183089471240853' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/2184183089471240853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/2184183089471240853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2008/04/o-outono-marco-tlio-ccero-atingiu-o.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-6009266523544845761</id><published>2008-04-14T21:26:00.000+01:00</published><updated>2008-04-14T21:28:33.865+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Jogo democrático&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criticar a governação é um direito que assiste a todos os cidadãos num estado democrático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedir a queda de um governo eleito democraticamente, porque não nos satisfaz, mesmo fundamentando esse pedido no desajustamento entre o programa eleitoral e o que é a prática governativa, é um direito que não nos assiste à sombra da Democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O candidato comprometer-se com uma coisa e após eleito fazer outra, a experiência verifica que é a pratica corrente de todos os candidatos, como tal, uma coisa que se conhecia de ante mão, não pode servir de justificação para o pedido de demissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um governo que é mandatado pela maioria dos cidadãos, o contrato democrático obriga que seja aceite pelos outros que não o elegeram. Em caso algum, poderá ser demitido por dissidência de opinião, oposição das ideias, ou qualquer outro pretexto de mera desconcórdia, abriria um precedente que seria o fim da Democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado do acto eleitoral nunca pode ser posto em causa, alegando a incompetência do eleitorado ou pelo menos, parte dele, porque a Democracia visa o homem independentemente do seu saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se em democracia um governo existe porque a maior parte de um eleitorado assim o decidiu, as grosserias governativas desse governo serão o reflexo das grosserias do eleitorado que o elegeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta forma, não aceitar o governo que foi eleito por uma maioria, é não aceitar o jogo democrático, por conseguinte um acto antidemocrático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela boca de Sócrates, Platão opunha-se à democracia que era praticada em Atenas durante a sua época, chegando a dizer, que ela não era mais legítima que um tirano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Platão não tinha razão, pois a sua recusa baseava-se no resultado obtido e não no acto em si, esse sim o causador de tais resultados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como então, hoje, a boa prática democrática depende essencialmente de quem a pratica e não de quaisquer forças que lhe sejam estranhas e opositoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma democracia, cujo eleitorado não é instruído e esclarecido, é uma democracia viciada à partida, onde a campanha eleitoral dos candidatos não passa de um mero acto de sedução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instaurar uma democracia sem ter um eleitorado minimamente competente, pode, e já acontece, eleger-se não o melhor, mas até, o pior para os interesses do povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já em 1924, a Maçonaria tinha a consciência da necessidade urgente de educar e esclarecer o povo, afim de não ser manipulado pelas forças que se opunham à sua liberdade conforme o transcrito por António Lopes no seu livro A Maçonaria Portuguesa e os Açores 1792 – 1935:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“posta, porém, de parte a ditadura política, temos de nos precaver contra a ditadura económica e a ditadura financeira, que não são menos prejudiciais nem menos funestas de egoísmo brutal. O homem é para o homem um lobo. (…) Atropelam-se os indivíduos, devorados pela ambição e pelo dinheiro. É indispensável que a nova sociedade se torne pacífica, fraterna e humana, transformando a luta de classes em união de classes e convertendo a desconfiança, que gera a suspeição e a calúnia, em confiança e concórdia (…). E a propósito do papel da Maçonaria portuguesa nessa época, ele deveria ser (…) contribuir para o ressurgimento moral da nossa sociedade, por todos os meios ao seu alcance – pela conferência, pelo livro, pelo jornal; procurar evitar a infiltração reaccionária, qualquer que seja o aspecto de que se revista; concorrer para a reforma dos costumes e proclamar, como Michelet, que há três partes na política de um povo: a 1ª educar; a 2ª educar; e a 3ª educar (…)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Só a educação pode imbuir um povo das condições necessárias para julgar os candidatos; a capacidade de distinguir entre a campanha e a sedução, o discernimento para ajuizar da oferta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, nem a falta de educação do eleitorado, nem qualquer outra que seja, poderá ser o justificativo de não aceitar o resultado democrático. Embora no meu ponto de vista, a Democracia termine na consumação do acto eleitoral, esse acto é que faz a diferença entre a consciência da liberdade soberana e a liberdade anarquia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A educação deverá ser a primeira prioridade de qualquer governo, especialmente onde os níveis de analfabetismo são mais elevados. Enquanto o eleitorado não for evoluído, a Democracia não passará de uma esperança para uns e o modo de legalizar aquilo que mais funesto é para o povo, para outros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-6009266523544845761?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/6009266523544845761/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=6009266523544845761' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/6009266523544845761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/6009266523544845761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2008/04/jogo-democrtico-criticar-governao-um.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-7951385008438041838</id><published>2008-04-04T18:30:00.003+01:00</published><updated>2008-12-13T02:57:13.786Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R_ZmA2j0x3I/AAAAAAAAAIA/GSWErM8KVFE/s1600-h/camoes.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185444185795512178" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R_ZmA2j0x3I/AAAAAAAAAIA/GSWErM8KVFE/s400/camoes.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Publicar ou não este texto, foi durante algum tempo uma questão para mim, mas como da indecisão não reza a história…&lt;br /&gt;Eu sei que sou uma pessoa de opiniões marginais, que muitas vezes não agradam a quem me escuta. Paciência.&lt;br /&gt;Há dias vi um programa na TV sobre a guerra “colonial”, que procurava perceber a causa da actual proliferação de tanta literatura sobre o assunto.&lt;br /&gt;A guerra “colonial” com todas as outras guerras maiores ou menores, mundiais ou regionais, não passam do único processo que o homem tem de resolver os seus diferendos. Selvagem, aquém a evolução ainda não consegui sublimar os instintos predatórios primários, o homem encara e sempre encarou, a guerra como uma das suas principais atribuições, no seu mundo dito “civilizado”. Tal acontece, por desprezar a existência do seu semelhante, que elimina, sem pestanejar, sempre que acha necessário. Este acto de eliminação não é incriminado por nenhum código penal, pois o fazer a guerra, é ter autorização para matar impunemente e, não me venham com essa treta das regras da guerra, nela vale tudo de acordo com as necessidades. Protegida pelo “código de honra da guerra”, a barbárie indiscriminada é de todas as bandeiras e, a perversidade aceite como táctica. Numa guerra nunca há um lado bom ou um lado mau, só há um lado sem qualquer qualificação, onde sem nó nem piedade se soltam os cavaleiros do Apocalipse. Maldita condição humana; A GUERRA.&lt;br /&gt;De tudo o que ouvi, das causas da presente literatura dedicada ao conflito africano, chamemos as coisas pelo seu nome, nada de alcunhas de circunstância, não me ficaram mais do que subjectivas interpretações, produto da factualidade da vivência, por isso limitada, destes novos salvadores da honra nacional. A literatura não abundou anteriormente, por que nós por cá, interpretámos a guerra africana, não como um conflito para onde as forças das circunstâncias nos tinham atirado, mas de como, algumas “mentes brilhantes”, complexadas e comprometidas, defendiam, um acto criminoso, efectuado por criminosos, a mando de criminosos.&lt;br /&gt;Como é que uma pessoa, cuja acção é considerada criminosa, pode falar dela? Como é que uma pessoa, por contar uma história de sangue, suor e lágrimas, a sua própria história, é considerada criminosa?&lt;br /&gt;Hoje, com o declínio dos opiner maker da desgraça, que só viam na guerra africana, nada mais do que um chorrilho de massacres praticados pelos intervenientes portugueses, as pessoas começam a contar as suas vivências e com elas formar a história dessa guerra, não abjecta como muitos nos querem fazer crer, mas de uma inevitabilidade factual, que levou milhares e milhares de jovens, abnegadamente, a defender a Pátria. Relembrar os que voltaram e nunca esquecer os que lá ficaram, é mais que uma obrigação, é um dever.&lt;br /&gt;Falar mal da nossa gesta africana é pôr toda a nossa história em causa. O D. Afonso Henriques, que recusou ser vassalo e foi matador de mouros, os nossos grandes navegadores, desde o Bojador até à Índia dos marajás, Calecut e a malta do Malabar, os que desembarcaram na Taprobana, os intrépidos da China dos mandarins e do Japão dos samurais, os almirantes do Índico, os mercadores das especiarias, os que nos apresentaram ao Mundo, os que se afogaram, os que foram mortos pela espada, os que apodreceram com escorbuto, os que mirraram nas prisões, os que ninguém conheceu e não fala deles, os que naqueles tempos, defenderam os de hoje, quem sabe até, se na fúria doentia de tudo querer deitar borda fora, queiram considerar o Condestável um general criminoso, por ter feito o castelhano cair na armadilha e depois foi um matar que fartou. Eu, só choro Alcácer Quibir e agradeço a Camões, por mim e pela Pátria.&lt;br /&gt;Nós não passamos daquilo que somos, uns mesquinhos que, para ganhar notoriedade, passamos a vida a dizer mal de nós próprios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-7951385008438041838?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/7951385008438041838/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=7951385008438041838' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/7951385008438041838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/7951385008438041838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2008/04/v-glria-de-se-ter-sido-grande-publicar.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R_ZmA2j0x3I/AAAAAAAAAIA/GSWErM8KVFE/s72-c/camoes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-6917612470863500900</id><published>2008-03-30T17:21:00.002+01:00</published><updated>2008-12-13T02:57:14.099Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Campanha eleitoral na antiga Roma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R---aGj0x2I/AAAAAAAAAH4/9JZ3KjoL-oc/s1600-h/senado.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5183571051773478754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R---aGj0x2I/AAAAAAAAAH4/9JZ3KjoL-oc/s400/senado.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Boas relações, dinheiro e carisma eram a chave do êxito eleitora entre os romanos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Ao longo da história, as eleições sempre suscitaram grande interesse e provocado as mais diversas actuações. As da antiga Roma, tinham alguns pontos em comum com as actuais, sobretudo no que se refere às técnicas para pedir o voto, mas também importantes diferenças O processo eleitoral mais conhecido era a eleição dos cônsules, o cargo político mais alto da República Romana.&lt;br /&gt;O primeiro passo era a inscrição como candidato. Para o fazer eram exigidas as seguintes condições: ser cidadão romano, estar correctamente inscrito no senso, ter 42 anos, ter sido antes cuestor, edil e pretor, não desempenhar qualquer outro cargo e não estar indiciado em nenhum processo criminal. Se o candidato provinha de uma família endinheirada e poderosa, teria bastantes mais vantagens que alguém em cuja árvore genealógica não tivesse nenhum antigo cônsul para dar prestígio à sua candidatura. Era necessário também um suporte financeiro para a campanha, cerca de milhão de sestércios (cerca de dois milhões de euros actuais). Para reunir esta soma o candidato recorria à família, aos amigos e à clientela influente, na qual se podiam encontrar homens de negócios que esperavam obter algum benefício em troca do seu apoio.&lt;br /&gt;A recuperação do investido tinha de tomar em consideração, com a não remuneração do cargo e a duração do mandato ser de um ano, prazo muito limitado para o retorno do proveito. A esperança era que após exercido o consulado, lhe fosse atribuído o governo de alguma província, onde poderia angariar avultados benefícios.&lt;br /&gt;A estes requisitos legais e económicos haviam que adicionar o carisma do futuro líder: capacidade de trabalho, integridade cívica, inteligência para actuar com sabedoria em todas as ocasiões e sobre todas auctoritas, uma palavra latina com difícil definição, que queria significar o carácter de fidelidade e o respeito pelos outros As acções anteriores, como êxitos políticos, êxitos militares e as promessas de futuros favores, eram uma excelente carta de apresentação do candidato.&lt;br /&gt;Em Roma não existiam partidos políticos como os entendemos hoje em dia. Para todo o candidato, a chave para ganhar consistia em contar com uma excelente rede de relações pessoais. Teria de recordar aos que lhe deviam favores que era hora de os pagarem. Mas não era o suficiente. Em campanha havia que conseguir o apoio de muitas mais pessoas, sobretudo da classe dos senadores e dos cavaleiros. Era importante contar com o entusiasmo dos jovens e da sua mulher para ganhar adeptos e popularidade. Os candidatos mais hábeis tentavam atrair também os seus inimigos por meio de desculpas, promessas de favores e reconciliação.&lt;br /&gt;O candidato conhecia perfeitamente o funcionamento do sistema eleitoral romano e isso lhe permitia orientar a sua campanha procurando no eleitorado adequado. Em Roma, as eleições de cônsules e pretores realizavam-se através de comícios centuriais, pelos que prestavam serviço nas centúrias. Estas eram a divisão do povo romano em armas; por isso haviam centúrias de cavaleiros (originalmente os que tinham dinheiro para pagar o seu cavalo), de soldados de infantaria (divididos em cinco classes segundo os seus proventos) e de não combatentes. Os cavaleiros contavam com 18 centúrias; a primeira classe de infantaria 80; a segunda a terceira e a quarta tinham 20 centúrias cada; a quinta 30 e os não combatentes somavam 5 (2 de engenheiros, 2 de músicos e uma de proletarii, pessoas isentas de milícia.&lt;br /&gt;Nos comícios, cada centúria emitia um voto conjunto depois de conhecer a opinião individual dos seus membros. Por tanto, só haviam 193 votos. A aristocracia tinha forma de garantir a sua supremacia. Como a maioria absoluta se conseguia com 97 votos, os cavaleiros e a primeira classe da infantaria, poderiam sempre alcançar a maioria, se votassem no mesmo candidato.&lt;br /&gt;A campanha eleitoral chamava-se ambitus . O candidato substitui a sua toga habitual pela toga candidata, uma toga de um branco resplandecente; daí proceder o termo “candidato”. Este tipo de toga permitia-lhe ser visto, mesmo à distância, quando vinha ao foro. Numa cidade onde não existem jornais, televisão ou rádio, era muito importante a sua constante visibilidade.&lt;br /&gt;O candidato não deveria promover comícios nem expor as suas ideias políticas em grupo, a sua campanha baseava-se no pedido personalizado do voto, chamado em latim “prensatio” (aperto de mão), técnica que chegou até aos nossos dias. A popularidade do aspirante media-se pela quantidade de gente que integrava a sua comitiva quando descia ao foro. Isto devia-se fazer a horas fixas, para que todos saberem quando podiam ver e apoiar o seu favorito. Era também muito importante conhecer os eleitores pelo seu nome. Para os candidatos que não confiavam na sua memória, podiam contar com a ajuda dos “nomenclatores”, escravos especializados em recordar ao seu amo os nomes e posição da gente importante e incluindo os menos abastados. As estes últimos, causava sempre uma óptima impressão os candidatos saberem os seus nomes.&lt;br /&gt;Em campanha o aspirante deveria adaptar o seu carácter. Se não era uma pessoa agradável por natureza, tinha que se esforçar em aparentá-lo, de modo a levar a crer que era uma qualidade sua. Também era muito apreciada a sua generosidade, assim como os banquetes que podia organizar para angariar eleitorado.&lt;br /&gt;Para mais, o candidato deveria estar acessível dia e noite, ter sempre as portas abertas da sua casa e mostrar um carácter receptivo a qualquer momento. E, sobretudo, tinha que prometer tudo o que se podia, incluindo mesmo, mais do que podia. Valia também desacreditar os rivais políticos acusando-os de maus costumes e de suborno. Para quem soubesse usar bem todas estas artes, a vitória estaria assegurada.&lt;br /&gt;Com o intuito de ajudar os candidatos menos aptos, especialmente aqueles cujas qualidades eram menos evidentes, Quinto Cicerón, escreveu o manual do candidato, Commentariolum petitionis que se pode traduzir como “Notas sobre a campanha eleitoral”. Neste texto aparecem múltiplos conselhos para ganhar eleições: que qualidades devem ter o candidato, a quem é preciso solicitar o voto, como se consegue popularidade, etc., uma espécie de curso superior para enganar o eleitor, numa Roma ávida de suborno, mentira e violência. Será que o livro do Quinto Cicerón ainda estará por aí à venda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não tem havido pachorra para mais, o texto de hoje é uma tradução integral da revista História da National Geographic, bem como a gravura do senado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-6917612470863500900?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/6917612470863500900/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=6917612470863500900' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/6917612470863500900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/6917612470863500900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2008/03/campanha-eleitoral-na-antiga-roma-boas.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R---aGj0x2I/AAAAAAAAAH4/9JZ3KjoL-oc/s72-c/senado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-211412956344714640</id><published>2008-03-24T21:59:00.002Z</published><updated>2008-03-24T22:04:28.722Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Esquerda, Direita…volver&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;A utilização dos termos esquerda, centro e direita, sem se saber muito bem a sua origem e o que representam na realidade, leva por vezes, a situações e opções de puro equívoco.&lt;br /&gt;O entendimento destes termos é fundamental para que melhor se possam efectuar as opções, na esperança de não se errar na escolha dos nossos representantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terminologia provem das posições, no espaço físico, que as diversas classes sociais ocupavam nos “Estados Gerais” durante a Revolução Francesa.&lt;br /&gt;Em 1789, quando teve início os trabalhos para a elaboração da primeira Constituição francesa, os deputados (representantes políticos), posicionaram-se geograficamente nos assentos do plenário da seguinte forma. À direita do plenário instalaram-se os representantes da alta burguesia chamados de Girondinos, nome devido ao facto de os seus principais líderes (Brissot e Condorcet) provirem do departamento de La Gironde. Apoiados pela burguesia mercantil, constituíam o grupo conservador, que procurava defender os seus privilégios e evitar que as classes populares pudessem chegar ao poder ou tivessem as suas reivindicações atendidas. Não pretendiam grandes mudanças mas sim reformas que os beneficiassem. À esquerda posicionavam-se os representantes da baixa burguesia, os trabalhadores em geral e os representantes das camadas mais oprimidas. Este grupo reunia-se num partido denominado de Jacobinos, assim chamados por terem o seu lugar de reunião no Convento Dominicano de Saint-Jacques de Paris. Republicanos radicais, eram dirigidos por Robespirre. No centro do congresso sentavam-se os membros de um grupo, de composição variada, representando uma parte da alta burguesia, parte da pequena e média burguesia e alguns membros da aristocracia. Não eram radicais e procuravam uma conciliação. Ora apoiavam a esquerda, ora apoiavam a direita. Não se comprometiam. Pode-se dizer que viviam de acordo com a sua conveniência do momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como podemos ver, estes termos, esquerda-centro-direita, tinham, a princípio, uma conotação espacial. Posteriormente foram adquirindo um perfil ideológico como na actualidade. O caminho que levou esses grupos a se tornarem ideologicamente distintos foi percorrido durante o século XIX em consequência da reacção das classes oprimidas, o proletariado, emergente da Revolução Industrial, contra a burguesia opressora. Durante o século XIX vários movimentos proletários hasteiam uma bandeira política, provocando em contrapartida uma contra-reacção da burguesia que assume, com mais ênfase, uma posição de radicalismo defensivo de forma a combater aqueles movimentos e manter as velhas prerrogativas ameaçadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em face da definição de esquerda, de direita e de centro, é com apreensão que verificamos o equívoco de muitos eleitores ao se posicionarem, na escolha dos seus representantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eleitores de condição social de direita aderirem à esquerda, é coisa tão rara que na prática constitui um facto inverosímil. Já o contrário não partilha, infelizmente, dessa raridade. É confrangedor ver tantos eleitores, inseridos na condição da esquerda, elegerem o campo oposto como o preferido. O facto deve-se fundamentalmente a três factores: o desconhecimento da sua própria condição no contexto social, a conexão de esquerda com formações políticas radicais, como se estas fossem só por si a própria esquerda e o assédio habilidoso da direita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só a direita, o que é um paradoxo compreensível, tenta conquistar votos no campo contrário (esquerda), por ser este a maior parte do eleitorado. Qual lobo do Capuchinho Vermelho, disfarça-se de paladino dos pobres, dos velhos (que actualmente são muitos), dos que se julgam injustiçados e de todos que vêem as ambições quotidianas frustradas. Para tanto, veste-se a rigor, maquilha-se de Zé-povinho e até usa boné, vejam lá. Entre beijos e abraços, vai perguntando do que é que as pessoas precisam para serem felizes. Ingénuo, o povo abre o coração e vai fazendo o rol sem fim de pedidos aos quais ela responde sempre. Se for eleita, dará muito mais do que é pedido, pois povo merece e, ela só quer ser eleita para fazer o bem ao povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fácil de compreender que quem tem tão pouco se deixe iludir com alguma facilidade, caindo no logro, para o qual tem quatro anos para se lamentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurando impingir uma falsa esperança de melhoria de vida, que normalmente traduz exactamente o contrário dos seus objectivos políticos, a direita mente com quantos dentes tem na boca e por vezes precisa de pedir alguns emprestados. Hoje, para ganhar o voto promete tudo, amanhã, ganho voto, para não dar nada diz que se está de tanga. Esta é e será sempre a maneira da direita fazer política. As minorias só vencem pela astúcia utilizando em seu favor as tropas contrárias mal posicionadas e a má memória do povo. O centro fica em casa a ver para que lado corre a maré.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que faz falta é avisar a malta. Passados tantos anos e a malta ainda não está avisada?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-211412956344714640?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/211412956344714640/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=211412956344714640' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/211412956344714640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/211412956344714640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2008/03/esquerda-direitavolver-utilizao-dos.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-2775695403766914352</id><published>2008-03-17T20:54:00.000Z</published><updated>2008-03-17T20:56:23.850Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O homem enquanto homem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Com o pensamento de que o Ser é intemporal, infinito, imutável, incaracterístico, o Nada absoluto, tudo o que fosse finito, mutável, característico e relativo, seria o não-ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, consubstanciamos a existência como o não-ser, em oposição ao Ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consequentemente, é o homem enquanto homem, que se caracteriza a si próprio, ou seja, é ele que cria todos os conceitos, preceitos e regras para reger a sua existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ser pela sua intemporalidade é indefinido, enquanto que a definição só é propriedade do temporal. Sendo o tempo sinónimo de limitação, fica implícito nesta, o fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim, como limite da existência, propicia a valorização desta, sendo o uso fruto da mesma, o seu paradigma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o fim tanto pode ser natural como antecipado, fez surgir um sentimento de auto-perservação em relação ao segundo enquanto evitar o primeiro não passa de uma aspiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta forma, para se defender desse fim antecipado, estabelece os conceitos, do bem, do mal, do amor e do ódio, do certo e do errado etc. e as regras para a sua aplicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes conceitos são puramente humanos e não ditados por nenhum “divino” porque o Ser, por definição, é incaracterístico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A valorização da existência passa indubitavelmente pela satisfação dos desejos e, enquanto tal, a vida pauta-se entre o que aspira e o que concretiza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que medeia a aspiração da concretização, é que define carácter, que pode ir de uma simples e inconsequente veleidade à destruição do que a pode inviabilizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A intransigência da vontade do desejo, leva à manipulação dos conceitos e das regras, na procura da sua justificação. O que era mau pode passar a ser bom e o ódio configurar o amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao trocar a universalidade pela circunstância subjectiva, os conceitos tornam-se dúbios e, como tal, deixarem de ter o significado “de uma consciência reguladora” que lhe quiseram dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem princípios reguladores e universais, o homem torna-se num não-ser aberrante, onde o arbítrio do conceito o pode levar à auto destruição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua vida nem sempre corresponde à expectativa. A incapacidade de a aceitar tal como é, leva-o eximir-se da responsabilidade das suas decisões, imputando-as a terceiros, como se deles fosse um joguete, quando ao fim e ao cabo, foi ele que a transformou num jogo de sorte ou azar, onde o bluf que faz com os conceitos, o levam a ganhar ou a perder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem nos guia não é Deus nem o Diabo, mas a sorte ou o azar no jogo da Vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-2775695403766914352?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/2775695403766914352/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=2775695403766914352' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/2775695403766914352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/2775695403766914352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2008/03/o-homem-enquanto-homem-com-o-pensamento.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-524003967894710815</id><published>2008-03-10T20:29:00.003Z</published><updated>2008-03-10T20:38:52.139Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Do querer ao fazer, ou o espaço da esperança. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/5rtU0pg-kkw" width="425" height="355" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;Por mail recebi um vídeo titulado Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores, editado no You Tube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A feitura deste vídeo, nada original, diga-se de passagem, para além da montagem de imagens sobejamente conhecidas, procura através da associação da crueza do impacto visual à letra da canção, provocar uma consciencialização emocional que induza à recusa do ocorrido e apelar ao exorcismo dos males da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um entre tantos, que são os sinais do tempo em que vivemos, onde a guerra já é a suave brisa que antecede o furacão da destruição. O interesse pelo acontecer ao nosso semelhante, é proveniente do medo do que nos possa acontecer, caso a guerra seja o acontecimento.&lt;br /&gt;É uma espécie de justificação por temer a expiação, não me faças o que nunca fiz! Ou ainda, que eu nunca quis fazer! Ou ainda, que não pude evitar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Somos todos iguais!&lt;br /&gt;Somos todos soldados armados ou não!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Diz a canção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Com a certeza na frente e a história na mão!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Continua a canção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que devemos ser diferentes, só por que termos medo? Por que deverá a história mudar o seu curso, só porque nós o tememos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perante a certeza que a história dá, só a guerra existe, só a guerra é o nosso paradigma, a paz, é um erro histórico que medeia duas guerras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a guerra, para quê dissecá-la? Extrair o mal na procura do bem? A guerra é simplesmente a guerra, não há guerras boas nem guerras más, nem guerras mais humanas ou guerras menos humanas, mas simplesmente guerra que, por ser a manifestação animalesca da humanidade, tudo se espera dela. A atrocidade é a sua moral, o extermínio o seu desígnio, ficando pelo caminho o desprezo pela condição humana. Discutir a guerra não faz sentido na civilização, que só deveria ter uma única preocupação, evitá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Vem vamos embora.&lt;br /&gt;Esperar não é saber.&lt;br /&gt;Quem sabe faz a hora, não espera pelo acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;Ainda a letra da canção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saber e denunciar não chega, nem a revolta nas intenções é suficiente, procissão de lamentos. É preciso morder mais do que falar, para o acontecer evitar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-524003967894710815?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/524003967894710815/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=524003967894710815' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/524003967894710815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/524003967894710815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2008/03/do-querer-ao-fazer-ou-o-espao-da.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-8353766871753891512</id><published>2008-03-03T21:16:00.003Z</published><updated>2008-12-13T02:57:14.233Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;História contrafactual&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R8xqzmVhRYI/AAAAAAAAAHw/8c1ms2FBgzM/s1600-h/gregos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173627506638538114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R8xqzmVhRYI/AAAAAAAAAHw/8c1ms2FBgzM/s400/gregos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; No último número da revista História da National Geographic, um dos artigos, titulado Alexandre Magno contra Roma: o grande choque, fala-nos da história contrafactual que, segundo o referido artigo, é muito praticada pelos historiadores anglo-saxões, como resposta à pergunta: o que aconteceria se…? Segundo o mesmo artigo, esta falta de factualidade, também pode ser denominada história virtual que segundo o Dicionário da Real Academia define como, «a reconstrução lógica, aplicada à história, dando por hipótese acontecimentos não sucedidos, mas que poderiam ter sucedido». Trata-se por tanto, por exemplo, imaginar qual seria o curso da história se os Persas tivessem ganho a batalha de Salamina ou a Armada Invencível não tivesse sido derrotada por uma tempestade. Se os espanhóis tivessem invadido a Inglaterra, possivelmente o mapa da partilha colonial do mundo seria diferente, como a derrota dos gregos em Salamina, possivelmente, nunca propiciaria o aparecimento de Alexandre Magno.&lt;br /&gt;Mas não é minha intenção projectar e ficcionar história contrafactual antiga, mas imaginar qual seria a nossa história virtual acaso fosse introduzido um factor determinante na nossa vinda.&lt;br /&gt;Os jornais televisivos, em uníssono e alvoraçados, anunciam que o petróleo acabará dentro de três anos!&lt;br /&gt;Já alguma vez pensaram que poderá mesmo acontecer? A subida do preço do barril, é o reflexo das oscilações da produção e estas reflectem que o crude não é eterno, que muitos dos poços, como já acontece nos Estados Unidos, estão a ficar secos. Paradoxalmente, à medida que caminhamos para o esgotamento das jazidas, o consumo não para de aumentar.&lt;br /&gt;No meu vaticínio para a história virtual, divido o período final da existência do petróleo em dois.&lt;br /&gt;Um primeiro, onde a subida imparável do preço do barril, que atingirá em pouco tempo trezentos dólares, fórmula utilizada pelas petrolíferas para a maior arrecadação de lucros possível, antes do previsível fim do negócio. Teremos a guerra de ingerência entre as potências, nos países onde se efectuarem as últimas extracções. Neste período, os não produtores procuram soluções de substituição nas energias alternativas, mas como poderiam substituir de um dia para outro, tudo aquilo de que a civilização depende, quando em tempo útil, nunca o fizeram? Mesmo hipoteticamente, algumas soluções fossem viáveis a curto prazo, seriam bloqueados pelas petrolíferas, interessadas na continuação do consumo do petróleo até ao fim. O aumento do crude, vai-se reflectir em todas as economias, os preços tornam-se proibitivos. Os bens ficam só acessíveis a alguns, enquanto a maioria esmagadora, dificilmente consegue comprar a comida de que necessita. Tudo o que depende do precioso líquido fica comprometido: os barcos, os aviões, as fábricas, a electricidade etc. Sem electricidade, o nosso mundo será caótico.&lt;br /&gt;Segundo período. Tentativas de recorrer à queima de carvão, enquanto as centrais atómicas são construídas. As multinacionais tentaram apropriar-se do negócio das centrais nucleares. Nem todos os países têm capacidade económica para terem centrais atómicas, na falta de carvão, a desflorestação para queima, é a solução adoptada.&lt;br /&gt;Estas são algumas dicas para o desfio que vos deixo, historiarem, o que no vosso entender, virtualmente aconteceria caso o petróleo acabasse dentro de três anos. Tenho a certeza de que o tema é do interesse de todos e, que todos estão conscientes da sua transcendência, onde a importância dos nossos problemas do quotidianos se esbate.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-8353766871753891512?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/8353766871753891512/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=8353766871753891512' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/8353766871753891512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/8353766871753891512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2008/03/histria-contractual-no-ltimo-nmero-da.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R8xqzmVhRYI/AAAAAAAAAHw/8c1ms2FBgzM/s72-c/gregos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-8115200984014643862</id><published>2008-02-25T17:55:00.003Z</published><updated>2008-12-13T02:57:14.588Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Ayurveda&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R8MBtFL8nrI/AAAAAAAAAHo/OpLq67w-1vo/s1600-h/massage-1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170978671149489842" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R8MBtFL8nrI/AAAAAAAAAHo/OpLq67w-1vo/s400/massage-1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;Os especialistas garantem que, graças às descobertas da ciência médica, o homem moderno caminha na direcção da quarta idade. O ideal alquímico da vida eterna pode ter ficado para trás, mas não há quem não sonhe em viver mais e melhor. No mundo de hoje, a saúde – esta fonte natural nem sempre renovável – passou a ser o bem mais precioso. A Ayurveda, uma ciência indiana tão antiga quanto o homem, define a saúde como uma condição de harmonia interna e externa capaz de habitar o ser humano no buscar dos seus objectivos mais profundos e permanentes. Para a medicina Ayurveda, ser saudável é uma condição normal e toda a terapia deve ser baseada no restabelecimento desse estado natural. Por isso, é também chamada de”natureza que restabelece”. Vinod Verma (director da New Way Health Organization na Índia)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ayurveda é o nome dado à ciência da saúde mais antiga do mundo, desenvolvida na Índia há cerda de 3.000 anos. Em sânscrito Ayur quer dizer vida e veda ciência. Assim Ayurveda é a ciência da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Ayurveda foi desenvolvida a partir da época de Buda, no século V a.C. baseada no empirismo e no racionalismo da observação dos fenómenos naturais e das suas influências no ser humano. Originária da Medicina Védica onde a religião, mitologia, magia e a medicina são inseparáveis o que lhe dava um carácter mágico-religioso, a Ayurveda propõe uma vida em harmonia com as leis da natureza mas também uma vida útil à sociedade como um todo. Na Medicina Ayurvédica, saúde é um estado de felicidade e para o alcançar o ser humano deve trilhar um caminho de autoconhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Medicina Ayurvédica é conhecida como a mãe da medicina, pois seus princípios foram a base, posteriormente, do desenvolvimento da medicina tradicional chinesa, árabe, romana e grega. Também o Japão teve necessidade de fazer intercâmbio com os indianos, para criar uma medicina barata para atender às suas populações muito pobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta deve ser a principal causa para o desconhecimento ocidental desta importante medicina oriental. Por de trás dela, não estão as multinacionais dos fármacos, que estabelecem o preço da saúde. O custo insignificante da Medicina Ayurveda tornou-a acessível a todos os pobres, odiada por todos os laboratórios e suspeita na eficiência, pela medicina convencional ocidental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Índia, onde a Medicina Ayurvédica que tem a mesma importância que a medicina tradicional tem no Ocidente, é aprendida nas universidades. Para a formação completa, são necessários cinco anos e meio. A primeira escola a ensinar Medicina Ayurveda foi a Universidade de Banaras, por volta de 500 a.C. Foi ali que a grande Samhita, ou enciclopédia de medicina, foi escrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estima-se que 80% da população da Índia, seja assistida pela medicina Ayurveda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A doença para a Ayurveda é mais que a manifestação de sintomas desagradáveis ou perigosos à manutenção da vida. Ayurveda, como ciência integral, considera que a doença inicia-se antes de chegar à fase em que ela finalmente pode ser percebida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a Ayurveda, mudanças frequentes na nossa rotina diária e melhoria da nossa alimentação farão mais pela nossa saúde a longo prazo do que tomar remédios ou procurar tratamento médico. Não existe nenhum substituto para a nossa maneira correcta de vida. Quanto mais vivemos em desarmonia com a nossa natureza menos podemos esperar em termos de obtenção de saúde, seja por que método for. As nossas acções determinam o nosso nível de consciência assim como o padrão de energia do corpo físico. Segundo os Upanishads “o desejo do homem gera a acção e, como ele age, assim ele se tornará”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A doença física é frequentemente o resultado da super valorização do corpo físico e do mundo material. Devemos dar ao corpo o cuidado adequado, sem deixar que domine os outros aspectos da nossa vida. Nosso corpo ficará desarranjado devido ao esforço exagerado em quer mantê-lo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Medicina Ayurveda baseia-se no sistema filosófico hindu Samkhya, onde toda a manifestação material do universo é um fenómeno único da consciência cósmica, manifestada através dos cinco elementos básicos da natureza: Éter, ar, fogo, água e terra, inclusive o corpo humano que além da matéria (Prakriti) também é composto de espírito (Purusha) e este por sua vez de discernimento (budhi), ego (ahsmkara) e mente (manas). É do desequilíbrio de algum dos cinco elementos que se inicia o processo da doença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cinco elementos são:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O éter equivale ao som&lt;br /&gt;O ar equivale ao tacto&lt;br /&gt;O fogo equivale à visão&lt;br /&gt;A água equivale ao paladar&lt;br /&gt;A terra equivale ao olfacto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes elementos são como estados da matéria: terra representa o estado sólido, a água, o líquido, o ar o gasoso, o fogo o poder de mudar o estado de qualquer substância e o éter, o elemento que é ao mesmo tempo a fonte de todos os outros e o espaço onde eles existem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cinco elementos básicos aparecem sempre combinados de maneira inseparável na natureza: varia apenas a sua proporção relativa para conferir as diferentes qualidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Doshas ou “princípios metabólicos” são os princípios que ligam o corpo à mente. Eles têm origem na diferente mistura de pares dos cinco elementos. É através dos elementos e dos Doshas, que o Ayurveda determina a natureza básica do indivíduo e estabelece uma linha de tratamento adequada às suas necessidades reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Medicina Ayurveda possui oito ramos principais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Medicina interna ou clínica geral&lt;br /&gt;Pediatria&lt;br /&gt;Psiquiatria&lt;br /&gt;Doenças da cabeça e pescoço (otorrinolaringologia, oftalmologia e odontologia).&lt;br /&gt;Cirurgia&lt;br /&gt;Toxicologia&lt;br /&gt;Rejuvenescimento e geriatria&lt;br /&gt;Afrodisíacos (impotência e infertilidade)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história clínica do paciente inclui além do exame clínico completo, exame da urina, do suor, do escarro e da voz do paciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diversas são as técnicas da cura.&lt;br /&gt;Pela alimentação, a dieta perfeita de acordo com cada um.&lt;br /&gt;Terapia dos sabores&lt;br /&gt;Terapia dos aromas&lt;br /&gt;Massagens com óleos especiais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além das dietas especiais, o Ayurveda emprega remédios naturais e muitos outros recursos preventivos e curativos. Para equilibrar o Prakriti, a Medicina Ayurveda dispõe de uma infinidade de medicamentos preparados pela combinação de ervas, sais, produtos minerais, bem como extractos, pomadas e óleos vegetais. Não se restringem a aplicações paliativas ou superficiais com o objectivo de eliminar sintomas: são preparados especificamente para cada tipo de paciente e não para a doença que ele apresenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pranayama, o equilíbrio pela respiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Técnica que harmoniza os Doshas e regula a distribuição da energia cósmica pelo organismo. Pranayama em sânscrito quer dizer “energia vital”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo a respiração o ritmo fundamental da vida e o que apoia todos os outros, a respiração pode ser considerada o acto mais criativo do nosso corpo. O lema é viver em sintonia com o nosso corpo mecânico quântico. A rotina mais importante a seguir é o acto de entrar em contacto com o nosso nível quântico pela Meditação Transcendental, que deverá ser praticada durante alguns minutos todos os dias. É esse o modo de elevar a existência comum a um plano superior. Se executarmos alguns processos correctamente, a tendência inerente ao corpo de conservar o equilíbrio cuidará do resto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Termino com alguns versos Védicos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;É nosso dever como o resto da humanidade sermos perfeitamente saudáveis, porque somos as ondas do oceano da consciência e ao adoecermos, mesmo pouco, rompemos a harmonia cósmica.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Mais correcto é ver-nos como uma célula do corpo cósmico, com direito a usufruir os privilégios da condição cósmica, inclusive a saúde perfeita.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“A inteligência interior do corpo é o maior e supremo génio da natureza. Ela espelha a sabedoria do cosmos&lt;/em&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“A maior prioridade da vida é a própria vida”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-8115200984014643862?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/8115200984014643862/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=8115200984014643862' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/8115200984014643862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/8115200984014643862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2008/02/ayurveda-os-especialistas-garantem-que.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R8MBtFL8nrI/AAAAAAAAAHo/OpLq67w-1vo/s72-c/massage-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-6729397324332328668</id><published>2008-02-19T21:23:00.002Z</published><updated>2008-12-13T02:57:14.820Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R7tJMlL8nqI/AAAAAAAAAHg/LMR5CsEZ5H4/s1600-h/cristoaguas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168805477827255970" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R7tJMlL8nqI/AAAAAAAAAHg/LMR5CsEZ5H4/s400/cristoaguas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O êxito da crença cristã deve-se ao facto de ter concebido um deus à imagem do homem, caracterizado pelos conceitos que lhe regem a vida, que propiciou a cognição não de uma abstracção mas a projecção de uma realidade sensitiva, personificada pela figura de Jesus Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta transposição de Deus do plano abstracto para o plano material, indubitavelmente, perdida a abstracção, caracteriza-o na perspectiva humana. Ele ser o que queremos que seja, e assim, assumir o papel que queremos que assuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta perspectiva, Jesus Cristo é a divindade criada pela crença para a revelação de Deus e nele basear toda a sua teologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a humanização de deus é galvanizadora na adesão à crença, por seu lado, o misticismo de que os aderentes são imbuídos, exige a mistificação, única forma de reconhecer a divindade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para satisfazer esta exigência, a crença dá-lhe características sobre humanas, ao gerá-lo sem a intervenção da natureza e propor-lhe uma morte contra natura. Também a duração da sua vida humanizada, é feita crer pautada por prodígios, que contrariam uma vez mais, as leis da natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se considerarmos que é a natureza que rege a humanidade, só alguém não regido por ela, poderia ser aceite como deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crer num deus que se revelou e se tornou sensitivo, a sua cognição é muito superior a um deus de noção abstracta, que só a imaginação lhe daria forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a crença para dar credibilidade à sua teologia, transforma o anti natural em dogma e, baseia a doutrinação na convicção do seu regresso, sendo a conversão alicerçada na esperança do retorno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-6729397324332328668?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/6729397324332328668/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=6729397324332328668' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/6729397324332328668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/6729397324332328668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2008/02/o-xito-da-crena-crist-deve-se-ao-facto.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R7tJMlL8nqI/AAAAAAAAAHg/LMR5CsEZ5H4/s72-c/cristoaguas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-4213247967202330971</id><published>2008-02-10T19:06:00.001Z</published><updated>2008-12-13T02:57:15.302Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Sesimbra (II)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R69Lb1L8noI/AAAAAAAAAHQ/f91e_lI3Zek/s1600-h/sesimbra01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165430239122988674" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R69Lb1L8noI/AAAAAAAAAHQ/f91e_lI3Zek/s400/sesimbra01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Sesimbra nos princípios do século XX. Ainda não tinha sido construida a marginal e o porto de abrigo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;As minhas férias repartiam-se entre a praia, lota da tarde e a pesca.&lt;br /&gt;Os pescadores de Sesimbra praticavam diversos tipos de pesca, com diversos tipos de embarcações, adaptadas a cada uma delas.&lt;br /&gt;A embarcação mais característica de Sesimbra, era e é a aiola, pequeno bote muito elegante, movido a remos ou à vela, que além de servir de apoio aos barcos maiores, era muito usado especialmente na pesca à lula e ao choco.