<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-10191277</atom:id><lastBuildDate>Tue, 13 Oct 2009 07:22:19 +0000</lastBuildDate><title>Klepsidra</title><description>Quanto mais sei, mais sei que nada sei</description><link>http://klepsidra.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (augustoM)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>189</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-2518858731300844872</guid><pubDate>Sun, 04 Jan 2009 17:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-01-04T17:09:57.695Z</atom:updated><title></title><description>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Um Homem Novo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esperança de um Homem Novo para o Novo Ano, falo do homem essencial e não do homem capitalista, homem comunista, homem socialista, homem fascista, homem religiosos, homem ateu etc. porque o que se define para o essencial, ser imutável na diversidade. Assim, o que for requerido para consubstanciar a essência deverá ser o mesmo para do que dela deriva.&lt;br /&gt;Se libertarmos do peso da escolha entre: o bem e o mal, o certo e o errado, a afabilidade e a arrogância, a tolerância e a intolerância, a benemerência e a cupidez, etc. tudo aquilo que lhe define o carácter e molda o ego, estaremos perante o homem essencial que, sem ser guiado pelas paixões, só a dignidade reconhecida pelos outros o satisfaz, onde a interacção que se pauta pelo respeito mútuo, o leva a valorizar o semelhante.&lt;br /&gt;O Homem Novo deve assentar a sua acção na dignidade, no respeito e na valorização do seu semelhante, só liberto das paixões conseguirá atingir a harmonia desejada. Todos temos o direito de ser Buda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-2518858731300844872?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://klepsidra.blogspot.com/2009/01/um-homem-novo-esperana-de-um-homem-novo.html</link><author>noreply@blogger.com (augustoM)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>17</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-2746782985133788476</guid><pubDate>Wed, 10 Dec 2008 18:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-10T18:38:11.817Z</atom:updated><title></title><description>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Declaração Universal dos Direitos do Homem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Esta exigência do homem ao próprio homem, é a prova de que a animalidade, a barbárie e a perversidade perduram na raça humana, impossível de quantificar, lhe retira o estatuto de ser superior da Natureza, com inteligência capaz de se reconhecer como tal ou pelo menos presumir que o seja. Tem esta magnífica exigência a finalidade, conforme diz o preâmbulo da Declaração Universal dos Direitos do Homem, que passo a citar: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis constitui o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O reconhecimento e o respeito pela dignidade humana, quer do colectivo quer do particular, marginalizando todos os que por desconhecimento ou desprezo, ignoram involuntária ou voluntariamente, que é a vida que consubstancia o Mundo, por isso o Mundo não é mais do que o somatório de todas as vidas, e assim sendo, é de todos e também as riquezas que ele encerra que proporcionalmente deveriam ser usufruídas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este princípio universal da igualdade, não está contemplado nos Direitos do Homem, nem tão pouco na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, também neles não estão consignados os deveres, sem os quais os direitos deixam de ter a legitimidade que o dever cumprido lhes outorgaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direitos sem deveres, interpreto como anarquia, pois os direitos deverão ser a consequência lógica de quem cumpriu com os deveres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma sociedade deve assentar nos deveres dos seus cidadãos, que será mais ou menos justa, conforme deixe mais ou menos os seus cidadãos acederem aos seus direitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A evocação dos direitos não é feita de homem a homem, mas do homem à sociedade que, quanto mais os restringir, mais injusta se torna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado teremos os cidadãos que por estarem em oposição à sociedade a que pertencem, não cumprem com as suas obrigações. Pergunto: deverão estes cidadãos ter os mesmos direitos que os cumprem com as obrigações?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-2746782985133788476?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://klepsidra.blogspot.com/2008/12/declarao-universal-dos-direitos-do.html</link><author>noreply@blogger.com (augustoM)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>17</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-6691464073919055618</guid><pubDate>Sun, 05 Oct 2008 16:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-10-05T18:00:11.707+01:00</atom:updated><title></title><description>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Um cheiro de ética Kantiana&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Se convencionarmos que o egoísmo é o nosso interesse ser mais importante do que o interesse dos outros, teremos o individual a prevalecer perante o colectivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que aqui, a racionalidade se perde na irracionalidade, ou seja, prevalecerem os instintos primários de sobrevivência, a parte não evoluída, os resquícios da animalidade que a evolução ainda não sublimou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por evolução não podemos tomar somente as alterações físicas ou intelectuais, mas também a evolução das emoções, o que leva o homem a trocar a satisfação que sentia com a barbárie pela satisfação do bem-fazer aos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, teríamos premiado o colectivo em detrimento do individualismo, a humanidade se relacionaria pela valorização e respeito pelo próximo. Outrossim, a humanidade seria altruísta por oposição ao egoísmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o egoísmo que aproxima mais o homem da animalidade, que o coloca num grau menos evolutivo, ainda que os egoístas, julguem o contrário, defendendo o direito de serem egoístas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior problema do egoísta é ser a antítese do altruísta, não havendo estado intermédio. Ou se é uma coisa ou outra, e altruísta é uma infinitésima parte da humanidade, que é apelidada de Santa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-6691464073919055618?