&lt;br /&gt;De maior porte tínhamos as barcas a motor, da pesca ao aparelho, cujo o número de tripulantes variava conforme o seu tamanho e as traineiras, que utilizando as redes de cerco, se dedicavam à pesca de cardumes, como a sardinha, o carapau, a cavala e a sarda.&lt;br /&gt;Ainda foi no meu tempo que assisti, aos últimos exemplares das barcas da armação. A armação era uma arte de pesca fixa, muito antiga. Este tipo de pesca era efectuado por diversas barcas, em conjunto, que não possuíam motor e eram levadas para o lugar onde estavam as redes fixadas, a reboque de uma barca a motor.&lt;br /&gt;Quando a fortuna enchia as redes, e o peixe abundava, carregavam os porões da barca a motor e mais uma ou duas barcas, conforme a quantidade apanhada, que seguiam imediatamente para a lota, as restantes regressavam à vela. Como as redes estavam localizadas relativamente perto da costa, a meio caminho entre Sesimbra e o Cabo Espichel, a nortada da tarde fazia-se sentir e bem, proporcionando-lhes um bom andamento.&lt;br /&gt;Um dos familiares, que vivia em casa do meu tio era pescador numa das armações, era só pedir e lá ia eu à pesca com eles. Não era a pesca que me motivava, pois era no meu entender muito monótona, o alar da rede, sempre acompanhado de típicas canções dos homens do mar, levava muito tempo.&lt;br /&gt;As barcas, dispostas em circulo, bem distanciadas umas das outras, começavam a alar a rede, puxando-a não para bordo, mas deixando-a cair novamente para o mar, o que levava as barcas a aproximarem-se umas das outras, acabando por formarem um circulo pequeno, quando o fundo da rede chegava à superfície, com o peixe aprisionado. Diziam os mais antigos que a armação noutros tempos apanhava atuns, na época da sua migração, mas no meu tempo capturavam somente, carapau, cavala ou sarda, eventualmente sardinha.&lt;br /&gt;Era o regresso, esperançado numa boa pescaria, poder vir à vela. Era o sonho, barco adornado pelo vento e eu sentado no meio dos pescadores a barlavento. O meu tio não achava graça nenhuma.&lt;br /&gt;O outro familiar trabalhava numa traineira, era só formular o desejo e lá embarcava eu para a pesca. Esta era feita de noite ao largo, entre a Costa da Caparica e Cabo Espichel. A costa vista do mar era muito bonita com todas as luzes visíveis. Quando a Lua estava cheia as águas pareciam de prata, quando peixe preso no saco da rede subia à superfície.&lt;br /&gt;Detectado o cardume a rede era lançada à volta dele, formando um circo. A parte superior ficava à superfície, sustentada por bóias de cortiça, a inferior mergulhava direita, pelo peso do lastro de chumbo. Findo o cerco, a rede era fechada na parte inferior submersa, formando um saco onde o peixe ficava aprisionado, após o que o guincho puxava para a superfície a parte inferior desse saco obrigando o peixe a vir à superfície. Com os chalavares recolhia-se o pescado e metia-se porão. Tínhamos de ter cuidado, pois o convés, com o sangue do peixe ficava muito escorregadio.&lt;br /&gt;Normalmente o mestre levava-me na casa do leme para eu poder ver a sonda a indicar a posição dos cardumes, e por vezes, quando estava bem disposto, deixava-me governar o barco. Que sensação para um miúdo de onze anos sentir a roda do leme na mão, e fixar os olhos na agulha para não sair do rumo. Quem pode ser mais feliz?&lt;br /&gt;Pela madrugada, ao amanhecer, já no regresso, comíamos a “bóia”, era um momento estupendo de confraternização entre todos. Eu nunca levava nada para comer, comia da bóia dos outros, só não bebia era o vinho.&lt;br /&gt;Mas de todas as pescas, a minha preferida era a do aparelho. Era nesta pesca que se utilizava o tipo de barco que sempre me mais fascinou. A barca de Sesimbra. De linhas esguias e harmoniosas, com a roda da proa elegantíssima, sem cabina de leme, era governado com uma cana de leme. O ruído característico do motor, um tac, tac, tac, se bem que ruidoso, era uma autêntica melodia para mim. Conhecia o nome da maior parte destas barcas, reconheci-as pelos desenhos pintados nos cascos. Havia-as de diversos tamanhos, mas as mais pequenas, equipadas somente com três pescadores, eram as minhas favoritas.&lt;br /&gt;A pesca ao aparelho é a pesca com anzol. A barca quando chegava ao local escolhido, lançava ao mar uma linha com centenas de anzóis devidamente iscados. Nas barcas maiores chegavam a ser um milhar ou mais. Quando acabava de lançar, após uma pequena pausa, volta ao ponto onde iniciou o lançamento e começava a recolher a linha.&lt;br /&gt;O lançamento desta linha com tão grande quantidade de anzóis, requeria uma técnica muito especial. Para sinalizar o início da aparelho, lançavam uma bóia fundeada, à qual o aparelho ficava preso. Depois com o motor da barca ao relantim, a cerca de um nó de velocidade, começavam a lançar o aparelho. Os anzóis eram levados celhas dispostos de maneira a soltarem-se com a pressão do aparelho e uma pequena ajuda dos dedos dos pescadores. A operação tinha de ser rápida e sem falhas pois o barco está em movimento. Espaçadamente vão sendo colocadas mais bóias de sinalização pelo homem que vai ao leme. Trabalho de artista de circo. Sentado na borda do barco, com um pé no convés e outro na cana do leme, para ficar com as mãos livres, lança as bóias de sinalização ao mesmo tempo que governa o barco.&lt;br /&gt;Os outros dois, avante da cabine da motor, tomam conta das celhas dos anzóis.&lt;br /&gt;A recolha do aparelho era um trabalho árduo, puxar sem parar toda aquela linha, retirar o peixe e colocá-lo no porão, num convés cheio de amarinhado de linhas e anzóis, requeria um enorme esforço físico. Eles pescavam o peixe espada, as corvinas, os gorazes, os pargos, as pescadas, por vezes com diversos quilos cada. Quando participava nesta pesca, a minha ajuda ficava-se por pôr o peixe no porão. Mas estar numa barca tão pequena, no meio da cava das vagas, por vezes bem grandes, já era o suficiente para mim.&lt;br /&gt;A barca onde eu costumava ir pertencia a um pescador conhecido que vivia perto da casa dos meus parentes, só participava na pescaria da tarde, pois se o meu tio soubesse do meu embarque desancava o pobre do homem.&lt;br /&gt;A barca seguia a rota do Cabo Espichel, quando lá chegava, mudava de rumo para Sul e fazia-se mar dentro durante algum tempo, até alcançar o seu lugar de pesca, um fundo rochoso, a que chamavam a Pedra. Como é que estes homens, sem instrumentos de marear, só por intuição, conseguiam encontrar o seu pesqueiro no meio do mar, sem qualquer ponto de referência, pois a costa não era mais do que ténue linha no horizonte? Sempre me intrigou, e quando perguntava como conseguiam encontrar o lugar, a rir respondiam que era pelo cheiro do peixe.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R69gllL8npI/AAAAAAAAAHY/T0-QNQe21d4/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165453496370896530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R69gllL8npI/AAAAAAAAAHY/T0-QNQe21d4/s400/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Também vi os últimos vapores de cerco, barcos de pesca movidos por caldeiras a vapor, antecessores das traineiras movidas a diesel, mas estes eram de Setúbal, só vinham descarregar a Sesimbra.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-4213247967202330971?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/4213247967202330971/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=4213247967202330971' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/4213247967202330971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/4213247967202330971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2008/02/sesimbra-ii-sesimbra-nos-princpios-do.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R69Lb1L8noI/AAAAAAAAAHQ/f91e_lI3Zek/s72-c/sesimbra01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-667236123506702135</id><published>2008-02-03T17:20:00.000Z</published><updated>2008-12-13T02:57:15.899Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Sesimbra&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R6X4DC9hu-I/AAAAAAAAAG4/kx0y23Q7cS0/s1600-h/sesimbra01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162805279068371938" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R6X4DC9hu-I/AAAAAAAAAG4/kx0y23Q7cS0/s400/sesimbra01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sesimbra nos princípios do seculo XX. Ainda não tinha sido construida a marginal nem o porto de abriogo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje em dia quando me desloco a Sesimbra, não é sem um doloroso confrangimento, que vejo como a “modernidade” ao serviço do laser, descaracterizou impiedosamente, uma das vilas costeiras mais bonitas de Portugal.&lt;br /&gt;Com o confrangimento fazem coro as saudades de um tempo querido, que eu vivi nos anos 50, quando nessa vila passei várias férias grandes escolares, com a duração de dois meses cada.&lt;br /&gt;É esta Sesimbra, que se perdeu no tempo, que a maior parte das pessoas que a visitam hoje não conhecem, que eu quero relembrar, pelas palavras da memória da criança que fui.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R6YBLi9hu_I/AAAAAAAAAHA/Q0ji2gtcay8/s1600-h/castelo3.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162815320701910002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R6YBLi9hu_I/AAAAAAAAAHA/Q0ji2gtcay8/s400/castelo3.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O Castelo de Sesimbra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Implantada numa reentrância da orla atlântica do maciço da Arrábida, conheceu o seu primeiro habitante, há cerca de um milhão de anos, o Homo Erectus, quando este chegou proveniente de África. Foi palco da evolução humana durante todo o Paleolítico e Neolítico. No período da Era dos Metais, é visitada pelas civilizações do mundo mediterrânico, Gregos, Fenícios e Cartagineses, com quem estabeleceu contactos.&lt;br /&gt;Também por ela passaram, no período das grandes conquistas, que começaram no século II a.C., os Romanos, as invasões Germânicas, desde os Vândalos aos Visigodos, terminando no século VIII com a invasão dos Árabes vindos do Norte de África, que construíram o primeiro castelo para abrigar o povoado.&lt;br /&gt;Objecto de diversas tentativas de conquista por D. Afonso Henriques, o castelo árabe, éfoi definitivamente conquistado por D. Sancho I, auxiliado pelos cruzados francos, aquém foi doado o povoado. Em 1236, com a doação do concelho de Sesimbra à Ordem de Santiago, a população expande-se para fora das muralhas, criando a povoação da Ribeira de Sesimbra. Mais tarde em 1536, é então criada a vila de Sesimbra, no local que lhe conhecemos hoje, cuja população participou de modo activo na expansão ultramarina. Com a queda dos Duques de Aveiro, últimos representantes da Ordem de Santiago no século XVIII, as terras de Sesimbra, passaram para a tutela real. No século XIX, a vila vai sofrer imensas vicissitudes, desde a conquista napoleónica até à guerra civil de 1834-1836, que levou ao desmantelamento de vários pontos militares costeiros. No final do século XIX e princípio do século XX, assistimos ao renovar da vila de Sesimbra, tornando-se um dos mais importantes e pitorescos portos pesqueiros.&lt;br /&gt;É em meados do século XX que eu faço o meu encontro com Sesimbra, ou melhor com o que dela ainda subsistia das suas tradições como vila piscatória. Durante as minhas férias ficava em casa de uns tios avós maternos, onde moravam também outros familiares, do ramo da tia avó. Todos os homens eram pescadores com a excepção do tio-avô, que era leiloeiro na lota, local onde se vendia o peixe.&lt;br /&gt;Após os meus pais me deixarem em casa dos tios, e regressarem a Lisboa, a primeira coisa que fazia era descalçar os sapatos para só os tornar a calçar dois meses depois. Descalço e em calção de banho de manhã à noite, com liberdade completa de movimentos, era a criança mais feliz que se possa imaginar. O mundo era todo meu, e esse mundo era o mundo do mar e do peixe. Hoje com a escassez que existe é difícil de imaginar a quantidade de peixe que todos os dias era descarregado na praia para vender.&lt;br /&gt;Na praia sim, na que fica à direita do forte se estivermos voltados para o mar e de costas para a vila.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R6YBXC9hvAI/AAAAAAAAAHI/EkoS6IrNeKU/s1600-h/barco_pesca.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162815518270405634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R6YBXC9hvAI/AAAAAAAAAHI/EkoS6IrNeKU/s400/barco_pesca.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Barcas varadas na rampa por onde peixe saía da paraia, carregado em burros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;O peixe era colocado na praia geometricamente ordenado, fazendo lotes específicos para venda, como no caso do peixe-espada, da albacora, dos safios e das chaputas. Os pargos, gorazes, as corvinas e as pescadas, tinham direito a destaque. Eram colocados em cima de montículos de areia feitos para esse fim.&lt;br /&gt;O carapau, a sardinha, a sarda e a cavala, eram colocados em caixas de madeira próprias e tradicionais, ou vendidos a granel dentro das próprias embarcações. O espadarte, as toninhas e outros peixes de maior porte eram vendidos individualmente.&lt;br /&gt;As baleias nunca soube onde eram vendidas, já não eram da minha época. Não sabiam que em Sesimbra já se caçou às baleias, quando elas viajavam ao longo da costa portuguesa?&lt;br /&gt;Havia, imaginem, duas lotas por dia. A primeira começava por volta das seis da manhã até cerca do meio-dia. A da tarde iniciava-se às seis horas e não tinha hora de terminar, enquanto estivesse a chegar peixe ela não parava, prolongando-se por vezes até às duas da manhã. A lota da manhã era abastecida pela pesca nocturna, a do fim do dia vendia o peixe pescado de tarde. Diariamente passam toneladas e toneladas de peixe fresco pela lota.&lt;br /&gt;Das duas lotas a que mais gostava de participar era na da tarde. Na da manhã limitava-me a ir levar o pequeno-almoço ao meu tio por volta das oito horas, uma leiteira e um pão com manteiga. A lota da tarde, além de mais longa, tinha um encanto muito especial para mim. Depois de cair a noite, por falta de luz artificial, era iluminada com a luz de archotes. É aqui que entrava a minha intervenção. Os archotes eram seguros pelos rapazes da vila, onde eu me incluía, apesar dos protestos do meu tio. Com os pés dentro de água, iluminava-mos a descarga a troco de uma mão cheia de peixe. Eu não precisava do peixe para nada, pois era coisa que não faltava em casa, mas dava-me um prazer enorme ver o meu trabalho recompensado, fazia-me sentir como se fosse um deles.&lt;br /&gt;O peixe à medida que era vendido, era retirado da praia o mais rápido possível, para dar lugar ao que se seguia. Praia cheia, praia vazia durante horas, enquanto durava a descarga do peixe.&lt;br /&gt;O peixe vendido era transportado dentro de caixas, por burros com umas cangalhas especiais para o efeito. Da praia, os burros subiam por uma rampa até o largo da vila sobranceiro ao mar, onde as camionetas dos comerciantes esperavam para serem carregadas.&lt;br /&gt;Ao largo ficavam os barcos de pesca, de que falarei mais adiante, que transbordavam o peixe para pequenas embarcações, as típicas aiolas, que o traziam para terra onde a azáfama era enorme. As aiolas a varar na praia, puxadas pelos homens com as calças arregaçadas, aproveitando o auxílio das ondas, a descarga, o alinhamento do peixe na lota, a venda e por fim a corrida dos burros, que ganhavam ao trajecto.&lt;br /&gt;A música de fundo, protagonizada pelos barítonos pregoeiros, era um imenso e inconfundível coro de vozes e gritos dos participantes desta labuta diária. Tudo isto, sublimemente odorizado, com o cheiro do peixe fresco e da maresia de um mar tão generoso. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-667236123506702135?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/667236123506702135/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=667236123506702135' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/667236123506702135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/667236123506702135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2008/02/sesimbra-sesimbra-nos-princpios-do.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R6X4DC9hu-I/AAAAAAAAAG4/kx0y23Q7cS0/s72-c/sesimbra01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-323023181008861146</id><published>2008-01-26T21:21:00.000Z</published><updated>2008-01-26T21:25:15.744Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;A falta de ar&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A naturalidade mecânica com que o ser humano respirar, leva-o a esquecer de que a função orgânica mais importante para a sua sobrevivência, é a respiração.&lt;br /&gt;Pela falta de alimentação sólida, a sobrevivência pode ser de muitas semanas, a falta do líquido poucos dias, a falta de ar mata em poucos segundos.&lt;br /&gt;A suspensão voluntária da função respiratória chama-se apneia, a suspensão involuntária provoca a “falta de ar” ou a inspiração de ar com elevado indicie tóxico, provoca a intoxicação e sequente asfixia.&lt;br /&gt;A importância do ar só é reconhecida, quando ele falta. Mas a importância do ar não se fica pela sua falta, mas também na sua importância para o organismo.&lt;br /&gt;Segundo a Medicina Védica, respirar é um acto criativo. As moléculas do ar são caóticas e dispersas ao acaso, mas quando entram no nosso corpo adquirem, como por magia, um propósito e uma identidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos o que acontece com um único átomo de oxigénio quando respiramos. Em poucos milésimos de segundo, ele atravessa as membranas húmidas e quase transparentes dos pulmões, aderindo à hemoglobina no interior das células vermelhas do sangue. Nesse instante ocorre uma notável transformação. A célula, que era de um tom azul-escuro, quase negro pela falta de hemoglobina, muda de cor com essa substância, adquirindo um tom vermelho-claro e brilhante; o átomo de ar que vagueava ao acaso, transforma-se subitamente em nós próprios. Ele acaba de cruzar o limite invisível entre algo sem vida e o que vive alguns segundos depois o mesmo átomo, o mesmo átomo de oxigénio completará um circuito pela corrente sanguínea por todo o nosso corpo. Nesse período, quase metade do oxigénio do corpo sairá do sangue para se transformar numa célula do rim, num músculo bíceps, num neurónio ou noutro tecido qualquer. O átomo permanecerá nesse tecido durante um período que pode variar entre poucos minutos e um ano, realizando todas as funções de que somos capazes. Um átomo de oxigénio pode fazer parte de um pensamento feliz se aderir a um neurotransmissor, ou pode provocar medo, ligando-se a uma molécula de adrenalina. Pode alimentar uma célula cerebral com glicose ou sacrificar-se ao transforma-se em parte de um glóbulo branco que deve atacar uma bactéria invasora. É assim que corre o rio da vida, o rio do corpo, fluindo com inteligência e criatividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é difícil perceber a importância da pureza do ar, pois dela depende um melhor ou pior desenvolvimento ou regeneração do nosso organismo. Assim sendo, manter o ar puro deveria ser a principal prioridade da humanidade.&lt;br /&gt;A proibição de emissão de gazes nocivos para a atmosfera, deveria ser total, mesmo à custa de todo o prejuízo que causasse aos bens da materialidade, a saúde é o bem supremo, pertença da humanidade, que não poderá ser defraudada pelos interesses de uns poucos.&lt;br /&gt;Quando hipocritamente fingem procurar reduzir as emissões nocivas, não o fazem de modo global, mas parcial ou sectorial, ludibriando as populações com esta ou aquela balela.&lt;br /&gt;A recente proibição de se fumar em lugares fechados, para não prejudicar a saúde dos não fumadores, teria todo o meu aplauso, caso os não fumadores que arrogantemente reclamam a exclusão dos fumadores, se preocupassem, além de protegerem os seus pulmões, como dizem, em proteger a saúde de todos, parando o seu carro, para diminuir as emissões nocivas para a atmosfera.&lt;br /&gt;Vivemos a hipocrisia do cidadão, que só olha para o que os outros fazem de errado e esquece-se dos seus próprios erros e, a hipocrisia do governo quando quer reduzir a despesa com os tratamentos dos que contraem o cancro do pulmão, esquecendo que as cirroses provocadas pelas bebidas alcoólicas e, as vítimas mortais provocados pelos condutores alcoolizados, são em número superior aos óbitos provocados pelo cancro do tabaco.&lt;br /&gt;Abaixo os fumadores que prejudicam a saúde dos não fumadores, abaixo os condutores que prejudicam a saúde de toda a humanidade, abaixo os que se julgam donos do planeta, destruindo o sistema que o matem e regenera.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-323023181008861146?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/323023181008861146/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=323023181008861146' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/323023181008861146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/323023181008861146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2008/01/falta-de-ar-naturalidade-mecnica-com.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-1074929170508111976</id><published>2008-01-20T22:04:00.000Z</published><updated>2008-01-20T22:06:37.004Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Deus e o Diabo é que nos guiam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;Deus e o Diabo dois conceitos que se complementam, interagindo na mesma proporção. Se considerarmos um como o bem e outro como o mal, quantitativamente são iguais, pois a aceitação de um, implica inevitavelmente a rejeição do outro, na mesma proporção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crer na existência de um Deus sem admitir a existência do Diabo, não faz sentido, pois o bem só por si não existe, se não for a oposição do mal, como um princípio exige sempre um fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando que Deus existe porque o homem existe, pois o problema da criação e do fim, do bem e do mal, são afecções do próprio homem, implicitamente o Diabo também faz parte da sua vida, pelo que podemos deduzir, que ambos guiam a sua existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como crer na existência de Deus não implica necessariamente qualquer tipo de religiosidade, teremos os crentes divididos em dois grupos: os crentes religiosos e os crentes não religiosos, sendo os primeiros consubstanciados pela imposição e os segundos pela razão. Também a sua maneira de ver Deus é diferente; os religiosos segundo os ditames da fé que abraçam, os não religiosos, pela subjectividade de cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nas religiões que a presença do Diabo é mais omnipotente, pois é o medo deste, que é incutido, que dá vigor ao processo da fé, por outras palavras, é o medo da punição que leva à devoção. Será que as pessoas adeririam às exigências das religiões se não houvesse o previsto castigo para a desobediência? Todas as religiões se baseiam na dualidade: Céu e Inferno. Não existe adoração a Deus sem a evocação do Diabo. Claro que, conforme os interesses das religiões, as exigências divinas divergem, bem como o castigo do não cumprimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é das religiões que quero falar, mas no comportamento das pessoas, e assim, sou levado a afirmar que os crentes religiosos não têm a noção da Ética Universal, mas só da Ética da sua religião, o que é comprovado pela intolerância, um dos fundamentos das religiões. A exigência das diversas verdades acaba, indubitavelmente, na ignorância da própria verdade e, pior ainda, tender para o fim da dualidade, onde o bem e o mal se confundem. Deus e Diabo, um só personagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os crentes não praticantes de qualquer religião, ainda que libertos das imposições religiosas, estão cativos do seu livre arbítrio que ditará a razão. Vacilam entre Deus e o Diabo, conforme a conveniência do momento. Se a importância de Deus varia conforme a necessidade, o Diabo não é excepção, o que se reflecte no seu comportamento. Também nestes a importância da dualidade se desvanece, acabando na unidade de Deus com o Diabo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os agnósticos, sem capacidade para compreenderem Deus, não deixam contudo de reconhecer algo, que acima da compreensão humana, interage na sua vida, como por exemplo um criador e que, como criado, senão venera, pelo menos respeita. Também este não pode fugir à regra. O que foi criado, um dia será destruído e, com este raciocínio, o Diabo destruidor, entra na sua vida, em pé de igualdade, pois tão difícil é compreender um como o outro.&lt;br /&gt;Para o ateu, Deus não existe, como a criação não depende de qualquer obra divina. Penso logo existo, o resto são favas. E o medo de morrer ficou esquecido? Não creio.&lt;br /&gt;Aceitar o fim é aceitar o princípio, ainda que esse princípio não se insira em nenhuma das concepções religiosas conhecidas. O fim é a destruição, obra do Diabo por antagonismo ao Criador. O ateu sem dar por isso, funde o criador e o destruidor numa só entidade que lhe rege a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último temos os que não acreditam nem na criação nem na morte. Para estes a existência é uma emanação do divino ao qual retornarão um dia. Esta emanação divina dá origem simultaneamente à emanação do Diabo, pois depende do comportamento da existência, o retorno ao divino. Também nestes, Deus e o Diabo, andam de braço dado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querer recusar a influência do Diabo, até mesmo em certos casos, o seu fascínio, é uma falta de conhecimento do comportamento humano, onde ele, sob a capa do que é correcto, se instala com a nossa concordância para alimentar o nosso egoísmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor é uma universalidade, ou se ama tudo, ou não se ama. Seleccionar o amor, é uma falsa premissa para a conclusão amorosa, é uma prova do nosso egoísmo, o tal Diabo de estimação que vive em nós, que nos leva à descriminação amorosa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-1074929170508111976?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/1074929170508111976/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=1074929170508111976' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/1074929170508111976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/1074929170508111976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2008/01/deus-e-o-diabo-que-nos-guiam-deus-e-o.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-4021791830473797740</id><published>2008-01-14T19:28:00.000Z</published><updated>2008-12-13T02:57:16.245Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;Falar de pobreza X&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar da pobreza, parece estar na ordem do dia, ainda que poucas pessoas procurem conhecer afundo o fenómeno. A pobreza não é uma doença súbita, é uma patologia lenta que nos vai consumindo sem darmos por isso e, um dia, podemos acordamos doentes. Talvez pareça excessivo, mas vou procurar fazer uma análise da evolução portuguesa ao longo dos últimos 100 anos. Tenho 66 anos de idade, o que me coloca na qualidade de observador de, pelo menos, meio século. Convido todos os que me visitam a participarem, não como um debate, mas uma tribuna aberta a todas as opiniões. Vale a pena perder um bocadinho do nosso tempo a pensar no assunto, pois o que se mostra no horizonte, não é nenhum mar de rosas.&lt;br /&gt;Para a elaboração dos meus textos, vou-me socorrer da obra Portugal Século XX de Joaquim Vieira de onde recolherei textos, dados estatísticos e fotografias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R4u6NnmKp_I/AAAAAAAAAGw/GWG-v0l0ggE/s1600-h/loja.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155418941585795058" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R4u6NnmKp_I/AAAAAAAAAGw/GWG-v0l0ggE/s400/loja.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quem manda é o poder económico&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Década de 1990 a 2000&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;E agora?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Estatística em 2000&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;População 9.997.590&lt;br /&gt;Mortalidade infantil (por mil partos) 5,4&lt;br /&gt;Esperança média de vida em anos 75,3&lt;br /&gt;Natalidade (por mil habitantes) 5,6&lt;br /&gt;Analfabetos 11,00&lt;br /&gt;Eleitores inscritos 8.740.122&lt;br /&gt;Estudantes do ensino primário 497.517&lt;br /&gt;Estudantes universitários 207.027&lt;br /&gt;Automóveis em circulação 5.668.326&lt;br /&gt;Trabalhadores do sector rural 613.300&lt;br /&gt;Trabalhadores do sector industrial 1.694.400&lt;br /&gt;Trabalhadores do sector de serviços 2.516.600&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;“O País parece ter entrado em ciclo de vida de mudança gradual e permanente. O País emburguesou-se. Normalizou-se. Com o que isso tem de confortável e de frustrante.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;António Barreto, 1999&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso chegar ao derradeiro decénio para Portugal viva os seus dez anos mais tranquilos. Autocomprazem-se num regime do qual nada questionam, nem da sua prática nem das suas opções de fundo. O espírito, bem à portuguesa, é de descontracção, de celebração e festa, urgência de saborear vida, de despreocupação com o dia seguinte de uma leveza porventura insustentável.&lt;br /&gt;No meio destas «orgias pagas com o dinheiro dos outros», o país altera a sua identidade de nação oceânica, provinciana e minguada para uma comunidade continental, cosmopolita e pródiga.&lt;br /&gt;As luzes europeias do consumo em larga escala atraem os cidadãos como insectos. À procura do tempo perdido, a população acorre aos hipermercados e centros comerciais cada vez maiores que se instalam por toda a parte. Aí gasta-se o que se tem e o que não se tem, para se ter o que nunca se teve mas sempre se ambicionou. O mais eloquente reflexo deste frenesim é a taxa de endividamento individual que salta de menos de 20% do rendimento disponível em 1990 para quase 80% em 2000.&lt;br /&gt;O Estado permite-se acompanhar a vaga gastadora do povo, ou talvez seja o povo a seguir o exemplo do Estado, investindo em grande parte com dinheiros europeus, tanto em infra-estruturas de transportes e comunicações como em espaços destinado ao lazer e à cultura. E, como se não bastasse, o Estado promove ainda festejos e comemorações que restituem aos portugueses a autoconfiança e lhes criam a ilusão de ocupar o centro do mundo.&lt;br /&gt;Há mais gente a gozar férias, a sair à noite, a frequentar bares e discotecas, a passear nos centros comerciais, a adquirir objectos de luxo. A estúrdia está ao alcance de quase todos. O corpo ocupa um lugar central na vida social e nos tempos livres: veste-se o corpo para transmitir uma mensagem, desvenda-se o corpo para seduzir, excita-se o corpo para rejuvenescer, ondula-se o corpo para dançar e exibe-se o corpo para vender produtos.&lt;br /&gt;Ao longo dos anos 90 aprofundam-se as tendências de terciarização do país, cada vez menos industrial e mais dedicado ao sector de serviços, enquanto a agricultura se transforma numa sombra do que foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poder político a que fomos habituados não tem capacidade para prever, só sabe governar à vista, mudando de rumo conforme os acontecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O país continua a envelhecer, mas não previram isso atempadamente, só quando o dinheiro se mostra insuficiente, dizem que temos velhos a mais. O petróleo há muito tempo que mostra que não vai parar de subir, mas só agora estão preocupados com a barreira dos 100 dólares, como os 100 dólares fosse a porta do inferno, quando dentro em pouco tempo vamos ter saudades desse valor. O país está a mirrar!&lt;br /&gt;Não em tamanho físico, mas em população, ainda que a natalidade vem assustadoramente diminuído, pelo menos há três décadas, só agora deram por isso, quando alguém perguntou o que era necessário fazer para haver mais bebés. E a entrada dos países de Leste para EU? Não sabiam de nada, coitados, como poderiam prever que os industriais em que apostaram com as regalias que ofereceram, se iriam todos embora, provocando um desemprego nunca visto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que não podiam prever quando deram o que não podiam, só para ganhar eleições, que o país com uma despesa superior à receita, em pouco tempo ia à falência. Descobriram isso agora! Vai de retro Satanás, é preciso desmontar esse clima eufórico a que nos acostumámos. Meus senhores, não somos os ricos que julgam, dizem eles, estão agastar mais do que valem, toca a devolver o seu a seu dono. Não há mais aumentos, os que receberam foi para toda a vida, há empregados a mais, os tais jobs for the boys, há subsídios a mais, tudo o que há é a mais. Dizem eles com um ar ingenuamente maquiavélico, outras vezes nem tanto, esquecendo que foram eles e os outros que deram tudo o que está hoje a mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que alheia a tudo isto, é a classe que está empregada na área dos serviços, razoavelmente bem renumerada, dois ordenados por família, não há crise que chegue, mas o fosso entre ricos e pobres persiste, sem que ninguém se interesse por isso. Diz a revista britânica The Economist constata-o no último ano do século, ao analisar a situação do país: &lt;em&gt;«Há uma óbvia diferença entre os velhos, que vivem com pensões tão baixas e os prósperos jovens de telemóvel na mão»&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;The show must go on&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A superficialidade é profunda em Portugal: muda os hábitos e origina um novo jet-set baseado nas figuras do espectáculo. Mas a atracção pelo fútil não é um exclusivo das classes populares. Também as elites urbanas se deixam seduzir por padrões superficiais e uma estética consumista tendendo a valorizar mais um desfile de moda do que uma exposição de pintura, uma ida à discoteca do que uma tertúlia ou um jogo de futebol do que um espectáculo de dança. A este savoir fair, não é inocente o aparecimento da TV privada. O share procura saber do que é que os espectadores gostam e, a TV passa a ser o espelho da nação que se vê transformada num grande Big Brother. Toda a gente quer ser célebre, o preço não interessa, o erotismo transborda, a pornografia passa a ser um dos negócios mais rentáveis. Os portugueses estão esfomeados de liberdade, vale tudo menos tirar olhos, mas não há olhos para ver que a juventude, ou pelo menos parte dela, está irremediavelmente perdida, vítima dessa praga que ninguém consegue debelar, a droga. A criminalidade aumenta e a polícia ausenta-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A Factura&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;As oportunidades de crescimento não são iguais para todos. Alguém vai pagar os custos da modernidade, sobretudo quem vive dos sectores primário e secundário. Nos anos 90 180 mil explorações rurais são extintas, 180 mil ha de terra são abandonados e 440 mil pessoas são obrigadas a deixar os campos.&lt;br /&gt;Todos estamos de acordo que o fim da “prosperidade” está a chegar ao fim, voltamos a assumir o que sempre fomos, pobres, o sonho que nos deram não passou disso, sonhar que éramos ricos, foi só o que os nossos governantes nos souberam dar em troca do nosso voto, sonhar não com o império, mas com uma vida decente. Portugal neste momento, relativamente aos primeiros 15 é o mais pobre e, pouco falta para o ser em termos absolutos. Já não há mais fundos para receber, que vamos agora fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Portugal está agora em condições de se aceitar como sempre foi. Deu a volta ao mundo e de mãos vazias ficou, recebeu os fundos da salvação e vazias voltaram as mãos a ficar. &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-4021791830473797740?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/4021791830473797740/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=4021791830473797740' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/4021791830473797740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/4021791830473797740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2008/01/falar-de-pobreza-x-falar-da-pobreza.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R4u6NnmKp_I/AAAAAAAAAGw/GWG-v0l0ggE/s72-c/loja.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-8145277645047538290</id><published>2008-01-06T19:11:00.000Z</published><updated>2008-12-13T02:57:16.870Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Falar de pobreza IX&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Falar da pobreza, parece estar na ordem do dia, ainda que poucas pessoas procurem conhecer afundo o fenómeno. A pobreza não é uma doença súbita, é uma patologia lenta que nos vai consumindo sem darmos por isso e, um dia, podemos acordamos doentes. Talvez pareça excessivo, mas vou procurar fazer uma análise da evolução portuguesa ao longo dos últimos 100 anos. Tenho 66 anos de idade, o que me coloca na qualidade de observador de, pelo menos, meio século. Convido todos os que me visitam a participarem, não como um debate, mas uma tribuna aberta a todas as opiniões. Vale a pena perder um bocadinho do nosso tempo a pensar no assunto, pois o que se mostra no horizonte, não é nenhum mar de rosas.&lt;br /&gt;Para a elaboração dos meus textos, vou-me socorrer da obra Portugal Século XX de Joaquim Vieira de onde recolherei textos, dados estatísticos e fotografias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R4EoPXmKp6I/AAAAAAAAAGI/y9opO0vQ_hI/s1600-h/lisboa999.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152443693185804194" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R4EoPXmKp6I/AAAAAAAAAGI/y9opO0vQ_hI/s400/lisboa999.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Década de 1980 a 1990&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Europa, Europa, Europa&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Estatística referente a 1980&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;População 9.833.014 (homens 4.737.715 48,2% mulheres 5.095.299 51,8%) (menores de 20 anos 3.358.415 35,2% maiores de 60 anos 1.557.747 15,8%)&lt;br /&gt;Mortalidade infantil (por mil partos) 22,25&lt;br /&gt;Esperança média de vida homens 67,8 anos&lt;br /&gt;Esperança média de vida mulheres 74,8 anos&lt;br /&gt;População de Lisboa 807.937&lt;br /&gt;População do Porto 327.368&lt;br /&gt;Analfabetos 18,6%&lt;br /&gt;Emigrantes oficiais (por mil habitantes) 2,56&lt;br /&gt;Eleitores inscritos 6.921.917&lt;br /&gt;Escolas primárias 17.892&lt;br /&gt;Estudantes do ensino primário 928.992&lt;br /&gt;Estudantes do ensino secundário 448.632&lt;br /&gt;Estudantes universitários 843173&lt;br /&gt;Automóveis em circulação 1.545.913&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;«Não há ninguém que não fale em “modernização” ou a recomende em artigos da mais obsoleta prosa. Estamos atrasados, mas não tardaremos a ser “modernos” e a “pertencer” à Europa»&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Vasco Polido Valente, 1988&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A expansão económica da segunda metade da década de 80 foge aos cânones tradicionais. Mantendo-se a redução do peso do sector agrícola, não é a indústria que cresce mas sim os serviços: banca e outras actividades financeiras, comércio, turismo, informática, meios de comunicação, ensino e formação profissional, assistência pública.&lt;br /&gt;Com o aparecimento de muitas pequenas e médias empresas no sector terciário, a quantidade de empresários, quadro dirigentes e profissionais liberais em Portugal sobe para o dobro, dando-se também um acentuado aumento do número de profissionais intelectuais, científicos. Técnicos e trabalhadores independente, enquanto a parcela dos activos rurais cai cerca de 10%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior parte do pessoal ocupado no sector terciário é já, no início dos anos 80, do sexo feminino e continuará a subir. Em 1990 em Portugal a população activa é de 64%, na Espanha 46%, na Grécia 49%, na Itália 50%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muita gente a mudar de emprego, mas os portugueses não suam nem sujam as mãos nas suas novas ocupações, reforçando cada vez mais essa classe, que diz não ser pobre, mas que não pertence à classe média.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a década social-democrata, em que o PSD se mantêm no governo se 1980 a 1990&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R4EpAnmKp7I/AAAAAAAAAGQ/NHpaVIKU20M/s1600-h/lisboa91.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152444539294361522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R4EpAnmKp7I/AAAAAAAAAGQ/NHpaVIKU20M/s400/lisboa91.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Manifestação- Lisboa, Novembro de 1983&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mas nem tudo é um mar de rosas, ou antes, um roseiral que esconde os espinhos. Desde que no início de 1983, um grupo de trabalhadores suspendeu uma sessão da AR reclamando salários e subsídios de férias, a contestação não mais pára de crescer. Cortes de estradas e vias-férreas (sobretudo na Marinha grande onde a obsoleta indústria videira é fortemente penalizada), confrontos com as forças da ordem, onde em Valongo a GNR carrega sobre operários que não recebem à meses, causa um morto. Nos estaleiros da Lisnave um navio retido pelo pessoal em troca dos seus ordenados é resgatado pelas forças policiais, são só alguns dos casos que agitam Portugal de Norte a Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As crises propiciam sempre soluções de alternativa e, muito aderem a práticas ilícitas para sobreviver ou mesmo aumentar o nível de vida. Em 1984 a evasão fiscal corresponde a 22% da produção declarada, com uma dívida ao fisco de 83 milhões de contos. É o tempo da D. Branca, a banqueira. Mas como ninguém se interessa com nada, além de si mesmo, a sua brilhante inteligência leva as pessoas a apostar na riqueza fácil e, depositar nas mãos da referida senhora as suas economias, mais ainda contrair empréstimos para investir nela. Ninguém perguntou, porque também não queria saber, como é que a organização da referida senhora, podia pagar os dividendos que prometia, que só de maneira ilícita poderia ser; tráfego de droga, armas, diamantes? Pois bem, venceu a inteligência dos espertos, quando um dia a “pirâmide” ruiu e o dinheiro em posse da banqueira foi-se para sempre. Meus caros concidadãos têm tanto de espertos e ambiciosos, que qualquer velha vos come as papas na cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R4EsKHmKp8I/AAAAAAAAAGY/CpquQ55aPyg/s1600-h/lisboa98.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152448001038002114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R4EsKHmKp8I/AAAAAAAAAGY/CpquQ55aPyg/s400/lisboa98.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fábrica de vidros da Marinha Grande, paradigma da obsolescência&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Dia 12 de Junho de 1986, o dia da grande ilusão dos portugueses, agora é que podem viver de costa direita e à grande, a Europa é quem paga. E não estavam enganados, foram milhões e milhões que não precisaram de passaporte para entrar. Metia-se a mão no saco, agarrava-se num punhado de notas e gritava-se:&lt;br /&gt;- Fartai vilanagem.&lt;br /&gt;E a vilanagem não se fez rogada, mas apenas a vilanagem amiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que o cheiro do dinheiro era tão inebriante, que ninguém quis saber se teria de pagar alguma coisa por ele. E pagou e não foi pouco, com língua de palmo. Do lado de lá gritaram.&lt;br /&gt;Ó Zé tira a cancela da fronteira para a malta entrar&lt;br /&gt;Ó Zé toma lá umas guitas para não cultivares&lt;br /&gt;Ó Zé toma lá umas lecas para meteres o teu barco de pesca no fundo e ires para a terna passar a tarde.&lt;br /&gt;Ó Zé tira mão do bacalhau, isto agora não é como dantes que pescavas à brava.&lt;br /&gt;Ó Zé para a Mauritânia só para passar férias, pescar acabou&lt;br /&gt;Ó Zé toma para acabares com isto…&lt;br /&gt;Ó Zé toma para acabares com aquilo….&lt;br /&gt;E deram tanto ao Zé que o Zé empanturrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de bem empanturrado era preciso fazer a digestão.&lt;br /&gt;Às Armas! Perdão, Às Lojas Cidadãos! Abaixo o Grandella viva a Benetton, tudo que é estrangeiro é que é bom. E era, não só pela diversidade como pelo preço, sem concorrência das nossas indústrias. Com o fim das barreiras alfandegárias, ficámos entregues aos bichos, aos de fora e aos de dentro, que começaram a corroer a sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Éramos um país florescente, os governos continuam a dar o que podiam e não podiam. Com a produção nacional em declínio o que implica a colecta de menos impostos, como é que podiam dar as regalias que davam? Era uma chatice, havia sempre uma outra eleiçãozita para ganhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o engenho sempre foi a alma do negócio e para desenrascar não há ninguém como nós. Uma nova dona Branca gigantesca, sofisticada, pouco a pouco foi crescendo em Portugal, a banca. Compre hoje e paga para o ano que vem. Cartões de crédito? Quantos querem? O dinheiro não chega para tudo? Não pense nisso, vá lá mais creditozinho ao melhor juro do mercado. A malta que estava a ficar apertada, desapertou e de que maneira, a nova D. Branca, fazia o ordenado dobrar. Carro novo, em segunda mão parece mal, casita nova toca a comprar, juros bonificados, já não é preciso dar entrada e, melhor ainda emprestam umas massas a mais para as escrituras e para as mobílias é tudo a pagar aos bochechos. A malta está cá com um nível de vida de se tirar o chapéu, sim senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R4EspXmKp9I/AAAAAAAAAGg/AL6ewHswnZQ/s1600-h/lisboa97.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152448537908914130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R4EspXmKp9I/AAAAAAAAAGg/AL6ewHswnZQ/s400/lisboa97.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Vila alentejana onde aos idosos só lhes resta a dança das cadeiras&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ao fantástico nível de vida, da classe média e da pseudo classe média, continuava a corresponder o salário mais baixo da Europa, ainda há pouco os chineses foram lembrados disso pelo ministro, a malta estrangeira continua a aproveitar a deixa e, o drawback é cada vez maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o acesso das mulheres ao mercado de trabalho, a natalidade começou a decrescer dramaticamente. Os velhos são cada vez mais, o índice de envelhecimento demográfico era em 1970 de 34%, em 1987 quase duplica passando para 62%. Diminui o número de trabalhadores activos existentes para cada reformado. Estamos na República dos Aposentados, cuja sobrevivência não está assegurada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o salário médio mais baixo da Europa, com o salário mínimo mais baixo da Europa, com uma população reformada com muito baixas pensões, com tanta gente desempregada, como é podemos dizer que estávamos em franco desenvolvimento?&lt;br /&gt;Talvez para mais alguns, os citadinos, mas a grande maioria piora com a entrada na Europa. Mas afinal sempre tínhamos o Chico Fininho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-8145277645047538290?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/8145277645047538290/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=8145277645047538290' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/8145277645047538290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/8145277645047538290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2008/01/falar-de-pobreza-ix-falar-da-pobreza.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R4EoPXmKp6I/AAAAAAAAAGI/y9opO0vQ_hI/s72-c/lisboa999.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-6038285321078165979</id><published>2007-12-21T17:43:00.000Z</published><updated>2008-12-13T02:57:17.093Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R2v7cnmKp5I/AAAAAAAAAGA/sFbKiDvx8_A/s1600-h/lhasa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5146483468284897170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R2v7cnmKp5I/AAAAAAAAAGA/sFbKiDvx8_A/s400/lhasa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Boas Festas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;E&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Feliz Ano Novo&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-6038285321078165979?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/6038285321078165979/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=6038285321078165979' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/6038285321078165979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/6038285321078165979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2007/12/boas-festas-e-feliz-ano-novo.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R2v7cnmKp5I/AAAAAAAAAGA/sFbKiDvx8_A/s72-c/lhasa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-6410373450476883741</id><published>2007-12-15T18:57:00.000Z</published><updated>2008-12-13T02:57:17.498Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Falar de pobreza VIII&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Falar da pobreza, parece estar na ordem do dia, ainda que poucas pessoas procurem conhecer afundo o fenómeno. A pobreza não é uma doença súbita, é uma patologia lenta que nos vai consumindo sem darmos por isso e, um dia, podemos acordamos doentes. Talvez pareça excessivo, mas vou procurar fazer uma análise da evolução portuguesa ao longo dos últimos 100 anos. Tenho 66 anos de idade, o que me coloca na qualidade de observador de, pelo menos, meio século. Convido todos os que me visitam a participarem, não como um debate, mas uma tribuna aberta a todas as opiniões. Vale a pena perder um bocadinho do nosso tempo a pensar no assunto, pois o que se mostra no horizonte, não é nenhum mar de rosas.&lt;br /&gt;Para a elaboração dos meus textos, vou-me socorrer da obra Portugal Século XX de Joaquim Vieira de onde recolherei textos, dados estatísticos e fotografias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R2QjvXlZmuI/AAAAAAAAAFw/ROP8FuHN46A/s1600-h/mitra+6.