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://klepsidra.blogspot.com/2008/10/um-cheiro-de-tica-kantiana-se.html</link><author>noreply@blogger.com (augustoM)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>15</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-5075928909863060558</guid><pubDate>Mon, 29 Sep 2008 20:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-09-29T21:45:21.861+01:00</atom:updated><title></title><description>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Sobre a Criação&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Sei bem que há assuntos, pela sua abstracção, são difíceis de serem debatidos.&lt;br /&gt;Sei bem que a abstracção requer intuição.&lt;br /&gt;Sei bem que a intuição nem sempre é dedutiva.&lt;br /&gt;Sei bem que a dedução é de difícil expressão.&lt;br /&gt;Sei bem que na expressão, as palavras adaptadas do sensitivo, são imprecisas fora dele.&lt;br /&gt;Sei bem que tudo isto comigo acontece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar da criação é falar do nada, conjecturar o nada e concluir… Nada.&lt;br /&gt;Falar da criação é intuir a abstracção.&lt;br /&gt;Falar da criação é expressar a dedução com as limitações sensitivas.&lt;br /&gt;Falar da criação é acima de tudo um diálogo íntimo com nós mesmos.&lt;br /&gt;Falar da criação é procurar entendermo-nos a nós próprios.&lt;br /&gt;Falar da criação é estar preparado para não haver criação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que o homem que exige uma criação, o faz por analogia com ele próprio, ao seu nascer e morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como para o homem o conceito de eternidade, imerge sempre, por oposição, no conceito de finitude, será sempre impossível interpretar a eternidade, na sua forma mais ampla, sem fim e sem princípio.&lt;br /&gt;Por isso, para o homem o conceito de eternidade é limitativo da forma de pensar, porque aparece sempre em oposição ao limitado, e nunca identificado com o que nunca foi limitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nasce morre.&lt;br /&gt;Tudo que é criado tem um fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se assim fosse, num acto de criação estaria sempre implícito um acto de destruição e, para que a destruição não configurasse um Nada, a criação deveria ser constante e sequente da destruição anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Nada seria sempre uma impossibilidade, pois com o Nada não há criação nem destruição. É a anulação do Nada que propicia a criação, e a sequente destruição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Substituir o Nada pelo ciclo da criação e destruição, seria transformar o Nada em criação, ser a criação o próprio Nada, anulando-se reciprocamente, do que resultaria a verdadeira eternidade, sem princípio e sem fim. Só o incriado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-5075928909863060558?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://klepsidra.blogspot.com/2008/09/sobre-criao-sei-bem-que-h-assuntos-pela.html</link><author>noreply@blogger.com (augustoM)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>8</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-1203997472584470587</guid><pubDate>Sun, 21 Sep 2008 20:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-09-21T21:43:44.433+01:00</atom:updated><title></title><description>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;O espaço, o tempo e a ideia&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tomemos o espaço como o lugar ocupado pelas formas.&lt;br /&gt;O tempo, a duração dessa ocupação.&lt;br /&gt;O espaço é finito, limitado pelas formas que o ocupam.&lt;br /&gt;É o espaço finito, que dá a percepção do todo infinito onde está inserido, ou seja, é o cognitivo que nos dá a noção do incognoscível, onde o espaço é a própria expressão do todo infinito.&lt;br /&gt;Se o espaço deu origem ao aparecimento das formas, também as forma evidenciam a existência do espaço.&lt;br /&gt;Sendo o tempo uma abstracção, tomada como duração para a ocupação do espaço, deduz-se que o espaço também não passará de uma abstracção do próprio todo, onde espaço e a forma se confundem.&lt;br /&gt;O resultado desta combinação espaço/tempo é a ideia de uma existência sensitiva, ilusória.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-1203997472584470587?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://klepsidra.blogspot.com/2008/09/o-espao-o-tempo-e-ideia-tomemos-o-espao.html</link><author>noreply@blogger.com (augustoM)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-2772558829399700390</guid><pubDate>Tue, 01 Jul 2008 21:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-07-01T22:24:05.042+01:00</atom:updated><title></title><description>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O homem enquanto manifestação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Podem tentar explicar o tempo, estabelecer leis, que ele sem o homem não existe.&lt;br /&gt;Podem tentar explicar o espaço, estabelecer leis, que ele sem o homem não existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua existência depende da existência do homem, pois é ele, e só ele, que define o que existe do que não existe, aquilo que a sua imaginação, macro ou micro, percepciona. Ambas são balizadas pelo seu cognitivo, que lhe limita a imaginação, porque imaginar implica conhecer, sem conhecimento é impossível imaginar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum conhecimento pode existir fora da percepção cognitiva, nada faz sentido existir sem a percepção do homem, porque não se pode percepcionar o que não se conhece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda existência é um equilíbrio harmonioso, do qual o homem faz parte, e que sem ele, seria o caos. A diferença entre o caos e a harmonia é a existência do homem, que compreende e define.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do caos, chamemos-lhe assim, evolui-se para a harmonia, (a individualização, a interdependência, a interacção, a casualidade). Tudo se transforma ou evolui, como queiramos chamar, do mesmo, tudo é emanado, ordenado, nada “existe”, existência é o produto do que é imaginado, daquilo que julgamos ser, daquilo que queremos que seja, daquilo que queremos ser, do nosso sensitivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A passagem do insensitivo caótico ao sensitivo harmonioso, faz-se pela noção do bem e do mal, ou seja de um estágio supra sentimento, para um estágio fundamentado no sentimento, o homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, o homem em nada se diferencia do caos, mas sim uma manifestação do próprio caos, não por acaso, mas pela renovação, pelo nada voltar ao nada, onde a matéria não passa de uma ilusão do sensitivo, onde não há nada a pensar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-2772558829399700390?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://klepsidra.blogspot.com/2008/07/o-homem-enquanto-manifestao-podem.html</link><author>noreply@blogger.com (augustoM)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>25</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-6882057559792948744</guid><pubDate>Sun, 01 Jun 2008 16:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-06-01T17:56:25.014+01:00</atom:updated><title></title><description>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Um novo homem, uma nova humanidade, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;um novo conceito de estar no Mundo. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem não tem vivido verdadeiramente até agora, não autenticamente; o homem tem vivido uma pseudo vida. O homem tem vivido patologicamente, o homem tem vivido doente. E não há necessidade de viver com essa patologia – podemos sair dessa prisão, porque a prisão foi construída pelas nossas próprias mãos. Vivemos numa prisão porque assim o decidimos – porque acreditámos que a prisão não é uma prisão, mas a nossa casa. A minha mensagem para a humanidade é: Chega! Acordem! Vejam o que é que o homem fez ao próprio homem. Durante 3.000 anos, o homem andou a matar homens. (OSHO RAJNEESH)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando expressamos a esperança num novo homem com comportamentos que identificamos como correctos, porque recusamos aceitar o que nos é imposto, não podemos esquecer que estamos a apelar à regeneração holística do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos designar esta humanidade como ser superior, quando só de longe em longe, um Buda floresceu e cada pessoa nasceu para ser um Buda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que é que correu mal? Por que é que o homem vive há milhares de anos no inferno? Entre o material e o espiritual, o bom e o mau, entre Deus e o Diabo. O homem tem vivido na dualidade da escolha de ser materialista ou espiritualista. O homem não pode ser ambos ao mesmo tempo. Esta foi a raiz da miséria do homem. Um homem dividido contra si próprio.&lt;br /&gt;Até agora, a humanidade tem sido esquizofrénica, porque lhe foi dito para reprimir, para rejeitar, para negar, muitas partes do seu ser natural. Mas a rejeição não significa que tenham sido destruídas. Ficam a funcionar a partir do inconsciente; assim ficam realmente mais perigosas. O homem é um todo orgânico. E tudo que a Natureza lhe deu deve ser usado. Tudo o que é necessário é criar a harmonia dentro de si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aquilo a que chamamos religiões tem ensinado caminhos para a desarmonia, para a discórdia, para o conflito. E enquanto estamos a lutar connosco próprios dissipamos a nossa energia. Tornamo-nos sombrios e estúpidos, porque com pouca energia, ninguém consegue ser inteligente. O transbordar da energia é o que causa o crescimento da inteligência. E o homem tem vivido numa pobreza interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preconiza-se para o homem novo uma nova síntese. O encontro do céu e da terra, o encontro do visível com o invisível, o encontro de todas as polaridades – do homem e da mulher, do dia e da noite, do Verão e do Inverno, do sexo e da beatitude. Só esse encontro propiciará um homem novo.