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5144275971055655650" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R2QjvXlZmuI/AAAAAAAAAFw/ROP8FuHN46A/s400/mitra+6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Década de 1970 a 1980&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A Revolução&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estatística referente a 1970&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;População 8.663.252 (homens 4.109.360 47,4% mulheres 4.553.892 52,6%) (menores de 20 anos 3.182.750 36,7% maiores de 60 anos 1.242.910 14,3%)&lt;br /&gt;Mortalidade infantil (por mil partos) 63,54&lt;br /&gt;Esperança média de vida homens 64,2 anos&lt;br /&gt;Esperança média de vida mulheres 70,8 anos&lt;br /&gt;População de Lisboa 769.044&lt;br /&gt;População do Porto 301.655&lt;br /&gt;Analfabetos 25,6%&lt;br /&gt;Emigrantes oficiais (por mil habitantes) 20,00&lt;br /&gt;Eleitores inscritos 1.800.000&lt;br /&gt;Escolas primárias 17.892&lt;br /&gt;Estudantes do ensino primário 989.676&lt;br /&gt;Estudantes do ensino secundário 120.373&lt;br /&gt;Estudantes universitários 49.461&lt;br /&gt;Automóveis em circulação 558.738&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;No acontecer de uma revolução popular, admitem-se acções que evitem fazê-la perigar, por muito drásticas que elas tenham que ser. O seu sucesso será medido pelas melhorias sociais que ocorrerão na população&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é porem um partido da oposição ou uma camada social a tomar a iniciativa de mudar o estado de coisas, mas sim um grupo de oficiais intermédios do Exército, que não queriam que a guerra continua-se a ter como solução a continuação dos combates.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sugue-se a mais vertiginosa fase da história portuguesa do século XX, o tempo dos excessos e das utopias. Enquanto se desmantelam as velhas estruturas, a maioria julga que o poder se conquista na rua, enquanto ao mesmo tempo desenrola-se nos bastidores (mas à vista de todos) a decisiva disputa pelo controlo do país, quase levando a uma guerra civil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Factura desse período conhecido como o PREC, claro, que tem de ser paga. Depois da embriaguez vem a ressaca e, os desmandos desse período: greves arbitrárias, subidas descontroladas de salários, quebra de rentabilidade do trabalho, indisciplina nas Forças Armadas e nas empresas, ocupação de tudo o que havia para ocupar, nacionalizações a esmo, Portugal é um país sem rei nem roque, para o qual os jacobinos da demagogia barata, não têm nenhuma solução, nem tão pouco as comissões de trabalhadores que gerem as fábricas com as suas próprias leis.&lt;br /&gt;Mas a balda é tão grande, que as universidades são forçadas a aprovar estudantes por via administrativa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta de investimento, que facilmente se depreende, que tal situação acarreta, a crise petrolífera e o decréscimo acentuadíssimo da emigração, que diminui drasticamente as remessas dos emigrantes, são três factores de peso que vão concorrer para o fim da ilusão de que o mundo também é nosso, se outros têm, também nós, apesar de não termos condições para isso, temos direito de ter, que resulta num apertar do cinto. A desilusão só não é total, por nos fazerem crer que falar sem restrições, é o elemento fundamental da liberdade, não enche a barriga, mas pelo menos é de borla.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o fim da guerra e a redução da emigração, o desemprego até aí insignificante, passa a fazer parte do nosso quotidiano, mas curiosamente, já nem todos os empregos servem, para os considerados “desprestigiantes” como trolhas da construção civil, são importados imigrantes de Cabo Verde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também outro facto concorre para o agravamento, da já grave situação, a descolonização em passo de corrida, que trás para Portugal milhares e milhares de “retornados”, à procura de uma nova vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prosperidade aparente e prometida pelo PREC, esfuma-se na realidade de um país à beira, mais uma vez, da pobreza e, pobreza incrementa a miséria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é por nas cidades as mulheres mostrarem as pernas e eles deixarem crescer o cabelo, o bigode e barba, que a sociedade mudou, nem o tacho em casa fica mais cheio, nem tão pouco evita uma inflação galopante que vai tornando as pessoas cada vez mais pobres. Pela primeira vez, desde algumas décadas, a classe média sente-se atingida pela crise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem soluções o MFA vê-se na necessidade de passar o poder político para os partidos, esses ilustres desconhecidos, que além do PC, praticamente ninguém conhecia. Com as eleições à vista, os partidos afirmam-se com a promessa. Prometem o que podem e não podem, juram a prosperidade imediata, oferecem a Lua. O povo sem qualquer formação cívico/política, frenético grita agitando o seu voto no ar. Quem dá mais, quem dá mais?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R2QkAHlZmvI/AAAAAAAAAF4/AThZdLt15Jw/s1600-h/mitra+5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5144276258818464498" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R2QkAHlZmvI/AAAAAAAAAF4/AThZdLt15Jw/s400/mitra+5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os habitantes da Mitra de Lisboa, nas vésperas de Natal de 1978&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Liberdade chegou, mas a pobreza não arredou pé! E a prova disso é que em 1978 a Mitra de Lisboa, o símbolo maior da nossa miséria, ainda executa a sua função.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-6410373450476883741?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/6410373450476883741/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=6410373450476883741' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/6410373450476883741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/6410373450476883741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2007/12/falar-de-pobreza-viii-falar-da-pobreza.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R2QjvXlZmuI/AAAAAAAAAFw/ROP8FuHN46A/s72-c/mitra+6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-2328164092700994184</id><published>2007-12-09T18:14:00.000Z</published><updated>2008-12-13T02:57:17.859Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Falar de pobreza VII&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Falar da pobreza, parece estar na ordem do dia, ainda que poucas pessoas procurem conhecer afundo o fenómeno. A pobreza não é uma doença súbita, é uma patologia lenta que nos vai consumindo sem darmos por isso e, um dia, podemos acordamos doentes. Talvez pareça excessivo, mas vou procurar fazer uma análise da evolução portuguesa ao longo dos últimos 100 anos. Tenho 66 anos de idade, o que me coloca na qualidade de observador de, pelo menos, meio século. Convido todos os que me visitam a participarem, não como um debate, mas uma tribuna aberta a todas as opiniões. Vale a pena perder um bocadinho do nosso tempo a pensar no assunto, pois o que se mostra no horizonte, não é nenhum mar de rosas.&lt;br /&gt;Para a elaboração dos meus textos, vou-me socorrer da obra Portugal Século XX de Joaquim Vieira de onde recolherei textos, dados estatísticos e fotografias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R1ww8adYU5I/AAAAAAAAAFg/pzbW1jvzgow/s1600-h/lisboa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5142038689003099026" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R1ww8adYU5I/AAAAAAAAAFg/pzbW1jvzgow/s400/lisboa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pai recebe medalha no 10 de Junho pelo filho que não voltará&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Década de 1960 a 1970&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Tempo de guerra&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Estatística referente a 1960&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;População 8.889.392 (homens 4.254.416 47,9% mulheres 4.634.976 52,1%) (menores de 20 anos 3.339.180 37,6% maiores de 60 anos 1.042.588 11,7%)&lt;br /&gt;Mortalidade infantil (por mil partos) 23,53&lt;br /&gt;Esperança média de vida homens 58,4 anos&lt;br /&gt;Esperança média de vida mulheres 67,1 anos&lt;br /&gt;População de Lisboa 802.230&lt;br /&gt;População do Porto 303.424&lt;br /&gt;Analfabetos 30,3%&lt;br /&gt;Emigrantes oficiais (por mil habitantes) 3,68&lt;br /&gt;Eleitores inscritos 1.294.779&lt;br /&gt;Escolas primárias 17.892&lt;br /&gt;Estudantes do ensino primário 868.625&lt;br /&gt;Estudantes do ensino secundário 101.969&lt;br /&gt;Estudantes universitários 32.163&lt;br /&gt;Automóveis em circulação 184.257&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;«&lt;strong&gt;Sinto que apenas pode haver soldados e marinheiros portugueses vitoriosos ou mortos»&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Salazar, Dezembro de 1961&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega a Portugal o tempo das grandes roturas. Uma época em que parecia não soprar a mais leve aragem no país, sucedem-se movimentos sociais que assumem proporções bíblicas para uma pequena nação como Portugal: um milhão de emigrantes partem para o estrangeiro, especialmente França, centenas de milhares de camponeses mudam-se para as grandes periferias urbanas, 100.000 militares envolvidos na guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nação atravessa o período de mais rápido crescimento económico em toda a sua história até à data. Iniciado na década anterior, o expansionismo industrial e comercial é puxado pelos fios invisíveis que regulam a economia e que o poder político já não consegue dominar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem pode Salazar esquecer a sua nostálgica visão bucólica &lt;em&gt;«Quero este país pobre mas independente; não o quero colonizado por capital americano.»&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo que entra no mundo industrializado, Portugal liberaliza a economia, aproximando-a das regras do mercado capitalista complexado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os laços económicos com África, à medida que a guerra progride, vão desfazendo-se enquanto que o comercio com a EFTA aumenta, passando de 43 para 65%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os compradores estrangeiros descobrem em Portugal a árvore das patacas, os baixos salários são a motivação de passarem a ser importadores e exportadores ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O agravamento da situação colonial e, consequente degradação do pilar das nossas exportações, acaba por levar o próprio Governo a criar condições especiais para atrair o capital estrangeiro afim de evitar um desemprego catastrófico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os investimentos estrangeiros começam a entrar em catadupa pelas portas dentro, as fábricas nascem como cogumelos, aliciadas pela mão-de-obra barata que, conforme a Europa se vai recompondo da Segunda Grande Guerra, mais barata se vai tornando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este investidor estrangeiro não trás riqueza para Portugal, a maior parte da produção é “à façon”, isto é, em Portugal só ficam os magros salários dos operários, porque se por um lado as matérias prima são importadas em regime de Importação Temporária, isentas de direitos alfandegários e, reexportadas como produto acabado, por outro, o valor acrescentado ao preço de custo dos produtos manufacturados é zero, pois exportador e importador é a mesma pessoa, havendo ainda muitas benesses fiscais. Um negócio da China para a estrangeirada que vem enriquecer com a nossa pobreza. Os protagonistas são os ingleses, que aproveitando o que foi dito anteriormente, transformam Portugal no principal produtor têxtil da Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fábricas do sector têxtil e do calçado, onde o trabalho é pago à peça, empregam principalmente mulheres aquém, por a oferta ser superior à procura, leva a aceitarem salários muito baixos e condições desumanas de trabalho. As crianças passam a estar na mira destes industriais aquém podem pagar ainda menos, ainda que desempenhem as mesmas funções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R1wxP6dYU6I/AAAAAAAAAFo/7EHecaUwgxE/s1600-h/lisboa+001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5142039024010548130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R1wxP6dYU6I/AAAAAAAAAFo/7EHecaUwgxE/s320/lisboa+001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Emigrante que regressa para casar&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Se as mulheres, na precariedade e miséria salarial, ainda conseguem angariar alguma subsistência, já os homens se vêm a braços com o desemprego, provocado pelo encerramento das fábricas que dependiam das exportações para África. Para que a fome não passe a fazer parte da família, só lhes resta uma solução, legalmente ou a “salto” emigrar. Para trás fica tudo o que faz a identidade humana: a família, a terra, os amores o convívio, a cultura e a nação. Também estes, na sua maior parte, vão conhecer as agruras do trabalho clandestino no estrangeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um processo de desertificação demográfica, que causa o despovoamento de campos e aldeias. O êxodo, sobretudo na segunda metade da década, penaliza as regiões do interior contribuindo para o envelhecimento da população rural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surdo aos apelos conciliadores dos nacionalistas africanos, às soluções negociadas e a quem quer que fale de autodeterminação ou até de um possível ensaio de federação lusófona com autonomia das colónias, Salazar vive obstinadamente a solução militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;“Angola é nossa”&lt;/span&gt; é a música de abertura da TV e, a população chocada com os iniciais massacres cometidos pela guerrilha, está atordoada e o Governo explora os sentimentos nacionalistas, porque é Portugal que está a ser atacado. Paradoxo, longe de derrubar a ditadura, é a guerra que mantém a ditadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a guerra e a sangria da emigração, ocorre um fenómeno de desenvolvimento social dos trabalhadores. As indústrias, por causa das acessibilidades e angariação de mão-de-obra, concentram-se no litoral e em especial à volta de Lisboa e Porto. O desenvolvimento destas cinturas industriais reclama mais trabalhadores, aos quais acenam com salários mais convidativos em virtude da escassez provocada pela guerra e a emigração. O governo teme que a escassez de mão-de-obra, provoque uma escalada na subida dos salários, por isso procura controlar a emigração, tornando crime a ilegal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os campos perante este novo facto, despovoam-se ainda mais e cava-se um grande fosso entre o litoral e o interior. A agricultura estagna enquanto se acentua o crescimento industrial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta década a mulher conquista, devido à sua contribuição para o rendimento familiar, um novo estatuto, contudo, ainda tem de ir à missa de véu e meias pretas e, uma vez casadas, de pedir autorização ao marido para abrir uma conta bancária, montar um negócio, tirar passaporte ou viajar ao estrangeiro, além de que precisa, para votar, de possuir um curso médio ou superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O reflexo deste esbatido desenvolvimento é a expansão das classes médias, o pretendido espelho regime, com as suas aspirações próprias e novas exigências de consumo. Vêem televisão, lêem revistas e jornais, fazem comparações com o estrangeiro, abrem-se aos novos costumes, seguem a moda e inquietam-se pela lentidão das transformações da sociedade,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a estagnação da agricultura, agrava-se a dependência nacional da importação de produtos alimentares, para onde são canalizadas grande parte das divisas recebidas dos emigrantes, que se torna uma grande negócio tendo em conta o aumento do consumo das classes médias. Também a classe média adoptou um novo estatuto social: o automóvel. O incremento do comércio a prestações, faz esquecer a debilidade dos rendimentos e aumenta a dependência, o dispensável passou a ser indispensável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos simpáticos! Vêem aí os turistas, são precisas muitas divisas para se gastarem nas importações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas enquanto isto, o mundo gira e o homem chega à lua e, os Beatles e os Roling Stones mudam os comportamentos e, nós por cá gritamos.&lt;br /&gt;Somos os maiores! Viva o Benfica.&lt;br /&gt;Somos os maiores do mundo! Vivam os “Magriços”&lt;br /&gt;Sonhar é fácil, desde que não se tenha de encher a barriga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas mesmo sem querer, os tempos mudam. Salazar por fim não governa. O que não fomos capazes de fazer, fá-lo uma simples cadeira, farta do rabo dele. Que fique a lição ao menos.&lt;br /&gt;Marcelo descomprometido, ambíguo, televisivo, aparece em cena. Quer agradar a todos, mas não agrada a ninguém, enquanto a pobreza resiste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-2328164092700994184?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/2328164092700994184/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=2328164092700994184' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/2328164092700994184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/2328164092700994184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2007/12/falar-de-pobreza-vi-falar-da-pobreza_09.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R1ww8adYU5I/AAAAAAAAAFg/pzbW1jvzgow/s72-c/lisboa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-4056346594064342752</id><published>2007-12-02T14:47:00.000Z</published><updated>2008-12-13T02:57:18.244Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Falar de pobreza VI&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Falar da pobreza, parece estar na ordem do dia, ainda que poucas pessoas procurem conhecer afundo o fenómeno. A pobreza não é uma doença súbita, é uma patologia lenta que nos vai consumindo sem darmos por isso e, um dia, podemos acordamos doentes. Talvez pareça excessivo, mas vou procurar fazer uma análise da evolução portuguesa ao longo dos últimos 100 anos. Tenho 66 anos de idade, o que me coloca na qualidade de observador de, pelo menos, meio século. Convido todos os que me visitam a participarem, não como um debate, mas uma tribuna aberta a todas as opiniões. Vale a pena perder um bocadinho do nosso tempo a pensar no assunto, pois o que se mostra no horizonte, não é nenhum mar de rosas.&lt;br /&gt;Para a elaboração dos meus textos, vou-me socorrer da obra Portugal Século XX de Joaquim Vieira de onde recolherei textos, dados estatísticos e fotografias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R1LFp6dYU4I/AAAAAAAAAFY/zmuKhv8cejg/s1600-R/cartaz.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5139387448640951170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R1LFp6dYU4I/AAAAAAAAAFY/Yk6QVNDjXss/s400/cartaz.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Década de1950 a 1960&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;O imobilismo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Estatística referente a 1950&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;População 8.510.240 (homens 4.120.184 48,4% mulheres 4.390.056 51,6%) (menores de 20 anos 3.299.049 39,1% maiores de 60 anos 883.854 10,5%)&lt;br /&gt;Mortalidade infantil (por mil partos) 98,00&lt;br /&gt;Esperança média de vida homens 54,7 anos&lt;br /&gt;Esperança média de vida mulheres 60,0 anos&lt;br /&gt;População de Lisboa 783.226&lt;br /&gt;População do Porto 281.406&lt;br /&gt;Analfabetos 40,4%&lt;br /&gt;Emigrantes oficiais (por mil habitantes) 2,49&lt;br /&gt;Eleitores inscritos 1.128.198&lt;br /&gt;Escolas primárias 8.707&lt;br /&gt;Estudantes do ensino primário 645.755&lt;br /&gt;Estudantes do ensino secundário 46.490&lt;br /&gt;Estudantes universitários 12.771&lt;br /&gt;Automóveis em circulação 73.523&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;“Sinto ter de pensar que não estamos a caminhar a não ser do avesso”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;D. António Ferreira Gomes, bispo do Porto, em carta a Salazar (1958)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Na aparência, Portugal apresenta-se nos anos 50 tão estático quanto um glaciar. O País retoma o «viver habitualmente», que é a maior ambição de Salazar. O ditador, eliminadas as ameaças que punham em causa o seu monopólio do poder, vai a caminho dos 70 anos e, já não é homem para grandes reformas capazes de apagar o crónico atraso lusitano.&lt;br /&gt;As Nações Unidas revelam que cada português vive em média com 2400 calorias, menos 100 que o mínimo considerado indispensável. Os deputados do próprio partido único, admitem na Assembleia, não só um elevado índice de mortalidade infantil, devido à deficiente alimentação e das condições de vida, como a persistência da tuberculose, sobretudo ao Norte.&lt;br /&gt;A avalanche emigratória retorna, estimulada pela prosperidade do mundo industrial do pós-guerra e, volta a ser o paliativo para a miséria portuguesa, não deixando de crescer ao longo do decénio. Entre 1950 e 1960 são visíveis as reduções da população em quase todos os distritos, com excepção de Lisboa, Setúbal, Leira e Santarém, devido à sangria migratória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solução da maior parte dos males sociais portugueses poderia passar pela industrialização do país, acompanhando o crescimento europeu dos anos 50. Mas o presidente do Conselho passa esses anos todos sem saber se Portugal é um país agrícola ou industrial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizendo-se interessado no crescimento de uma forte classe média, Salazar aconselha porém prudência na industrialização, receando o fecho das pequenas unidades crie uma crise de emprego. As fábricas só vêm conspurcar o seu bucólico idealismo e quanto menos e mais tarde melhor. &lt;em&gt;“A agricultura, pela sua maior estabilidade, pelo seu enraizamento natural no solo e mais estreita ligação com a produção de alimentos, constitui a garantia por excelência da própria vida, devido à formação que imprime nas almas, manancial inesgotável de forças de resistência social”&lt;/em&gt; (Salazar numa conferência em 1953). &lt;em&gt;“Aqueles que não se deixam obcecar pela miragem do enriquecimento indefinido, mas aspiram, acima de tudo, a uma vida, embora modesta, seja suficiente, sã, presa à terra, não poderiam nunca (…) seguir por caminhos em que a agricultura cedesse à indústria.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Este bucólico dirigismo do governo, se por um lado inspira a pequena e artesanal indústria, por outro propícia cada vez mais a auto determinação, cada vez mais egoísta, dos senhores da terra. A indústria, tal como hoje, era o factor fundamental do desenvolvimento, sem produção não há riqueza e, sem riqueza para distribuir, nunca poderá haver um progresso sustentado do melhoramento das condições sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em ambos os casos, os assalariados da indústria e do campo, continuam a ver a sua condição social cada vez mais degradada, agora também, comparativamente ao novo sector emergente, as cidades. É um Portugal a dois tempos, o faz de conta e o que não conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A elite industrializante do país em 1957, reclama o aceleramento do ritmo de desenvolvimento. Aí Caetano teve a ousadia de evocar a conveniência da integração europeia para a abertura de novos mercados e à necessidade de maior protagonismo da iniciativa privada, em detrimento do dirigismo estatal, que levava à reprovação de mais de metade dos pedidos para abertura de novas fábricas e empreendimentos económicos, enquanto o grosso do desenvolvimento económico se faz à sombra do proteccionismo oficial, de baixíssimos salários e uma mão de obra pouco qualificada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só no final da década, as palavras de Caetano fizeram eco. A adesão à Associação Europeia do Comércio Livres (EFTA), um grupo de países que procuraram eliminar barreiras alfandegárias. Neste eco a industria portuguesa dá o seu primeiro grande impulso, passa pela primeira vez a parte principal do produto nacional, com uma taxa de crescimento anual de 4,4%. Consequentemente a população activa rural decresce enquanto a industrial aumenta. Há uma acentuada diminuição das pequenas indústrias artesanais em benefício das grandes concentrações industriais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esta diáspora do campo para as cinturas industriais, na maioria dos casos, não reflecte uma melhoria de vida, pois se ganham mais, também as despesas são maiores. Os bairros da “lata” passam a ser o ex libris das cidades, especialmente Lisboa. Contudo, uma população mais urbana é uma população mais informada, que melhor pode perspectivar o bem-estar. O reflexo imediato é uma acentuada descida das taxas de natalidade e de mortalidade, começando a percentagem da população jovem a diminuir, o país começou a envelhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;África de esquecida, passa a protagonista. Um forte proteccionismo aos produtos da metrópole, levam-na a ser o maior importador da produção nacional. A força dos ventos anticolonialistas obrigam as colónias a passarem a províncias e ao reforço do seu povoamento. Uma vez mais as promessas são a esperança dos rurais, que passam a desviar a rota da sua emigração, para a África, onde grandes empreendimentos, os tornariam prósperos em pouco tempo. É a época da grande ilusão do Vale Limpopo e outras. Terras férteis, óptimas colheitas, mas um só comprador, que pagava o preço que queria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anos 50 herdaram os extremos de miséria da década anterior, que apesar do lento desenvolvimento, alguma melhoria passa para a década seguinte. É graças à emigração, que volta em força, que permite de norte a sul, do continente e ilhas, o relativo bem-estar de muitas famílias e o esvaziamento das tensões sociais. Contudo a “Mitra” persiste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida política nacional também estagnou. O aparelho policial e censório atinge a plenitude, poucos ousam desafiá-lo. Instá-la se o servilismo e a subserviência entre quem quer fazer carreira ou simplesmente a estabilidade no emprego. Está instituída a delação, que milhares e milhares de portugueses praticam sem embaraço, como informadores da PIDE e da Legião Portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Toda a gente tem medo – medo de alguém ou de qualquer coisa, medo de V. Ex.ª. e da sua gente”&lt;/em&gt; (carta aberta a Salazar de Henrique Galvão, primeiro presidente da Emissora Nacional)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta década morre Carmona e o novo presidente é Craveiro Lopes.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Demito-o, obviamente”&lt;/strong&gt; é aragem de liberdade anunciada por Humberto Delgado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-4056346594064342752?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/4056346594064342752/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=4056346594064342752' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/4056346594064342752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/4056346594064342752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2007/12/falar-de-pobreza-vi-falar-da-pobreza.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R1LFp6dYU4I/AAAAAAAAAFY/Yk6QVNDjXss/s72-c/cartaz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-440515424139538550</id><published>2007-11-25T19:10:00.000Z</published><updated>2008-12-13T02:57:18.616Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Falar de pobreza V&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Falar da pobreza, parece estar na ordem do dia, ainda que poucas pessoas procurem conhecer afundo o fenómeno. A pobreza não é uma doença súbita, é uma patologia lenta que nos vai consumindo sem darmos por isso e, um dia, podemos acordamos doentes. Talvez pareça excessivo, mas vou procurar fazer uma análise da evolução portuguesa ao longo dos últimos 100 anos. Tenho 66 anos de idade, o que me coloca na qualidade de observador de, pelo menos, meio século. Convido todos os que me visitam a participarem, não como um debate, mas uma tribuna aberta a todas as opiniões. Vale a pena perder um bocadinho do nosso tempo a pensar no assunto, pois o que se mostra no horizonte, não é nenhum mar de rosas.&lt;br /&gt;Para a elaboração dos meus textos, vou-me socorrer da obra Portugal Século XX de Joaquim Vieira de onde recolherei textos, dados estatísticos e fotografias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R0nI4keLTuI/AAAAAAAAAFI/fKoy-ZHPd5I/s1600-h/habitaÃ§Ã£o.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5136857724181237474" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R0nI4keLTuI/AAAAAAAAAFI/fKoy-ZHPd5I/s400/habita%C3%A7%C3%A3o.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Volta a viver-se nas furnas de Monsanto (Lisboa). Família aquem foi estruida a casa por uma intempérie (1947) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Década de 1940 a 1950&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Os anos da guerra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estatística referente a 1940&lt;br /&gt;População 7.755.423 (homens 3.734.348 48,1% mulheres 4.021.074 51,9%) (menores de 20 anos 3.216.700 41,5% maiores de 60 anos 760.620 9,8%)&lt;br /&gt;Mortalidade infantil (por mil partos) 126,09&lt;br /&gt;Esperança média de vida homens 47,7 anos&lt;br /&gt;Esperança média de vida mulheres 51,8 anos&lt;br /&gt;População de Lisboa 694.389&lt;br /&gt;População do Porto 258.548&lt;br /&gt;Analfabetos 49%&lt;br /&gt;Emigrantes oficiais (por mil habitantes) 1,7&lt;br /&gt;Eleitores inscritos 813.558&lt;br /&gt;Escolas primárias 7.768&lt;br /&gt;Estudantes do ensino primário 587.747&lt;br /&gt;Estudantes do ensino secundário 32.322&lt;br /&gt;Estudantes universitários 8.692&lt;br /&gt;Automóveis em circulação 39.146&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;«A guerra não podia deixar de ter tido, como efectivamente teve, um terrível efeito desorientador na incipiente organização corporativa»&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;Marcelo Caetano&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Se no primeiro decénio da ditadura (1927 – 1936) cada português consumia uma média diária de 2524 calorias, no segundo (1937 -1947) o valor desceu para 2403, quebra amortecida pelo recurso ao vinho (195 calorias diárias no segundo período contra 154 no primeiro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar das limitações da guerra aos abastecimentos, há bens alimentares, mas não ao alcance de todos, gera-se riqueza, mas não distribuída pela maioria. Os géneros obtêm-se no mercado negro, por bom dinheiro ou influência e, as receitas dos negócios de guerra entram nos cofres do Estado, nas contas das empresas ou nos bolsos dos comerciantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1942 o panorama é crítico, com as importações muito reduzidas. A fome atinge as famílias operárias das grandes concentrações industriais e sobretudo os assalariados rurais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não pode recorrer ao mercado negro, tem de enfrentar gigantescas bichas para a obtenção das senhas de racionamento. A lista dos produtos racionados é enorme: o açúcar, o arroz, o bacalhau, as massas, o sabão, a manteiga, o café, o cacau, o azeite, os óleos alimentares, o grão, os cereais e as farinhas, assim como o pão 8reduzido o branco para 180 gramas por dia e por pessoa ou, em alternativa, o escuro a 290 gramas). Também as batatas serão condicionadas a meio quilo por semana e por pessoa. Carne nem cheiro para pobre, aves só para ricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os preços sobem e Salazar congela os salários, impedindo que acompanhem a inflação.&lt;br /&gt;«seria um perigo, um erro, um crime contra o equilíbrio económico, a solidez financeira e a paz social abandonar a disciplina a que nos temos providencialmente sujeito» Salazar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início da década o salário agrícola vale em média um quinto de há vinte anos. O Instituto Nacional de Estatística constata que toda a refeição se baseia em broa, «com umas três ou quatro sardinhas salgadas, mais ou menos batatas, duas tigelas de caldo com legumes secos e hortaliça.» O inquérito feito numa povoação alentejana, previne que «a classe dos jornaleiros temporários encontra-se em estado de subalimentação, com o regime insuficiente, tanto em quantidade como em qualidade». «Se o trabalho falta e o merceeiro não fia, apenas um dia ou outro mitigará a fome com um prato dado por caridade», conclui o inquérito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A repressão não consegue impedir alguns aumentos salariais que rompem a política de contenção, acelerando a espiral inflacionária que acaba sempre por prejudicar quem depende do rendimento do trabalho (entre 1942 2 1946, os salários descerão em média um décimo do seu valor real em 1941).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A penúria continua no imediato pós-guerra, mantendo-se o racionamento e o Ministério do Interior lança o apelo do Socorro de Inverno, sob o lema «Todos os que podem a favor de todos os que precisam». O Estado mendiga, mas o alheamento é confrangedoramente generalizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nem tudo é miséria, pelo menos para alguns. É a vaga dos novos-ricos desfazendo fortunas ao ritmo que as ganham. É a época do “ouro negro” o volfrâmio, que leva milhares de famílias camponesas, aldeias inteiras, a trocar a enxada pela picareta, o sol pelo buraco, onde como toupeiras, tentam superar a sua miséria. Também não têm mãos a medir os industriais que fornecem sobretudo os alemães, preferidos por pagarem com divisas ou ouro judeu e não a crédito como acontecia com os aliados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Mitra de Lisboa é a instituição onde são internadas as crianças pedintes de Lisboa, mata-lhes a fome, mas não elimina as causas da miséria. A miséria, sobretudo nas cidades, deve ter atingido o seu zénite nesta década. Mulheres, crianças e cães disputam a comida nas lixeiras, ou vasculha restos de carvão dos caminhos-de-ferro, para trocar por comida. A sociedade portuguesa mais desfavorecida vive momentos de grande desespero.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R0nNfUeLTvI/AAAAAAAAAFQ/KSznIKz1mEg/s1600-h/miudos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5136862787947679474" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R0nNfUeLTvI/AAAAAAAAAFQ/KSznIKz1mEg/s400/miudos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Crianças formadas para almoçar na Mitra de Lisboa, que mais parece um campo de concentração nazi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas futilidade parece ser o nosso apanágio. Com a guerra são milhares os fugitivos que passam por Lisboa e com eles novas maneiras de estar na vida. Os homens passam o dia a desfilar pelos cafés de Lisboa, para verem as pernas das fugitivas, as mulheres a invejarem as meias de seda. As estrangeiras, desinibidas mostram-se em malho na praia, fumam, cruzam as pernas e mostram decotes generosos. Eles não usam chapéu e mostram o peito nu na praia. Enquanto uns choram a miséria, para outros, o swing passa a ser a grande moda nos bailes. Imitar passou a ser o paradigma desta Lisboa mesquinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só em 1947 foi levantado o racionamento, quando o então o Ministro da Economia Daniel Barbosa, utilisou o ouro e as divisas acumuladas durante a guerra, para uma compra maciça de géneros alimentares.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-440515424139538550?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/440515424139538550/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=440515424139538550' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/440515424139538550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/440515424139538550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2007/11/falar-de-pobreza-v-falar-da-pobreza.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R0nI4keLTuI/AAAAAAAAAFI/fKoy-ZHPd5I/s72-c/habita%C3%A7%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-8016727602281822596</id><published>2007-11-18T17:08:00.000Z</published><updated>2008-12-13T02:57:18.697Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Falar de pobreza IV&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Falar da pobreza, parece estar na ordem do dia, ainda que poucas pessoas procurem conhecer afundo o fenómeno. A pobreza não é uma doença súbita, é uma patologia lenta que nos vai consumindo sem darmos por isso e, um dia, podemos acordamos doentes. Talvez pareça excessivo, mas vou procurar fazer uma análise da evolução portuguesa ao longo dos últimos 100 anos. Tenho 66 anos de idade, o que me coloca na qualidade de observador de, pelo menos, meio século. Convido todos os que me visitam a participarem, não como um debate, mas uma tribuna aberta a todas as opiniões. Vale a pena perder um bocadinho do nosso tempo a pensar no assunto, pois o que se mostra no horizonte, não é nenhum mar de rosas.&lt;br /&gt;Para a elaboração dos meus textos, vou-me socorrer da obra Portugal Século XX de Joaquim Vieira de onde recolherei textos, dados estatísticos e fotografias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R0ByB0eLTtI/AAAAAAAAAFA/F0C8rXdWAeE/s1600-h/saudaÃ§Ã£o.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134228950793014994" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R0ByB0eLTtI/AAAAAAAAAFA/F0C8rXdWAeE/s400/sauda%C3%A7%C3%A3o.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nem sempre a miséria é material&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Década de 1930 a 1940&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;O Estado Novo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Estatística referente a 1930&lt;br /&gt;População 6.825.883 (homens 3.255.876 47,7% mulheres 3.570.007 52,3%) menores de 20 anos 2.860.881 41,9% maiores de 60 anos 663.030 9,7%)&lt;br /&gt;Mortalidade infantil (por mil partos) 143&lt;br /&gt;Esperança média de vida homens 44,8 anos&lt;br /&gt;Esperança média de vida mulheres 49,2 anos&lt;br /&gt;População de Lisboa 591.939&lt;br /&gt;População do Porto 229.794&lt;br /&gt;Analfabetos 61,9%&lt;br /&gt;Emigrantes oficiais (por mil habitantes) 3,4&lt;br /&gt;Eleitores inscritos 574.260&lt;br /&gt;Escolas primárias 7.729&lt;br /&gt;Estudantes do ensino primário 367.330&lt;br /&gt;Estudantes do ensino secundário 17.829&lt;br /&gt;Estudantes universitários 6.800&lt;br /&gt;Automóveis em circulação 25.056&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Mais difícil que conquistar o poder é mantê-lo. As questões de regime estão todas em aberto. Procura-se alguém que as consiga resolver&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;O que faremos nós com esta ditadura? É a questão que os oficiais conservadores colocam após conquistar o poder. Mais difícil é decidir: Que Constituição? Regresso à monarquia? Ditadura a prazo? Os militares mantêm o poder ou passam-no aos civis? Como evitar a instabilidade anterior, contra a qual se afirmou ter sido feita a revolução? Mais urgente ainda, como pagar a dívida ao estrangeiro e anular a bancarrota nacional?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1928, com Carmona em Belém é convidado para a pasta das finanças o Dr. Oliveira Salazar. O seu princípio fundamental é &lt;em&gt;“produzir e poupar”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;«Entre as duas opções, uma de produção-consumo, ligada ao interesse pelos bens materiais e acarretando miséria e corrupção material e moral, e outra de produção sem consumo, uma «economia familiar» que significa mais que qualquer indústria, por poderosa que seja, por mãos poderosa que seja, garanto que é nesta que reside a salvação nacional»&lt;/em&gt; Oliveira Salazar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É Salazar quem passa a marcar o ritmo do regime declarando a fase da «ditadura financeira» após a «ditadura militar» finalizando com a «ditadura nacional» com o slogan «Tudo pela Nação, nada contra a Nação».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;A Grande Ilusão&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;«É necessário que, de uma vez para sempre, Portugal deixe de dar ao mundo a impressão de ser um grande manicómio.»&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Almirante Luís Magalhães Correia, ministro da marinha, Abril de 1931&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num mundo à beira da catástrofe, Portugal vive risonho os anos trinta, metido na ordem por uma ditadura e contente com isso. É o Portugal agarrado à&lt;em&gt; «ilusão da sua felicidade»,&lt;/em&gt; observa Antoine de Saint-Exupéry, de passagem por Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O responsável pela ilusão chama-se Oliveira Salazar. De “mago das finanças” ascende a primeiro-ministro e fundador ideológico de um novo regime: o Estado Novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o fundamento de um Estado pobre mas honrado e sossegado, nem que para isso seja preciso usar a força, assenta a sua política na «economia familiar» na procura de uma estabilidade que contrasta com a agitação além-fronteiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a adesão das classes médias, antigas apoiantes da República, acabam por estabelecer a diferença, fazendo pender o pêndulo para o lado do regime, já para as classes operárias ou rurais, que não vislumbravam qualquer melhoria da sua condição de pobre, o Estado Novo representa uma grande desilusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elegendo a agricultura como o principal motor da produção nacional, dá início á campanha de produção de trigo, especialmente no Alentejo, onde a condição do trabalhador rural, piora consideravelmente ao ver-se reduzido ao trabalho sazonal das sementeiras e das ceifas. São enormes ranchos de gentes que se deslocam para trabalhar nas grandes propriedades, por tempo limitado, em deploráveis condições de conforto, por salários de miséria. No Norte, a agricultura de subsistência que continua, em nada contribui para o desenvolvimento da economia e, juntamente com as regiões mais do interior, a subsistência ronda constantemente a fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A industria encorajada pelo novo proteccionismo que a poupa da concorrência, conserva os antigos vícios. Em vez de reinvestir e produzir riqueza, canaliza os lucros para prédios de rendimento, propriedades e fausto social. Não evolui, continuando a utilizar os mesmos métodos artesanais, alheia à modernização, procura a sua rentabilidade na utilização de mão-de-obra barata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O único investimento em novas indústrias é o capital estrangeiro. Especialmente o britânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sector dos serviços é quase inexistente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As crianças começam muito novas a trabalhar, com ordenados proporcionais ao seu tamanho e idade. A escolaridade obrigatória é ignorada para que as crianças ingressem no mundo trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mundo rural, onde trabalha cerca de metade da população, o analfabetismo por um lado e a sujeição milenar à Igreja, leva a uma resignação consentida, de que a virtude reside na família, por muito pobre que seja. No fabril, a consciência da sua miséria começa a ser evidenciada pelos primeiros movimentos operários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido à crise que grassa no estrangeira face à tragédia que se aproxima, a emigração é suspensa e, famílias inteiras, não têm outra perspectiva de vida que não seja mendigar de aldeia em aldeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas entre a classe média, que vive com alguns sinais de riqueza, e a pobreza, uma nova classe caricata começa, cada vez mais a desenvolver-se. Os citadinos que, embora sem rendimentos que o justifique, por vezes até muito baixos, levam uma vida de ilusão, dando um ar de prosperidade, em especial a Lisboa, que não correspondia à realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para isso concorre o Estado, fomentando o cinema, o teatro, os desfiles, os bailes, a rádio, tudo sob a batuta ideológica do novo governo. Tudo concorre para o ideal: “Pobrezinho mas honrado”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade assiste a um incremento do comércio nunca visto, o número de lojas aumenta consideravelmente. O caixeiro e caixeira, são classes de promoção social, contudo só em 1931 é proibido o mugir leite na rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A miséria urbana e rural, embora um pouco mais disfarçada, continua a ser um flagelo para a maior parte dos portugueses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O país conhece a maior pujança demográfica, mas não fruto da fertilidade, mas da redução da mortalidade infantil, para que concorreram as medidas tomadas na década anterior. Mas a esperança de vida continua muito baixa em relação ao resto da Europa. À frente das doenças mortais estão os resultados das deficiências alimentares, a tuberculose, que só por si vitima mais de dez mil doentes por ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1936 é criada a Legião Português, uma milícia cujo objectivo é combater o comunismo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-8016727602281822596?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/8016727602281822596/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=8016727602281822596' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/8016727602281822596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/8016727602281822596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2007/11/falar-de-pobreza-iv-falar-da-pobreza.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R0ByB0eLTtI/AAAAAAAAAFA/F0C8rXdWAeE/s72-c/sauda%C3%A7%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-1863085357885266565</id><published>2007-11-11T18:28:00.000Z</published><updated>2008-12-13T02:57:18.881Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Falar de pobreza III&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Falar da pobreza, parece estar na ordem do dia, ainda que poucas pessoas procurem conhecer afundo o fenómeno. A pobreza não é uma doença súbita, é uma patologia lenta que nos vai consumindo sem darmos por isso e, um dia, podemos acordamos doentes. Talvez pareça excessivo, mas vou procurar fazer uma análise da evolução portuguesa ao longo dos últimos 100 anos. Tenho 66 anos de idade, o que me coloca na qualidade de observador de, pelo menos, meio século. Convido todos os que me visitam a participarem, não como um debate, mas uma tribuna aberta a todas as opiniões. Vale a pena perder um bocadinho do nosso tempo a pensar no assunto, pois o que se mostra no horizonte, não é nenhum mar de rosas.&lt;br /&gt;Para a elaboração dos meus textos, vou-me socorrer da obra Portugal Século XX de Joaquim Vieira de onde recolherei textos, dados estatísticos e fotografias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/RzdKU69loPI/AAAAAAAAAE4/IUpFy1wl5A0/s1600-h/comida.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5131652023697383666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/RzdKU69loPI/AAAAAAAAAE4/IUpFy1wl5A0/s400/comida.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pobres a comerem na "Cozinha Económica" a sopa dos pobres&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Década de 1920 a 1930&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Os últimos anos da atribulação republicana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Estatística referente a 1920&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;População 6.032.991 (homens 2.855.818 47,5% mulheres 3.177.173 52,7%) (menores de 20 anos 2.594.925 43,0% maiores de 60 anos 592.375 9,8%)&lt;br /&gt;Mortalidade infantil (por mil partos) 284&lt;br /&gt;Esperança média de vida homens 35,8 anos&lt;br /&gt;Esperança média de vida mulheres 40,1 anos&lt;br /&gt;População de Lisboa 486,372&lt;br /&gt;População do Porto 203,091&lt;br /&gt;Analfabetos 4.277.341&lt;br /&gt;Emigrantes oficiais 64.651&lt;br /&gt;Eleitores inscritos 686.536&lt;br /&gt;Escolas primárias 6.868&lt;br /&gt;Estudantes do ensino primário 289.605&lt;br /&gt;Estudantes do ensino secundário 13.748&lt;br /&gt;Estudantes universitários 3.464&lt;br /&gt;Automóveis em circulação 3.000&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Até o Zé Povinho (…) já bebe champanhe, transformando as nossas hortas em cabarés de Montmartre&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Urbano Rodrigues&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A classe média dos anos vinte, é de uma futilidade confrangedora. Lisboa passa a imitar Paris, Berlim ou Nova Iorque, acompanha-se com espumante a jazz-band, o fox-trot e o charleston, usa-se o cabelo na razão inversa a extensão dos colares, moldam-se as roupas ao corpo e solta-se o espírito e a leviandade. Explode o consumo, associado a uma esfusiante alegria de viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não interessa que o país esteja endividado ou que a moeda tenha caído num abismo cambial, o que é preciso é gastar, gastar, mesmo aquilo que se não tem e, para isso lá está a casa de “prego”. Esta classe subserviente dinamiza a economia num falso sobreposto de prosperidade, onde uma minoria finge ser aquilo que não é e, uma larga maioria é obrigada a ser o que é. Miserável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se emissões fiduciárias sem a indispensável cobertura em ouro, fazem chover rios de dinheiro sem o correspondente aumento da riqueza e proporcionam uma inflação galopante que só agrava mais a vida de quem é pobre, já por seu lado o abutre capitalista, tira o melhor partido da situação. Entre 1920 e 1926 aparecem 18 novos bancos. Nacinal Ultramarino, Espírito Santo, Burnay, Sottomayor e o Borges &amp;amp; Irmão entre outros. A especulação está na ordem do dia e, é neste ambiente que aparece maior burlão do século, Alves dos Reis. O Estado acumula uma dívida astronómica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A este propósito lamenta Brandão. “&lt;em&gt;Conheço, dez vinte casos cuja fortuna assenta numa infâmia. Conheço mil pobres com uma vida digna de quem ninguém faz caso. O rico explora o desgraçado, já não há nenhum homem que não se sinta afrontado e que no íntimo não deseje que isto desabe… Só falta um passo.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A bagunça republicana, sem encontrar uma fórmula estável de governação, prossegue ao longo dos anos vinte à média de um governo de cem em cem dias.&lt;br /&gt;Quando uma nação já não consegue sair do beco político, há sempre um recurso: a sua força armada. Com o seu poder de compra reduzido para metade tende a avaliar a situação da mesma forma que vê a sua caserna e, assim, aconteceu o 28 de Maio, e Portugal teve por presidente um general, Carmona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar dos anos 20 em Portugal, apenas pelos que aderem à ociosidade do tempo é como avaliar a solidez de um prédio pela fachada. Para lá dos hábitos festivos que constroem uma imagem singular da época, há uma multidão para a qual a vida pouco se altera. É uma imensa maioria que não frequenta os clubes nocturnos, não vê espectáculos, não veste à moda nem consome espumante.&lt;br /&gt;Para esses, embora suportando sobre os ombros o tradicional fardo do atraso português, as transformações dos anos 20 pouco significam. A excepção é constituída por alguns programas de habitação social em Lisboa, mas a sua lentidão é tão grande, que no fim da década ainda não estavam prontos. O resto da construção civil, privada e próspera, dominada por empreiteiros pouco escrupulosos, onde o arquitecto dá lugar ao mestre de obras, vai desfigurando a cidade e, a má qualidade das construções levam a diversos desmoronamentos fazendo dezenas de vítimas mortais.&lt;br /&gt;Sendo a capital o destino do fluxo migratório, daqueles que pouco mais resta do partir e, que não se querem aventurar no estrangeiro, calculados em mais de 100 mil, o alargamento dos bairros da lata na periferia, torna-se inevitável, com índices ofensivos de miséria. Crianças e idosos mendigam e vivem na rua. A pequena criminalidade também aumenta. São montadas “Cozinhas Económicas” refeitórios públicos, para matar a fome com um prato de sopa, aos que nada têm para comer. A indigência persiste, sem que nada seja feito para que regrida, só ocultá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As autoridades estão mais empenhadas em disfarçar a miséria do que a combatê-la. Proíbem os pés descalços nas ruas, mas são aos milhares os que não têm dinheiro para comprara calçado. Para ajudar a criar a ilusão de um cosmopolitismo, proíbem cuspir nos eléctricos e na Baixa lisboeta os estendais voltados para a rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fluxo migratório em direcção a Lisboa é o retrato da estagnação da província, onde o latifúndio explora desumanamente o trabalhador e o minifúndio ao norte passa fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As indústrias persistem na sua cultura artesanal, onde o patrão tem um papel paternalista. Começam a formar-se os primeiros pólos industriais, onde o trabalhador analfabeto, pouco mais é que um escravo. No mar, o pescador sem portos de abrigo, joga diariamente à cabra cega com a morte. Todos os anos a morte revê-se nos trajos pretos das viúvas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As doenças são combatidas com medidas tão eficazes, como uma aspirina perante um cancro. Só a mortalidade infantil merece um pouco mais de atenção. Aparecem as primeiras maternidades, lactários e cresces.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-1863085357885266565?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/1863085357885266565/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=1863085357885266565' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/1863085357885266565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/1863085357885266565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2007/11/falar-de-pobreza-iii-falar-da-pobreza.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/RzdKU69loPI/AAAAAAAAAE4/IUpFy1wl5A0/s72-c/comida.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-5798477388107225699</id><published>2007-11-02T17:54:00.000Z</published><updated>2008-12-13T02:57:19.037Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Falar de pobreza II&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Falar da pobreza, parece estar na ordem do dia, ainda que poucas pessoas procurem conhecer afundo o fenómeno. A pobreza não é uma doença súbita, é uma patologia lenta que nos vai consumindo sem darmos por isso e, um dia, podemos acordar doentes. Talvez pareça excessivo, mas vou procurar fazer uma análise da evolução portuguesa ao longo dos últimos 100 anos. Tenho 66 anos de idade, o que me coloca na qualidade de observador de, pelo menos, meio século. Convido todos os que me visitam a participarem, não como um debate, mas uma tribuna aberta a todas as opiniões. Vale a pena perder um bocadinho do nosso tempo a pensar no assunto, pois o que se mostra no horizonte, não é nenhum mar de rosas.&lt;br /&gt;Para a elaboração dos meus textos, vou-me socorrer da obra Portugal Século XX de Joaquim Vieira de onde recolherei textos, dados estatísticos e fotografias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/RytkqyYSgtI/AAAAAAAAAEw/_H3xkNqYYLw/s1600-h/lisboa+001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5128303286932374226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/RytkqyYSgtI/AAAAAAAAAEw/_H3xkNqYYLw/s400/lisboa+001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Civis e militares patrulhando as ruas de Lisboa na revolução de Maio de 1915, a mais mortífera de todas as acções armadas desencadeadas nesta década&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Década de 1910 a 1920&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;Os primeiros anos da República&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Estatística referente a 1910&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;População 5.960.056 (homens 2.828.691 - 47,5% mulheres 3.131.365 - 52,5%) (menores de 20 anos 2.615.906 - 43,9% maiores de 60 anos 568.342 - 9,5 %)&lt;br /&gt;Mortalidade infantil (por mil partos) 209&lt;br /&gt;População rural 3.440.076 - 57,7%&lt;br /&gt;População industrial 1.281.439 – 21,5 %&lt;br /&gt;População das cidades 979.724 – 16,4%&lt;br /&gt;Lisboa 465.705&lt;br /&gt;Porto 199.582&lt;br /&gt;Analfabetos 4.477.790 – 75,1%&lt;br /&gt;Emigrantes oficiais 39.502&lt;br /&gt;Eleitores inscritos 696.171&lt;br /&gt;Funcionários públicos 57.416&lt;br /&gt;Escolas primárias oficiais 5.552&lt;br /&gt;Estudantes do ensino primário 271.830&lt;br /&gt;Estudantes do ensino secundário 10.826&lt;br /&gt;Estudantes universitários 3.226&lt;br /&gt;Ordenado de professor primário 20$000&lt;br /&gt;Automóveis em circulação 679&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;“Uma revolução pode mudar as instituições, mas em nada alterou o carácter dos homens. Eles continuam a ser o que eram: perversos e imbecis"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Carlos da Maia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal inaugura a segunda década do século XX com uma revolução, novo regime e, em breve, nova Constituição. É a hora do fervor republicano, da crença colectiva na radiosa aurora prometida pelo pessoal político que toma os lugares antes ocupados pelos dirigentes da monarquia. Contudo, os monárquicos que queiram manter-se nas estruturas do poder devem fazer a sua conversão ao republicanismo, assim, aparecem os “adesivos”, hoje conhecidos como os “vira casacas”, centenas de políticos e funcionários do anterior regime agora professando da mais incondicional ideologia republicana.&lt;br /&gt;Dizia a propósito Raul Brandão: &lt;em&gt;“Nestas ocasiões é que eu queria ver por dentro estes homens lívidos e com um sorriso estampado na cara, que, sobem as escadas dos ministérios, para aderirem à república!”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Para além do vago ideário republicano, não se praticam contudo quaisquer outros princípios ideológicos. A linha de rumo e as alianças dependem apenas das lutas entre rivais, de quem está na mó e cima e de quem está na mó de baixo, de quem é preciso derrubar e de quem se projecta elevar. O oportunismo é cego, junta moderados com radicais, anarquistas com direitistas e até republicanos com monárquicos. É o poder pelo poder, que não olha a meios para conseguir os seus fins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imagem de marca da República é a agitação permanente, encarada como normalidade quotidiana, como se os políticos não conhecessem outra forma de se bater pelo poder. Bombas, atentados, pancadaria, sabotagens, intentonas, revoluções.&lt;br /&gt;Augusto de Castro ironiza: &lt;em&gt;“As revoluções em Portugal tornaram-se periódicas e, como tal, não há razão para que não entrem, como a chuva ou o bom tempo, as festas mudáveis e os dias feriados, nas previsões dos meteorologistas e nos programas do Borda d’Água…”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;A segurança atinge níveis inimagináveis durante os 29 governos destes 10 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pobreza que pode não ser só material, mas também de espírito e princípios, levou os políticos, tão ocupados nas lutas fratricidas pela cupidez do poder, a esquecerem-se das promessas eleitorais, muitas delas completamente fraudulentas e só eleitoralistas, de tal forma, que a prometida aurora radiante, viu-se coagida a um entardecer ainda mais sombrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo antes apoiado os republicanos e, levado à letra as suas promessas de uma sociedade mais justa, os assalariados reclamam agora a aplicação do seu conceito de justiça social. A primeira grande greve foi a dos eléctricos de Lisboa. Seguem-se as paralisações do gás, dos sapateiros, dos padeiros, dos caixeiros em Lisboa, dos corticeiros e dos conserveiros em Setúbal, da têxtil no Porto e em Braga, dos jornaleiros no Alentejo e no Ribatejo, da CUF do Barreiro e dos ferroviários do Sul e Sueste. A tropa intervém e os carbonários atacam os sindicatos. Decretada a greve geral na capital, faz-se rusgas a sindicalistas e aumenta a violência entre grevistas e antigrevistas, mas a agitação operária não cessa ao longo da década.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A um país pobre na primeira década de novecentos, segue-se um país paralisado na segunda década do mesmo século. Devido às convulsões e à ineficácia dos governos em encontrar soluções e ainda com o agravamento provocado pelo esforço exigido pela nossa presença na Primeira Grande Guerra, para tentarmos salvar as colónias, a pobreza em vez de regredir, aumenta. Somos um país de pé descalço, roto e faminto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A população aumenta, mas o número dos que vêem coagidos a buscar o pão noutras paragens, também sobe. O vergonhoso analfabetismo resiste, a mortandade infantil é abominável e as condições de higiene degradantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nem todos os números estatísticos são pessimistas, em 1910 circulavam em Portugal 679 automóveis, mais 502 do que em 1900.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desaparecido o papel social da aristocracia, o protagonismo transfere-se para as classes que apoiam a ascensão do novo poder político. As camadas salientes são naturalmente as que apoiam a República, em particular a classe média urbana: comerciantes, funcionários públicos, professores, escriturários, pequenos e médios empresários e profissões liberais, médicos e advogados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta incipiente classe média, mas já ávida de apetites, de costas voltadas para a pobreza, começa a cavar o fosso entre os que podem ter e os que nada têm. Segrega-se a ela própria da realidade do país, procurando a selectividade do novo grupo social. É a maneira de vestir que exige elegância e estar de acordo com os ditames da moda, para os locais de estar e encontro elege cafés e salões, para divertimento o teatro, para o lazer a praia. O exibicionismo urbano passou a ser a sua maneira de estar na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contrastando com tradicional comércio de rua, que ainda se mantêm e incrementado pelo pelos que do interior vêm ganhar a vida na capital, Lisboa assiste ao crescimento do comércio de loja e à alvorada do apelo ao consumo, a publicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também esta década conhece o acontecimento mais representativo da cultura de um povo aliada às suas privações. Fátima talvez tenha representado a esperança que tinham perdido com a República.&lt;br /&gt;Mas nem tudo se afogou neste tempo de mar encapelado, felizmente que Fernando Pessoa era bom nadador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-5798477388107225699?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/5798477388107225699/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=5798477388107225699' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/5798477388107225699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/5798477388107225699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2007/11/falar-de-pobreza-ii-falar-da-pobreza.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/RytkqyYSgtI/AAAAAAAAAEw/_H3xkNqYYLw/s72-c/lisboa+001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-7739531960800855998</id><published>2007-10-26T21:03:00.000+01:00</published><updated>2008-12-13T02:57:19.235Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Falar da pobreza&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar da pobreza, parece estar na ordem do dia, ainda que poucas pessoas procurem conhecer afundo o fenómeno. A pobreza não é uma doença súbita, é uma patologia lenta que nos vai consumindo sem darmos por isso e, um dia, podemos acordamos doentes. Talvez pareça excessivo, mas vou procurar fazer uma análise da evolução portuguesa ao longo dos últimos 100 anos. Tenho 66 anos de idade, o que me coloca na qualidade de observador de, pelo menos, meio século. Convido todos os que me visitam a participarem, não como um debate, mas uma tribuna aberta a todas as opiniões. Vale a pena perder um bocadinho do nosso tempo a pensar no assunto, pois o que se mostra no horizonte, não é nenhum mar de rosas.&lt;br /&gt;Para a elaboração dos meus textos, vou-me socorrer da obra Portugal Século XX de Joaquim Vieira de onde recolherei textos, dados estatísticos e fotografias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/RyJI1SYSgsI/AAAAAAAAAEo/EKAyl8gk9TE/s1600-h/lisboa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5125739406205027010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/RyJI1SYSgsI/AAAAAAAAAEo/EKAyl8gk9TE/s400/lisboa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aguadeiras de lisboa aguardando vez para encher as bilhas no chafariz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Decada de 1900 a 1910&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os últimos anos da monarquia&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estatística referente a 1900&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;População 5.423.132 (homens 47,8%, mulheres 52,2%) (menores de 20 anos 43,2%, maiores de 60 anos 9,5%)&lt;br /&gt;Excesso nascimentos/óbitos 54.915&lt;br /&gt;População rural 3.367.199 (62,1%)&lt;br /&gt;População industrial 1.034.203 (19,1%)&lt;br /&gt;População das cidades 853.037 (15,7%)&lt;br /&gt;Lisboa 378.083&lt;br /&gt;Porto 173.020&lt;br /&gt;Analfabetos 4.261.336 (78,6%)&lt;br /&gt;Emigrantes oficiais 21.227&lt;br /&gt;Eleitores inscritos 630.000&lt;br /&gt;Funcionários públicos 50.099&lt;br /&gt;Escolas primárias 4.600&lt;br /&gt;Estudantes do ensino primário 231.239&lt;br /&gt;Estudantes do ensino secundário 5.023&lt;br /&gt;Estudantes universitários 2.736&lt;br /&gt;Ordenado dos professores primários 15$000&lt;br /&gt;Automóveis em circulação 177&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;“A democracia, entregando o poder às classes liberais e emancipando-o da casta, resumiu o papel social da fidalguia”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Carlos Malheiro Dias, Cartas de Lisboa, 1904.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a Europa festeja a entrada no século XX, Portugal conserva-se escondido e ignorado ao canto da Península Ibérica. É um modesto país, pequeno e pobre, dominado por um sufocante poder clerical, onde sobrevive um regime de monarquia constitucional, ainda em vigor em 1900.&lt;br /&gt;Numa população de cinco milhões e meio de almas, sete em cada dez vive ainda em freguesias rurais e, dessas quase 90% dependem da actividade agrícola. A luz e o ferro, símbolos do século que terminou, ainda não chegaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só em meados do século XIX são montadas as primeiras fábricas, na sua maioria pertença de estrangeiros. Os tabacos e os têxteis são o produto de uma tardia chegada da revolução industrial, mas sectores fundamentais como a metalurgia são inexistentes. O país é pobre em recursos energéticos para estas indústrias a vapor. A produtividade fabril é cerca de metade da dos países industrializados. Quase todas as indústrias resultam do crescimento das actividades artesanais que servem o mercado da metrópole e das colónias. A população industrial em 1907 não vai além dos 86 mil, dos quais 45 mil são homens, 26 mil mulheres e 15 mil menores. O maior empregador é a indústria têxtil. Um trabalhador significa pouco mais que um bem material posto à livre disposição do patrão para produzir. A lei é quase inexistente no que respeita às condições de trabalho e aos direitos dos assalariados.&lt;br /&gt;A produção de bens, dispersa por muitas indústrias pequenas e artesanais, não responde ao consumo interno. Em 1900, 87% dos produtos que circula nos portos portugueses é de proveniência estrangeira. Exporta matérias – primas e produtos da terra, como o vinho do Porto (este em mãos inglesas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revolução industrial cava um profundo fosso entre proprietários e assalariados. É difícil a existência da gente pobre nos campos e nas cidades. Como último recurso, recorre-se à emigração, que pontua a vida social e económica do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O progresso pouco contribui para melhorar as condições de vida e, por isso muitos emigram, especialmente vindos das zonas agrícolas, onde por salários de miséria, são obrigados a trabalhar do nascer ao pôr-do-sol. Portugal prepara-se para conhecer a maior hemorragia da sua história. O destino mais sedutor é o Brasil, excepto para os açorianos que preferem as costas dos Estados Unidos. As remessas daí provindas, constituem uma componente essencial do orçamento do Estado e garantem a sobrevivência de milhares de famílias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma classe média exígua, a estratificação da sociedade portuguesa nos alvores do século é de um contraste radical. Às centenas de famílias que concentram o grosso do poder, da grande propriedade e do dinheiro, opõe-se um exército de desventurados composto por milhões de indivíduos, mal vestidos, mal alojados, mal medicamentados, mal educados e mal assistidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo numa época de crescimento quase primitivo, há sempre quem consiga aproveitar-se da miséria para fazer fortuna. Henry de Burnay, é o protótipo do capitalista, de poder financeiro ilimitado e cupidez desmedida. Duquesa de Palmela, herdeira do título, simboliza o renascer do poder da aristocracia. Grande latifundiária, possui além de terras, inúmeras propriedades urbanas. José Palha Blanco, o mais abastado lavrador do Ribatejo, representa o imenso poder dos grandes proprietários de terras. António Carvalho Monteiro, à frente de um empório comercial, é o mais bem sucedido dos “brasileiros”, emigrantes que regressam com fortuna. É o construtor da Quinta da Regaleira. Francisco Grandella, renovador do comércio a retalho è acusado de vender mercadorias de contrabando, devido aos baixos preços que praticava. Alfredo Silva, mercê de um monopólio de exclusividade e proteccionismo, funda o maior império industrial, partindo da fabricação de sabão. A CUF.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lenta mas irreversível industrialização, aliada ao regime representativo – que obriga à captação de votos para se ser alguém na política e partilhar do poder – está a provocar uma alteração social subterrânea, quase imperceptível mas definitiva. Quem tem fortuna – e logo influência – já não é apenas a aristocracia (muitas vezes arruinada), mas também a classe empresarial emergente: banqueiros, industriais, importadores, grandes comerciantes e especuladores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde há algum tempo, que no Executivo alternam com rigor rotativo, elencos dos dois grandes partidos portugueses – Regenerador e Progressista. S. Bento é um palco para exibição de tenores. Fazer política é conhecer os dotes da oratória, mais do que saber tomar decisões acertadas para a vida do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A província degrada-se mas Lisboa vive na euforia do crescimento, onde os desafortunados do campo chegam em massa. O crescimento é imparável. Destroem-se hortas e casebres. Em 1904 Malheiro Dias escreve: &lt;em&gt;“O pobre foi escorraçado de todos os locais saudáveis e arejados, tangido para Xabregas, para Alcântara, para a Mouraria e para Alfanma. E a Lisboa dos ricos desenvolve-se, prospera, aformoseia-se. Milhares de operários trabalham incessantemente, há quatro anos, em todas as avenidas, na construção de prédios para alojamento dos ricos. (…) O capital está atacado pelo delírio da construção. (…) uma feira de especulação, onde a ganância assentou arraiais e arvorou a sua bandeira.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Lisboa torna-se comodista, quer tudo à porta, embora pague mais e a qualidade seja duvidosa. O padeiro, o leiteiro (que mugia a vaca na presença do freguês), os aguadeiros, o marçano, a varina, a mulher da fruta, a mulher da hortaliça, a lavadeira que circulava com burros ou carroças, todos lhe batiam à porta. Nas ruas acumulam-se os dejectos dos animais, os lixos mais a água atirada das casas por não haver saneamento. A estes comerciantes ambulantes juntam-se alguns milhares de crianças de rua e das gentes na espera de biscates, muitos deles conhecidos por galegos.&lt;br /&gt;Os mendigos povoam as zonas urbanas, assim como gente a vasculhar o lixo e pessoas sem trabalho ou sem vontade. As casas de penhores são frequentes nos bairros pobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sofrimento dos infortunados começa na infância. Um bebé é mais uma boca para alimentar, o que significa que deve ser (posto na roda) abandonado ou posto a render o mais cedo possível. Impressiona não só a nudez, o pé descalço, os remendos, a insuficiência alimentares, a promiscuidade no alojamento, mas também a luta das crianças pela sobrevivência. São atiradas à rua pelos pais para comporem o orçamento familiar, ignorando a escolaridade obrigatória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A electricidade tarda em chegar e mesmo quando é instalada em Lisboa, os candeeiros a gás são mantidos, como única iluminação a partir da 1 hora da madrugada. Em 1908 só existiam 293 candeeiros eléctricos nas ruas de Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As estradas ainda não estão preparadas para receber os primeiros veículos a motor: leva-se dois dias para ir de carro de Lisboa ao Porto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-7739531960800855998?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/7739531960800855998/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=7739531960800855998' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/7739531960800855998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/7739531960800855998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2007/10/falar-da-pobreza-falar-da-pobreza.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/RyJI1SYSgsI/AAAAAAAAAEo/EKAyl8gk9TE/s72-c/lisboa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-1171214500181441829</id><published>2007-10-21T18:15:00.000+01:00</published><updated>2007-10-21T18:18:16.632+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Flashes americanos (II)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Os ícons&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A primeira grande febre económica que os Estados Unidos conheceram foi a dos caminhos-de-ferro. O negócio era de tal maneira lucrativo, que levou as companhias a trabalharem nos mesmos percursos, instalando vias ao lado de outras. Com o comboio começou a grande colonização do Oeste, empurrando a Fronteira de Turner até ao Pacífico. Foi a época dos grandes rancheiros, dos grandes agricultores e dos prospectores de riquezas naturais, mas também foi a época do grande genocídio dos Índios, que em pouco tempo se viram desapossados dos seus territórios e, os que sobreviveram, enjaulados em paupérrimos e diminutos territórios demarcados, com um estatuto parecido aos de prisioneiros de guerra, isto é, sem quais direitos. A estes, os verdadeiros americanos, nunca chegou qualquer tipo de Constituição.&lt;br /&gt;É nesta época que também rebenta o primeiro grande caso de fraude à americana.&lt;br /&gt;A “O Union Pacific” acabava de unir os Estados Unidos de costa a costa, quando a companhia deu sinais de penúria, prelúdio de uma próxima bancarrota. Em contrapartida, uma outra sociedade, recentemente criada para construir a via-férrea em questão, o Crédito Mobiliário, tinha lucros fabulosos pagando dividendos aos accionistas de 248%. Segundo Jean Canu, &lt;em&gt;“adivinha-se a associação fraudulenta que os promotores comuns das duas empresas haviam organizado entre si, de maneira a açambarcarem os lucros e fazerem o público suportar os encargos. Para cobrir com a sua autoridade este gigantesco ardil, ministros, senadores, representantes e até o vice-presidente Colfax, receberam a sua quota-parte de acções e benefícios.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Apesar de todas as vicissitudes, o comboio foi o motor do desenvolvimento da economia americana, permitindo o escoamento dos produtos do interior.&lt;br /&gt;Um dia em Agosto de 1859, em Titusville, o petróleo apareceu pela primeira vez à luz do dia e, pouco tempo foi preciso para passar do simples uso na iluminação, para o produto mais procurado. Com o petróleo nasce um dos ícones da América, John D. Rockefeller.&lt;br /&gt;De origem muito modesta, filho de um vendedor ambulante de mesinhas milagrosas, aos vinte e seis anos de idade, depois de passar por diversos negócios menores, toma conhecimento do ouro negro e das suas potencialidades. Ambicioso, voraz, sem escrúpulos, tem um objectivo, controlar todo o negócio petrolífero e, assim evitar as superproduções para poder manter o preço. “Meticulosamente”, começa a construir uma empresa que sujeitava todos os industriais do petróleo, quer extractores quer refinadores, ao seu poder e, em 1870 Rockefeller lança as bases do seu império ao fundar a Standard Oil Company que passará a controlar a maior parte das refinarias norte americanas. Para os seus negócios se expandirem de estado em estado, teve de conseguir ultrapassar a lei que proibia os homens de negócios de exercerem a sua actividade fora do estado onde residiam. Assim nasceu o famigerado trust. A sua fortuna, pouco antes da Primeira Guerra Mundial cifrava-se em 900 milhões de dólares.&lt;br /&gt;Falar de aço, é falar de Andrew Carnegie. Filho de um pobre emigrante escocês, aos 12 anos já trabalhava numa fábrica com o salário de 1,20 dólares por semana. Em seguida foi distribuidor de telegramas, chegando a telegrafista, entrou depois numa companhia ferroviária. Em 1859, com 24 anos, era nomeado chefe de secção na Pensylvania Rail. Depois, como acontecia na América, conseguiu fundar a sua própria companhia a Carnegie Steel Cy, que em poucos anos conseguiu o predomínio sobre as outras companhias do ramo. Carnegie tinha tanto de gentleman na vida privada, como dureza nos negócios. Os caricaturistas gostavam de o representar como uma aranha no meio da sua teia imensa. Em questões de dinheiro, os escrúpulos nunca o embaraçaram. 1900 marcou o princípio de uma verdadeira guerra, “a guerra do aço”. Algumas firmas, apesar de antigos clientes, deixaram de súbito de lhe comprara o aço e, numa tentativa de fugirem ao seu monopólio, fabricarem elas próprias o seu aço. A resposta de Carnegie foi rápida e brutal. Construção de fábricas destinadas a concorrer com os dissidentes até estes falirem. Ou lhe vendiam os negócios, ou ele os inviabilizava pela via da concorrência desleal.&lt;br /&gt;Contar dólares sem falar de John Pierpont Morgan, não faz sentido. Não gostava de Carnegie nem de Rockefeller. Não podia gostar de homens tão ou mais poderosos do que ele. Queria ser um príncipe do Renascimento, o Lourenço-o-Magnífico, do século XX. Morgan prodigalizava os dólares de tal maneira, que ninguém duvidava de que ele governava os Estados Unidos. Com um nariz vermelho e inchado por afecção dermatológica incurável, olhar intenso e frio, era astucioso, desconfiado, hábil, impaciente e muito rápido nas decisões que nem sempre contemplavam os escrúpulos. A guerra ofereceu-lhe a oportunidade de ensaiar alguns negócios não muito escrupulosos, mas muito lucrativos; em seguida, começou a vender na Europa obrigações de Estado americanas. Os seus rendimentos cedo adquiriram um montante espantoso. Entra no negócio do aço e dos caminhos-de-ferro. Tornou-se senhor de um poderoso império ferroviário e inimigo terrível da livre concorrência, um especialista em monopólios. A sua influência em Wall Street era enorme, Wall Street tremia diante dele.&lt;br /&gt;Em 1895, Morgan teve a oportunidade de reforçar a sua ingerência no Governo dos Estados Unidos, quando este se encontrava a braços com graves dificuldades financeiras: saneou as finanças da União venceu a crise e elegeu-se rei. Mais tarde, em 1907, nova crise fez Wall Street tremer. De um dia para o outro, os grandes bancos encontrava-se à beira da falência e, milhões de clientes viam as suas economias ameaçadas. Chamou os banqueiros e impôs-lhes uma mobilização de capitais para apoiar as firmas em perigo, salvou a bolsa do pânico dando o exemplo comprando uma grande empresa em situação muito delicada. Trabalhando de dia e de noite, convencendo, ameaçando ou chantageando, saiu vitorioso e a América suspirou de alívio. O seu estatuto de nobreza estava assegurado. Vivia num fausto de meter inveja aos príncipes. De livro de cheques na mão percorria a Europa e, os Rubens, Rembrandts, Velásquez e todas as outras preciosidades da arte europeia, começaram atravessar o Atlântico.&lt;br /&gt;Quando morreu em 1913, ao abrirem o testamento podia-se ler. “&lt;em&gt;Deponho a minha alma nas mãos do Senhor, na plena convicção de que, após a ter purificado no Seu precioso sangue, Ele a apresentará isenta de qualquer mácula ao Pai Celeste. E dou por missão aos meus filhos, ainda que isso lhes possa custar alguns sacrifícios, a perpetuação e a defesa da santa doutrina do perdão das faltas pelo sangue de Jesus Cristo”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Na mesma prateleira podem ser colocados muitos outros personagens americanos, que inspiraram as gerações futuras, quando estas passaram a trocar o doméstico sonho americano, pelo sonho de senhores do Mundo.&lt;br /&gt;Para efectuar este trabalho, recorri aos meus apontamentos sobre a História dos Estados Unidos, compilados quando do estudo da mesma, extraídos de diversos compêndios de História.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-1171214500181441829?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/1171214500181441829/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=1171214500181441829' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/1171214500181441829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/1171214500181441829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2007/10/flashes-americanos-ii-os-cons-primeira.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-4669749726519974697</id><published>2007-10-13T19:00:00.000+01:00</published><updated>2007-10-13T19:02:36.928+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Flashes americanos ( I )&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quando hoje em dia vimos a actuação americana no mundo, estamos muitas vezes longe de saber a sua causa, limitando-nos a observar o efeito. Um império tem sempre uma origem, não se forma por obra do acaso, por isso a sua sobrevivência terá de obedecer sempre aos princípios que o estabeleceram. Vou em alguns pots, para aqueles que acham que o conhecimento das coisas é primordial para a formulação de juízos, apresentar numa cronologia aleatória, alguns resumos de passagens da história americana, que mais concorreram para o espírito que norteia a políticas norte americana na actualidade. Para tal trabalho, recorri aos meus apontamentos sobre a História dos Estados Unidos, compilados quando do estudo da mesma, extraídos de diversos compêndios de história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Os Reis do Dólar&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da guerra civil, um comité de quinze pessoas adquiriu uma influência decisiva sobre o Congresso. A alma deste pequeno grupo era Thaddeus Stevens, que determinou a política do Norte triunfante. O Sul devia ser castigado, tratado como um país conquistado, despojado de todo o poder político no sei dos Estados Unidos.&lt;br /&gt;Segundo Knut Hamsun, norueguês que viveu muito tempo nos Estados Unidos, opinião expressa em livro editado em 1889, a guerra civil não tivera como objectivo a libertação dos escravos, mas despojar os aristocratas do Sul. A ruína dos aristocratas meridionais foi efectivamente consequência da guerra.&lt;br /&gt;Thaddeus Stevens, sucessor de Lincoln, reinava em Washington com os seus republicanos, adepto desta política de terra queimada, o seu lema era o ódio, que foi personalizado pelos cinco generais encarregues da “pacificação” do Sul. Foi uma verdadeira ocupação militar. Os tribunais civis substituídos por tribunais militares, demitidos todos os funcionários democratas, o Congresso fechado aos aristocratas do Sul, as associações dissolvidas e as fortunas confiscadas.&lt;br /&gt;Andrew Johson fez todos os possíveis para contrariar esta repressão brutal. Foi acusado de não cumprir os seus deveres de presidente e levado ao congresso para responder pelos seus actos. Este processo, na Primavera de 1868, foi de uma violência inaudita e Johson, foi ilibado por fraquíssima maioria.&lt;br /&gt;Sucede-lhe Ulysses Grant, o general triunfador de Appomatox.&lt;br /&gt;O ódio ardia também no Sul oprimido. Contra o governo de Washington, contra as tropas de ocupação, contra os carpetbaggers vindos do Norte para explorar o Sul de todas as maneiras possíveis, sob a protecção das baionetas federais; ódio também e, sobretudo, pelos “colaboracionistas” meridionais, os scalawags.&lt;br /&gt;A América tinha em Ulysses Grant um dos seus melhores generais, mas como se veio a verificar também, um dos seus piores presidentes. Grant não percebia nada de política e não possuía a mínima noção de economia. Instalado na presidência, manteve-se completamente alheio, às transformações quase revolucionárias que se operavam na América, contudo ele encarnava, no Norte, o carácter triunfante dos republicanos, que toleravam todas as loucuras da especulação. Durante a guerra a especulação fora as armas, onde os do Norte obtinham grandes lucros no momento exacto que os boletins de informação forneciam o número de vítimas das batalhas. Mas a paz viu outros especuladores mais hábeis e mais brutais. Da guerra saiu uma paz que fazia do Norte o paraíso dos homens sem escrúpulos.&lt;br /&gt;(O mundo, após 1865, transformou-se num mundo de banqueiros e na “era das lantejoulas”, aludindo ao orgulho, ao luxo e ao egoísmo provocante dos privilegiados da fortuna”), segundo alguns cronistas da época.&lt;br /&gt;Mark Twain que passou algum tempo da sua juventude junto dos pioneiros do Oeste, disse a esse propósito do Estado do Nevada: “Esta região é fabulosamente rica em ouro, prata, cobre, chumbo, carvão, ferro, ladrões, assassinos, mulheres, crianças, advogados, cristãos, índios, chineses, espanhóis, jogadores profissionais e pregadores religiosos. É com mil demónios, a região mais incrível da Terra.” Esta é a América durante o período que vai da guerra civil ao fim do século.&lt;br /&gt;A América estava na sua “era dourada”. Os homens que ascenderam ao poder depois da guerra revelavam-se paradoxais. Queriam, por um lado, que a sociedade deixasse ao indivíduo a maior liberdade possível e, por outro, essa mesma sociedade protegesse os seus interesses pessoais da maneira mais eficaz. Em negócios, mostravam-se isentos de todos os preconceitos; mas mostravam-se devotos na igreja, membros fiéis das suas respectivas congregações. Veneravam o dólar, mas se por acaso, abriam algum livro, era, na maior parte das vezes, a Bíblia. Todos os homens de negócios se consideravam como fazendo parte da classe social mais importante e, por esse motivo, habilitada a dirigir o país. Os próprios presidentes lhe pareciam pessoas inferiores: do presidente ao mais insignificante funcionário, todos tinham de respeitar os industriais e interpretar as leis segundo as exigências do big business.&lt;br /&gt;Os americanos desta época não viam nenhum inconveniente em arruinar os seus concorrentes, sempre que lhes fosse possível, estando prontos a aproveitar todas as combinações para explorar o Estado. O êxito neste domínio valia-lhes o cognome lisonjeiro de smart e a admiração geral.&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, os businessmen irritavam-se com a “imoralidade” da Europa, patente na literatura, sobretudo nos romances franceses considerados “indecentes”. A arte era coisa considerada muito pouco importante e os artistas pessoas mais ou menos suspeitas. Os artistas não só não ganhavam dólares, como também pareciam não os querer ganhar, o que para a época, era quase tão chocante como uma concepção pessimista da vida.&lt;br /&gt;O ideal dos Americanos, após guerra civil, consistia na fortuna ganha, de preferência, pelo próprio possuidor em transacções comerciais de grande envergadura. O americano-modelo devia pertencer ao Partido Republicano e a uma das mais importantes comunidades religiosas, protestante se possível; não devia ter relações com políticos, excepto no interesse dos seus negócios. O “bom” americano esforçava-se por obter um lugar no comité desta ou daquela associação de beneficência e combatia o movimento operário com todas as suas forças. Nenhum cheque era demasiado generoso para as obras de caridade, mas, quando a aumentar os salários, era uma coisa totalmente diferente.&lt;br /&gt;A política não ocupa o primeiro lugar na história da América durante a segunda metade do século XIX. Essa história não é uma lenda, mas um conto de terror que tem como personagens o carvão, o petróleo, a terra, o aço e as acções da Bolsa, a lenda dos enormes recursos naturais que proporcionavam gigantescas fortunas. A história da América nesta época é a história, não dos seus presidentes, mas dos reis do dólar.&lt;br /&gt;(Brevemente há mais)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-4669749726519974697?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/4669749726519974697/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=4669749726519974697' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/4669749726519974697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/4669749726519974697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2007/10/flashes-americanos-i-quando-hoje-em-dia.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-3697565171161853370</id><published>2007-10-05T19:20:00.000+01:00</published><updated>2007-10-05T19:27:55.849+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Um desejo pode não ser utopia.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;No post anterior falei de um amigo, hoje venho falar de amigos. Por iniciativa do Henrique, foi promovido um concurso de contos, aberto a todos os quisessem participar.&lt;br /&gt;Foi um sucesso, quer pelo número de participantes, quer pelo que foi escrito. Mas como o Henrique não é homem de meias tintas, só de Tinturras, publicou os contos num livro. Perguntei a mim próprio, que levaria este homem a ter um trabalhão destes? Só obtive uma resposta, a amizade.&lt;br /&gt;Desde há muito tempo que sou uma pessoa desiludida com o meu semelhante, por muito que me esforce não consigo justificá-lo. Em muito do que escrevo faço transparecer esse sentimento, que com decorrer do tempo tem vindo a piorar. Já tinha até perdido a esperança, o que a pouco e pouco me tem encurralado no alheamento do que me rodeia.&lt;br /&gt;Graças ao Henrique, descobri que afinal, neste mar de desilusão, ainda havia uma ilha, onde a amizade não era uma utopia. Qual naufrago trôpego, apalpo a areia do calor humano, sentir a segurança do porto da fraternidade e, cansado, descanso no calor da amizade.&lt;br /&gt;Esta é uma espécie de ressurreição de algo que julgava definitivamente morto e, que volta a entrar na minha vida. É um gosto perdido, que volto a saborear, a amizade.&lt;br /&gt;No seu Hora vejamos… voltei a encontrar pessoas, que pensava já não existiam, só nos contos de fadas. A que ponto uma pessoa pode chegar quando fica empedernida contra a desilusão.&lt;br /&gt;Um restaurante em Leiria, foi o local escolhido para a distribuição dos prémios, onde o maior prémio foi o convívio e sã camaradagem. Foi muito gratificante rever alguns e conhecer pessoalmente outros com quem, virtualmente, já vinha estreitando laços de afectuosa amizade, ou ainda outros que o evento juntara.&lt;br /&gt;Festa muito bem organizada, detalhe a detalhe, nada foi descorado. A palavra dita, a música, a troca de autógrafos, a conversa envolvente, a troca de experiências e, nem um bolo alusivo ao evento faltou.&lt;br /&gt;No vídeo que segue, da autoria da minha amiga Ashera, é bom voltar a chamar alguém de amigo, poderão ter uma ideia de como, apesar das vicissitudes da vida, a amizade ainda prevalece.&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="350"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/x3Zdhc8Xcy0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/x3Zdhc8Xcy0" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-3697565171161853370?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/3697565171161853370/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=3697565171161853370' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/3697565171161853370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/3697565171161853370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2007/10/um-desejo-pode-no-ser-utopia.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-6816448270369433845</id><published>2007-09-30T23:00:00.000+01:00</published><updated>2007-10-02T14:56:38.477+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Just friends&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Friends, é só isso mesmo, todos os amigos que a blogesfera me trouxe.&lt;br /&gt;Alguns mais conhecidos nos ciclos blogesféricos de que outros, todos para mim merecem a mesma atenção, deferência e admiração.&lt;br /&gt;Em posts, irei apresentá-los, procurando com isso, em alguns casos, emergi-los de um anonimato imerecido. A ordem será arbitrária, tendo como critério da escolha, os que são menos visitados, desconhecendo o propósito do destino, a sua qualidade não tem a divulgação merecida.&lt;br /&gt;Vou começar pelo Henrique Sousa. Escritor e professor, é o usurário do blog &lt;a href="http://naquela.horabsurda.net/"&gt;Hora absurda IV &lt;/a&gt;onde a crítica pertinente e mordaz nos é servida muitas vezes no prato da ironia. Para ilustrar um pouco o que escreve, apresento-vos um excerto do seu “Tratado”, compilação de textos publicados, intitulado &lt;a href="http://naquela.horabsurda.net/wp-content/uploads/2007/09/das_tinturra.pdf"&gt;Das Tinturra&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De certo pensarão que vos falar do dia de hoje, e pensam muito bem. Ora, morando nos arrabaldes de Leiria, foi enorme o meu regozijo ao ver uma loja que caiu em desuso andava a ser convertida em nova superfície comercial. A fachada foi vedada ao público até ao dia da abertura, e… qual não foi a minha (agradável) surpresa quando vi nascer uma…FARMÁCIA!&lt;br /&gt;Fantástico, pensei cá para os meus botões. Já não vou ter que caminhar uns bons quilómetros para comprar tintura de iodo de que tanto preciso para os pés. Dois ou três dias depois da inauguração, entrei na bem-dita farmácia, teci um rasgado elogio à iniciativa, e pedi se me podiam aviar um frasco de álcool iodado a 10%. Resposta imediata dos empregados trajados a rigor com bata branca.&lt;br /&gt;- Ah! Caro senhor, lamentamos muito, nós aqui não fazemos manipulações, terá que se dirigir a uma das farmácias de Leiria que fazem (ainda) dessas coisas. Sabe, hoje há o Betadine, o Senodyme, o vaiscontentemos-semdine, etc…&lt;br /&gt;- Está bem, percebo! Mas será que me podia então vender a tintura de iodo e o álcool que eu em casa manipulo?&lt;br /&gt;- Bem, o álcool pode compre-lo no Lidl, aqui a cem metros. Quanto à tintura de iodo…só por curiosidade, qual a marca que prefere? Vou ver se há!&lt;br /&gt;- Qualquer, desde que seja tintura de iodo!&lt;br /&gt;Passados dez minutos, aparece o solícito empregado (de bata já menos limpa), desculpando-se:&lt;br /&gt;- Sabe, não consigo encontrar tintura de iodo na base de dados. Sabe o nome comercial?&lt;br /&gt;- Experimente Tintex ou Tinturex ou IODOMAX ou Prolalex, FUNGOMAT, PEDATLETIX…&lt;br /&gt;- Ah, muito obrigado pelas sugestões.&lt;br /&gt;Entretanto vim cá fora fumar um “cigarrex”, enquanto o pressuroso empregado pesquisava a sua base de dados. De regresso ao interior, enquanto passava uma vista de olhos pela montra dos chanpôs e dos perfumes, o afadigado e empenhado empregado chama-me:&lt;br /&gt;-Caro senhor! Lamento (já a bata andava feita num oito), mas essa tintura não consta de nenhuma base de dados das farmácias.&lt;br /&gt;- Paciência! Lá terei de ir ao centro de Leiria. Mas tem aí algum medicamento para o pé-de-atleta?&lt;br /&gt;A face do empregado iluminou-se com um sorriso que ia de orelha a orelha. Abotoou-se e, num ápice, encheu-me o balcão com mais de vinte produtos – eram cremes, pós, sprays, inaladores, adesivos, cápsulas, injecções, clisteres, etc. – destinados a combater o pé-de-atleta. Começou então a falar das virtudes de cada um dos medicamentos, efeitos laterais e colaterais, manter afastado das crianças, não tomar durante a gravidez, evitar conduzir sob o efeito da pomada, não beber durante o tratamento, conservar em lugar fresco e seco (será para por no frigorífico?), etc..Resultado: lá trouxe uma pomadita que ando a pôr há uma semana mas o pé-de-atleta continua assanhado.&lt;br /&gt;Hoje fui ao centro de Leiria e passei por várias farmácias e perguntei por tintura de iodo. Nada! Não há, já não se usa, é perigoso, leve antes isto ou aquilo. Não, muito obrigada, eu quero tintura de iodo, o pé-de-atleta só passa com tintura de iodo.&lt;br /&gt;Se calhar, vou hoje a uma loja dos chineses perguntar se têm tintura de iodo para curar o pé-de-atleta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço Henrique.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-6816448270369433845?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/6816448270369433845/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=6816448270369433845' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/6816448270369433845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/6816448270369433845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2007/09/just-friends-friends-s-isso-mesmo-todos.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-8362334995051056772</id><published>2007-09-25T21:27:00.000+01:00</published><updated>2007-09-25T21:31:57.032+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;O Egoísmo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fundamentalmente, o egoísmo, é o sentimento do interesse pessoal, que alheio aos interesses dos outros, só a sua satisfação conta. Proveniente do instinto, pode ser astuto e sagaz, mas nunca inteligente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a Evolução ainda não foi suficiente para superar o instinto, o egoísmo tende acrescer com a civilização, que o excita de tal forma, que quanto maior for, mais hediondo é o seu efeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;De todas as imperfeições humanas, o egoísmo é a mais difícil de desenraizar, porque deriva da matéria, influência de que o homem, ainda muito próximo da sua origem, não pode libertar-se e para cuja manutenção tudo concorre à sua volta.&lt;/em&gt; Fenelon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O egoísmo é a fonte de todos os vícios, como a caridade é de todas as virtudes.&lt;br /&gt;Destruir um e desenvolver a outra, deveria ser o alvo de todos os esforços do homem, mas tarefa impossível, quando só o egoísmo o norteia e ignora por completo o significado da outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O egoísmo corrói a sociedade, é como uma doença contagiosa, de que poucos se livram do contágio. Perante o egoísmo dos outros, por vezes, a sua única defesa é ser egoísta também, acabando por ser o egoísmo a nortear, maioritariamente, as relações entre os homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem desejar ser feliz, é uma legítima pretensão, só que o seu conceito de felicidade, reside na satisfação dos seus desejos, em que uma voraz pretensão, o torna insaciável. Ainda um não está satisfeito, já outro se perfila no horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a obsessão pela satisfação dos desejos, motiva o aparecimento da cupidez, da inveja, do ciúme e do ódio, o predomínio do instinto, guia o seu comportamento e, a sua razão e discernimento, forjam-lhe um carácter baseado nas mais fortes sensações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lentamente, o ego, passou a ser o elemento básico para a sobrevivência da sua consciência de ser, exteriorizando-se na personalidade onde o orgulho e a arrogância são as sus características.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Enquanto nos demoramos nas teias da animalidade, costumamos centralizar a vida na concha do egoísmo. &lt;/em&gt;Kant&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo o egoísmo, o fundamento do comportamento humano, é difícil conseguir desalojá-lo, contudo, à medida que o homem se abre à espiritualidade, menos valor têm as coisas materiais e, a verdadeira felicidade vem ao encontro dele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-8362334995051056772?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/8362334995051056772/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=8362334995051056772' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/8362334995051056772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/8362334995051056772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2007/09/o-egosmo-fundamentalmente-o-egosmo-o.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-4653409797738550571</id><published>2007-09-23T13:55:00.000+01:00</published><updated>2008-12-13T02:57:19.463Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Power of Schmooze Award&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_QMZcflcIZT0/RvRQmNlv_5I/AAAAAAAAArQ/JqSEZy6O5IU/s400/schmooze_award1.JPG" /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;a href="http://conversasdexaxa4.blogspot.com/"&gt;Peter &lt;/a&gt;teve a gentileza de atribuir o prémio &lt;strong&gt;Power of Schmooze Award&lt;/strong&gt;, que agradeço.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Este prémio é uma tentativa de reunir os blogues que são adeptos dos relacionamentos "inter blogues" fazendo um espaço para ser parte de uma conversação e não apenas de um monólogo."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Não costumo dar grande importância às correntes premeadoras que correm nos blogs, não por menosprezo de quem me atribui os prémios, mas dos prémios em si, cuja proliferação acaba por lhes tirar qualquer sentido meritório, acabando por caírem numa vulgaridade que os contradizem.&lt;br /&gt;A aceitação deste, deve-se ao que o fundamenta corresponder ao que eu penso do que deve ser o relacionamento entre os blogs. Um agrupamento em que o diálogo é o seu fundamento, e não uma mera cortesia de visitas onde a essência do que se escreve se perde na habituação.&lt;br /&gt;Pessoalmente não tenho muita razão de queixa, mas custa-me ver alguns blogs, onde textos de superior qualidade, são apreciados com um simples, “Olá sou eu”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha escolha não é fácil, que me perdoem os que não mencionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Henrique &lt;/strong&gt;do &lt;a href="http://naquela.horabsurda.net/"&gt;Hora absurda IV &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Paulo Sempre&lt;/strong&gt; - &lt;a href="http://filhosdeumdeusmenor.blogspot.com/"&gt;Os filhos de um Deus menor &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Diogo &lt;/strong&gt;de &lt;a href="http://citadino.blogspot.com/"&gt;Um homem das cidades &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vladimir&lt;/strong&gt; - &lt;a href="http://vladimirdalapa.blogspot.com/"&gt;Vladimir da lapa&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Black Angel &lt;/strong&gt;do &lt;a href="http://www.pleasuredomedois.blogspot.com/"&gt;Pleasuredome II &lt;/a&gt;e &lt;a href="http://www.voyeurthree.blogspot.com/"&gt;Pleasuredome 1&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-4653409797738550571?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/4653409797738550571/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=4653409797738550571' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/4653409797738550571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/4653409797738550571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2007/09/power-of-schmooze-award-o-peter-teve.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_QMZcflcIZT0/RvRQmNlv_5I/AAAAAAAAArQ/JqSEZy6O5IU/s72-c/schmooze_award1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-3413784669197572209</id><published>2007-09-16T20:40:00.000+01:00</published><updated>2007-09-16T20:43:09.777+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;O banho&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O local escolhido para o picnic, nessa manhã de quinta-feira, foi a praia do Guincho. O grupo que ia confraternizar, constituído por três famílias amigas, pais e respectivos filhos, escolheram um lugar abrigado pelas dunas, onde aquele vento obstinado em encher a comida de areia, fosse o mais possível frustrado no seu intento.&lt;br /&gt;A praia, devido ao cedo da chegada, estava deserta, hora completamente surrealista para os profissionais do escaldão.&lt;br /&gt;O mar, apesar da maré baixa, tinha forte rebentação, o que aconselhava cuidados redobrados, não sendo aconselhável, qualquer tipo de banho com a água acima dos joelhos.&lt;br /&gt;Valente era o nome do filho de um dos casais. Rapaz de dezassete anos, estatura média, de constituição física rasando a obesidade, em tudo que fazia, procurava evidenciar o porte físico, como de musculatura se tratasse, as banhas que lhe tremelicavam no corpo.&lt;br /&gt;As corridas, o jogo da bola e a companhia do Sol, cada vez mais quente, acabaram por concorrer para um desejo irreprimível de refrescar o corpo.&lt;br /&gt;Todo o grupo se dirigiu à borda de água. Uns molhando os pés na vigia das crianças mais novas, outros com as cautelas necessárias, com a água pelo meio das canelas, onde o fluxo das águas, projectadas pela rebentação das ondas, fazia sentir a sua força, bem como a do refluxo, que não queria passar despercebido. Cada um refrescava-se como podia, fazendo uma concha com as mãos, ia-se regando. A gritaria, provocada pelo arrepio causado pelo frio da água, completava o quadro daqueles banhistas felizes.&lt;br /&gt;O Valente com sua peculiar exuberância, dava saltos a trás de saltos, com o intuito de salpicar tudo à sua volta, numa vontade sádica de ver todos molhados. Repreendido pelos pais, mais do que uma vez, após ligeiro intervalo, logo recomeçava a irritante brincadeira, para mal grado de alguns, que só não patenteavam ostensivamente o seu desagrado, por deferência aos pais.&lt;br /&gt;A sua euforia era tal, que não reparou numa onda, que rebentando do lado de cá da rebentação, provocou um fluxo de água maior do que era habitual, cujo ímpeto, derrubou o Valente, obrigando-o a rebolar na areia alguns metros, o que teria sido, para os que tinha estado a molhar, um castigo merecido, caso o refluxo, também mais forte, não o tivesse puxado para dentro do mar e, desaparecido no turbilhão provocado pelo encontro do fluxo e refluxo das águas.&lt;br /&gt;O primeiro grito foi o mãe, seguido pelo impulso irreflectido do Miguel, outro dos jovens do grupo, com mais um ano do que o Valente, em se atirar ao mar, na tentativa de socorre o amigo, mas que o pai ao aperceber-se das suas intenções agarrou-o.&lt;br /&gt;O mar aos olhos de todos, sem saber, cresceu e as ondas tornaram-se aterradoras. Na praia o desespero tomou conta de todos. À aflição da mãe juntaram-se as outras, enquanto os homens sem saberem o que fazer ao certo, procuravam o socorro que não existia.&lt;br /&gt;O pai do Valente que era militar, procurava manter a calma, mas acabou vencido, sentando-se no chão a chorar. Por mais que olhassem, do Valente nem sombra, só a espuma que cavalgava a cristas das ondas era visível e, o barulho da rebentação, desiludia qualquer esperança.&lt;br /&gt;De repente alguém do grupo gritou:&lt;br /&gt;- Está ali! Está ali! Olhem!&lt;br /&gt;Do lado de fora da rebentação, o Valente, de braço no ar, acenava e a cabeça fora de água gritava. O vento soprou a esperança; estava vivo! O alívio trouxe o discernimento, e este mostrou que era impossível ultrapassar a rebentação para o ir buscar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, um dos pais teve a ideia de ir a Cascais pedir ajuda a um barco, que por mar, o fosse resgatar e, partiu correndo para o automóvel, enquanto o os pais do Valente gritando, lhe tentavam dar ânimo infrutiferamente, pois o som da rebentação, que entrepunha entre eles, não permitia que as recomendações chegassem a ele.&lt;br /&gt;Todo o grupo não tirava os olhos dele, na esperança de o não perder de vista, ele, possivelmente, consciente de que estava a ser visto, deixou de acenar, mantendo-se quieto átona de água, tirando partido da sua gordura, flutuava.&lt;br /&gt;O pai com os braços tentava dar-lhe indicações para se afastar da zona de rebentação, nadando para fora. A esperança, a pouco e pouco tornou-se na certeza de que o salvamento era uma questão de tempo e, a preocupação de fixar o olhar nele, não os deixou aperceber de que não estavam parados mas a andar na praia para o poderem seguir.&lt;br /&gt;A maré de vazia, estava tornar-se cheia e, uma corrente traiçoeira arrastava-o ao longo da costa, na direcção das rochas onde a praia findava. Conscientes de que a velocidade da corrente o ia atirar contra as rochas, antes da chegada de qualquer socorro por mar, o desespero voltou a tomar conta deles, e mãe desesperada, voltava a gritava por ele.&lt;br /&gt;O grupo, impotente, assistia à tragédia que se avizinhava, quando sem darem por isso, alguém passou por eles correndo, só sendo notado, quando o viram mergulhar e nadar em direcção à rebentação. Entreolharam-se mas estavam todos presentes, o estranho não era nenhum deles.&lt;br /&gt;Também ele desapareceu na rebentação, mas pouco depois voltou a aparecer, já do lado de fora, nadando ao encontro do Valente.&lt;br /&gt;- Não se agarre a mim! – Gritou quando chegou ao pé dele. – Está bem?&lt;br /&gt;- Estar bem, estou, só não sei é como conseguir vencer a rebentação para voltar, a corrente está muito forte.&lt;br /&gt;- Pois está e, as rochas já estão perto. Tentos de tentar furá-la, ou vamos bater com os ossos nas pedras.&lt;br /&gt;- Só não vejo como, com este mar.&lt;br /&gt;- Vamos nadar até à rebentação, esperamos por uma onda grande e tentamos surfar nela. Se a apanharmos na altura certa ela empurra-nos para terra.&lt;br /&gt;Nadaram para a rebentação e aguardaram a onda maior. Quando chegou a sétima, o desconhecido deu-lhe a mão e, com a outra tentaram nadar para acompanhar o correr da onda, o que conseguiram por uns segundos, para depois serem envolvidos no seu rebentar e, no turbilhão da espuma desaparecerem os dois.&lt;br /&gt;A aflição não na praia reapareceu, mas por pouco tempo, pois fluxo da onda em direcção à praia, trazia os dois, rolando violentamente na areia do fundo, acabando por darem à costa.&lt;br /&gt;O Valente que se encontrava de bruços na areia, não se mexia, atordoado pelo rodopio da água. Foi prontamente socorrido por todos. Levantaram-no, mas logo dobrou os joelhos e, começou a vomitar a água que bebera no rafting forçado. Combalido e meio tonto, fazia um esforço por se manter direito, o que foi conseguido, com duas estaladas que o pai lhe deu. Homem de mão pesada, o efeito foi não se fez esperar e o Valente já se queixava mais do tratamento do pai do que do mar.&lt;br /&gt;A euforia do reencontro era grande, enquanto a mãe, olhando à sua volta, procurava o desconhecido para lhe agradecer. Mais ninguém além deles estava presente. Procuraram no areal, foram até às dunas, mas nada, a praia encontrava-se vazia como quando eles tinham chegado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-3413784669197572209?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/3413784669197572209/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=3413784669197572209' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/3413784669197572209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/3413784669197572209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2007/09/o-banho-o-local-escolhido-para-o-picnic.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-8352423637227825615</id><published>2007-09-09T20:10:00.000+01:00</published><updated>2007-09-09T20:11:43.632+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Aula de paleontologia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;A sala, redonda, tinha o aspecto de um anfiteatro, onde as bancadas, lotadas, em forma de degraus, desciam até um pequeno parapeito que circundava a parte central.&lt;br /&gt;No centro, sob forte iluminação, encontrava-se uma mesa rectangular, sobre a qual se podia ver o fóssil recentemente encontrado.&lt;br /&gt;A excitação manifestada pela assistência, devia-se ao facto de, pela primeira vez na história dos estudos paleontólogos, o esqueleto fossilizado do animal que ia ser observado, não só estava em excelentes condições de conservação, como, o mais importante, estava completo, não lhe faltando nenhum osso.&lt;br /&gt;O convívio que se estabelecera bancadas, foi interrompido com a entrada do professor que, sem perder tempo com preliminares introdutórios, começou a aula, apontando para uma das extremidades do fóssil.&lt;br /&gt;- Esta formação óssea, apresenta diversos ossos articulados, que nos permitem identificar a sua forma arcaica de locomoção.&lt;br /&gt;Depois, subindo um pouco, continuou a observação do fóssil:&lt;br /&gt;- Estes ossos compridos, pela robustez que apresentam, conclui-se que o tronco que sustentavam teria um grande peso, devido às exageradas dimensões dos órgãos que alojava, destacando-se o aparelho digestivo. Esta forma primitiva de absorção de energias, também era utilizada como meio de auto satisfação. Agora reparem, - continuou ele - nestes ossos paralelos ao tronco. O seu tamanho desproporcionado em relação à parte superior do corpo, faz-nos crer, que muito do que chamamos actividade mental, era feita por eles, uma forma grotesca de manusear os pensamentos.&lt;br /&gt;Por fim chegou à outra extremidade.&lt;br /&gt;- O fóssil é encimado por uma cabeça, chamemos-lhe assim. Observem que, o que sobra na dimensão dos braços, falta na cabeça. Com metade da dimensão da nossa, alberga inevitavelmente um cérebro pelo menos com metade do nosso. As suas funções muito primárias e condicionadas pelos instintos, ainda não conseguiram libertar-se dos genes primitivos da criação. A fixação pela sobrevivência é demasiado evidente. Esta manifesta falta do saber do conhecimento, condicionam-lhe o sensitivo, que só expressa uma forma de vida, onde o ego impera.&lt;br /&gt;Após uma curta pausa, olha em redor a assistência e continuando sem emitir um único som, pergunta:&lt;br /&gt;- Alguém quer fazer alguma pergunta?&lt;br /&gt;A resposta, sem sonorização, não se fez esperar:&lt;br /&gt;- Como podemos classificar esta espécie?&lt;br /&gt;- É uma variante tardia da espécie Homo, com cerca de 1,5 milhões de anos, aquém pelo seu grau de evolução em relação às variantes anteriores Habilis e Erectus, lhe chamaram erradamente de Sapiens, quando o seu verdadeiro nome deverá ser Predador. &lt;strong&gt;Homo Predador&lt;/strong&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-8352423637227825615?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/8352423637227825615/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=8352423637227825615' title='25 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/8352423637227825615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/8352423637227825615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2007/09/aula-de-paleontologia-sala-redonda_09.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><thr:total>25</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-4915145498495393975</id><published>2007-09-01T23:12:00.000+01:00</published><updated>2007-09-01T23:15:35.821+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Bandeiras de oração&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia, Frederico chegou atrasado ao refeitório e, na mesa onde usualmente almoçava com outros colegas de curso, seus amigos, o lugar que ocupava por direito da habituação, estava ocupado por outro estudante. Desapontado com a perca da companhia, não teve outra solução se não procurar outro local para comer.&lt;br /&gt;A contrariedade de não poder conversar com os colegas, deixou-o irritado, acusando de incompetente a funcionária da secretaria, por não ter sido mais diligente no atendimento. Se havia coisas de que gostava, conversar no refeitório durante o almoço era uma delas, havia sempre um assunto qualquer em discussão e, argumentar, mesmo utilizando falsas premissas, era para ele quase um desporto, onde exercitava toda a sua capacidade de argumentação. Quando todos diziam que ferro era ferro e ele contrapunha que era madeira.&lt;br /&gt;Não tinha outra alternativa, ou comia de pé, ou teria de partilhar outra mesa com desconhecidos. De bandeja na mão, deambulou por entra as mesas, mas a hora por ser de ponta, não estava fácil encontrar um lugar, outros retardatários também se candidatavam às vagas que iam ocorrendo. Após alguns insucessos, por ser menos rápido, ou estar em posição mais desvantajosa, em relação ao acontecer de alguma vaga, um lugar vagou mesmo ao pé de si.&lt;br /&gt;Sentou-se sem que os restantes ocupantes dessem por ele, a discussão que estava instalada não permitia desatenções, pois as argumentações, pelo empolgamento, saltavam na mesa, como se de uma bola de ping pong se tratasse.&lt;br /&gt;A curiosidade fê-lo apurar o ouvido e, como o tema em debate lhe era particularmente afecto, mentalmente entrou também na conversa, ajuizando as argumentações, concordando ou discordando com elas. Na sua opinião muita asneira estava a ser dita, percebia-se que falavam de um assunto onde não eram muito entendidos e que as afirmações eram mais provenientes do empírico do momento do que fundamentadas no conhecimento. Só um deles parecia ter alguns conhecimentos, mas como não era o mais habilidoso na dialéctica, a sua argumentação, mesmo quando certa, perdia-se nas imprecisões dos outros.&lt;br /&gt;A vontade de interferir na conversa era muita, mas o receio de não ser bem aceite, inibia-o de fazer qualquer comentário, quanto mais tomar algum partido.&lt;br /&gt;Já tinha acabado de comer o tradicional empadão de carne, depois de ter experimentar a sopa, que rejeitara e, protelava o descascar do pêro para prolongar a estadia na mesa, movido pela vontade de ouvir até que ponto, as “barbaridades” que eram ditas, podiam chegar, quando as posições dos três conversadores, se radicaram num impasse, cada um com a sua. Três hipóteses para a localidade do nascimento de Buda. Um defendia a Índia, o que deveria argumentar baseado em postais ilustrados, outro, partidário do Tibete, pareceu-lhe que via muitos programas televisivos e o terceiro, o que demonstrava ter mais conhecimentos consistentes, sem grande convicção, defendia o Nepal. Como o consenso não surgia e para que a dúvida não subsistisse, inconscientemente, em voz alta, manifestou a sua opinião:&lt;br /&gt;- Nepal!&lt;br /&gt;Não dando tempo a contraditório, ou qualquer protesto à sua intervenção, justificou a sua opinião, não perdendo a oportunidade de contestar muitas das afirmações que ouvira.&lt;br /&gt;Estupefactos pela intervenção do estranho, dois deles limitaram-se a ouvir o que ele dizia, até que, achando que a lição já chegava, levantaram-se e fora-se embora. O terceiro de nome Salvador, também nada dizia, não pelo desagrado da intervenção, mas pelo fascínio do que ela dizia. Timidamente começou a arriscar algumas questões, que prontamente eram elucidadas pelo Frederico e, o monólogo inicial, acabou numa interessante conversa, que esqueceu o tempo, só lembrado quando uma empregada os convidou a sair porque queria fechar o refeitório.&lt;br /&gt;A saída do refeitório, foi a entrada para uma amizade, que a empatia se encarregou de fortalecer. De gostos e interesses semelhantes, a espiritualidade e o prazer das viagens, era o que os mais uniam. Todos os anos, durante as férias, passaram a fazer grandes viagens juntos&lt;br /&gt;Muito interessados no budismo, passavam longas horas falando sobre a doutrina de Sidarta e de como deveria ser o comportamento humano, face a tão importantes ensinamentos. A veneração pelo grande mestre era tão grande, que a ideia de visitar a sua terra natal, tornou-se num desejo incontornável, mas o Frederico todos os anos, quando chegava a altura de escolher o itinerário, arranjava sempre argumentação para a opção ser outra, ficando o desejo de Salvador adiado, que insistia:&lt;br /&gt;- Temos de ser um pouco como os muçulmanos pá, que pelo menos uma vez na vida vão a Meca. É a sua convicção religiosa que os leva lá. Também deve ser nosso dever, pelo menos uma vez irmos ao Nepal, visitar o lugar onde nasceu Sidarta. Gostava muito de contactar com as pessoas, saber como vivem com a doutrina dele, tentar perceber tudo aquilo que a nós ocidentais nos escapa. Não acredito que as imagens de miséria que nos chegam reflictam toda a vida deles, tem de haver algo mais, que só lá pode ser descoberto. Tem de ser para o ano, concordas?&lt;br /&gt;A um ano de distância, concordar era irrelevante e, Frederico alimentava a pretensão sempre com um sim.&lt;br /&gt;Após tantas esperanças goradas, um dia, o sim colocou-os no avião que fazia a ligação entre Dili e Kathmandu. Jeans, camisa tipo safari, chapéu à moda de Indiana Jones, blusão tipo aviador, um lenço ao pescoço e botas cardadas, era a indumentária escolhida como a mais apropriada para a grande aventura. A bagagem era uma mochila cheia de mudas de roupa e artigos de higiene. A máquina fotográfica era o único adereço. Frederico nunca lhe disse nada, mas achava um pouco ridículo o lenço que Salvador usava. Grande e exuberante nas cores, era a imagem da sua maneira de ser, divertido, empenhado, generoso e um grande coração.&lt;br /&gt;A estadia no Nepal foi aproveitada ao segundo e o território explorado palmo a palmo. Uma ânsia de conhecer, guiava-lhes os passos e, tudo o que os olhos viam, era digerido com apetite voraz, seguido do êxtase dos sentidos. O etéreo trespassou-lhes o espírito e, uma sensação de pertencerem aquele lugar, impregnava-os de uma religiosidade, onde o sentido da existência se encontrava circunscrito ao convívio com aquele povo para quem a maior riqueza, era o sorriso e a cordialidade. Atraídos pelo íman da felicidade, chegaram a até equacionar não regressar, se tal não aconteceu foi mais pelo discernimento do Frederico, porque a vontade do Salvador estava rendida.&lt;br /&gt;Travaram conhecimento com um estudante, que a troco das refeições, servia de guia e intérprete. Uma das coisas que mais acharam pitorescas eram as inúmeras bandeiras, de diversas cores, que existiam por toda a parte, que presas em extensas cordas, rodopiavam freneticamente, apanhadas pelo vento forte que as montanhas sopravam.&lt;br /&gt;- São bandeiras de oração. – Explicou o guia. – São postas para homenagear alguém que morreu e pedirem a sua ajuda nesta vida. Também nelas é costume escreverem-se sutras.&lt;br /&gt;- E aqueles montes de pedra que também encontramos por todo o lado? – perguntou Salvador.&lt;br /&gt;- Também como as bandeiras, são orações aos mortos, uma forma de comunicarem com eles. – Elucidou o guia.&lt;br /&gt;No dia do regresso, choram a despedida com a firme promessa de voltarem. Deram tudo o que tinham, o dinheiro, as mochilas e as roupas, que dividiram pelas pessoas, inclusive os blusões de que tanto gostavam e tão caros tinham sido. Só as máquinas fotográficas tiveram direito ao regresso. De mãos nas algibeiras e, Salvador com o seu inseparável lenço ao pescoço, traziam só com eles a felicidade e a convicção de que a partilha das emoções só tinha estreitado ainda mais os laços afectivos entre eles.&lt;br /&gt;Alguns meses mais tarde, Frederico, inesperadamente, recebe a notícia de que o amigo tinha morrido. Mais trágico, tinha-se suicidado. O choque foi tremendo, inconformado, procurava a razão, que justificasse o que a dor não compreendia. Ainda na véspera tinham estado juntos, como foi possível ter-lhe voltado as costas, sem contar o que lhe ia na alma, teria feito tudo por ele. Como é possível os amigos procederem assim? Parte para sempre sem ao menos se ter despedido ou deixado pelo menos uma carta, ele não merecia isso, não merecia tal procedimento, não merecia ter ficado órfão dessa tão grande amizade, era o que sentia, uma grande orfandade da afectividade do amigo. Que se teria passado com ele de tão grande motivação, que não pudesse partilhar com ele? Eram amigos não eram? Não compreendia porque essa amizade tinha sido tão brutalmente interrompida. Fosse o que fosse que se tivesse passado, a sua amizade era tão forte, que teria ultrapassado tudo. Chorava o amigo, a incompreensão e a impotência da ajuda.&lt;br /&gt;Quando chegaram as férias, pegou na mochila, enfiou o chapéu na cabeça e partiu sozinho para o Nepal.&lt;br /&gt;Calcorreou todos os caminhos que tinha percorrido com o amigo, visitou todos os lugares onde tinham estado, voltou a viver as sensações que tinham partilhado, mas a magia do etéreo teimava em o não preencher. Em tudo havia um vazio, em tudo a saudade se manifestava e a incompreensão um tormento.&lt;br /&gt;Já perto do dia do regresso, ao passar junto das ruínas de um templo budista, a sua atenção foi motivada por uma fiada de bandeiras de oração. Ao princípio não percebeu a diferença, mas quando se aproximou, verificou que no meio das bandeiras coloridas, o inconfundível lenço do Salvador, esvoaçava ao vento.&lt;br /&gt;Confuso, procurou na memória e, esta lembrou-lhe o regresso, onde o lenço de Salvador tinha sido alvo da curiosidade das hospedeiras. Transpirava com a lembrança e com a mão a tremer agarrou uma ponta do lenço para se certificar que era mesmo o do Salvador. Com o lenço seguro, a certeza paralisou-o, não conseguia pensar, só tremia. Então verificou que o lenço tinha uma inscrição. Com a outra mão segurou a outra ponta para poder ler o que estava escrito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Desculpa não me ter despedido de ti, eu sabia que voltarias. Agora que me encontraste, nunca mais me separarei de ti…&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;As lágrimas escorriam-lhe em tal abundância pela face que não conseguiu voltar a ler. Abriu as mãos, soltou o lenço ao vento, respirou fundo e, a dor da saudade desvaneceu-se, para dar lugar a uma alegria, que só ele compreendia.&lt;br /&gt;Procurou pedras e fez um monte perto das bandeiras. Na última pedra, depois de limpa, escreveu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Onde quer que estejas, estarei sempre contigo, a minha amizade por ti, amigo, ultrapassa o temporal. Agora que te encontrei, posso regressar em paz.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-4915145498495393975?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/4915145498495393975/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=4915145498495393975' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/4915145498495393975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/4915145498495393975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2007/09/bandeiras-de-orao-naquele-dia-frederico.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-1867922124110535042</id><published>2007-08-04T21:31:00.000+01:00</published><updated>2007-08-04T21:58:54.545+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#33cc00;"&gt;&lt;strong&gt;Onde estiveste, Jesus?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;Locais de venda&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#6633ff;"&gt;&lt;a href="http://ondeestivestejesus.blogspot.com/"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Encerrado para férias&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por motivo de férias, o estabelecimento encontra-se encerrado até Setembro.&lt;br /&gt;Até lá, abraços e beijos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-1867922124110535042?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/1867922124110535042/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=1867922124110535042' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/1867922124110535042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/1867922124110535042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2007/08/onde-estiveste-jesus-locais-de-venda.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-730617992834101826</id><published>2007-07-29T14:20:00.000+01:00</published><updated>2008-12-13T02:57:19.521Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#33cc00;"&gt;&lt;strong&gt;Onde estiveste, Jesus?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;Locais de venda&lt;/span&gt;&lt;a href="http://ondeestivestejesus.blogspot.com/"&gt; &lt;/a&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;&lt;a href="http://ondeestivestejesus.blogspot.com/"&gt;aqui &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;O Islamismo ( IV )&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/RqyUkP100XI/AAAAAAAAAEY/gv_jIlG87r4/s1600-h/1018.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5092608629097681266" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/RqyUkP100XI/AAAAAAAAAEY/gv_jIlG87r4/s400/1018.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt; As grandes dissidências no Islão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;O Kharidjismo foi a primeira grande dissidência, que surgiu do desentendimento entre os soldados de Ali. A principal discordância do em relação ao Sunismo (a ortodoxia islâmica, aquela que seguia o originais ensinamentos de Maomé), era política. Eles acreditavam que qualquer cidadão deveria ter o direito de ascender ao Califado, desde que fosso islâmico. Porém, o Califa deveria ser julgado quanto ao cumprimento das suas obrigações, podendo ser deposto se não cumprisse adequadamente.&lt;br /&gt;Após a morte de Ali, que possuía muitos apoiantes, este foi transformado por muitos numa figura semi-divina. Ali, bem como os seus descendentes (filhos deste com a sua esposa Fátima, filha de Maomé) passaram a ser considerados mais importantes do que Maomé.&lt;br /&gt;É bom referir que os Califas eram, até ao tempo de Ali, ao mesmo tempo Malik (Rei) e Imam (líder religioso), porém o culto que se desenvolveu a Ali, tratava-o e também ao seu filho, Hussayn, como Imam. Este culto recebeu o nome de Xiismo. Os Xiitas, uma seita que persiste até aos dias de hoje, acreditam que Califado só pode ser exercido pelos descendentes directos de Ali, pois estes são naturalmente divinizados.&lt;br /&gt;Cada Imam tem o dom, concedido por Alá, de rever as escrituras, pelo que, a palavra de um Imam, é superior ao Alcorão e mesmo ao Imam anterior.&lt;br /&gt;A crença na divindade do Imam fez com que Xiitas não aceitassem os Califas e, sendo assim, desenvolveram vários ataques e revoltas ao longo de todo o Califado Omíada e depois, também no Abássida.&lt;br /&gt;Para os Xiitas, o Imam designa entre os seus filhos aquele que for apto para ser o futuro Imam. Isso estaria na base da dissidência no próprio seio dos Xiitas, quando o sexto Imam, Djafar, em vez de escolher para futuro Imam o filho mais velho, Ismail, como mandava a tradição, escolheu o filho mais novo, Musa. Muitos Xiitas não aceitaram Musa como Imam e passaram a venerar Ismail como seu Imam, ficando conhecidos por Ismailitas, um facção Xiita, considerada radical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;A expansão do Islão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi durante o governo de Uthman que a expansão dos domínios árabes tomou realmente a forma que viria a ter nos próximos anos, sobretudo durante a dinastia Omíada. Três foram os caminhos adoptados pelos Muçulmanos para expandir a sua fé e o controle temporal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;Oriente&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Depois da morte de Alexandre, o seu Império foi dividido entre os seus principais colaboradores, cabendo a Seleuco, o antigo Império Persa. A Ásia Seleucida foi desmembrada em diversos reinos: Arménia, Média Atropatena, Partia, Bactriana e Seleucida.&lt;br /&gt;Em 64 a.C., a Partia, sob a dinastia dos Arsácias, toma as demais regiões e forma o chamado Reino Parto. Os Partos, a Oriente, tornam-se os principais opositores à expansão romana. Em 224 d.C., um príncipe regional chamado Ardachêr, derruba a dinastia Arsácida e inaugura a dinastia Sassânida, com a qual ressuscita a antigo Império Persa.&lt;br /&gt;Os Sassânidas iriam oferecer mais problemas aos romanos do que os Partos, frustrando mesmo, todas as ambições de expansão. Dois imperadores romanos sucumbem nesta luta, Juliano e Valeriano.&lt;br /&gt;Depois da queda do Império Romano, os Sassânidas passam a disputar a hegemonia do Oriente com os Bizantinos. Em 628, Heráclito, imperador de Bizâncio, impõem uma tal derrota à Pérsia, que a dinastia Sassânida ficou sem possibilidades de se reerguer.&lt;br /&gt;Em 651, Yazdgard, último Grande-Rei Sassânida é morto pelos árabes depois de fugir de cidade em cidade, terminando a dinastia. A expansão árabe no Oriente não se limitou aos territórios persas, estenderam os seus domínios até ao Irão, Índia e certas regiões da China.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;Norte&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a expansão rumo ao leste se fundamentava na anexação dos territórios do Império Persa, para norte almejava a conquista de regiões do Império Bizantino. Estas conquistas foram as que menos lograram êxito, na fase inicial. Só mais tarde os turcos, vindos do Turquestão, invadiram a Capadócia, deram origem ao Império Otomano.&lt;br /&gt;As principais motivações desta frente de combate eram comerciais. Os árabes, que estavam sob a égide de um clã comercial (os Omíadas) desejavam banir os Bizantinos do comércio do Mar Mediterrâneo. Depois de conquistar a supremacia no Mediterrâneo, os árabes iniciaram a conquista de diversas ilhas e cidades costeiras, como Rhodes e Chipre, atacando também a Sicília e o sul da Itália.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Ocidente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A expansão árabe rumo ao Ocidente foi a que começou mais cedo, já no governo de Omar, motivada pelo sentimento revanchista que boa parte dos árabes nutria em relação aos abissínios (etíopes), pois estes, além de dominarem por longo tempo o Reino de Sabá, terem tentado impor o Cristianismo aos povos árabes pré-islâmicos.&lt;br /&gt;Durante o califado de Omar, as conquistas estenderam-se até Tripoli, Egipto e Abissínia. Esta frente foi suspensa no tempo de Ali, devido às diversas guerras internas durante o seu califado.&lt;br /&gt;Quando a dinastia Omíada se instalou, voltou os seus olhos novamente nesta direcção da expansão. Como naquele tempo, a tomada de Constantinopla não era possível, precisavam de atingir a Europa de outra maneira.&lt;br /&gt;Com as conquistas no norte de África, ocorreu um grande aumento da expansão do Império, bem como uma verdadeira revolução na máquina de guerra islâmica, ao acontecer a conversão dos Berberes, conhecidos pelas suas altas qualificações militares e estes, terem tomado a responsabilidade de invadir a Espanha visigótica.&lt;br /&gt;A conquista da Espanha (entre711 e 714) marca o início do apogeu do Império Islâmico, que dominava uma região maior do que a extensão máxima do Império Romano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haveria muito mais para contar, sobretudo no que nos toca directamente, mas ficará para outra oportunidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-730617992834101826?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/730617992834101826/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=730617992834101826' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/730617992834101826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/730617992834101826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2007/07/onde-estiveste-jesus-locais-de-venda_29.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/RqyUkP100XI/AAAAAAAAAEY/gv_jIlG87r4/s72-c/1018.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-3625159105616914039</id><published>2007-07-21T18:02:00.000+01:00</published><updated>2008-12-13T02:57:19.731Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Onde estiveste, Jesus?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;locais de venda &lt;a href="http://ondeestivestejesus.blogspot.com/"&gt;aqui &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O Islamismo ( III )&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/RqI8b_100VI/AAAAAAAAAEI/Wb17CgXXNMc/s1600-h/image004.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5089696980573409618" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/RqI8b_100VI/AAAAAAAAAEI/Wb17CgXXNMc/s320/image004.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A conquista da Arábia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Depois da conquista de Meca e destruídos os ídolos da Caaba, Maomé retornou a Medina, onde organizou expedições contra toda a Arábia Central. Estas expedições iriam colocar boa parte da península sob a autoridade do profeta, mas a sua união só seria conseguida um ano após a sua morte.&lt;br /&gt;Na peregrinação anual dos povos Árabes à Caaba, em 631, os peregrinos não encontraram as suas divindades, mas sim a Caaba transformada numa mesquita. Esta peregrinação marca a transição do politeísmo para o monoteísmo, instituído por Maomé.&lt;br /&gt;No ano seguinte, em 632, na sua peregrinação anual à Caaba, Maomé ensinou os rituais a serem seguidos nas visitas futuras e, num arrebatado discurso, declarou que a sua missão terminara, apelando à união de todos os Árabes em torno do Islão. Fechou o discurso perguntando a todos se havia cumprido a sua missão, como a resposta foi afirmativa, declarou que aquele seria o seu último discurso.&lt;br /&gt;Com 61 anos, idade avançadíssima para a época, após o regresso a Medina, falecia no oitavo dia de Junho de 632. O enterro de Maomé foi uma cerimónia simples, sem muita pompa, realizado em Medina no dia seguinte à sua morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;O Período dos quatro califas&lt;br /&gt;(Rasnidun)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sem ter deixado nenhum filho homem, não se sabia quem seria o seu sucessor, pelo que, apareceram muitos pretendentes que legitimavam a sua pretensão. Alguns desses pretendentes, entre os quais se encontrava Ali, o primo de Maomé, temiam que Abu Bakr, pelo seu carácter de liderança fizesse do sepultamento do profeta, uma forma de assumir o poder.&lt;br /&gt;De nada adiantaram as precauções dos candidatos à sucessão de Maomé, pois Abu Bakr e Omar (um importante membro da sociedade Caraixita, convertido em 619, e que tinha contribuído a para a conversão de boa parte da população de Meca, devido à sua popularidade), chamaram a si a responsabilidade de governar a Arábia e, apoiados um no outro, realizaram esta missão. Abu Bakr tornou-se no primeiro Califa, segundo reza a tradição, pois Maomé era o Profeta.&lt;br /&gt;Com Abu Bakr, inicia-se o Período dos Quatro Califas, no qual o Império Islâmico, propriamente dito, começa a tomar forma, com a consolidação de uma unidade religiosa, do que havia conseguido Maomé com sua uniformização da manta de retalhos étnico-religiosa que formava a Arábia. Este período foi muito conturbado, com o surgimento das primeiras dissenções religiosas no Islão e com a abertura das novas frentes de batalha, contra a Pérsia e o Império Bizantino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Abu Bakr (632-634)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Quando Maomé morreu, as diversas religiões árabes recuperaram força, alimentadas por diversos profetas, que tentaram a todo custo, a desunião do Islão, porém, a intervenção enérgica do novo califa, com a ajuda de Khalid ibn al-Walid, não só exterminou esses profetas, como apaziguou os Beduínos, conquistando-os. Enviou o seu general ao sul da península, que conquistou o Reino de Sabá e diversos Estados independentes do Iémen, Hadramaut, Omã e o litoral do Golfo Pérsico.&lt;br /&gt;Em 634, Abu Bakr adoece e morre, mas no seu leito de morte, não se esqueceu de recompensar o seu principal aliado, Omar e, designou-o como seu sucessor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Omar ibn al-Khattab (634-644)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Inicialmente séptico ao Islamismo, após a sua conversão, tornou-se num dos principais responsáveis pelo poder deste. Concentrou os seus esforços na conquista da Mesopotâmia, as antigas Judeia e Fenícia e expandiu até Alexandria, dominando as principais rotas comerciais. Os seus exércitos eram liderados por Khalid ibn al-Walid, que por todos os seus feitos em prol do Islão, ficou conhecido como “A Espada de Alá”.&lt;br /&gt;A viabilidade das conquistas devia-se à tolerância dos conquistadores, pois quando os árabes dominavam uma região, não a obrigavam a converter-se ao Islamismo, apenas impunham um pesado tributo, aos não islamizados, para financiar as novas conquistas.&lt;br /&gt;Do ponto de vista estratégico, cultural e económico, Omar foi muito eficiente. Ordenou a construção de três cidades que serviam de bases militares; Kufa, ao sul da antiga Babilónia; Basra, no Iraque; e Fostat, no actual Cairo. Com finalidade militar de defender e controlar a região, também eram utilizadas socialmente como pólos de islamização da região.&lt;br /&gt;Foi Omar quem organizou o calendário Muçulmano que é seguido hoje, foi ele que fixou a Hégira como marco zero do calendário islâmico.&lt;br /&gt;Organizou as finanças do império, criando o balanço (a diferença entre o receita e a despesa), organizando administrativamente os territórios conquistados sob as ordens de um governador e general, Wali, assistido por um Amir, responsável pela receita de cada uma das regiões conquistadas.&lt;br /&gt;O seu temperamento era de tal modo cruel que, em 644, levou um escravo enfurecido a causar-lhe um ferimento mortal. No leito de morte, ainda teve tempo de designar um conselho com seis membros com a função de eleger o novo Califa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Uthman ibn Affan (644-656)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;O conselho dos seis era formado por, entre outros, pelo próprio Uthman que, além de amigo de Maomé, havia desposado uma das suas filhas e Ali (primo do profeta). Este conselho acabou por eleger Uthman como novo Califa.&lt;br /&gt;Uthman ao contrário dos seus predecessores, não era uma figura famosa entre o povo, nem tão pouco um herói militar, era no entanto, um importante membro da aristocracia comercial de Meca, pertencendo ao clã Omíada. Desta forma, a eleição do novo Califa deu início à hegemonia da aristocracia comercial de Meca sobre o Califado.&lt;br /&gt;Com Uthman, os árabes tentaram dominar as mais importantes regiões comerciais do Médio Oriente e norte de África. Reconquistou Alexandria, que havia sido perdida para os bizantinos e a conquista da Palestina e da Fenícia foram consolidadas. Estas conquistas, no seu conjunto, possibilitariam o início da expansão marítima árabe, pois antes, nunca se haviam arriscado em águas mediterrânicas.&lt;br /&gt;A principal figura da expansão marítima foi Moawiya, o governador da Síria, que obteve sucessivas vitórias sobre a esquadra bizantina. Em 649, Chipre caiu nas mãos muçulmanas e, com este vento, o fim da hegemonia de Constantinopla sobre as águas do Mediterrâneo Oriental. Com as fronteiras consolidadas e com uma economia fortalecida, o Califa diminui o fervor expansionista dedicando-se a elaboração de um texto único para o Alcorão, pois a existência de textos conflituantes, (Maomé não sabia escrever, limitou-se a ditar o livro para outros) começava a gerar discórdias religiosas.&lt;br /&gt;Contudo, o governo de Uthman teve algumas vicissitudes que o tornaram muito impopular. O nepotismo (emprego de parentes e amigos em cargos públicos de confiança) seguido do esbanjamento do tesouro central, que diminuiu os recursos para fins importantes, como os militares. Por outro lado, a paragem da expansão acarretava o fim das presas de guerra e a diminuição dos impostos provenientes dos povos conquistados e não islamizados.&lt;br /&gt;A repercussão de tais factos, acaba por criar uma frente opositora formada por quatro figuras importantes na comunidade islâmica; Aysha, filha de Abu Bakr e principal mulher de Maomé; Ali, primo do profeta; al-Zuayr e Talha, ambos, assim como Ali, membros do conselho dos seis que elegeu o Califa.&lt;br /&gt;A situação tornou-se calamitosa, quando no final de 655, Amr, o governador do Egipto foi deposto pelo Califa que nomeara para o seu lugar um parente. Amr com os seus soldados tentaram depor Uthman, mas não lograram o sucesso. O Califa pediu auxílio ao novo governador do Egipto para que este sufocasse a revolta, que obedecendo, matou um importante general leal a Amr. A morte do oficial levou à revolta os exércitos do califado, que quando a notícia chegou a Medina, os soldados amotinados, invadiram o palácio e mataram Uthman enquanto lia o Alcorão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Ali ibn Talib (656-661)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Quando Uthman morreu, Ali tomou para si o título de Califa, no entanto, as circunstâncias nas quais o antigo Califa fora morto (lendo o livro sagrado) tornaram-no, inesperadamente, num mártir. Assim, Ali, que possivelmente instigara os exércitos contra Uthmana, foi considerado pelos seus antigos aliados e por Moawiya, governador da Síria, que era primo de Uthman, que com a sua morte herdara a chefia do clã Omíada, um usurpador.&lt;br /&gt;Ali por seu lado, contava com inúmeros aliados, entre os quais as três fortalezas árabes; Fostat, Kufa e Basra. A viúva de Maomé, Aysha, juntamente com outros dois inimigos de Ali, mudou-se para Basra, onde procurou sublevar a fortaleza contra o novo Califa.&lt;br /&gt;Vendo que a sua presença era indispensável junto dos exércitos, em especial na Mesopotâmia, Ali transfere a capital de Medina para Kufa e lá organizou as tropas e marchou contra os rivais, em 656.&lt;br /&gt;Desenrolou-se então a chamada batalha do camelo, onde Ali exterminou as tropas oponentes, além de matar al-Zuayr e Tallha e capturar Aysha, que politicamente deixou de ter qualquer influência.&lt;br /&gt;A morte dos seus inimigos serviu para consolidar as posições de Ali no Iraque, mas na Síria as coisas passavam-se de maneira diferente. Moawiya não aceitava o governo de Ali, a quem considerava um usurpador e, agora aliado com Amr, iniciou em 675, as suas ofensivas.&lt;br /&gt;A batalha de Siffin, na margem direita do rio Eufrades, em 675, foi decisiva, pois os exércitos de Ali estavam levando vantagem até que Amr, que comandava os exércitos de Moawiya, ordenou que todos os seus homens colocassem sobre as espadas folhas do Alcorão. Essa imagem fez com que as tropas de Ali desistissem de lutar, pois consideravam sacrilégio matar homens tão leais à sua fé. Além da desistência, os homens de Ali decidiram submete-lo a uma arbitragem, uma espécie de julgamento para decidir se a sua ascensão ao poder era legítima.&lt;br /&gt;Enquanto Ali se retirava do campo de batalha com os seus homens, cerca de metade deles veio insistir para retomarem o combate. O Califa achou prudente não aceitar a pretensão, pois estariam em menor número e a derrota inevitável. Diante da recusa da Ali, estes soldados desertaram, mas em vez de se passarem para o lado de Moawiya, formaram uma milícia religiosa, cujos seguidores foram apelidados de Kharidjitas. A formação da milícia marca o primeiro grande cisma do Islão.&lt;br /&gt;Depois da formação do kharidjismo, Ali teve que ocupar o seu tempo enfrentando-os, o que permitiu a Moawiya agir livremente, retomando o Egipto, cujo governo era leal a Ali e entregou-o a Amr. Em 660, em Jerusalém, proclama-se Califa.&lt;br /&gt;Ali finalmente derrotou os revoltosos Kharidjitas, na batalha de Nahrawan, nas margens do Tigre. Em 661, quando Ali organizava as suas tropas para marcharem contra a Síria, um kharidjita, disfarçado, invadiu a mesquita de Kufa e matou o Califa. Com a morte de Ali, o caminho ficou livre para as pretensões de Moawiya.&lt;br /&gt;(continua)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-3625159105616914039?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/3625159105616914039/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=3625159105616914039' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/3625159105616914039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/3625159105616914039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2007/07/o-islamismo-iii-em-nome-de-deus-o.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/RqI8b_100VI/AAAAAAAAAEI/Wb17CgXXNMc/s72-c/image004.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-3666032368715532822</id><published>2007-07-14T16:55:00.000+01:00</published><updated>2008-12-13T02:57:19.966Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Onde estiveste, Jesus?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Locais de venda &lt;/span&gt;&lt;a href="http://ondeestivestejesus.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;O Islamismo ( I I )&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/Rpj_cBek3wI/AAAAAAAAAEA/J72cIHAG5nk/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5087096636013076226" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/Rpj_cBek3wI/AAAAAAAAAEA/J72cIHAG5nk/s320/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Maomé o Profeta&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Maomé foi filho único de um negociante chamado Abdallah e de uma mulher chamada Amina. Não chegou a conhecer o pai, que faleceu numa das viagens, antes do seu nascimento. Quando tinha seis anos de idade, perdeu também a mãe, que só lhe legou alguns camelos, algumas ovelhas e uma escrava. Passou então a viver com o avô paterno, Abd al-Mottalib, que faleceu quando completou oito anos de idade.&lt;br /&gt;Sozinho no mundo, foi viver com o tio, Abu Talib, que era o lidere hereditário do clã, o que lhe dava um lugar proeminente no Conselho Coraixita de Meca. Abu Talib tinha um filho, que cresceu como irmão de Maomé e que, ao longo da sua adolescência, tornou-se o seu maior amigo, além de vir a ser um dos seus primeiros seguidores.&lt;br /&gt;Em casa do tio é iniciado na profissão de mercador, começando a realizar viagens para toda a parte, especialmente para norte, rumo às cidades do Império Bizantino e Persa.&lt;br /&gt;Reza a tradição de que numa dessas viagens, Maomé, com cerca de quinze anos, teria encontrado o eremita cristão Bahira, no deserto, o qual teria predito a missão do garoto e recomendado ao seu tio que protegesse dos inimigos.&lt;br /&gt;Vive e trabalha em casa do seu tio até aos vinte anos, quando em 591, se torna empregado de Khaddja, uma rica viúva de trinca e cinco anos.&lt;br /&gt;Durante cinco anos, passa a dirigir as caravanas e os negócios de Khaddja. Aos vinte cinco anos, casa com a patroa, agora com quarenta anos, idade muito avançada para a época e para as condições de vida da Arábia.&lt;br /&gt;Do casamento resulta tranquilidade financeira e status social e, o nascimento de sete filhos: três rapazes que morrem ainda bebés e quatro raparigas: Zeineb, Ummu, Keltsum e Fátima.&lt;br /&gt;Em 611, já com quarenta anos, Maomé inicia a sua vida profética; depois de distribuir avultadas esmolas aos pobres de Meca, retirou-se para as montanhas, onde iniciaria a sua meditação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;Meditação e Experiência&lt;br /&gt;A criação da nova Fé&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Alguns meses se iriam passar sem que Maomé regresse a casa. Durante esse tempo ele observa os céus, completamente entregue à meditação.&lt;br /&gt;Nos primeiros tempos da meditação nada acontece, mas, após algum tempo de isolamento, uma noite, enquanto dormia, sonhou com um anjo que lhe entregava um pergaminho e ordenava: Lê! Maomé, que era analfabeto, informou o anjo de que não sabia ler, mas o anjo continuou a ordenar a leitura. Sem escolha, obedeceu. Para sua surpresa, conseguiu ler tudo o que estava escrito no pergaminho e, quando acordou, sentiu que uma inspiração divina para escrever um livro havia descido até ao seu coração. A este livro, Maomé, viria a chamar Alcorão.&lt;br /&gt;A partir dessa noite, Maomé ficou com a convicção de ser o “escolhido” de Alá e, com a obrigação de pregar ao mundo a nova Lei. Regressa a casa, conta a sua experiência a Khdidja, agora uma anciã de cinquenta e cinco anos, que em vez de desdenhar do marido, torna-se a primeira convertida ao Islão. Nascia uma nova Fé.&lt;br /&gt;Com quarenta anos de idade, Maomé, encarnava um messianismo, facto fácil de compreender, visto por todos os lados haver os Kâhin, ou profetas, que preconizavam a vinda de um Messias até ao Juízo Final.&lt;br /&gt;Inicialmente, a sua pregação ficou restrita a um círculo muito pequeno, formado pela mulher, o primo Ali, o amigo Abu Bark, o escravo que adoptou como filho Zayd e o genro Uthman.&lt;br /&gt;Maomé aguardava que novos sinais dos céus lhe fossem enviados, porém, em quase três anos, nada aconteceu e, ele sentia inibido a iniciar a sua pregação para estranhos.&lt;br /&gt;Em 613, porém, um novo “contacto divino” foi estabelecido com Maomé, ele teve uma espécie de ataque epiléptico (hoje muitos historiadores suspeitam que o profeta sofresse de epilepsia), do qual, depois de voltar a si, contou as revelações. Na verdade, a partir dessa data, esses “contactos divinos” começaram a tornar-se mais frequentes, o que motivou o profeta a iniciar as suas pregações ao povo.&lt;br /&gt;As primeiras pregações não atingiram grandes proporções, mas por volta de 615, já havia um número elevado de recém-convertidos ao Islamismo. Nesse grupo podiam-se contar principalmente jovens dos grandes clãs Coraixitas, membros dos clãs Coraixitas menos influentes, muitas pessoas não pertencentes aos clãs Coraixitas e numerosos escravos.&lt;br /&gt;A conversão dos filhos dos grandes clãs começou a preocupar a elite Coraixita que não via com bons olhos algumas das práticas recomendadas por Maomé, tais como: a valorização da solidariedade, a doação de esmolas e o carácter profundamente monoteísta do Islamismo. Esta era a pior característica da nova religião, do ponto de vista dos Coraixitas, porque se ela se propagasse muito, poderia causar um colapso na economia de Meca que girava em torno de uma Caaba de pluralidade divina.&lt;br /&gt;Devido a esses pontos de conflito entre as elites de Meca e a religião de Maomé, iniciou-se uma forte perseguição ao seu culto na cidade. Tais perseguições, iniciadas em 615, originaram a dissidência de muitos convertidos e na fuga de outros para a Etiópia, onde o monoteísmo era aceite devido ao facto de no país, na época, ser cristão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;A Hégira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, Maomé não sofria nenhuma sanção dos Coraixitas, devido ao facto do seu tio, apesar de não se ter convertido ao Islão, permanecer como um dos membros do conselho da cidade e protegia o sobrinho. Além disso, Khadidja, sua esposa, era uma mulher muito rica.&lt;br /&gt;Porém, em 619, duas tragédias ocorreram de seguida para Maomé: primeiro Khadidja falece com 63 anos, pouco tempo depois, ocorre a morte do seu tio protector. Abu Talib, no leito de morte, recusou converter-se ao islamismo, o que geraria a crença, entre os seguidores de Maomé, de que iria para o inferno. Essa crença fez com que Abu Lahab, irmão de Abu Talib e novo chefe do clã de Maomé, se tornasse o pior inimigo dos muçulmanos, incentivando as perseguições, principalmente, ao próprio Maomé.&lt;br /&gt;Ao perder os seus apoios, Maomé, percebeu que a sua vida, caso permanecesse em Meca, correria perigo, o que o levou a tomar a decisão de abandonar a cidade e tentar instalar-se em Taif, uma cidade situada nas montanhas, próximo de Meca. No entanto, depois de alguns dias na cidade, foi expulso e obrigado a regressar a Meca. Tentou então o contacto com os chefes das tribos beduínas, mas fracassou em uni-las e mesmo em convertê-las, pois para estes, a unidade política não tinha sentido, amavam a liberdade e o nomadismo. Depois do fracasso diplomática frente aos beduínos, Maomé voltou a sua atenção para a cidade onde estava sepultado seu pai: Yathrib.&lt;br /&gt;A cidade de Yathrib havia sido fundada por três tribos judaicas fugidas da destruição da Judeia: os Nadhir, os Qorayza e os Qaynoqa. Porém, alguns anos após o estabelecimento destas no território, duas tribos árabes dissidentes do Iémen, os Khazradj e os Awz, chegaram à cidade e depois de dominarem os judeus, passaram a lutar entre si pela hegemonia. Os Awz, com quais os judeus se aliaram, venceram e passaram a controlar a cidade, num sistema semelhante ao de Meca.&lt;br /&gt;Maomé reuniu-se, em 620, com líderes dos seis clãs Khazradj, os minoritários, e converteu-os. Depois da conversão de parte dos membros da tribo Awz, Maomé recebeu, em 622, garantias de que poderia vir com os seus adeptos de Meca para Yathrib.&lt;br /&gt;Maomé voltou a Meca e organizou a partida dos seus seguidores, que em pequenos grupos, partiram para não levantar suspeitas. Ele e Abu Bakr foram os últimos a deixar a cidade. Ambos passaram por Qoba, onde Ali os esperava e os três marcharam para Yathrib, onde em 24 de Setembro de 622, fizeram a sua entrada triunfal.&lt;br /&gt;A Hégira, ou seja, a saída dos Muçulmanos de Meca e a sua ida para Yathrib, está concretizada. Na nova cidade Maomé é recebido com honrar e assume o posto de Malik. É de notar que as duas tribos iemenitas de Yathrib viram em Maomé e na nova religião tanto o Messias do qual os judeus da cidade falavam, quanto uma esperança para o fim das disputas entre ambas pelo poder da cidade.&lt;br /&gt;Chegado a Yathrib e obtido o poder, Maomé tornou a cidade a inimiga número um de Meca, tanto que esta passou desde o princípio ao confronto aberto contra o profeta. Foram oito anos, nos quais se por um lado Meca atacava, por outro Yathrib se defndia e fortalecia. Em oito anos, pode Maomé passar de Malik, lidere político, a Califa, lidere religioso (Íman), fortalecendo a sua cidade a ponto de empreender a conquista da rival.&lt;br /&gt;Quando da chegada do profeta a Yathrib, a cidade estava dividida em alguns grupos bem distintos quanto à sua orientação religiosa: havia o grupo de fiéis que havia migrado de Meca com Maomé, que estavam marginalizados social e economicamente na nova cidade; havia os convertidos de Yathrib, em especial a aristocracia da cidade, que apoiavam Maomé; havia os habitantes, aqueles que haviam aceite o Islão, mas não com plena convicção; havia também os pagãos que recusavam substituir as religiões antigas pelo Islão; e, por fim, os judeus, que praticavam a sua religião milenar baseada no Talmude e nunca aceitariam a conversão ao Islamismo.&lt;br /&gt;A maioria dos adeptos de Maomé que haviam imigrado com ele de Meca, não tinham sequer uma propriedade em Yathrib e, dessa forma, estariam condenados à miséria se não fosse a política de intervenção do profeta.&lt;br /&gt;Maomé não tardou em tomar as suas previdências. Das elites convertidas de Yathrib, ele tirava o apoio para realizar os seus projectos; quanto aos hesitantes, fazia de tudo para torná-los realmente fiéis ao Islão; aos pagãos, deu-lhes liberdade de culto, pois sabia que, na posição em que se encontrava, se fosse intolerante com aqueles que compunham a maioria da população, seria forçosamente derrotado.&lt;br /&gt;Porém, as atitudes mais marcantes do profeta foram em relação aos judeus e aos que emigraram de Meca com ele. Como os judeus eram os piores inimigos da sua Fé, Maomé decidiu iniciar uma política perseguição violenta aos judeus e, à medida que estes eram exterminados, os seus bens ficavam para os oriundos de Meca. Em oito anos exterminou as três tribos judaicas de Yathrib e impôs o medo aos pagãos que temiam serem as próximas vítimas de perseguições. Desta forma conseguiu as terras e bens dos judeus para os seus protegidos e ainda conseguiu forçar a conversão de boa parte dos pagãos, tanto que, em 628, Yathrib mudou o seu nome para Medina, ou seja a cidade do profeta, e o Estado de Medina constituía-se numa teocracia.&lt;br /&gt;Quando em Fevereiro de 628, Maomé resolveu realizar uma peregrinação a Meca, foi impedido pelos Coraixitas de entrar na cidade, mas firmou um acordo para voltar no ano seguinte. Em 629, voltou a Meca, com a permissão de ficar três dias, mas conseguiu prolongar a sua estadia realizando mais um casamento com Maimuna, filha do seu tio, al-Abbas, que não se convertera, e tio de Khalid ibn al-Walid, o maior general de Meca.&lt;br /&gt;Graças ao casamento, conseguiu a conversão de Khalid ibn al-Wlid. Este, no mesmo ano, liderou uma grande expedição contra as fronteiras do Império Bizantino, expedição que terminou em fiasco e a morte da maior parte dos muçulmanos, mas que foi uma demonstração de que as tropas de Medina estavam prontas para uma guerra definitiva contra Meca.&lt;br /&gt;No princípio de 630, o general recém convertido, liderou os exércitos de Medina até às portas de Medina. Maomé exigiu a entrada em Meca sem resistência e visitar a Caaba.&lt;br /&gt;Uma pequena força militar de Meca que ofereceu resistência, foi destruída pelas tropas muçulmanas e Maomé, junto com o seu exército marchou até à Caaba. Chegado lá, contornou o templo sete vezes e depois entrou; então tocou a Pedra Negra com o seu cajado e gritou: “Alá é o maior”. Em seguida, ordenou a destruição dos mais de trezentos e sessenta ídolos das várias religiões da Arábia, que havia na Caaba e, por fim, mandou que o tecto, onde havia um fresco judaico-cristão, fosse pintado. Era a conquista de Meca, a vitória de Maomé, o profeta de Alá. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;(continua) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-3666032368715532822?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/3666032368715532822/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=3666032368715532822' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/3666032368715532822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/3666032368715532822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2007/07/onde-estiveste-jesus-locais-de-venda_14.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/Rpj_cBek3wI/AAAAAAAAAEA/J72cIHAG5nk/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-365567297257741924</id><published>2007-07-07T19:57:00.000+01:00</published><updated>2008-12-13T02:57:20.165Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Onde estiveste, Jesus?&lt;/span&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Locais de venda &lt;/span&gt;&lt;a href="http://ondeestivestejesus.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O Islamismo ( I )&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/Ro_iYstt3oI/AAAAAAAAADA/DSJ4BIZTA1U/s1600-h/image12.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5084531418272226946" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/Ro_iYstt3oI/AAAAAAAAADA/DSJ4BIZTA1U/s400/image12.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Só a generosidade ganha genorosidade&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O Islamismo é uma religião monoteísta baseada nos ensinamentos de Maomé, chamado o “O Profeta”, contidos no livro sagrado islâmico, Alcorão. A palavra Islão significa submeter e, exprime a submissão à lei e à vontade de Alá. Seus seguidores são chamados de muçulmanos, que significa aquele que se submete a Alá.&lt;br /&gt;A história do islamismo é fascinante pela sua grandeza, refinamento, sabedoria e também pela forma como tão rapidamente se implantou fora das fronteiras da península arábica, para conquistar o mundo formando um grande império.&lt;br /&gt;É preciso conhecer um pouco da sua história para descobrir como um povo até então quase desconhecido, disperso em tribos, que só aceitava a autoridade e arbitragem de um “shaikh” eleito entre eles, unificou-se sob o impulso de uma nova pregação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O mundo islâmico antes de Maomé.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;No século VII, a península arábica era habitada por povos que levavam uma vida nómada, divididos por tribos, incapazes de construir uma federação. O deserto tinha as suas desvantagens e o comércio das caravanas era mais importante que a agricultura. Isso exigia muitas viagens e os homens iam muito além da península, à Síria, Abissínia, Iraque e Índia.&lt;br /&gt;Na Arábia central, estava localizado o Iémen dividido em numerosos principados e ocupado em parte por invasores estrangeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;Principados do Iémen&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Reino de Sabá&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem as suas origens no século VIII a.C., fundado pelos Sabeus, em torno do seu Rei-Deus. Em 115 a.C. os Himiaritas, povo que se encontrava sob o jugo dos Sabeus, passam a governar o reino e, o monarca perde o carácter divino. Com a conversão ao cristianismo dos seus vizinhos os abissínios (etíopes), sofrem da parte destes, diversas invasões que visavam a sua conversão ao cristianismo. Resistem até 340, quando os etópoes conquistam o Reino e mantiveram-no sob o seu poder até 378, quando os Himiaritas retomam o poder. Facto interessante é que, sob o domínio etíope não se converteram ao cristianismo mas ao judaísmo. Após um período de degradação, em 530, os etíopes voltam a retomar o controle sobre o Reino.&lt;br /&gt;Por volta de 540, uma grande represa construída na Antiguidade rompeu, alagando boa parte do território matando milhares de pessoas.&lt;br /&gt;O rompimento da represa fez com que a seca caísse sobre a região e, desta forma, muitos dos seus habitantes abandonaram o país e rumaram para o norte. Em 575 a pedido dos Himiaritas, a Pérsia invade a região, repõem-nos no governo e mantêm-lhes a soberania, mas com a condição de que a sua região se tornar uma satrápia persa.&lt;br /&gt;Em 632, o Reino de Sabá foi incorporado no Islão, com a sua conversão e anexação pelas tropas de Maomé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Reino Mineano&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reino organizado da mesma forma que o Reino de Sabá, ou seja, com um grupo étnico, os Mineanos, formando uma teocracia, cuja capital era Qarnaw. Estabeleceu-se por volta do século VIII a.C., ao norte do Reino de Sabá. Vizinhos, os dois Estados entraram em conflito várias vezes, até que, no seculo I a.C., pouco depois da ascensão dos Himiaritas no reino vizinho, o Reino de Mineano foi conquistado pelo reino de Sabá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Reino de Qataban e Reino de Hadramaut&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Reinos vizinhos, estabelecidos a leste do Reino de Sabá, a sua importância comercial residia no comércio com a Índia. Eram produtores de incenso e ouro.&lt;br /&gt;O Reino de Qataban estabeleceu-se por volta de 600 a.C., tendo por capital Tamma e, perdurou até 50 a.C. O Reino de Hadramaut estabeleceu-se por volta de 450 a.C., tendo como capital Shabwh e perdurou até ao início do século II.&lt;br /&gt;Não foram anexados pelo reino de Sabá, como o reino de Mineano, permanecendo autónomos. Devido ao comércio, os chefes regionais passaram a ser poderosos demais para obedecerem a uma autoridade central, ocorrendo uma gradual descentralização, até que os governantes das capitais não serem mais soberanos de todo o país. Desta forma, ficaram extintos os reinos.&lt;br /&gt;Essas regiões continuaram a exercer políticas independentes até à sua anexação pelo Islão em 632.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Reino de Petra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Este reino localizava-se numa região que não pertence à península Arábica. Por volta de 550 a.C., várias tribos nómadas do nordeste da península Arábica reuniram-se com o objectivo de protecção mútua, fundando a cidade Petra. Apesar de não terem conseguido conquistar muito espaço, o seu reino, semelhante a uma cidade-estado, prosperou tanto que ficou livre do domínio de Alexandre o grande.&lt;br /&gt;O Reino de Petra, constituído por tribos que se identificavam como Nabateus, auxiliou os Romanos na destruição da Judeia e, em 106, Trajano transformou o Reino de Petra em província Romana. Depois da queda de Roma, Petra nunca mais voltou a ser um reino autónomo, tendo pertencido ao Império Bizantino e depois ao Persa, até ser anexada pelo Islão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Império de Palmira ou Tadmor&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tadmor era uma cidade a noroeste de Damasco, cuja origem remonta a tempos muito recuados, mas só adquire importância quando do domínio romano, por ser o principal entreposto entre o Oriente (Pérsia, Índia, China…) e Roma.&lt;br /&gt;Apesar de muito efémero, o Império de Tadmor foi grande. A região, assim como Petra, foi uma das principais componentes do núcleo do Império Islâmico, especialmente no Califado Omíada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Reino dos Gassânidas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Reino dos Gassânidas foi fundado por volta de 400, por fugitivos do Reino de Sabá, quando foi conquistado pelos etíopes. No princípio, esses refugiados vivam em acampamentos itinerantes a sudeste de Damsco, porém, com o tempo, acabaram por fundar duas cidades: al-Yabiyah e Jilliq. As conquistas Persas transformaram-no numa possessão sua e, o reino perdeu a sua importância, ainda que o seu último soberano, Jaballah ibn-al Ayham, tenha oferecido feroz resistência ao Islão, só caindo diante dele na Batalha de Yarmuk, em 636, na qual contou com o auxílio bizantino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Reino de Hira&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como o Reino de Petra, o de Hira também era constituído apenas por uma cidade-estado. A cidade foi fundada a partir de um acampamento da tribo Tanukh que, desde 275, se havia estabelecido na actual Síria.&lt;br /&gt;Após terem tido participação na mudança dinástica do Império Persa (fim da dinastia Arsácida e início da Sassânida), edificaram uma cidade no local do seu acampamento permanente. Hira quer dizer em siríaco, acampamento.&lt;br /&gt;Apesar de ter nascido sob a influência persa, pendia entre os impérios Persa e Bizantino, mas os seus maiores inimigos eram os gassânidas que, em 580, queimaram a cidade.&lt;br /&gt;Após o incêndio a cidade nunca mais foi a mesma e, acabou por ser totalmente absorvida pelo Império Persa fazendo parte deste até ser conquistada pelo Islão em 633.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Estado de Kindah e os Beduínos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O centro da península arábica, em especial o planalto de Nedjd, era habitado por tribos nómadas conhecidas como Beduínos, que viviam no deserto e regiões semi-desérticas procurando oásis e alimento.&lt;br /&gt;Esta região nunca havia conhecido nenhum tipo de centralização política, nunca havia sido formado um reino no centro da Arábia, até que Hassan Tubba, doberano Himiarita do Reino de Sabá conquistou todas as tribos beduínas e pô-las sob a sua autoridade.&lt;br /&gt;Depois, Hassan Tubba cedeu a região ao irmão Hudjr, que fundou o Estado de Kindah, pelo que, o centro da Arábia, apesar de conquistado pelo Reino de Sabá, não passou a fazer parte dele.&lt;br /&gt;A dinastia de Kindah, só teve três representantes, o próprio Hudjr, seu filho e seu neto, Aretas que se tornou tão poderoso que chegou a ser rei de Hira ao mesmo tempo que governava Kindah.&lt;br /&gt;Após a morte de Aretas, em 529, os filhos iniciaram uma guerra entre si para lhe sucederem, as tribos beduínas aproveitaram-se da situação e declaram-se independentes novamente, acabando o estado de Kindah. Esta primeira experiência de unificação viria a ser aproveitada, mais tarde, pelo Islamismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O triângulo Meca – Ta’if - Medina&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nesta área limitada da Arábia Central, a existência do triângulo Meca – Ta’if – Medina, foi providencial. Meca, desértica, privada de água e de outros encantos, representava a África e o ardente deserto do Sara. Ta’if apresentava um aspecto mais europeu. Medina, ao norte, não era menos fértil do que a maior parte dos países asiáticos, como a Síria. Se o clima tem alguma influência sobre o carácter do ser humano, este triângulo, mais do que qualquer outra região da terra, era uma reprodução em miniatura do mundo todo.&lt;br /&gt;Do ponto de vista da religião, a Arábia era politeísta, com algumas crenças semíticas. Adoravam pedras e eram fundamentalmente supersticiosos, com a prática de jogos de adivinhação e oráculos. O povo de Meca tinha noção de um Deus único, mas acreditava também que os ídolos tinham poder para interceder junto a Ele. Não acreditavam na ressurreição e na vida após a morte. Tinham preservado o ritual da peregrinação à Casa de Deus, a Caaba. Uma instituição construída sob a inspiração divina por seu ancestral Abraão. Os 2000 anos que os separavam de Abraão haviam transformado a peregrinação num espectáculo de feira comercial.&lt;br /&gt;Apesar da pobreza em recursos naturais, Meca era o mais desenvolvido dos três pontos do triângulo. Meca era uma cidade-estado, governada por um concelho de dez chefes hereditários, que usufruíam de uma clara divisão de poder. Os chefes de caravanas gozavam de boa reputação e tinham permissão para visitar os reinos vizinhos, para efectuarem negócios. Embora não muito interessados na preservação das ideias e no registo escrito da sua história, cultivavam as artes e as letras, bem como a poesia, a oratória e as lendas.&lt;br /&gt;Ao sul da península, no Iémen, haviam formas de sociedade mais desenvolvidas. Importante porto, por ali passava todo o comércio vindo do Oriente, que penetrava no interior da península, através de caravanas de cameleiros que iam até à Síria. Persas e etíopes disputavam a posse de pontos estratégicos. Os sassânidas tinham o monopólio comercial do Oceano Índico e tentavam impedir a concorrência de Bizâncio, que pelo Egipto tenta infiltrar-se na região. Meca tornara-se um centro comercial importantíssimo, rota de passagem entre o Iémen e a Síria e o actual Iraque. Os árabes viviam nas fronteiras das duas grandes civilizações então existentes. A sua religião absorvia essa realidade, posto que a sua fé reflectia um pouco de todas as crenças populares do Oriente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É neste ambiente que, em 571, nasce Maomé, o homem que pregou a religião única, revelada aos árabes para complementar as revelações anteriores.&lt;br /&gt;(continua)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-365567297257741924?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/365567297257741924/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=365567297257741924' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/365567297257741924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/365567297257741924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2007/07/onde-estiveste-jesus-locais-de-venda.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/Ro_iYstt3oI/AAAAAAAAADA/DSJ4BIZTA1U/s72-c/image12.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-6389737421843168706</id><published>2007-07-01T17:38:00.000+01:00</published><updated>2007-07-01T17:45:05.965+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Poderá a ficção tornar-se realidade?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lili é uma mulher de corpo esbelto, bem tornado onde uma cintura fina fazia sobressair as ancas, peito não muito grande e hirto, cabelos compridos e loiros, olhos azuis. Calças justas, blusa de mangas à cava com decote generoso e lenço atado à volta do pescoço. O sapato de salto fino, não muito alto, condizia com a carteira.&lt;br /&gt;Vive numa bela casa, guia em belo carro desportivo, resplandece nas muitas festas que frequenta, todos os homens a cortejam e todas as mulheres a invejam.&lt;br /&gt;Feliz neste mundo das aparências, a sua única preocupação reside na escolha do parceiro, debate-se entre o Brad Pit e Jhonny Depp, dois homens belos, românticos e sedutores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toni é alto, corpo musculado e bronzeado, tipo surfista, cabeça rapada, como a nova moda impõem, brinco na orelha, para não destoar, um bonitão cheio de charme, aquém todas a mulheres se rendem. Vida de playboy e dotes de D. Juan, aliados a uma sexualidade de fazer as mulheres perder a cabeça, o seu lema é, usa e deita fora, tal é o assédio de que é alvo.&lt;br /&gt;Com carro espampanante, o apartamento é de menor importância, enquanto elas tiverem casa própria. Roupa de marca enche os roupeiros e uma carteira bem recheada. E suma um pequeno rei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isabel é uma vencedora, super inteligente, ela impõem-se na administração da empresa. A sua arrogância veste um fato com corte à homem, domina tudo e todos, a sua vontade é inquestionável. Déspota, usa motorista particular, a família um empecilho, o sexo, uma escapadela, que termina logo que satisfeito o apetite. Só o êxito faz sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O Dr. João D’Ávila é um homem rico, poderoso, a sua empresa é um caso sério de sucesso, o mais inteligente, movimenta-se como o mundo estivesse em dívida para com ele. Possui avião privado, Mercedes, iate, um palácio e uma família que lhe presta vassalagem. Não existem obstáculos que lhe resistam. Só o dinheiro tem significado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O capitalismo após uma primeira fase globalizadora, vê-se a braços com um desemprego que atinge números imagináveis, metade da população está desempregada.&lt;br /&gt;A falta de rendimentos que o desemprego ocasiona, reflecte-se inevitavelmente no poder de compra e, consequentemente, as vendas baixam. O capital é coagido, para não falir, a dimensionar a sua produção de acordo com a procura, acabando por criar uma elite consumista, da qual ficam excluídos os desempregados, que por necessidade de sustentabilidade, vêm em cada dia que passa, os seus subsídios diminuídos, reduzidos à condição mais primária de sobrevivência.&lt;br /&gt;Mesmo quando a união não faz a força, o número, só por si, pode meter medo, o que, do ponto de vista capitalista, poderia conduzir a um estado de descontentamento generalizado, incontrolável, de consequências imprevisíveis.&lt;br /&gt;Os G8s reúnem freneticamente na procura de uma solução, mas não chegam a um consenso na solução do problema, quase todas as propostas apontam para soluções drásticas, cujo resultado, demasiado perigoso, poderia ser catastrófico para eles.&lt;br /&gt;Verificando que, uma tomada de atitude drástica, não conduziria à solução do problema e esgotadas todas as ideias, resolvem abrir um concurso, com um prémio chorudo, uma espécie de Nobel, para quem apresentasse a melhor e mais viável solução.&lt;br /&gt;Choveram propostas, como se de uma tempestade tropical se tratasse, que pelo ridículo de umas e desumanidade de outras, não vou citar, mas só aquela, que por unanimidade, ganhou o prémio.&lt;br /&gt;Um jovem dos estates, só podia ser, apresentou à assembleia dos G8s o seu projecto.&lt;br /&gt;- Meus caros senhores, na minha opinião, pela experiência adquirida ao longo destes anos, é mais importante para as pessoas o imaginário, do que a barriga, como tal, é esse imaginário que deve ser o nosso alvo. O projecto que vos apresento, intitulado, Mais vale parecer do que ser, visa precisamente dar a possibilidade às pessoas de serem o que gostariam de ser. Uma vez inebriadas pela imaginação, tenho a certeza que a não trocarão por nada deste mundo, ficando o perigo de tumultos generalizados fora de questão.&lt;br /&gt;- Mas que imaginação será essa que as faça esquecer os problemas reais da vida? – Interrompeu um dos membros do conselho, com ar céptico.&lt;br /&gt;- V. Exas., certamente, já ouviram falar do jogo virtual Simes? Pois bem, o que proponho é o mesmo jogo, mas num grau de desenvolvimento muito pais elevado, onde as possibilidades de jogar sejam ilimitadas e o realismo quase perfeito. Nós já temos o programa desenvolvido e os resultados são fantásticos. Conseguimos que o jogador se projecte na personagem que cria, com uma tal intensidade, que acaba por se confundir com ela. Por outras palavras, esquece-se da realidade da sua existência para passar a viver a realidade que cria para o seu personagem, um mendigo poderá governar como um rei se quiser. O resultado que se espera, é que as pessoas esqueçam o que são, para passarem a ser o que imaginam.&lt;br /&gt;Quanto ao custo deste programa, podemos dizer que é zero, dependendo da esperança de vida, a sua rentabilidade para os governos que o implementarem. O equipamento, computador com o jogo instalado, não será comprado pelo utilizador, mas distribuído mediante uma mensalidade que lhe será descontada no subsídio, pequena, mas vitalícia.&lt;br /&gt;As famílias com diversos membros, poderão ter um servidor com tantos terminais, quantos os membros, com um pequeníssimo acréscimo por utilizador. A minha companhia também não venderá os equipamentos, funcionará num regime de sociedade com os governos, recebendo 70% das receitas, uma espécie de Plano Marshal.&lt;br /&gt;O programa ganhador foi implantado e o sucesso superou as perspectivas mais optimistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria era costureira. Tinha sido despedida de uma dessas multinacionais de índole esclavagista, que se tinha deslocado para outro mercado de escravos mais baratos. Rapariga mais perto da fealdade do que da formosura, forte, com ar desmazelado, passou a ser a vamp Lili.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;António mais conhecido por Toneca, era serralheiro de segunda, quando perdeu o emprego. Magrizelas de cabelo comprido e ar seboso, complexado com as raparigas, fugia delas com vergonha. Transformou-se no sedutor Toni.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verónica empregada de escritório, vivia em permanente conflito com o chefe da contabilidade na empresa onde estava empregada, antes e ser despedida. Não suportava aquele homem que manifestava a sua incompetência, no exercício da autoridade. Mãe de dois filhos, não se defendeu da passagem do tempo, levando uma existência inconformada, entre o trabalho e a casa. Sempre no fim, na escala das prioridades, esquecia-se muitas vezes dela própria. Criou a Madame Isabel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joaquim foi um dos apanhados nas malhas da austeridade governamental, reformado antecipadamente, quando foi utilizado o critério de selecção pela competência. Convencido de que o Sol quando nasce é para todos, trabalhassem muito ou pouco, reclamava a sua ausência na progressão da carreira, ainda que nada tenha feito para isso.&lt;br /&gt;Sonhava mais do que trabalhava e jogava com frequência nas lotarias, na esperança de concretizar os sonhos. O Dr. João D’Ávila era o seu ídolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A implementação da máquina dos sonhos, foi a maior revolução da Humanidade depois da Revolução Industrial. Satisfeitos os governos por não haver contestação, satisfeitos os capitalistas por continuarem a assegurar os seus negócios e a população flutuante, cada vez mais delirante por viverem na ilusão que quisessem.&lt;br /&gt;Auto encarcerados em casa, as suas vidas são transpostas para o computador, onde o dia a dia decorre conforme o apetecido, sem contrariedades nem impossibilidades, só interrompido para algumas escassas horas de sono.&lt;br /&gt;Nos laboratórios, já está a ser ultimada uma nova versão, aquela que mais excita os cientistas, conseguir que, durante o sono, continuem ligados ao computador e este, além da vida, lhes proporcione os sonhos que desejem, também.&lt;br /&gt;Com a subordinação total do homem à máquina, a paz estaria para sempre assegurada, porque os motivos que dão origem às guerras, deixavam de existir.&lt;br /&gt;Assim, a humanidade ficaria dividida em dois grupos. Os eleitos, a terem uma vida normal e, os que, por causa dos sonhos, se tornariam invisíveis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-6389737421843168706?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/6389737421843168706/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=6389737421843168706' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/6389737421843168706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/6389737421843168706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2007/07/poder-fico-tornar-se-realidade-lili-uma.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-1113781518583194040</id><published>2007-06-23T15:44:00.001+01:00</published><updated>2008-12-13T02:57:21.711Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Este já está&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não esfreguei a lâmpada de Aladino, mas o gigante acedeu ao meu desejo e, a apresentação do meu livro correu muito bem.&lt;br /&gt;Com apresentação do engenheiro Henrique Sousa do blog Hora Absurda e do doutor Firmino Mendes do blog Sopa de Nabos e com uma assistência de cerca de 50 pessoas entre amigos (dos quais muitos blogs) e familiares, o lançamento do livro superou a minha expectativa.&lt;br /&gt;Quero agradecer a todos que estiveram presentes, a todos que simpaticamente me enviaram mensagens e ainda a todos aqueles que por imprevistos de última hora, não puderam estar presentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A TODOS, TODOS O MEU MUITO OBRIGADO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/Rn0ymC-2iII/AAAAAAAAABw/f6JmnhuZpGc/s1600-h/P1010009.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5079271583960696962" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/Rn0ymC-2iII/AAAAAAAAABw/f6JmnhuZpGc/s400/P1010009.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Estes? Claro, sou eu e o meu livro!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/Rn00vC-2iOI/AAAAAAAAACg/n32rXUNHdNQ/s1600-h/P1010015.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5079273937602775266" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/Rn00vC-2iOI/AAAAAAAAACg/n32rXUNHdNQ/s400/P1010015.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Um dos momentos da apresentação. Não me engasguei muito.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/Rn007y-2iPI/AAAAAAAAACo/jhLfu2vpmKY/s1600-h/P1010020.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5079274156646107378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/Rn007y-2iPI/AAAAAAAAACo/jhLfu2vpmKY/s400/P1010020.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Amigos e filha, porque para o ditado estar completo só me faltava escrever um livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/Rn00KS-2iNI/AAAAAAAAACY/n73pAqS6Lq4/s1600-h/P1010003.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5079273306242582738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/Rn00KS-2iNI/AAAAAAAAACY/n73pAqS6Lq4/s400/P1010003.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Familiares&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/Rn0z6i-2iMI/AAAAAAAAACQ/oy4NXv-kw7Q/s1600-h/P1010004.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5079273035659643074" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/Rn0z6i-2iMI/AAAAAAAAACQ/oy4NXv-kw7Q/s400/P1010004.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Mais amigos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/Rn0zni-2iLI/AAAAAAAAACI/Z70fWLzwfSA/s1600-h/P1010001.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5079272709242128562" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/Rn0zni-2iLI/AAAAAAAAACI/Z70fWLzwfSA/s400/P1010001.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Não fiquei muito bem na fotografia, mas estava feliz&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/Rn0zGS-2iKI/AAAAAAAAACA/vHdDddKVRbU/s1600-h/P1010002.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5079272138011478178" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/Rn0zGS-2iKI/AAAAAAAAACA/vHdDddKVRbU/s400/P1010002.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A minha cara metade, bonita como sempre.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/Rn0y2S-2iJI/AAAAAAAAAB4/n4HrzDJb5UU/s1600-h/P1010006.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5079271863133571218" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/Rn0y2S-2iJI/AAAAAAAAAB4/n4HrzDJb5UU/s400/P1010006.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Uma vista geral do Ondajazz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/Rofvustt3nI/AAAAAAAAAC4/qUmbuXT9LzI/s1600-h/P1010022.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/Rofvustt3nI/AAAAAAAAAC4/qUmbuXT9LzI/s400/P1010022.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5082294290066824818" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Confraternização de Amigos, no jantar que se seguiu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;Se tudo correr bem, para o ano há mais.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-1113781518583194040?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/1113781518583194040/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=1113781518583194040' title='36 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/1113781518583194040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/1113781518583194040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2007/06/blog-post.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/Rn0ymC-2iII/AAAAAAAAABw/f6JmnhuZpGc/s72-c/P1010009.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>36</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-4733090832006843878</id><published>2007-06-09T21:22:00.000+01:00</published><updated>2008-12-13T02:57:22.218Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Lançamento do livro&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/RnL1-y-2iGI/AAAAAAAAABg/2_VhPerDp8A/s1600-h/Onde.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5076390189186058338" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/RnL1-y-2iGI/AAAAAAAAABg/2_VhPerDp8A/s400/Onde.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No próximo dia 21 de Junho, pelas 19h30, vai ter lugar a sessão de lançamento do meu primeiro livro “Onde estiveste, Jesus?” no Ondajazz - Travessa Arco de Jesus,7 Campo das Cebolas. Estão todos convidados.&lt;br /&gt;Não vale a pena disfarçar, a emoção é grande.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-4733090832006843878?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/4733090832006843878/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=4733090832006843878' title='42 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/4733090832006843878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/4733090832006843878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2007/06/lanamento-do-livro-no-prximo-dia-21-de_09.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/RnL1-y-2iGI/AAAAAAAAABg/2_VhPerDp8A/s72-c/Onde.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>42</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-6870194356904913118</id><published>2007-06-02T15:35:00.000+01:00</published><updated>2007-06-02T15:49:32.828+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Coisas do Mar&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A traineira que zarpara de Sesimbra por volta das 23.00 horas, dobrava o cabo Espichel, rumo ao Atlântico que banha o areal que se entrepõem entre a Costa da Caparica e a Praia do Meco, cinco milhas, mar adentro.&lt;br /&gt;Este era o local escolhido pelo mestre da embarcação, para pescar sardinha, estávamos na época dela e, os cardumes silenciosos, em águas não muito profundas, deslocavam-se ao longo da costa. A campanha em amena conversa, acomodava-se num camarote colectivo, situado à proa, enquanto o mestre da embarcação e o mestre da aberta, um de mãos na roda do leme e outro de olho na sonda, perscrutavam as águas frias do oceano, na procura dos cardumes.&lt;br /&gt;Por volta das 02.00 horas, o mestre da aberta, apontando para a grafia das ondas visíveis no visor da sonda, que flectiam o aparecimento de um cardume, indagou o mestre da embarcação, qual era a sua opinião em relação à dimensão do cardume.&lt;br /&gt;      - Não me parece mau, deve dar pelo menos meio porão de peixe.&lt;br /&gt;Chamada a campanha, deu-se início às manobras de cerco ao cardume.&lt;br /&gt;O cerco consistia em lançar ao mar o bote que se encontrava à popa, varado sobre as redes que a ele tinha fixada uma das extremidades, enquanto a traineira descrevia um círculo à volta do cardume, terminando o seu rumo quando voltava a encontrar o bote, unindo as duas extremidades da rede. Ficava em tão formado um saco sem fundo. Suspensa átona de água por bóias de cortiça, a parte inferior mergulhava nas águas devido ao peso dos chumbos colocados nela. Desta forma, o peixe ficava aprisionado, mas para o trazer à superfície era necessário fechar o saco na parte inferior, que puxado para cima, obrigaria o peixe também a vir à superfície. O lançamento da rede, o posterior fecho do saco e o alar da rede, eram dirigidos por um homem experiente, o número dois do pesqueiro, o mestre da aberta.&lt;br /&gt;Como em todas profissões, há dias que não correm também como outros e, nessa noite, o bote, preso nas redes, teimava em não querer deslizar para dentro de água. O mestre da aberta, de nome João, em cima das redes procurava desesperadamente soltar o bote, consciente de que o cardume não se compadecia com atrasos.&lt;br /&gt;A ansiedade de quem sabe, que nem sempre a sorte está do seu lado e, quando ela aparece não pode ser desperdiçada, no seu esforço para descer o bote, negligenciava a segurança que tanto obrigava os outros a observar e, num momento de infortúnio, o bote solta-se, cai na água, arrasta a rede e o destino impiedoso leva a rede a arrastar o mestre da aberta, ensarilhado nela, para dentro de água.&lt;br /&gt;      - O João caiu ao mar! O João caiu ao mar! Parem o barco! Parem o barco, pelo amor de Deus! - Gritava um dos pecadores que assistira à queda, gesticulando freneticamente para o mestre que se encontrava na cabine do leme.&lt;br /&gt;Os outros prontamente correram para a amurada, na esperança de o verem e o poderem socorrer, mas noite escura como breu, não permitia qualquer visibilidade, onde o mar e céu, se confundiam na escuridão.&lt;br /&gt;Mas se a visibilidade era praticamente nula, a aflição dos que estavam abordo aumentava conforme o barco, mesmo com o motor parado, impelido por uma inércia cruel, se afastava cada vez mais do local onde o bote se encontrava a flutuar.&lt;br /&gt;Enquanto os colegas, correndo da popa à proa, em ambos os bordos, empunhando varas e chalavares, desesperavam na busca, a rede, que arrastava o João para o fundo, descia lentamente nas águas escuras do oceano.&lt;br /&gt;Após a surpresa da queda e, tomou consciência do que se estava a passar, tentou libertar-se das redes, mas estas, como ainda não estavam esticadas, tufadas, prendiam-lhe as botas de água de cano alto até às virilhas. Como era um homem que não perdia a calma facilmente e um razoável nadador, em apneia, com os filhos na mente e nos lábios cerrados, Nossa Senhora dos Navegantes, aguardava que a rede, na sua descida, ficasse esticada.&lt;br /&gt;Entretanto, com o motor no mínimo à vante, o mestre deu meia volta e colocou o barco a pairar perto do local onde o João tinha caído ao mar, ordenando que todas as luzes da faina do convés fossem acesas.&lt;br /&gt;Já a cerca de dez metros de profundidade onde os segundos pareciam uma eternidade, pode ver a claridade das luzes do barco reflectidas na superfície do mar. O primeiro impulso, foi agradecer à sua padroeira, mas ao tentar abrir a boca, a água que engoliu, obrigou-o a fechá-la.&lt;br /&gt;Os companheiros, para quem o andamento do relógio não era o mesmo do João, contavam o tempo, na esperança de que este, num gesto piedoso, andasse mais devagar.&lt;br /&gt;      - Já lá está há dois minutos! Alguém gritou desesperado. Enquanto outros, prevendo o fim da ampulheta da vida, começavam a chorar o amigo.&lt;br /&gt;A rede que entretanto tinha parado a sua descida, não esticava, pois o banco de areia onde ela poisara estava a uma profundidade inferior à altura da rede. João sentado no fundo, faz um esforço tremendo para descalçar as botas, que cheias de água, eram um lastro fatal. A apneia estava a esgotar-se, quando conseguiu tirar a última bota.&lt;br /&gt;      - Ai meu Deus! Já passaram três minutos! Está morto! Está morto! Gritou um dos pescadores por entre soluços. Debruçada sobre a amurada, a esperança de alguns, teimava em não ir borda fora, continuando a gritar por ele.&lt;br /&gt;Agarra-se a rede e tenta desesperadamente subir por ela, mas laça, em vez de lhe proporcionar uma subida rápida, não, ia descendo à medida que ele a puxava. A força anímica, começava a negar-lhe a sua ajuda e, uma sensação de abandono motivada pela resignação, começou a insinuar-se.&lt;br /&gt;     - Quatro minutos! Acabou! Maldita vida esta! – Foi a vez do mestre manifestar o seu pesar. A maior parte dos homens, sentados no convés choravam a perda do amigo. Na amurada, alguns, pateticamente, continuavam a gritar por ele, o mais junto que podiam da água, como que implorando ao amar a devolução do amigo.&lt;br /&gt;Num momento, a rede esticou e, com último alento da vontade, da qual o ar já não fazia parte, começou a subir por ela rapidamente e, mais rápido acabou por ser a subida, quando começou a ser audível o pranto que se instalara a bordo da embarcação.&lt;br /&gt;Emergiu perto do bote, tossindo a água bebida, que lhe dificultava a ânsia de respirar.&lt;br /&gt;Com uma não, agarrada ao bote, chorou, chorou, primeiro a salvação, depois, o agradecimento à devoção.&lt;br /&gt;Refeito, verificou que a traineira se encontrava a poucos metros e, quando ouviu, o choro convulsivo dos companheiros, voltou a chorar com eles. Depois, içou-se para o bote e de pé, gritou:&lt;br /&gt;      - Eh malta! Parem com essa choradeira, venham mas é buscar-me, que estou todo encharcado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homenagem a todos aqueles que não tiveram o fim feliz de João. Ainda há quem tenha a lata de regatear o preço do peixe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-6870194356904913118?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/6870194356904913118/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=6870194356904913118' title='27 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/6870194356904913118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/6870194356904913118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2007/06/coisas-do-mar-traineira-que-zarpara-de.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><thr:total>27</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-826775428677172538</id><published>2007-05-27T18:00:00.000+01:00</published><updated>2007-05-27T18:02:11.507+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A cinderela&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      É costume dizer-se que o hábito faz o monge, ou por outras palavras, mostra-me o que vestes e direi em que te tornaste.&lt;br /&gt;      Há já alguns anos, quando vendia roupa de cerimónia para senhora, as visitas aos clientes eram feitas num furgão de caixa alta, onde os vestidos, devidamente pendurados, eram apresentados aos clientes que, devido à altura da caixa de carga, permitia que entrassem nele e fizessem a sua escolha, uma espécie de loja ambulante.&lt;br /&gt;      O que vos vou contar hoje, não é ficção, mas uma história verídica que ocorreu durante uma dessas visitas.&lt;br /&gt;      Estava parado à porta da cliente de Pêro Pinheiro, a fazer a presentação dos vestidos, quando entrou na loja uma senhora, procurando um vestido para levar ao casamento da filha.&lt;br /&gt;      O trabalho no campo, tinha-lhe tornado a idade indefinida; rugas prematuras, cabelo puxado para trás que findava num carrapito disforme, pele escurecida pelo sol e mãos calejadas pela enxada. Vestia uma blusa e uma saia pretas, sobre a qual usava um avental também preto, enquanto a blusa era coberta por um grosso e debotado xaile, outrora, preto também. Os pés calçavam umas chinelas, gastas e deformadas pelo uso, cuja cor era difícil de identificar, devido à poeira que as cobria.&lt;br /&gt;      Como os negócios não se podem perder, a minha cliente rapidamente desviou a sua atenção para a senhora, ficando eu a aguardar a minha vez.&lt;br /&gt;      A senhora, aquém vou chamar Alice, depois de uma demorada vista de olhos pela existência da loja, apesar dos esforços da minha cliente, não conseguia encontrar o vestido que teria idealizado.&lt;br /&gt;      Quando já estava quase resignada em não efectuar a venda, perguntou-me se podia mostrar um dos meus vestidos. Escolheu um vestido preto, cumprido de alças finas, com aplicações prateadas no peito.&lt;br /&gt;      - Vai-lhe vestir esse vestido? Perguntei incrédulo.&lt;br /&gt;      Respondeu com um piscar de olho.&lt;br /&gt;      Convidou a D. Alice a entrar no gabinete de provas e, com a persistência que o negócio exige, conseguiu convencer a senhora a experimentar o vestido, que ia protestando que não era para ela aquele tipo de roupa.&lt;br /&gt;      A dona da loja, numa azáfama frenética, entrava e saia do gabinete de provas que, como verifiquei mais tarde não tinha espelho, levando bijutaria, sapatos e para meu maior espanto, um estojo de maquilhagem, por fim, foi a procura de um pente e aqueles acessórios que as senhoras usam para prender o cabelo.&lt;br /&gt;      Cá fora, enquanto esperava, só era audível a minha cliente dizer:&lt;br /&gt;      - D. Alice não se mexa, é só para vermos como fica.&lt;br /&gt;      A espera foi grande e, só a curiosidade evitava o lamentar do tempo perdido.&lt;br /&gt;      Parecia-me uma coisa de loucos, ou melhor de louca, vestir um vestido de cerimónia, como o que estava a ser experimentado, a quem o duro trabalho do campo lhe tinha emprestado um ar quase buçal.&lt;br /&gt;     Quando por fim, o reposteiro do provador foi afastado, ao ver D. Alice sair, a minha cara devia ser de tão parvo, que a minha cliente, receosa que fizesse algum comentário, fez-me sinal para ficar calado, enquanto ela conduzia pelo braço a D. Alice até perto do espelho que se encontrava numa das paredes da loja, mas não a colocou de frente para ele, mas de costas. Depois, pediu à D. Alice que fechasse os olhos e, rodou-a suavemente até ficar de frente para o espelho e ordenou:&lt;br /&gt;      - Pode abrir!&lt;br /&gt;      D. Alice olhou para o espelho, como se de uma porta se tratasse, por onde entrava ao seu encontro, outra mulher que ela não conhecia.&lt;br /&gt;     O vestido que cobria ligeiramente os sapatos de salto alto, fazia sobressair as formas do corpo, escondidas pelo avental, adelgaçando-lhe a silhueta. Os braços e os ombros desnudados, que a blusa havia escondido do sol, mostrando uma pele que  resplandecia pela sua brancura, estavam cobertos por uma mantilha de franjas. No pescoço, uma larga gargantilha que tornava invisíveis as rugas, fazia conjunto com uns discretos brincos. O cabelo, penteado e repuxado para trás, que tinha trocado o carrapito por uma banana e, acompanhava a parte posterior da cabeça, fazia-lhe sobressair a face, levemente maquilhada, onde os olhos delineados pelo rímel sobressaíam, dando-lhe uma finura de feições. Nas mãos, um par de luvas de renda fina, encobriam a labuta diária.&lt;br /&gt;      Nem eu nem a minha cliente dizíamos nada, para não perturbar a intimidade da D. Alice, na descoberta dela própria.&lt;br /&gt;      Após alguns instantes, uma lágrima furtiva escorreu-lhe pela face, não visível no espelho, onde o sonho, inimaginável, se materializava.&lt;br /&gt;      Quando mais tarde voltei a visitar a cliente, curioso, perguntei-lhe pela D. Alice e, como tinha corrido o casamento.&lt;br /&gt;      - Ah a Cinderela!&lt;br /&gt;      - Como!?&lt;br /&gt;      - Fez um sucesso tal no casamento, que ofuscou a noiva! Quando as pessoas souberam como ela ia vestida, a terra inteira correu à igreja para a ver e uma das irmãs, de lágrimas nos olhos, carinhosamente, chamou-lhe Cinderela. Hoje, todos cá na terra lhe chamam Cinderela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-826775428677172538?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/826775428677172538/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=826775428677172538' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/826775428677172538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/826775428677172538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2007/05/cinderela-costume-dizer-se-que-o-hbito.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-4534174044575494233</id><published>2007-05-19T19:32:00.000+01:00</published><updated>2007-05-22T14:09:42.876+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Os Diálogos de Platão&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Apologia de Sócrates em 399 a.C.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenienses, tenho por vós consideração e afecto mas quero antes obedecer ao deus do que a vós, e, enquanto tiver um sopro de vida, enquanto me restar um pouco de energia, não deixarei de filosofar e de vos advertir e aconselhar, a qualquer de vós que eu encontre, dir-vos-ei, segundo o meu costume: “Meu caro amigo, és ateniense natural de uma cidade que é a maior e a mais afamada pela sabedoria e pelo poder, e não te envergonhes de só cuidares de riquezas e dos meios, de as aumentares o mais que puderes, de só pensares em glória e honras, sem a mínima preocupação com o que há em ti de racional, com a verdade e com a maneira de tornar a tua alma o melhor possível?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, se algum de vós me replica que com tudo isso se preocupa, não o largarei, não irei logo embora, mas interrogá-lo-ei, analisarei e refutarei as suas opiniões e, se chegar à conclusão de que não possui a virtude, embora firme, censurá-lo-ei de ter em tão pouca conta as coisas mais preciosas e prezar tanto as mais desprezíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Apologia de Sócrates em 2007&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sócrates, tenho por vós consideração e afecto mas quero antes obedecer ao diabo do que a vós, e, enquanto tiver um sopro de vida, enquanto me restar um pouco de energia, não deixarei de filosofar e de vos advertir e aconselhar, sempre que vos encontre dir-vos-ei, segundo o meu costume: “Meu caro amigo, és um português natural de um país que é o maior e mais afamado pela estupidez e pela ânsia do poder, não te envergonhas de só cuidares da riqueza dos ricos o mais que podes, de só pensares em glória, honras e doutoramentos, sem desplante nem a mínima preocupação com o que em ti poderia haver de racional, como a verdade e com a maneira de tornar este país o melhor possível?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, se me replicares que com tudo isso te preocupas, não te largarei, não irei logo embora, mas interrogar-te-ei, analisarei e refutarei as tuas opiniões e, se chegar à conclusão de  não possuíres virtude, embora o firmes, censurar-te-ei de teres em tão pouca conta as coisas mais preciosas e prezar tanto as mais desprezíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que Platão me desculpe o abuso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-4534174044575494233?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/4534174044575494233/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=4534174044575494233' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/4534174044575494233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/4534174044575494233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2007/05/os-dilogos-de-plato-apologia-de-scrates.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-6015514239541837390</id><published>2007-05-12T14:25:00.000+01:00</published><updated>2007-05-12T14:29:59.384+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Síndrome de invisibilidade&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quotidiano é uma amálgama de rostos que desfilam. Cegos pela indiferença, cruzam-se sem se verem, mergulhados no anonimato, onde o reconhecimento não existe, salvo algum facto os faça despertar da letargia do desprendimento.&lt;br /&gt;É neste quotidiano que, olhando à sua volta, sente a solidão. Na rua, no comboio, no metro, um desfile interminável de desconhecidos ignoram-no, é como se não existisse, a invisibilidade é a sua propriedade.&lt;br /&gt;Angustiado, procura, na esperança de ser correspondido por um olhar reconhecedor, mas as caras de ontem já não são as de hoje e, sem a repetição do ver, a retribuição do olhar não tem sentido.&lt;br /&gt;Os dias perdem-se na resignação de que a sua hora se perdeu no tempo, mas porque o tempo não tem medida, a esperança continua a alimentar a angústia.&lt;br /&gt;Um rosto repete-se, uma, duas, três vezes, até se tornar habitual. Todos os dias, à mesma hora, no metro, é pontual.&lt;br /&gt;Com a habituação, aquele rosto impessoal foi tomando forma e, a forma, formosura, quando tem a percepção de ser olhado também.&lt;br /&gt;Todos dias se olham e confirmam a presença. Um olhar fugidio, envergonhado na persistência, teme o equívoco.&lt;br /&gt;Quando é o último a chegar à plataforma, fica a trás, tentar ultrapassar o amontoado de viajantes que, ansiosamente esperam ter lugar, não é sensato. A distância, contudo, é um lugar privilegiado para a observação, mas frustrante para quem quer ser visto, quando o outro está de costas.&lt;br /&gt;Se é o primeiro a chegar, na frente, procura a ajuda de um fingido movimento involuntário que lhe permita olhar para trás, vê e, sabe que está a ser visto, mas o olhar para não se comprometer, desvia-se.&lt;br /&gt;Se a chegada é simultânea, a verificação é um jogo de olhares disfarçados, no espaço reservado à timidez.&lt;br /&gt;Este jogo de escondidas, é o único consolo que lhe consente a falta de determinação, para o olhar dar lugar à fala.&lt;br /&gt;Passam-se os dias e as semanas e, com o tempo, os olhares tornam-se mais ousadamente pausados.&lt;br /&gt;A pausa denuncia a procura, especialmente quando, devido ao numeroso movimento de passageiros, o encontro não é imediato.&lt;br /&gt;Levados no turbilhão da entrada na carruagem, os olhares não conseguem ultrapassar a barreira humana, ficando adiados para a saída, que é comum, mas a correria matinal impossibilita o intento, até porque os seus destinos são diferentes.&lt;br /&gt;Um dia, presos no meio da turba, não conseguem entrar na carruagem, ficando os dois sós, lado a lado na gare.&lt;br /&gt;Ele nada diz, nunca estivera tão perto dela, intimidado, limitava-se a espreitá-la pelo canto do olho, quando subitamente ela olha para ele e, sorrindo, lhe diz:&lt;br /&gt;- Perdemos este metro mas vamos ser os primeiros a entrar no próximo!&lt;br /&gt;O inesperado torna-o mudo e, levou algum tempo a responder:&lt;br /&gt;- É verdade, por vezes perder o metro trás vantagens!&lt;br /&gt;Se ela percebeu o que para ele significava vantagens, ficou sem saber, mas no dia seguinte o cruzar dos olhares foi acompanhado com um – Bom Dia – sorridente, que foi retribuído.&lt;br /&gt;Sentia-se eufórico, finalmente tinha a certeza de que a invisibilidade terminara.&lt;br /&gt;Nos dias que seguiram, progressivamente, o Bom Dia começou a ser acompanhado com frases de circunstância – Hoje está muito frio – A chuva não há meio de nos deixar – e outras não tão meteorológicas.&lt;br /&gt;Aproximava-se o Natal, altura ideal para levar um pouco mais longe a ousadia. Ela de certeza não iria negar-se a receber as Boas Festas, acompanhadas por uma rosa embalada, em jeito de prenda.&lt;br /&gt;Era uma espécie de tudo ou nada, onde o tudo residia na esperança.&lt;br /&gt;Na segunda-feira que antecede a semana do Natal, ela não aparece. &lt;em&gt;“Hoje atrasou-se ou adiantou-se”&lt;/em&gt;, é a justificação. Na terça-feira, a ausência continua. &lt;em&gt;“Estará engripada?!”&lt;/em&gt; Na quarta foi em vão que procurou por ela. &lt;em&gt;“Continuará doente?!”&lt;/em&gt; Quinta-feira foi o dia das dúvidas se tornarem quase certezas. &lt;em&gt;“Como é a quadra no Natal será que estará com outro horário?!”.&lt;/em&gt; Na sexta chega mais cedo e aguarda a passagem de cinco metros, dois anteriores ao habitual e dois depois, acabando por entrar só no sexto acompanhado pela desilusão.&lt;br /&gt;Nem na semana do Natal, nem nas outras que seguiram, ela voltou a aparecer, nem nunca mais, acabando, angustiado, por voltar à invisibilidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-6015514239541837390?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/6015514239541837390/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=6015514239541837390' title='26 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/6015514239541837390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/6015514239541837390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2007/05/sndrome-de-invisibilidade-o-quotidiano.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><thr:total>26</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-7196331252287013714</id><published>2007-05-05T18:55:00.000+01:00</published><updated>2007-05-05T19:05:40.850+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Diálogos com Platão&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As sociedades actuais vivem, ou pretendem viver, baseadas num conceito fundamental: Democracia.&lt;br /&gt;Porque a constatação de que o resultado da observância deste conceito, nem sempre satisfaz as expectativas, parece pertinente averiguar os motivos.&lt;br /&gt;Para tal, nada me pareceu melhor do que conversar com alguém que, após viver a experiência democrática, a tenha rejeitado. Refiro-me a Platão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que está escrito a branco é da minha autoria, a castanho, as próprias palavras de Platão ou do que delas devemos depreender, no seu magistral diálogo a República (Politéia)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Caro Platão, se a Grécia conseguiu livrar-se dos tiranos, instituindo a Democracia, isto é, os governos passarem a ser eleitos pela vontade do povo, como podes tu, um grego, e para mais com responsabilidades redobradas, rejeitar tão auspicioso regime?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Realmente, Augusto, é irónico. &lt;span style="color:#cc6600;"&gt;Por Zeus, como o povo iludido, legitima o tirano.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Como assim? Sócrates não advogava a Democracia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E o que ela lhe deu? Cicuta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Para ti a Democracia é um veneno?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E dos piores, amigo. Quando se toma, julga-se que é mel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Posso deduzir, pelo que dizes, que o mel da justiça se dilui no fel da injustiça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Podes e deves. Não vês que todas &lt;span style="color:#cc6600;"&gt;as formas de governo&lt;/span&gt;, mesmo democrático, &lt;span style="color:#cc6600;"&gt;fazem leis visando seus interesses e determinam o que é justo, presumindo como injusto aquele que transgrida suas regras.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Mas, Platão, podemos sempre recorrer à justiça quando nos sentimos injustiçados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Podemos, Augusto, mas nem uma falange espartana conseguirá ter sucesso contra a força. Não vês que para eles, &lt;span style="color:#cc6600;"&gt;a força é um direito, e que a justiça é o interesse do mais forte. A justiça é uma relação entre indivíduos, e depende da organização social&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mesmo assim, não foram eles eleitos pelo povo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="color:#cc6600;"&gt;É absurdo que homens com mais votos pudessem assumir cargos de mais alta importância, pois nem sempre o mais votado é o melhor preparado. Era preciso criar um método para impedir que a corrupção e a incompetência tomassem conta do poder público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- Quem os julga é o povo e, perante este, apresentam-se como os mais bem preparados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="color:#cc6600;"&gt;Mas atrás desses problemas está a psique humana, como identificou Sócrates. O conhecimento humano vem de três fontes principais: o desejo, a coragem e a razão, que flúem do baixo-ventre, coração e cabeça, respectivamente. Essas fontes são forças presentes em diversos graus de distribuição nos indivíduos. Elas se doseariam umas às outras, e num homem apto a governar, estariam em equilíbrio, com a cabeça liderando continuamente.&lt;/span&gt; O que não é ocaso, Augusto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então quem são esses homens ideais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="color:#cc6600;"&gt;Enquanto os filósofos deste mundo não tiverem o espírito e o poder da filosofia, a sabedoria e a liderança não se encontrarão no mesmo homem, e os povos sofrerão os males.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- Isso é bom de dizer, mas os homens não nascem filósofos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tens razão! É preciso educá-los - &lt;span style="color:#cc6600;"&gt;Primeiro proteger as crianças dos maus hábitos e de todos os vícios, privilegiando a condição física e o aperfeiçoamento do espírito para moldar o carácter. Na adolescência desenvolver a moral. O mal não existe, é apenas a ignorância do bem. Ao atingir a maior idade, começa a divisão por classes da República.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Mas as classes sociais já existem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu sei! &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;O que pretendo é substituir a diferença de classes: ricos, remediados e pobres, pelas das atribuições naturais: apetite, coragem e razão. Não interrompas.&lt;br /&gt;Os que não passarem nos testes, formarão as classes trabalhadoras,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- E qual o critério dessas classes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="color:#cc6600;"&gt;Ora, estabelecemos, e repetimos muitas vezes, se em te bem recordas, que cada um deve ocupar-se de uma única tarefa, aquela para a qual é melhor dotado por natureza.&lt;/span&gt; Posso continuar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Claro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="color:#cc6600;"&gt;Os aprovados continuarão os seus estudos, depois do que, os que forem considerados aptos irão experimentar o mundo real, tomando conhecimento dos dissabores da vida, ganhando conforme o trabalho e experimentando a crua realidade. Ao atingirem a meia-idade, os que sobreviverem poderão tornar-se governantes de um Estado Ideal.&lt;br /&gt;Todos terão oportunidades iguais, não haverá diferença entre sexos, sendo cada um designado a fazer uma tarefa de acordo coma sua capacidade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Meu caro Platão, bem se vê que não vives no século XXI.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-7196331252287013714?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/7196331252287013714/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=7196331252287013714' title='23 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/7196331252287013714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/7196331252287013714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2007/05/dilogos-com-plato-as-sociedades-actuais.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><thr:total>23</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-1013995070241805667</id><published>2007-04-28T18:55:00.000+01:00</published><updated>2007-04-28T19:47:21.301+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Porque hoje não é &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;O Dia Mundial da Criança&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc6600;"&gt;(Para lavar a alma, recomendo que oiçam a música toda)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O grau de desenvolvimento de civilização de um povo, é fundamentalmente aferido, independente das outras características que para ele concorrem, pelo seu grau de Evolução, pelo que só podemos entender por civilização, embora aceitemos a sua diversidade cultural, quando os valores que lhe são intrínsecos se baseiem na humanização das populações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, se considerarmos Evolução, a sublimação do animalesco em prole da humanização, podemos definir Evolução como a substituição da individual agressividade dos instintos primários, pelo respeito pelo colectivo, onde os valores individuais de cada um são respeitados e valorizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes pressupostos, infelizmente, não são os adoptados para consubstanciar civilização, mas o nível tecnológico atingido, ficando o conceito evolutivo, acima descrito, comprometido pelo conceito evolutivo/tecnológico, paradigma das modernas sociedades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tecnologia é que passa a definir o grau de civilização, dissociando-o da própria Evolução humana, do que resulta, para uma boa parte de população, viver em dois tempos diferentes, o actual tecnológico e um passado ainda por evoluir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saber utilizar as tecnologias postas à nossa disposição, não quer dizer que sejamos pessoas evoluídas, caso o comportamento apresente um déficit evolutivo. Não é por se vestir um fato e por gravata a um selvagem que ele o deixa de ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das manifestações da falta de Evolução, é o desprezo pela condição da criança, que devido à sua fragilidade se torna um alvo preferencial para actuação da parte animalesca residual que não foi superada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usurpada do seu estatuto de ser privilegiado, é abusivamente utilizada passando pela degradação e o ignóbil, que concorrem muitas vezes para a sua destruição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interrogo-me muitas vezes de como é possível tratar as crianças de forma tão cruel. Que espécie de pessoa estará por detrás de tais actos. Será mesmo pessoa? Ou um bicho com forma de gente? Um predador é de certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe um perfil definido do predador, ele aparece inserido praticamente em todos os grupos sociais, em todos os povos, independentemente do grau de civilização assumido. Muitos actuam para satisfação própria, outros utilizam os mais diversos pretextos para justificar os seus actos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os predadores fossem poucos, poderíamos até considerá-los como aberrações da própria sociedade, mas o seu elevado número, leva-nos a pensar de que não estamos em presença da excepção, mas de algo muito mais preocupante, que vivemos numa sociedade mista formada por indivíduos com diferentes graus de Evolução, que a tecnologia, só por si, não consegue superar a diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se por um lado, não consigo justificar de outra forma a existência do abominável predador, por outro, o que passivamente assiste à sua acção deixa-me, no mínimo, apreensivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salvo as excepções que fundamentam a regra, parece que o mundo está divido entre os que fazem mal e os que pela sua passividade consentem, como se de uma escala evolutiva se tratasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tamanha indiferença até parece obsceno, onde a definição do importante, não é o resultado do discernimento dos sentimentos, mas a dependência do egoísmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é que alguém, verdadeiramente civilizado, pode ficar insensível?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos maus-tratos a que crianças são sujeitas pelos pais, que podem atingir formas sádicas e até culminarem com morte delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos maus-tratos a que as crianças são sujeitas pelas instituições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao repúdio social e abandono à sua sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À sujeição das crianças a sórdidas satisfações sexuais que podem chegar a incluir meninos de muito tenra idade. Não aceito como doente uma mente que sente prazer em ter relações sexuais com crianças, só a irracionalidade faz sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À exploração das crianças pelo trabalho miseravelmente pago, onde muitas vezes é obrigada a executar tarefas perigosas ou de esforço físico superior às suas capacidades. Mas a maldade é tão imensurável que pode chegar à escravatura. Segundo o último senso, existem no mundo cerca de 200 milhões de crianças escravas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao menino soldado. É com horror que assistimos ao ignóbil recrutamento de crianças para engrossarem as fileiras das guerrilhas. Ludibriando a ingenuidade, nalguns casos, ou pelo rapto, noutros, a criança é tornada refém do grupo guerrilheiro, que a obriga a trocar o brinquedo pela arma. O seu fim é mais que previsível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às intifadas, onde elas são os protagonistas. Meninos armados de pedras de um lado, contra modernas e mortíferas armas do outro. O desfecho, muitas das vezes, tende a ser um banho de sangue da ingenuidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também ao recrutamento de suicidas que procura, cada vez mais, os “voluntários” nas camadas mais jovens da população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À guerra onde os beligerantes reivindicam o direito aos efeitos colaterais, mesmo sabendo que as maiores vítimas desses efeitos, são as crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se isto tudo não ferir a sensibilidade, que dizer do elevado número de crianças que morre, de forma horrível, todos os dias à fome, só porque nós lhe negamos as nossas sobras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao que estão sujeitas as queridas crianças do Mundo, que por não serem os nossos filhos, são perfilhadas pela indiferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o mundo o que é que faz? Para lavar as mãos, hipocritamente, dá-lhes uma Carta de Direitos. E nós? Choramos lágrimas de crocodilo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-1013995070241805667?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/1013995070241805667/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=1013995070241805667' title='23 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/1013995070241805667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/1013995070241805667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2007/04/porque-hoje-no-o-dia-mundial-da-criana.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><thr:total>23</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-5661884241328413223</id><published>2007-04-23T12:19:00.000+01:00</published><updated>2008-12-13T02:57:22.964Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/RitFFsW8XII/AAAAAAAAAA8/uZTEnP0qRjY/s1600-h/FigSemConBib_E.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5056210970762566786" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/RitFFsW8XII/AAAAAAAAAA8/uZTEnP0qRjY/s320/FigSemConBib_E.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Judaísmo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;(quarta parte)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;Época Talmúdica&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soba o domínio helénico, no tempo dos selêucidas, o povo judeu votou novamente a sofrer, pois estes soberanos, além de o sobrecarregarem com impostos, persegui-o pelo seu culto. Antíoco Epífano mandou erigir uma estátua de Júpitar Olímpico no meio do Templo e, matou todos os judeus que não quiseram substituir as suas crenças pela nova divindade.&lt;br /&gt;Surgiu então uma família cujos membros eram detentores de grande talento militar, os macabeus. O primeiro que resistiu aos decretos de Antíoco, foi Matias, que o combateu nas montanhas. Seu filho, Judas Macabeu, entrou vitorioso em Jerusalém e restabeleceu o culto divino e os seu irmãos Joinatan e Simão, após a sua morte, continuaram a luta pela liberdade, até obrigar Antíoco a aceitar a paz.&lt;br /&gt;O helenismo largamente difundido na Judeia, onde o sentido grego da vida, mais superficial e cheio da formosura da natureza, havia entusiasmado muitos judeus que, haviam começado a sentir o peso da sua doutrina mãe, demasiada séria e de formas de vida muito severas.&lt;br /&gt;Na Judeia o helenismo foi combatido com armas pelos macabeus e verbalmente pela obra incansável e contínua dos sábios, os quais, que com o decorrer dos séculos foram substituindo os profetas. Enquanto os “hassidim”, isto é, os puros, se afastavam da vida política, surgiu uma nova seita: a dos saduceus. Estes, arreigados ao sentido literal do código sacerdotal da Tóra, rechaçavam a lei oral que era difundida entre o povo por outra ceita: os fariseus.&lt;br /&gt;Os fariseus representavam o verdadeiro elemento salvador do judaísmo. Estabeleceram uma doutrina intermediária entre a dos saduceus, rígidos sacerdotes que, apesar do seu sacerdócio, dedicavam demasiado tempo à vida mundana, e a dos essénios, que com o seu ascetismo e a sua vida contemplativa, esqueciam-se da vida humana. Os fariseus, por seguirem a lei oral, foram os iniciadores do vastíssimo trabalho que se conhece com o nome de Mishná.&lt;br /&gt;A partir de então, os judeus foram dominados por vários povos em expansão. Mas o domínio efectivo da região deu-se em 63 a.C., quando a palestina foi incorporada numa potência que dominava quase todo o mundo da época: o Império Romano. De início, não houve interferência nas crenças religiosas dos judeus, mas, com o passar do tempo, os romanos ridicularizavam a religião judaica e procuravam impor o culto do imperador, coisa que para os judeus era a pior das humilhações e da recusa dos judeus em reconhecê-lo como tal, foi ordenada a destruição de Jerusalém.&lt;br /&gt;Os judeus esperavam ansiosamente o momento da sua libertação, que terminaria com a vinda do Messias, que libertaria o povo judeu.&lt;br /&gt;Foi neste clima tenso que nasceu Jesus de Nazaré. Ele tornou-se um importante pregador de ideias renovadoras para o judaísmo. Jesus, na sua época, não conseguiu obter muitos adeptos, pois não viam nele o líder militar que desejavam, por isso não o aceitavam como Messias.&lt;br /&gt;O segundo momento da diáspora acontece no ano 70, com a destruição de Jerusalém pelos romanos. A partir desse momento, algumas famílias judaicas imigram para diversos países da Ásia Menor e sul da Europa, formando comunidades que mantêm a religião e os hábitos culturais.&lt;br /&gt;Empurrados pelo islamismo, os judeus do norte de África imigram para a Península Ibérica. Expulsos de lá pela cristandade, no selo XV, imigram para a Holanda, Balcãs, Turquia, Palestina e, estimulados pela colonização europeia, chegam ao continente americano.&lt;br /&gt;O período que se inicia com a edição da Mishaná, no ano 200, prolonga-se até aos meados do século V. Durante cerca de três séculos, três fenómenos importantes determinam o curso da história judaica: a decadência do Império Romano, a gradual diminuição da importância de Israel no conjunto do povo judaico e a ascensão do cristianismo, até se tornar a religião oficial do Império Romano. Estes três fenómenos contribuíram para o deslocamento do centro cultural e económico do povo judeu para Leste, onde no Império Parto, as condições mais favoráveis vão permitir um aumento extraordinário da actividade judaica.&lt;br /&gt;A comunidade babilónica passou a assumir a liderança do judaísmo dando continuidade à tarefa das gerações precedentes. A grande contribuição desta comunidade para o judaísmo foi o Talmud, que guiou o povo judeu durante os séculos que seguiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Tora Oral foi ensinada boca a boca através de gerações até ao século III, quando foi anotada num enorme documento, constituído por muitos volumes, chamado Mishná. No século V, tornou-se muito vasta e confusa para as pessoas entenderem, e a explicação oral foi escrita numa colecção megacolossal que explica melhor e mais minuciosamente a Mishná. É o Talmude- explicação da Mishná.&lt;br /&gt;A composição do Talmud caracteriza-se por seis ordens (sedarim); cada uma compreende um ramo especial de prescrições religiosas e doutrinárias: Seraim, da regulamentação da distribuição de bens e produtos da terra aos sacerdotes, aos pobres e a outros beneficiários; Moed, preceitos sobre o calendário judaico, o sábado, os dias de festas e os dias de jejum; Nashim, prescrições de direito matrimonial; Nesikim, prescrições de direito civil e penal; Kodashim, preceitos rituais; Toharot, sobre impurezas e purificações.&lt;br /&gt;A história do povo judaico não pode ser dissociada da história da sua religião. Há uma ligação íntima que torna difícil falar delas separadamente. A sua forma vida e cultura, é alicerçada em fundamentos religiosos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-5661884241328413223?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/5661884241328413223/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=5661884241328413223' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/5661884241328413223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/5661884241328413223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2007/04/o-judasmo-quarta-parte-poca-talmdica.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/RitFFsW8XII/AAAAAAAAAA8/uZTEnP0qRjY/s72-c/FigSemConBib_E.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-6049434435154317564</id><published>2007-04-21T18:43:00.000+01:00</published><updated>2007-04-21T18:51:21.332+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Thinking Blogger Award&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;Foi um verdadeiro, como dizem os ingleses, serependity, a minha entrada na blogsfera, onde a feitura semanal de textos, sobre os mais diversos temas, acabou por despertar em mim uma vontade de escrever que, com o passar do tempo, passou a tornar-se uma parte incontornável da minha vida.&lt;br /&gt;Para tal, muito concorreram todos os leitores do meu blog, com os seus estimulantes comentários, onde a concordância, a crítica ou o contraditório, mereceram sempre a maior atenção da minha parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou muito dado às “correntes” que por vezes trespassam pelos blogs, mas esta, pelo seu objectivo, não lhe posso ficar indiferente, quando o que está em causa, não é uma “vã glória” mas o reconhecimento pelos meus pares, de quanto somos importantes uns para os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nesta importância, que reside a solidariedade que leva à amizade, sempre subjacente à escolha e, não poderia ser de outra forma, pois a escolha, face à qualidade, é muito difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço à Leonor, companheira destas andanças, quase desde o princípio, ter-me incluindo na sua escolha. Pessoalmente, só nos vimos, e de longe, uma só vez, mas todas as semanas, sem falhar, avisto-me com o seu talento, que não pára de surpreender.&lt;br /&gt;Cronista por excelência do quotidiano, onde o despercebido assume notoriedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado Leonor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como tenho de escolher:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Henrique Sousa do &lt;a href="http://naquela.horabsurda.com/"&gt;Hora absurda IV&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isabel Mendes Ferreira do &lt;a href="http://mendesferreira.blogspot.com/"&gt;O Piano&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Firmino Mendes do &lt;a href="http://sopadenabos.blogspot.com/"&gt;Sopa de Nabos&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raul do &lt;a href="http://insinuacoes.blogspot.com/"&gt;Insinuações&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perplexo do &lt;a href="http://universosassimetricos.blogspot.com/"&gt;Universos Assimétricos&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para que a “maré” não se perca, os cinco blogs escolhidos deverão pôr mais cinco, da sua preferência, a navegar e atribuir-lhes a etiquetazinha que aparece à direita e colocar nos respectivos blogs.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-6049434435154317564?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/6049434435154317564/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=6049434435154317564' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/6049434435154317564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/6049434435154317564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2007/04/thinking-blogger-award-foi-um.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-9065822892053151392</id><published>2007-04-15T12:34:00.000+01:00</published><updated>2008-12-13T02:57:23.500Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Fotos de Jantar Bloguista em &lt;a href="http://os-convivas-do-costume.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Os Convivas do Costume&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/RiC8n9hbC1I/AAAAAAAAAA0/jbHTs1LY3_M/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5053246176625363794" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/RiC8n9hbC1I/AAAAAAAAAA0/jbHTs1LY3_M/s320/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O Judaísmo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;(terceira parte)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;Época Bíblica II&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Os Hebreus tornaram-se tão numerosos e fortes, que os reis do Egipto, temerosos da sua importância, decidiram submetê-los à escravidão, para evitar um possível levantamento contra o seu poder. Já em estado de escravidão, o número não parava de aumentar, o que levou o faraó a decretar a morte de todos os filhos varões que nascessem naquele povo.&lt;br /&gt;Este estado de escravidão durou aproximadamente até ao ano 1.200 a.C., quando Moisés recebeu junto ao Monte Sinai uma ordem de Deus para se dirigir ao faraó e exigir dele a liberdade para o seu povo.&lt;br /&gt;Efectivamente, por decreto divino, Moisés organizou o grande êxodo dos Hebreus, que segundo a Bíblia eram cerca de 600.000.&lt;br /&gt;Em busca da terra prometida atravessaram o golfo ocidental do Mar Vermelho, e erraram durante 40 anos no deserto, experimentando todas as dificuldades da vida nómada.&lt;br /&gt;Ao pé do Monte Sinai, Moisés deu aos Hebreus o Decálogo, ou seja, os Dez Mandamentos, o supremo código da humanidade. Mas, além dos Dez Mandamentos Moisés estabeleceu uma longa legislação moral, judicial e cerimonial, que formou a base de toda a cultura hebraica posterior. Esta legislação, cheia de sabedoria e de padrões muito mais elevados do que de todos os povos da época, está contida nos cinco primeiros livros da Bíblia, denominados em grego “Pentateuco” e em hebraico, simplesmente Tora, ou Lei.&lt;br /&gt;Antes de morrer, Moisés nomeou como sucessor Josué, o qual, depois de atravessar o Jordão e derrotar os povos que se opunham à sua marcha vitoriosa, distribuiu as terras conquistadas entre as doze tribos.&lt;br /&gt;Durante cerca de duzentos anos viveram assim na terra de Canaã, em uma confederação, sem rei nem governo central, unidos apenas pela descendência história comum e pelas leis que Moisés lhes havia estabelecido. Como não existia uma autoridade central, cada tribo governava-se sozinha.&lt;br /&gt;Esta divisão em tribos dificultava a melhor condução nas lutas contra os antigos habitantes da região, que resistiam à penetração dos Hebreus.&lt;br /&gt;Surgiram então chefes de qualidades militares que ficaram conhecidos como Juízes: Otoniel, Débora, Gedão e Samuel.&lt;br /&gt;O governo dos Juízes evoluiu e impulsionou os Hebreus a instituírem um governo monárquico, cujo primeiro rei foi Saul.&lt;br /&gt;Seguiu-se David, e com ele o expansionismo militar e a prosperidade. Durante o seu reinado, Jerusalém é escolhida para capital do Estado o que simbolizava a unificação das tribos do Norte e do Sul da Palestina.&lt;br /&gt;Salomão, filho de David, desenvolve o comércio e a agricultura com excelentes resultados. Construiu o Templo de Jeová. Conhece a célebre rainha de Sabá. O fausto e a riqueza que marcaram o seu governo exigiam constantes aumentos de impostos, criando um clima de insatisfação no povo hebreu.&lt;br /&gt;O filho de Salomão, Rehavan, ainda era mais exigente que o pai na cobrança de impostos para seu benefício pessoal, o que levou à revolta das tribos que se dividiram formando dois grandes reinos: ao norte foi formado o reino de Israel, composto de dez tribos, que escolheram Omri para rei. Apesar da veneração a Jeová, foi introduzido o culto a vários deuses.&lt;br /&gt;O culto e o fausto da corte pesavam sobre os camponeses que pagavam os impostos. Nesse momento, o movimento profético ganhou força. O profeta Elias lidera a oposição à dinastia omrida, e depois de uma rebelião unge rei Jehu e a ordem foi de novo restabelecida.&lt;br /&gt;Em 723 a.C. o rei assírio Sargão II invadiu Israel e destruiu a capital Samaria, tornado Israel numa província assíria e grande parte dos seus habitantes foi transferida para a Mesopotâmia.&lt;br /&gt;Ao sul, o reino de Judá, composto pelas outras duas tribos e com capital em Jerusalém, aliado ao Egipto, resistiu aos assírios, mas acabou por sucumbir a Nabucodosor II, rei da Babilónia que destruiu Jerusalém e o Templo, transferindo o rei e os mais ilustres habitantes da região bem como grande parte do povo para Babilónia. Este episódio é chamado na Bíblia como cativeiro babilónico, pois ali permaneceram durante 50 anos.&lt;br /&gt;Esta primeira migração forçada é o início da diáspora, pois após a sua libertação, por Ciro, rei dos Persas, só uma parte dos hebreus regressou a Jerusalém. Alguns emigraram para vários países do Oriente.&lt;br /&gt;Os Hebreus recém chegados foram bem tratados pelas autoridades babilónicas e tinham ampla liberdade económica, social e religiosa, podendo organizar-se como quisessem. Daqui para a frente, os guias do povo passam a ser principalmente os chefes religiosos.&lt;br /&gt;Os Hebreus que regressaram à Palestina, estabeleceram-se numa região chamada Judeia, daí passarem-se a chamar de Judeus e ali ergueram novamente o Templo e com o tempo foram eliminando as diferenças entre os filhos de Israel e de Judá.&lt;br /&gt;O povo judeu, que até ao cativeiro da Babilónia fora predominantemente agrícola passou a exercer uma nova actividade, o comércio, que lhe facilitou a dispersão pelo mundo.&lt;br /&gt;Mantendo uma religião nacional, fez desta, o seu princípio de identidade racial. Não obstante, assimilou elementos da religião persa. O Livro de Tobias, narrando uma viagem à Pérsia, ilustra a situação do sincretismo religioso judeu-persa, sendo de salientar a presença do anjo Rafael, uma figura do panteão zoroástrico.&lt;br /&gt;Em função às inovações, dividiu-se o povo, dito eleito, em:&lt;br /&gt;Judeus tradicionais, que virão a ser chamados Saduceus, restritos à Lei de Moisés sem os profetas, e os judeus inovadores, entre os quais se destacarão depois os Fariseus, zelotas e essénios, que crestaram à Lei os livros dos profetas.&lt;br /&gt;Continua)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-9065822892053151392?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/9065822892053151392/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=9065822892053151392' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/9065822892053151392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/9065822892053151392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2007/04/o-judasmo-terceira-parte-poca-bblica-ii.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/RiC8n9hbC1I/AAAAAAAAAA0/jbHTs1LY3_M/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-857447687326261723</id><published>2007-04-07T18:49:00.000+01:00</published><updated>2008-12-13T02:57:23.684Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Jantar bloguista da Primavera&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Para informações e inscrições clicar&lt;span style="color:#3333ff;"&gt; &lt;a href="http://os-convivas-do-costume.blogspot.com/"&gt;aqui &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;O jantar está previsto para as 20.00 horas, mas a concentração, no bar do restaurante, para iniciar a cavaqueira é a partir das 18.30. Todos cedinho para a conversa ser longa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/RhfY3JIMxhI/AAAAAAAAAAk/6wmPotQPxt8/s1600-h/Abraao.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5050743948974016018" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/RhfY3JIMxhI/AAAAAAAAAAk/6wmPotQPxt8/s200/Abraao.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O judaísmo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;(segunda parte)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Época Bíblica I&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Abraão nasceu em Ur, cidade dos Caldeus, uma das maiores metrópoles e mais importantes do mundo antigo.&lt;br /&gt;Se Abraão cresceu e atingiu a maioridade numa cidade que era um dos centros mais altamente civilizados daquele tempo, porque se terá Taré, seu pai, e a sua família mudado para Harã, um lugar muito distante ao norte do vale do Eufrades, distando de Ur cerca de mil e quinhentos quilómetros? O motivo não se sabe ao certo, mas fosse qual fosse a razão, o facto é que a mudança ocorreu.&lt;br /&gt;Segundo o Livro Génises do Antigo Testamento, Taré, juntamente com a sua família, abandonou a cidade de Ur, na Mesopotâmia, e desceu em direcção ao Sul, pelas margens do Eufrades. Taré era membro de uma tribo semita, do grupo étnico descendente de Sem (filho do lendário Noé). A data da emigração de Ur para Harã corresponde à Idade Patriarcal da Bíblia que por sua vez corresponde ao período médio da Idade do Bronze de 2.000 – 1.500 aC.&lt;br /&gt;Pouco se sabe sobre a vida de Taré e sua família em Harã. Com a morte de Taré, a liderança da tribo ficou com Abraão.&lt;br /&gt;As primeiras informações referentes a Abraão são dadas pela Bíblia, quando Deus lhe falou dizendo que devia deixar a casa de seu pai e partir para uma terra que Ele lhe indicaria. E prometeu-lhe: “de ti farei uma grande nação, e te engrandecerei.”&lt;br /&gt;Abraão obedeceu e partiu para Canaã. Viajou pela rota mais directa, seguindo para o Sul ao longo das margens do rio Balki e depois atravessando o deserto sírio chega a Tadmor, mais conhecida como Palmira.&lt;br /&gt;Daí teria andado mais cerca de duzentos quilómetros até Damasco. O Caminho que tomou a seguir até armar o seu primeiro acampamento em frente da antiga cidade de Siquém, não se sabe.&lt;br /&gt;A casa de Abraão era muito grande com um elevado número de servos e escravos e muitos rebanhos e manadas.&lt;br /&gt;Este grupo deve ter parecido uma terrível ameaça aos habitantes de Canaã, cuja terra estava sujeita a frequentes invasões nómadas. Além disso reinava uma grande seca, a água era escassa e os pastos tinham sido tosados até à raiz.&lt;br /&gt;Por causa da seca, as áreas de pasto de Canaã não podiam suportar os rebanhos e manadas de Abraão, de modo que, como muitos nómadas desse tempo, Abraão teve de procurar refúgio na terra irrigada pelo imenso Nilo.&lt;br /&gt;Tomaram então a direcção do deserto da Judeia, passando pela cidade de Jebeus, que devido ao seu crescimento em tamanho e importância mais tarde viria a ser conhecida como a famosa cidade de Jerusalém. Depois, em direcção ao Sul, desce da região elevada da Judeia até à região de Bersheva. Depois, numa caminhada de trezentos e vinte quilómetros, chega à fronteira egípcia.&lt;br /&gt;A entrada no Egipto deveu-se ao facto, segundo parece, de que Abraão era uma pessoa bastante importante, ao ponto de o Faraó ter procurado fazer uma aliança com ele. Foi dito ao faraó que Sara, mulher de extrema beleza, era irmã de Abraão, o faraó levou-a para o seu palácio. Nessa mesma noite soube que Sara era, na realidade, esposa de Abraão e, irritado por ter sido enganado, baniu Abraão e o seu povo das terras do Egipto.&lt;br /&gt;Pastoreando os seus rebanhos, Abraão inicia a viagem de regresso ao Norte, regressando às montanhas secas de Canaã, onde uma vez mais voltou a sentir dificuldades por causa dos pastos. Como não eram aceites pelas gentes de Canaã, armou os seus servos tomou posse da região, onde ele e o seu povo cresceram e prosperaram.&lt;br /&gt;Foi aí que Deus apareceu novamente a Abraão e repetiu a Sua promessa de que ele se tornaria pai de muitas nações e que ele e sua semente herdariam a terra de Canaã (Palestina) para sempre.&lt;br /&gt;Foi aí que Agar, serva de Sara, lhe deu um filho, chamado Ismael, que estava destinado a ser o antepassado do povo árabe. Aí, também, a idosa Sara, que há muito tempo era estéril, deu a Abraão o seu bem amado filho Isaac.&lt;br /&gt;Abraão passou o seu poder patriarcal a seu filho Isaac e deste para Jacob que depois o passou para os seus doze filhos. Um deles, chamado José foi vendido pelos irmãos como escravo. Os ismaelitas que o compraram eram um grupo de mercadores que se dirigiam para o Egipto, onde venderam José.&lt;br /&gt;Chegou ao Egipto no período entre o Médio e o Novo Império, durante a dominação dos Hicsos, um povo de origem semita como ele.&lt;br /&gt;Sabe-se que José ascendeu a uma posição de grande destaque sob o reinado de um dos faraós hicsos. Entrou como escravo e tornou-se primeiro-ministro graças à sua habilidade de interpretar os misteriosos sonhos do faraó. Predisse uma grande fome e salvou a nação, pondo de lado o trigo de sete anos de fartura para serem usados durante os sete anos da fome.&lt;br /&gt;Na qualidade de primeiro-ministro chamou os seus irmãos e o seu povo para o Egipto e estabeleceu-os na rica região do delta conhecida na Bíblia com o nome de Gósen.&lt;br /&gt;Os Filhos de Israel – a família de José e as famílias dos seus onze irmãos, que constituíam as Doze Tribos - estabeleceram-se permanentemente no Egipto nessa época, fazendo dele a sua pátria durante as doze ou catorze gerações seguintes, até ao tempo de Moisés.&lt;br /&gt;Não haviam passados muitos anos depois da morte de José quando chegou para o Egipto o dia do ajuste de contas coma expulsão dos Hicsos do país. Os príncipes naturais do Egipto começaram a revoltar-se. O Príncipe Ames derrotou os Hicsos com um considerável exército. A recordação dos anos de humilhação sob os Hicsos suscitou uma atitude militante e agressiva entre os egípcios. Nos anos que se seguiram o Egipto tornou-se uma potência temida.&lt;br /&gt;(continua)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-857447687326261723?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/857447687326261723/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=857447687326261723' title='30 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/857447687326261723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/857447687326261723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2007/04/jantar-bloguista-da-primavera-para.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/RhfY3JIMxhI/AAAAAAAAAAk/6wmPotQPxt8/s72-c/Abraao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>30</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-6978724620071223202</id><published>2007-03-30T19:23:00.000+01:00</published><updated>2008-12-13T02:57:23.892Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Jantar bloguista da Primavera&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Para informações e inscrições clicar&lt;span style="color:#3333ff;"&gt; &lt;a href="http://os-convivas-do-costume.blogspot.com/"&gt;aqui&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://os-convivas-do-costume.blogspot.com/"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5047785689419297090" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/Rg1WVxgjMUI/AAAAAAAAAAU/16UA4Mp2AMM/s320/mul.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;O Judaísmo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(primeira parte)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;As raízes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mais remota antiguidade o território situado entre a embocadura os rios Tigre e Eufrades, era um pântano coberto de floresta virgem, mato e extensos canaviais de bambus. A luxuriante vegetação atraiu os povos que se tinham instalado nos desertos do Ocidente e nas montanhas do Leste.&lt;br /&gt;Há cerca de 3.000 aC., entraram na região novas tribos em vagas sucessivas. Os recém-chegados com maior interesse, que se estabeleceram na embocadura dos rios, foram os Sumérios, portadores de uma cultura que parece ter as mesmas raízes dos povos que se instalaram, na mesma altura, no Vale do Indo e fundaram uma sociedade assaz evoluída.&lt;br /&gt;Na região dos Sumérios nasceram cidades, sem dúvida das mais antigas do Mundo. A mais célebre foi Ur, a Ur dos Caldeus, como vem referenciada no Velho Testamento. Foi a cidade natal de Abraão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Sumérios viam a origem de todas as coisas em dois princípios opostos: Apsu, princípio masculino, o princípio do bem, e Tiamat, princípio feminino, o princípio do mal. Apsu era o pai do mar e das plantas, enquanto Tiamat era a mãe do lodo e dos monstros.&lt;br /&gt;Da reunião destes dois princípios nasciam deuses: em primeiro lugar, o deus do Céu e a deusa da Terra. Tinham três filhos, os maiores deuses propriamente ditos. Anu, que reinava no Céu, Ea, que reinava no mar, e Enlil, que reinava na Terra.&lt;br /&gt;Acreditavam que os deuses tinham criado o homem para os servir. Para criar o homem, Ea tomara um pouco de argila e misturou-a com o sangue de um outro deus que tinha morto: e assim surgiu um novo ser. (&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;E com o barro Deus fez o homem, Génesis&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;O homem participa, portanto, tanto do divino como do terrestre – é a “imagem dos deuses” - (&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Deus fez o homem à sua semelhança, Génesis&lt;/span&gt;), mas como Enil era o deus da Terra, a Suméria e toda a humanidade estavam sob o seu poder.&lt;br /&gt;Os três deuses também tinham criado o Sol, a Lua e os planetas. Diversos deuses eram associados aos corpos celestes, ideia retomada por civilizações posteriores.&lt;br /&gt;A ideia do pecado original também aparece na literatura suméria. Nos arquivos de El-Amarna, como na biblioteca de Assurbanipal, aparecem fragmentos de uma primeira narrativa, cujo herói é Adapa, “a semente da humanidade”, isto é, o primeiro homem.&lt;br /&gt;Mas este Adapa deu um passo em falso que lhe fez perder a imortalidade, assim como à sua descendência. (&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;È fácil identificar Adapa como o Adão da Bíblia&lt;/span&gt;).&lt;br /&gt;Adapa era filho de Ea. Seu pai tinha-lhe legado a sabedoria, mas não a vida eterna. Este primeiro homem era bateleiro e vivia da pesca. Habitava perto do templo de Ea, onde oferecia a seu pai e senhor o pão, a bebida e o peixe que pescava.&lt;br /&gt;Mas, um dia em que pescava no mar alto, o vento sul voltou-lhe o barco. Furioso, Adapa conseguiu agarrar-se às asas de um demónio e arrancar-lhas, de forma que o demónio já não pode voar.&lt;br /&gt;Quando Anu, o deus do Céu, teve conhecimento do acto de Adapa, encolerizou-se e chamou o culpado. Ea que sabia o perigo que ameaçava o filho aconselhou-o a não comer pão e nem beber água que o deus do Céu lhe oferecesse, pois perderia a vida.&lt;br /&gt;Mas as coisas não se passaram como Ea tinha imaginado. Adapa chegou ao Céu e Anu, quando o viu, perdeu a sua cólera. Não só perdoou a Adapa, como ainda decidiu, num belo gesto, mostrar-se mais generoso do que Ea. Ordenou aos seus servidores que presenteassem o seu convidado o pão e a água que dão a imortalidade.&lt;br /&gt;Adapa, não esquecendo o conselho de Ea, recusou o que lhe era oferecido. Anu ordenou então aos espíritos que o serviam: “ Tomai conta dele e mandai-o de novo para a Terra”. Este mal entendido privou, assim, Adapa da imortalidade. ( &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Expulsão de Adão do paraíso&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;Enlil estava descontente com os homens e com a aprovação dos outros deuses, resolveu castigá-los pelos seus pecados enviando-lhes uma terrível inundação. Mas Ea opunha-se a este projecto e deu dele conhecimento ao seu amigo Utanapishtim. Este construiu então um barco, que o protegeu, assim como à sua família e aos seus animais. Em seguida, os outros deuses também lamentaram ter enviado o Dilúvio e alegraram-se com o facto de o género humano ter sobrevivido à inundação. ( &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Passagem bíblica de Noé e o dilúvio&lt;/span&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Sumérios faziam uma ideia muito sóbria a respeito do que os esperava depois da morte. O homem sob a forma de espírito, continuava a sua existência nos infernos. Depois da morte ninguém alcançava a felicidade, por isso os Sumérios prestavam culto aos seus deuses sem outra esperança senão a de adquirirem bens terrestres, como a riqueza e a saúde.&lt;br /&gt;Contemporâneo de Abraão é Hamurábi que compilou as leis que formam o famoso Código de Hmurábi. Influenciadoras dos Mandamentos de Moisés, vários aspectos das leis israelitas expostas em O Êxodo mostram uma acentuada parecença com as leis de Hamurábi.&lt;br /&gt;Também mais tarde, durante o exílio na Babilónia, os Judeus foram influenciados pela religião de Zaratustra. Monoteísta, a sua doutrina só conhece a existência de um único deus, Ahura-Mazda.&lt;br /&gt;(continua)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-6978724620071223202?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/6978724620071223202/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=6978724620071223202' title='26 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/6978724620071223202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/6978724620071223202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2007/03/jantar-bloguista-da-primavera-para.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/Rg1WVxgjMUI/AAAAAAAAAAU/16UA4Mp2AMM/s72-c/mul.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>26</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-1577482357697788090</id><published>2007-03-23T20:59:00.000Z</published><updated>2007-03-26T21:41:59.335+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;Jantar bloguista da Primavera&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Para informações e inscricões clicar&lt;/span&gt; &lt;a href="http://os-convivas-do-costume.blogspot.com/"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket" src="http://i166.photobucket.com/albums/u98/departed_bucket/146a20Vliegende20flamingos20Nakuru.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;JAMBO!&lt;br /&gt;NI DO LANGU DE JINA BWANA AUGUSTO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rendido à música e ao tema, hoje não vou abordar nenhum tema de Filosofia, quer Oriental ou Ocidental, mas convidá-los, a escutar a Filosofia africana, através da música do blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A letra em Swahili&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Kiseo sobet&lt;br /&gt;Nwan Gaza nguvu hyeni mbololo&lt;br /&gt;Mwangaza maridadi dunia&lt;br /&gt;Kiseo sobet&lt;br /&gt;Nwangaza nguvu kiseo uima&lt;br /&gt;Nwangaza loboiyet&lt;br /&gt;Kiseo numbilwe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indet sobet maisha kimnatet&lt;br /&gt;Nwangaza mbololo maridadi&lt;br /&gt;Tangus maumbile nguvu liseo sobet&lt;br /&gt;Maridadie loboiyet&lt;br /&gt;Nyororo mumbilwe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Tradução da tradução possível de swahili para inglês, o poema, mesmo assim, é um maravilhoso hino à vida e à Natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maravilhosa vida&lt;br /&gt;Luz tão forte mas suave&lt;br /&gt;Belo mundo brilhante&lt;br /&gt;Maravilhosa vida&lt;br /&gt;Brilhante bela vida&lt;br /&gt;Forte beleza de vida&lt;br /&gt;Maravilhosa Natura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Forte Natura&lt;br /&gt;Suave beleza brilhante&lt;br /&gt;Suave Natura beleza de vida&lt;br /&gt;Maravilhosa luz&lt;br /&gt;Suave gentil Natura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Swahili é o idioma Bantu com maior número de falantes. É uma das línguas do Quénia, Tanzânia e do Uganda, embora as suas raízes, os povos Suaíli, sejam originários apenas das regiões costeiras.&lt;br /&gt;É uma língua africana que pertence ao subgrupo sabaki das línguas banto. É falada por 50.000.000 pessoas no mundo, incluindo, além dos países que a têm como língua não oficial, Uganda e a República Democrática do Congo. É também falado com alguma frequência nas áreas urbanas do Burundi e do Ruanda, no Sul da Somália até ao Norte de Moçambique (ao longo do litoral da África Oriental), na Zâmbia e no Sul da Etiópia. Existem também algumas comunidades de falantes de swahili em Madagáster e nas ilhas Comores.&lt;br /&gt;Contudo, a maior parte dos seus falantes não a usam como língua materna. Crê-se que apenas 2 a 3 milhões, 50.000.000 estão nesta situação, o que significa que a grande maioria fala como língua materna outro idioma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto retirado da Wikipedia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-1577482357697788090?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/1577482357697788090/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=1577482357697788090' title='26 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/1577482357697788090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/1577482357697788090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2007/03/jambo-ni-do-langu-de-jina-bwana-augusto.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><thr:total>26</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-6135000785065834039</id><published>2007-03-17T12:47:00.000Z</published><updated>2007-03-18T16:16:45.672Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Jantar bloguista da Primavera&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Para informações e inscricões clicar&lt;/span&gt;&lt;a href="http://os-convivas-do-costume.blogspot.com/"&gt; &lt;span style="color:#cc6600;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Livre arbítrio?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O conceito mais profundamente arreigado ao ser humano é a presumível capacidade do livre arbítrio.&lt;br /&gt;É esta ilusão que o leva a admitir que as opções na vida são da sua livre escolha.&lt;br /&gt;Eu decido, escolho, opto, tenho discernimento, calculo, avalio.&lt;br /&gt;É com esta falsa subjectividade, que acreditamos estar em contacto cognitivo com o mundo objectivo, que nasce o senso de separação e a inevitável dependência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisemos as “nossas” decisões, as “nossas” acções, as “nossas”crenças e suas compreensões, que aconteceram no passado. Peguemos nelas por estarmos absolutamente convencidos, de que eram “nossas”, e que surgiram pela nossa vontade independente.&lt;br /&gt;Em seguida, procuremos o pensamento ou acção imediatamente precedente. O que tínhamos pensado ou feito antes desse pensamento de análise. E daí, novamente para a acção ou pensamento precedente. E assim por diante.&lt;br /&gt;Se formos suficientemente honestos connosco próprios, e recuarmos o suficiente, chegaremos, em toda e qualquer acção ou pensamento, dos quais estávamos convencidos de que eram “nossos”, a um ponto, que foi a ocorrência de um pensamento não-volutivo, que apareceu do nada, e que agiu como o despoletar para todo esse processo de iniciar o nosso eu.&lt;br /&gt;Este “pensamento-despoletador” original, por assumir uma autoria, transforma-se em “nosso” pensamento, originando o “eu”, que desencadeia uma série de pensamentos secundários, convertendo-os em “nossas” decisões.&lt;br /&gt;A Física Quântica descreve o “pensamento” como uma “função de onda” que representa uma probabilidade particular, e essa ocorrência não-volutiva é considerada como um “colapso” de uma função particular da onda, dentro do Infinito Campo de Todas as Funções de Ondas. Além disso as experiências neurocirúrgicas mostram que entre o pensamento não-volutivo original e o seguimento da autoria, existe um lapso de tempo de 500 milésimos de segundo.&lt;br /&gt;O surgimento da autoria, a produção de pensamentos secundários, é o condicionamento-no-momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que se entende por condicionamento-no-momento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos nós que escolhemos qual o espermatozóide, entre milhões ejaculados pelo nosso pai, para fertilizar o óvulo da nossa mãe, formando o complexo óvulo-esperma, com uma estrutura de DNA única?&lt;br /&gt;É essa estrutura de ADN, que vai sofrer todos os impactos genéticos dos nossos pais e de nossos avós e se formos mais além, da nossa Mãe Africana há alguns milhões de anos, e os impactos das intervenções do meio-ambiente, como a educação ou ausência dela, valores sociais, intervenções vindas do campo religioso, etc. dentro dos quais nós crescemos e não tivemos qualquer controle, para formar o “condicionamento-no-momento” no seu complexo psicológico.&lt;br /&gt;A intervenção continua, momento a momento, alterando, apurando e mudando a estrutura original de ADN, daí o termo “condicionamento-no-momento”. É este condicionamento-no-momento que caracteriza a nossa resposta, a uma intervenção, naquele momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso quotidiano é invadido por influências externas que o condicionam, levando as nossas decisões a não serem genuínas mas condicionadas por ele. O que era moda ontem, hoje é dejá vu, sem que para isso tivéssemos a mais pequena interferência, contudo, inconscientemente rejeitamos a anterior para aceitarmos a actual, como se esta tivesse sido escolhida por nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos uma espécie de computador, sem liberdade para produzir qualquer resposta, excepto as que estão carregadas no sistema operacional.&lt;br /&gt;A diferença é que no computador, nós podemos desinstalar o que está carregado, e no computador biológico, o pensamento não-volutivo não pode ser desistalado, pois ele faz parte da nossa essência.&lt;br /&gt;O livre arbítrio, conforme nós o queremos entender, não existe, sendo as nossas acções ou pensamentos, sempre condicionados pelos anteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;A feitura deste texto foi inspirada num site da net, dedicado a conjecturas filosóficas, de onde retirei algumas dicas. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-6135000785065834039?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/6135000785065834039/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=6135000785065834039' title='29 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/6135000785065834039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/6135000785065834039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2007/03/livre-arbtrio-o-conceito-mais.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><thr:total>29</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-1573829678393963013</id><published>2007-03-10T16:54:00.000Z</published><updated>2008-12-13T02:57:24.022Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/RfLq_d6AM6I/AAAAAAAAAAM/zm9MGcCiQw0/s1600-h/C05_zen.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5040349309061575586" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/RfLq_d6AM6I/AAAAAAAAAAM/zm9MGcCiQw0/s320/C05_zen.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;O Zen&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prática Zen é a filosofia oriental mais difícil de ser compreendida pelo Ocidente.&lt;br /&gt;O Zen não é um sistema fundamentado na lógica nem na análise, é o oposto à lógica e ao modo dualista de pensar. Zen é uma escola budista que tem por objectivo chegar à Iluminação, ou satori, entendida como o resultado inexorável de uma prática bem conduzida. Tem por base o auto conhecimento e a autoconfiança, e ensina que a natureza de Buda, ou seja, a potencialidade para atingir a Iluminação, é inerente a todas as pessoas, que a ignorância faz com que fiquem adormecidas.&lt;br /&gt;Tentar definir o Zen é como tentar prender o vento numa caixa.&lt;br /&gt;Não é nem contemplativo nem activista, porque é as duas coisas ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;Foi organizado com a finalidade de pôr a salvação ao alcance de todos, para que cada um realize a sua natureza de Buda e conquiste a Iluminação.&lt;br /&gt;O Zen nada tem a ensinar, nem impõe qualquer conjunto de doutrinas aos seus seguidores. O seus adeptos podem formular conjuntos de doutrinas, formulando-as por sua conta e para benefício próprio, e não do Zen. No Zen não há livros sagrados ou afirmações dogmáticas, nem fórmulas simbólicas através da qual se obtenha um acesso à sua significação. O Zen nada ensina, qualquer ensinamento que exista no Zen vem mediante a nossa mente. Ensinamo-nos a nós mesmos, o Zen meramente aponta o caminho.&lt;br /&gt;Para resumir ocidentalmente a prática Zen, pode-se dizer que ela é o mergulho mais profundo em nós mesmos.&lt;br /&gt;É o despertar do homem para a sua essência intrínseca verdadeira e disposição de permanecer receptivo ao Ser no seu interior, a fim de manifestá-lo no seu mundo, livremente e sem medo.&lt;br /&gt;O conhecimento de tudo que bloqueia o caminho do despertar e da renovação é decisivo para toda prática que visa forjar um homem novo.&lt;br /&gt;Como o que constitui o bloqueio é o eu que define, com a sua forma de consciência e seu sistema de vida, a partir dos quais o homem identificado com esse eu sente e pensa,&lt;br /&gt;o objectivo central do Zen é abolir essa identificação, é derrubar o eu e a sua carapaça, demolindo o seu sistema de vida.&lt;br /&gt;Porém, tudo isto supõe um pré-requesito: é preciso que aquele que busca esteja realmente disposta a encontrar; que o praticante esteja realmente disposto a aprender, isto é, que se prontifique a seguir o seu guia, sentir-se como aluno.&lt;br /&gt;Na prática Zen a ligação discípulo-mestre é fundamental.&lt;br /&gt;Só se pode chamar de discípulo quem é capaz de ter uma inabalável confiança e cativado pelo incondicional, é capaz de se submeter a qualquer situação e suportar os rigores da senda através da qual o mestre o guia.&lt;br /&gt;Os métodos para a prática Zen exigem rigoroso treinamento e variam de acordo com a seita que os pratica. Entre esses métodos desta-se o dos Koan, adoptado pela escola Rinzai, que consiste em dar ao discípulo uma frase paradoxal para que medite sobre ela. Existem mais de 1.700 Koans do tipo: “se tens um bastão, te darei um; se não tens, tirarei o que possuis” ou ainda: “qual o som de uma só mão batendo palmas?”. Os Koans devem ser repetidos individualmente e constantemente.&lt;br /&gt;Outro método é o zazen, que consiste em meditação sentada e é a base da escola Soto.&lt;br /&gt;De pernas cruzadas, coluna erecta, sem pensar em nada de especial, mas também sem reprimir os pensamentos que surgem na mente, o discípulo se exercita. Há ainda o método nembutsu, invocação contínua do Buda Amida.&lt;br /&gt;TUDO OU NADA está escrito em letras maiúsculas sobre o portal da sala de práticas frequentada pelo discípulo. Este deixa tudo para trás, e só uma certeza o acompanha: de agora em diante, ele não irá mais se deparar com a arbitrariedade, mas com o olhar da sabedoria que, ao concentrar-se na sua essência intrínseca, se vale de qualquer meio para trazê-la à tona, para reavivá-la, pois o significado da morte que ele espera não é a morte propriamente dita, mas a Vida que transcende a vida e a morte. Não se trata da destruição da existência, mas do Ser que se irradia através da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os menos avisados e dominados pela mítica oriental, convêm assinalar o que a prática Zen não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para atingir um estado de graça. Ter visões. Ver luzes brancas, róseas ou azuladas. Para cultivar poderes especiais. Para ter sentimentos agradáveis, felizes. Para se sentir bem, em vez de mal. Para se estar sempre calmo ou controlado. Para conseguir um estado corporal de saúde absoluta, ou protecção contra qualquer tipo de doença grave.&lt;br /&gt;Para alcançar um estado em que a pessoa conhece tudo de tudo. Para alcançar uma espiritualidade, pelo menos como a palavra costuma ser entendida.&lt;br /&gt;Todos esperamos mudar, chegar a um lugar! Essa é em si uma falácia básica. Porem o contemplar desse desejo começa a esclarecê-lo e a prática essencial de nossa vida se altera conforme a executamos. Começamos a compreender que o nosso desejo de ser melhor, de chegar a algum lugar, é a ilusão em si, a fonte de todo o sofrimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Originário da Índia, o Zen remonta ao sermão da flor, em que Buda, cercado de discípulos revirou uma flor nas suas mãos e sorriu em silêncio. A transformação do Budismo indiano na doutrina, hoje conhecida pelo nome de Zen, e em chinês Ch’an, deve-se ao filósofo chinês Zhuangzi, contudo o seu maior expoente foi Bodhidharma, mestre indiano que chegou à China cerca do ano 520, durante o reinado do imperador Wu-ti (502-540), que era um budista devoto.&lt;br /&gt;Conta-se que o imperador convidou Bodhidharma a visitar o seu palácio, e a fim de este lhe transmitir os seus ensinamentos, perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;“Tenho construído muitos templos, copiado inúmeros sutras e ordenado muitos monges, desde que me tornei imperador. Portanto, pergunto-lhe: qual é o meu mérito?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;“Nenhum!”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;, respondeu Bodhidharma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O imperador insistiu: &lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;“Por que não tenho mérito?”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Bodhidharma replicou: &lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;“Fazer as coisas para obter mérito tem um motivo impuro e só revelará o fruto mesquinho do renascimento.”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O imperador, um tanto aborrecido, então perguntou: &lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;“Qual é o princípio mais importante do Budismo?”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ao que Bodhidharma respondeu: &lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;“Um grande vazio. Nada sagrado.”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O imperador agora confuso e bastante indignado inquiriu: &lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;“Quem é este que está diante de mim?”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Bodhidharma falou: &lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;“Eu não sei.”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também diz a tradição, que vendo que o imperador não entendeu, Bodhidharma cruzou o rio para Shaolin, onde ficou em meditação durante nove anos, voltado para a parede de uma gruta.&lt;br /&gt;A Dinastia T’ang (620-906) foi a Idade de Ouro do Zen na China.&lt;br /&gt;Depois de Bodhidharma, formaram-se diversas escolas de prática de Zen, mas duas se destacaram, que viriam a tomar o nome de Rinzai e Soto, quando da sua introdução no Japão entre os séculos XII e XIII. A seita Rinzai foi pregada pelo monge chinês Eisai, a Soto pelo monge chinês Dogen.&lt;br /&gt;Em 1184, Eisai construiu o primeiro templo do Zen no Japão, que se chamava Shofuku-ji e ainda hoje existe. Mais tarde mudou-se para Kyoto onde se estabeleceu definitivamente.&lt;br /&gt;Entre os séculos XIII e XIV passou a ser muito popular na classe dos Samurais que dominavam o Japão. Os Samurais valorizaram a imediata praticabilidade do treinamento, que era adaptado para satisfazer as necessidades daqueles tempos de turbulência. A coragem e a determinação dos guerreiros fizeram deles discípulos particularmente fortes, criando o sistema “Guerreiro Zen”, com o seu Koan próprio.&lt;br /&gt;Entretanto, o Soto Zen desenvolvia-se independente da agitação política.&lt;br /&gt;Dogen dedicou-se à prática zazen. A essência fundamental do Zen, que ele ensinava, era que a prática ou actividade do dia-a-dia, é a expressão da própria Iluminação. Por este motivo, começou a dar grande ênfase aos detalhes da actividade quotidiana, e encarava cada momento como uma oportunidade de expressar a gratidão pela natureza de Buda.&lt;br /&gt;Em 1236, Dogen fundou o seu próprio templo e a sua fama de mestre começou a espalhar-se. Nada tinha em comum com as lutas do poder aristocrático e militar do seu tempo, e combinando com a sua insistência em afirmar que homens e mulheres eram igualmente capazes de realizar o Caminho de Buda, fez do Soto uma tradição sem classes.&lt;br /&gt;Os ensinamentos de Dogen tiveram um incomensurável impacto sobre o Zen Japonês e nenhum discípulo bem intencionado poderá desprezar a sua obra.&lt;br /&gt;O Zen exerceu grande influência no espírito e na cultura japonesa. A cerimónia do chá, a arte do arco, do manejo da espada, a jardinagem e a pintura empregavam os princípios básicos do Zen. Nos séculos XIV e XV foi adoptado como religião oficial, mas a partir do século XVII começou a ser perseguido e abandonado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Este caminho&lt;br /&gt;Ninguém já o percorre,&lt;br /&gt;Salvo o crepúsculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que árvore florida&lt;br /&gt;Chega? Não sei.&lt;br /&gt;Mas é seu perfume&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Bashô Matsuo (1644-1694), considerado o primeiro e maior poeta japonês. Versátil, os seus poemas sugerem os mais variados estados de espírito: humor, depressão, euforia, confusão,… permitindo uma consciência da grandiosidade da natureza (física e humana). &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;O tema foi basedo em textos de:&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Thich Nhat Hann e Shunryu Suzuki&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-1573829678393963013?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/1573829678393963013/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=1573829678393963013' title='28 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/1573829678393963013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/1573829678393963013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2007/03/o-zen-prtica-zen-filosofia-oriental.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/RfLq_d6AM6I/AAAAAAAAAAM/zm9MGcCiQw0/s72-c/C05_zen.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>28</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-116687915947542413</id><published>2007-03-03T12:53:00.000Z</published><updated>2007-03-03T12:53:57.840Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Quem sou eu?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Esta é a pergunta que muitas vezes fazemos, procurando com ela encontrar a justificação existencial da identidade de “nós mesmos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é se entende por realidade existencial da identidade que assumimos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se definirmos a realidade existencial como aquilo que a consubstancia sem depender de “outros” para a própria existência de “nós mesmos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teremos “nós mesmos” como - um nome – uma mulher, um homem – uma esposa, um marido, uma solteira, um solteiro – um filho, um pai – um amigo, um cidadão – uma entidade com convicções e valores – uma busca espiritual – um organismo sensitivo com livre arbítrio – um conjunto de conhecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes são os principais fundamentos/definição com os quais construímos a nossa própria identidade, contudo, nenhum deles existe por si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginemos, por hipótese, que somos o único ser existente e questionemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem os “outros”, o nosso nome teria algum significado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem os “outros” a identidade que assumimos como de mulher, de casada, de mãe, tem algum significado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem os “outros” o conceito de amigo e de cidadão teria algum significado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem os “outros”, as convicções, a busca espiritual e o conhecimento, teria algum significado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem os “outros”, a convicção de ser um organismo humano com livre arbítrio, tem algum significado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que forma, o fundamento/definição, pode conter a realidade da nossa identidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando, se pensarmos bem, nem o conhecimento completo do nosso aspecto físico temos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem os “outros” Quem sabe qual é a configuração da sua face, a cor do seu cabelo ou o formato das costas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluímos que: sem os “outros” aquilo que consubstancia a existência de “nós mesmos”, não tem nenhum significado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A afirmação de Descartes, eu penso logo existo, não é suficientemente abrangente, porque na realidade, essa existência não contempla a identidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A identidade de “nós mesmos” como coisa individual não existe, é o resultado de uma interacção de conjunto com todos os “outros”, o singular só pode existir na pluralidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Quem sou eu?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; É uma tentativa do singular se demarcar do colectivo, que sem ele a resposta teria de ser, &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Nada &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-116687915947542413?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/116687915947542413/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=116687915947542413' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/116687915947542413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/116687915947542413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2006/12/quem-sou-eu-esta-pergunta-que-muitas.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-116679128692035804</id><published>2007-02-24T12:20:00.000Z</published><updated>2007-02-24T12:17:07.531Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6230/776/1600/674103/laotzu.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6230/776/320/533589/laotzu.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Lao-Tseu e o Tauísmo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A origem da filosofia Tauísta é atribuída aos ensinamentos do mestre chinês Lao-Tseu (velho mestre), contemporâneo de Confúcio durante os anos 550 a.C.&lt;br /&gt;Como o Budismo, muitos factos da sua vida são lendas, como supostamente já ter nascido velho. Nasceu no Sul da China por volta do ano 604 a.C. Alto funcionário na corte dos Tcheu, por desaprovar a tirania dos regentes do seu governo, renunciou ao cargo e emigrou para o Tibete. Ele tentou ensinar que os homens deveriam viver uma vida simples, sem honrarias ou conhecimento.&lt;br /&gt;Atribui-se-lhe um fim maravilhoso. Com 80 anos, no momento em que, montado num búfalo, ia a transpor as fronteiras do império, o funcionário alfandegário Yen-Hi pediu-lhe que lhe ensinasse a verdade. Lao-Teseu parou e, em poucos dias, escreveu o seu famoso tratado, o Tao-Te-Ching, o “Caminho e seu Poder” ou o “Caminho dos Princípios Morais” de 81 capítulos. Entregou-o ao empregado alfandegário e em seguida, voltando a montar o seu búfalo partiu para nunca mais voltar. Segundo a História morreu em 517 a.C.&lt;br /&gt;Lao-Tseu retoma a antiga teoria do Tao, “o caminho”, que enriquece na sua obra Tao-Te-Ching, em que o Tao aparece como princípio de todas as coisas e esta é base da ordem física e moral do universo.&lt;br /&gt;Segundo os ensinamentos do Taoísmo, o Tao (caminho) é considerado a única fonte do universo, eterno e determinante de todas as coisas. Os taoístas crêm que quando os eventos e coisas são permitidas existir em harmonia natural com a força macro-cósmica, então existe paz.&lt;br /&gt;Seria &lt;em&gt;«o princípio externo de todas as coisas, a força que sustenta tudo o que existe, a lei que está em acção no mundo, sem falar nem agir, mas marcando a linha do justo, o único eterno, portanto o mais elevado princípio do mundo natural e moral»&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Apesar do Taoísmo originalmente ignorar um Deus criador, os princípios do Tao eventualmente tem o conceito de Deus. LaoTsé escreveu: &lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;“Antes do céu e da terra existirem, havia algo nebuloso... Eu não sei o seu nome, e eu o chamo de Tao.”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A vida das vidas não é vida quotidiana.&lt;br /&gt;O nome dos nomes não é nome quotidiano.&lt;br /&gt;O ser do Grande Todo não pode ser nomeado,&lt;br /&gt;Mas pode sê-lo a transformação do individuo,&lt;br /&gt;Com efeito, aquele que distingue de longe vê bem,&lt;br /&gt;Aquele que está muito interessado vê através das nuvens.&lt;br /&gt;Este duplo princípio só é uma oposição na representação&lt;br /&gt;que ele tem.&lt;br /&gt;Ele é o insondável – sobre o qual tudo assenta,&lt;br /&gt;A porta do último segredo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;(sentença 1)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para chegar a esta “via”, o homem deve afastar a ilusão deste mundo. Este universo fugaz e enganador, sujeito à alternância do Yang-Yin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Trinta raios juntam-se ao eixo,&lt;br /&gt;Mas o vazio que neles se espalha desenha a forma da roda.&lt;br /&gt;Fabricam-se os vasos com argila,&lt;br /&gt;Mas o vazio que a argila rodeia constitui o ser do vaso.&lt;br /&gt;A casa é formada de paredes, de janelas e de portas,&lt;br /&gt;Mas o vazui que entre elas subsiste constitui o ser da casa.&lt;br /&gt;Conclusão: o material é inútil,&lt;br /&gt;Mas é o imaterial que gera o verdadeiro ser.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;(sentença 11)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Varrida a ilusão, deduz-se que o verdadeiro conhecimento não deve ser procurado no exterior, mas em nós próprios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Podem conhecer-se os homens sem sair de casa.&lt;br /&gt;Sem olhar, pode ir-se mais fundo pela visão interior.&lt;br /&gt;Aquele que muito vê poucas coisas sabe.&lt;br /&gt;É por isso que o sage chega ao seu objectivo sem andar,&lt;br /&gt;Sabe sem observar, acaba sem querer.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;(sentença 47)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este programa de «acabamento sem querer», de «acção sem agir» (o Wu-Wei é a arte de ser activo, permanecendo passivo), é expressa pela última sentença:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A vida toda é atingir o equilíbrio sem combater.&lt;br /&gt;A vida do homem é agir sem ser sob pressão&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a sentença 48 esclarece:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O estudo leve longe e cada vez mais longe.&lt;br /&gt;A via traz sempre cada vez mais para trás,&lt;br /&gt;Até ao não querer.&lt;br /&gt;Pois não querer e não agir é o ser da comunidade.&lt;br /&gt;Perpetua ausência do querer particular, pois a vontade do indivíduo não faculta ordem a nenhuma comunidade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Em suma, o taoísmo de Lao-Tseu, ao pregar a «acção sem agir», incita o indivíduo a retirar-se das vaidades do mundo, a evitar a vida pública, a encaminhar-se para a meditação, a ascese, a mística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fundamento do Taoísmo é: &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;“Sujeite-se ao efeito, e não procure descobrir a natureza da causa”&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O Taoísmo é uma religião anti-intelectual, que leva o homem a contemplar e se sujeitar às leis aparentes da natureza, ao invés de tentar compreender a estrutura destes princípios. A doutrina básica do Taoísmo resume-se em uma forma prática, conhecida como as “Três Jóias”: compaixão, moderação e humilhação. A bondade, simplicidade e delicadeza também são virtudes que o Taoísmo busca aparentar às pessoas.&lt;br /&gt;Os ensinos de Lao-Tseu eram, em parte, uma reacção contra o Confucionismo humanístico e ético daquele tempo, que defendia que as pessoas só poderiam viver uma vida exemplar, se estivessem inseridas numa sociedade bem disciplinada, e que se dedicassem aos rituais, deveres e serviços públicos.&lt;br /&gt;O Taoísmo, por sua vez, enfatizava que as pessoas deveriam evitar todo tipo de obrigações e convívios sociais, e se dedicassem a uma vida simples, espontânea e meditativa, voltada à natureza. Por isso, o imperador Shi-Hang-Ti mandou queimar os livros de Confúcio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-116679128692035804?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/116679128692035804/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=116679128692035804' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/116679128692035804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/116679128692035804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2006/12/lao-tseu-e-o-tausmo-origem-da.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-116879505688794589</id><published>2007-02-17T12:55:00.000Z</published><updated>2007-02-17T13:14:48.135Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;O Tempo e a memória&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A problemática do Tempo, essa abstracção, tão sobejamente investigada e debatida, continua, apesar de tudo, a ser uma inquietude para mim, talvez por o Tempo que me resta não ser igual ao que já consumi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abstraí-me do que diz a ciência e suas leis e procurei uma explicação, mesmo que não seja definitiva, pelo menos abra uma janela para a sua compreensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recorrendo à Lógica, rabisquei algumas premissas que pudessem levar a uma conclusão, no mínimo, verosímil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim sendo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que analisamos um facto que ocorreu, obviamente, situamo-lo num tempo que passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presunção da ocorrência de um facto futuro, será uma probabilidade que só se realizará num tempo futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo o facto futuro, a probabilidade, uma projecção de um facto conhecido, o passado, sem a utilização da memória, o facto futuro não pode ser presumido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o Tempo não existe sem o facto, se este não fosse preservado pela memória, também o Tempo não o seria, era como o tempo nunca tivesse existido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, a inexistência do facto memorizado, impossibilitará a presunção do facto futuro e com ele o Tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a memória é uma relação com o passado, o Tempo também o que terá de ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, num presente sem memória, o tempo passado não existe e consequentemente a inexistência do tempo futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um indivíduo que subitamente passasse a padecer de amnésia, nesse momento o Tempo não existe para ele, só voltaria a ter a noção à medida que fosse construindo uma nova memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, se estiverem de acordo, talvez possamos concluir que o Tempo não passará de uma criação da memória, que sem ela nunca existiria, o que nos leva a concluir que para haver Tempo é imperioso haver memória, e que sem esta o Tempo esfuma-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este texto é dedicado à Isabel Mendes Ferreira, a dona das palavras sentidas do &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;a href="http://mendesferreira.blogspot.com/"&gt;Piano&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-116879505688794589?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/116879505688794589/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=116879505688794589' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/116879505688794589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/116879505688794589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2007/01/o-tempo-e-memria-problemtica-do-tempo.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-116730391482611709</id><published>2007-02-10T12:45:00.000Z</published><updated>2007-02-10T00:34:41.381Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6230/776/1600/375838/imageVR1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6230/776/320/24162/imageVR1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Hinduísmo pós bramânico&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;(terceira parte)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Por Hinduísmo propriamente dito entende-se o período moderno. As características principais são uma acentuada decadência de Brahma, a multiplicação de castas e seitas, a importância crescente da Devi, uma espécie de grande deusa. As muitas diferenças e divisões produziram enorme diversidade de cultos e sistemas no Hinduísmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O panteão hindu abriga um enorme número de deuses, expressões de Brahman único que encerra em si mesmo o universo todo. Acima de todas as expressões, está a superioridade de Deus, identificado como o antigo mito do primeiro homem, Parusa.&lt;br /&gt;O despedaçamento de seu corpo, que produziu o nascimento do universo, é a base da doutrina hinduísta de um Deus simultaneamente criador e destruidor da realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No panteão, Brahma vê-se superado por Shiva e Vishnu, em torno dos quais os demais deuses foram agrupados. A coexistência de tantas formas e manifestações religiosas criou os mais extraordinários símbolos: deuses com mil olhos, como Indra, Kali, que se popularizou principalmente por um dos seus filhos, Gansha, que é representado com vários braços e cabeça de elefante etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os hindus atribuem carácter religioso a todas as actividades, o que faz do Hinduísmo uma ordem social-religiosa que influi directamente na vida toda, desde a moral até à economia. De certa maneira, isso supera o pessimismo da desilusão e confere a cada momento da vida uma dimensão religiosa. São imperiosas as obrigações impostas pelo sistema de castas. Actuar de acordo com a casta a que pertence é, para o hindu, consequência da doutrina enraizada na ordem do universo. A ordem social divide as pessoas em castas, assim como a vida se manifesta em formas superiores e inferiores.&lt;br /&gt;Na sua estrutura mais antiga, o sistema era constituído por quatro castas: os brâmanes (sacerdotes), os Xatrias (guerreiros), os vaixás (burgueses) e os sudras (artesãos). Cada casta tem as suas próprias regras e está rigorosamente separada das outras. Não é permitido o casamento misto, nem fazer refeições em conjunto, nem a participação conjunta em actividades profissionais. A quebra de qualquer dessas obrigações implica a exclusão da casta, pelo que o indivíduo fica privado de todo o direito social e se torna um pária, sem casta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um longo período de elaboração filosófica e decadência do Bramanismo, apareceram no século VI a.C. o Jainismo e o Budismo como religiões distintas.&lt;br /&gt;Vardhman Mahavira, o Jaina e Siddharta Gautana, o Buda, seus fundadores, rejeitavam os dogmas védicos-brimânicos e anunciavam a auto-suficiência do homem para uma vida plena. O homem não precisa de um deus para realizar o seu destino. A preocupação social do budismo, que condenava o sistema de castas e o monopólio religioso dos brâmanes, mais tarde foi transferido para o Hinduísmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dos dissidentes, Jaina e Buda, tamém apareceu um reformador, Krishna, quando os ensinamentos védicos foram completamente esquecidos pelo povo.&lt;br /&gt;Um iniciado com o nome de Krishna, criado por ascetas que viviam retirados junto aos Himalaias, saindo de seu isolamento, renovou a religião primitiva. A história da sua vida e os princípios por ele defendidos são conservados até hoje em Livros Sagrados, nos santuários do sul do Industão. Como Jesus, Krishna, acompanhado de discípulos, saiu a pregar pelas vilas e cidades, sacrificando-se para implantar a doutrina. Alguns historiadores atribuem-lhe a autoria de dois Livros Sagrados da colecção religiosa da Índia: Ramaiana e Maabarata, mas não está provado.&lt;br /&gt;Krishna, além de renovar os princípios védicos, emprestando-lhes uma nova forma, poética e mais actualizada para a ocasião, falava aos discípulos da sua missão, aconselhando-os a guardar silêncio sobre as Verdades aprendidas com ele: &lt;em&gt;"Revelei-vos os grandes segredos. Não os digais senão àqueles que os podem compreender. Sois os meus eleitos: vedes o alvo; a multidão só descortina uma ponta do caminho." &lt;/em&gt;Por essas palavras fica compreendido que, desde então, já os Mestres pregavam simbolicamente ao povo, reservando a poucos escolhidos os segredos dos Mistérios. As pregações populares de Jesus assemelham-se muito às de Krishna. Eis apenas duas delas, para mostrar tal similaridade: &lt;em&gt;"Se conviveres com os bons, teus exemplos serão inúteis; não receeis habitar entre os maus, para os reconduzir ao bem".&lt;/em&gt; Quando os fariseus criticavam Jesus por comer com os pecadores, Ele disse: &lt;em&gt;"Não são os homens de boa saúde que necessitam de médico, mas sim os enfermos. Não vim chamar à conversão os justos, mas sim os pecadores."&lt;/em&gt; - &lt;em&gt;"As obras inspiradas pelo amor ao nosso semelhants, são as que mais pesarão na balança celeste."&lt;/em&gt; Esta máxima representa o &lt;em&gt;"Amai-vos uns aos outros",&lt;/em&gt; de Jesus. Todos os ensinamentos de Krishna traduzem nada mais do que os fundamentos védicos, e ponderados e meditados, podem trazer luz à alma, permitindo ao homem encontrar o caminho adequado para seu crescimento espiritual. Krishna forneceu a resposta mais sábia à pergunta constante e milenar dos que reclamam a elucidação da Essência e dos Desígnios de Deus: &lt;em&gt;"Só o Infinito pode compreender o Infinito. Somente Deus pode compreender Deus"&lt;/em&gt;. Selando sua Obra com o próprio sangue, deixou a Terra, legando à Índia a mais bela e verídica concepção do Universo e da Vida. Nesse ideal superior ela se manteve durante milhares de anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Resumindo a teologia do Hinduísmo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Tudo é Deus, Deus é tudo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;: o Hinduísmo ensina que o homem está unido à Natureza e com o Universo. O Universo é Deus, e estando unido ao Universo, todos são deuses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;O mundo físico é uma ilusão&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;: no mundo tridimensional, designado Maya, o homem e a sua personalidade não passam de um sonho. Para ficar livre dos sofrimentos (pagamento daquilo que foi feito na encarnação passada), a pessoa deve ficar livre da ilusão da existência pessoal e física.&lt;br /&gt;Através da Yoga e meditação transcendental, a pessoa pode transcender este mundo de ilusões e atingir a iluminação, a libertação final. O Hinduísmo ensina que o Yoga é um processo de oito passos que levam o praticante a perder o senso da existência individual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;A lei do Karma&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;: o bem e o mal que a pessoa faz, determinará como ela virá na próxima encarnação. A maior esperança de um hinduísta é chegar ao estágio em que se transforma no inexistente. Vir ser parte deste deus unipessoal, do Universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para lá da liturgia elaborada pelos interesses de classe, a Filosofia indiana, na sua Essência, é a que mais contribuiu e contribui para a compreensão de nós mesmos, o que somos nós, que tão magistralmente os Gregos souberam desenvolver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sua origem, portadores dessa Essência, os ocidentais foram brutalmente castrados na sua espiritualidade, durante cerca de dois milénios, por dogmas religiosos que, sem qualquer fundamento filosófico/espiritual, os subjugaram a um colectivo materialista, que os lançou num mundo de trevas, onde a espiritualidade deu lugar à fé, como se o acreditar sem compreender, fosse mais importante do que procura sistemática da compreensão universal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenta hoje o Ocidente, de modo insípido, recuperar essa espiritualidade Oriental, mas a carga genética do dogma Ocidental, não deixa que a sua compreensão ultrapasse a barreira do cognoscível ocidentalizado, onde a Essência se torna incompreensível, ficando à mercê do mercantilismo oportunista de elaborações religiosas de legitimidade duvidosa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-116730391482611709?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://klepsidra.blogspot.com/feeds/116730391482611709/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10191277&amp;postID=116730391482611709' title='25 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/116730391482611709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10191277/posts/default/116730391482611709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://klepsidra.blogspot.com/2006/12/hindusmo-ps-bramnico-terceira-parte.html' title=''/><author><name>augustoM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15241118726266192965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6230/776/400/augusto%20india.jpg'/></author><thr:total>25</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-116722120710935987</id><published>2007-02-03T12:00:00.000Z</published><updated>2007-02-03T12:59:38.137Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6230/776/1600/175927/mainimg2.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6230/776/320/325734/mainimg2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Bramanismo&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#ff9900;"&gt;(segunda parte)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a decadência do Vedismo, emerge o Bramanismo que se estende até inícios da era cristã. O nome relaciona-se com Brahama e com a classe sacerdotal dos brâmanes, em torno da qual se constitui essa tradição.&lt;br /&gt;Brahma a “alma universal”, o ser absoluto e incriado, mais um conceito da totalidade que envolve as coisas de que um deus. A verdadeira natureza da criação, presença eterna, origem e substância de tudo que quando permeia o corpo físico individual, é chamado Atman, Eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atman é Brahman. Essa presença eterna, embora permeando o corpo, não age, mas é o agir do corpo; não vê, mas é o olhar do olho, não sente, ma