&lt;br /&gt;A divisão interna tem guiado a humanidade para um estado de suicídio. Só tem criado escravos, e os escravos não podem viver realmente, não têm nada para viver. Vivem para os outros. São reduzidos a máquinas, cheios de habilidades, eficientes, mas uma máquina é uma máquina e como tal não conhece o prazer de viver. Só consegue sofrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo homem que ambicionamos, tem de ser universal, ele terá de transcender todas as barreiras da raça, religião, sexo, cor da pele. O respeito pelo seu semelhante e por tudo que o rodeia e por ele próprio será o fundamento do seu carácter. O homem novo não será nem oriental nem ocidental, reclamará toda a Terra como sua casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida interna ser compatível com a externa. Não é necessário ser pobre por fora para ser rico por dentro Não é preciso ser rico por fora e deixar de ser rico por dentro. Um balanço perfeito entre a espiritualidade interior e materialidade exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo homem não pode continuar a ser um campo de batalha, com a personalidade separada mas, um homem unificado e energético, uma nova forma de estar no cosmos, uma forma qualitativamente diferente de perceber e experimentar a realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo homem deverá ser um místico, um poeta, um cientista, tudo junto, que viverá através da consciência e responsável por si próprio e pela existência. O novo homem será aberto e honesto, autêntico. Ele não será hipócrita. Ele não viverá através de objectivos: ele viverá o aqui e agora. Ele só conhecerá um tempo: agora, e só um espaço: aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teremos, sem dúvida, oportunidade de criarmos um novo homem, não dividido, íntegro e total, mas tens de começar por ti. AGORA.&lt;br /&gt;Bibliogarfia (Osho, Philosophia Perennis, Volume 2, Capítuo 2)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-6882057559792948744?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://klepsidra.blogspot.com/2008/06/um-novo-homem-uma-nova-humanidade-um.html</link><author>noreply@blogger.com (augustoM)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>18</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-3632432949799731060</guid><pubDate>Sun, 25 May 2008 10:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-25T11:58:46.779+01:00</atom:updated><title></title><description>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Cidadania&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Um regime democrático, só pode ser entendido como tal, quando assenta no contrato do povo com a Lei, o Estado de Direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se considerarmos povo, os habitantes naturais do país, então povo será o conjunto de todos os cidadãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Estado de Direito define como cidadãos, todas as pessoas com personalidade jurídica, isto é, com direitos e deveres consagrados constitucionalmente, onde os direitos são uma consequência do cumprimento dos deveres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste pressuposto, não há direito jurídico para rotular povo por oposição a burguesia, ou confronto de classes em vez de confronto de cidadãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas e quaisquer classes sociais diluem-se na cidadania.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, as classes que, num determinado momento sejam detentoras de qualquer tipo de poder, são diluídas na perspectiva do indivíduo com direitos e deveres (o cidadão).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o maior desafio que os regimes, ditos democráticos, têm de enfrentar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-3632432949799731060?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://klepsidra.blogspot.com/2008/05/cidadania-um-regime-democrtico-s-pode.html</link><author>noreply@blogger.com (augustoM)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-2755707305627488532</guid><pubDate>Sun, 18 May 2008 21:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-18T22:37:26.534+01:00</atom:updated><title></title><description>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Liberdade&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Convêm concluir que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liberdade não é um bem individual nem absoluto de utilização indiscriminada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liberdade é acima de tudo uma interacção entre os homens que se pauta pelo respeito mútuo, respeito esse, que é assegurado pela ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liberdade sem ordem não passaria de um mero exercício anárquico de consequências graves para os valores civilizacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liberdade evocada como um direito, em prejuízo dos outros com quem interage, seria só por si, uma atitude que prejudicaria a liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liberdade não é fazer o que se quer, mas fazer quilo que a razão do respeito pelos outros permite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liberdade é um bem que só lhe reconhecemos o valor quando o perdemos, e a perda é o resultado da falta de respeito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-2755707305627488532?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://klepsidra.blogspot.com/2008/05/liberdade-convm-concluir-que-liberdade.html</link><author>noreply@blogger.com (augustoM)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>11</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-5300928081397927478</guid><pubDate>Sun, 11 May 2008 19:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-11T20:53:25.043+01:00</atom:updated><title></title><description>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O Tempo e a Verdade&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Verdade é um saber que, devido à convicção, achamos irrefutável. Todos a procuram, acabando por conceber a sua ou adoptar como sua a verdade de outrem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desejo de conhecer a Verdade tornou-se no principal fundamento da humanidade à medida que toma consciência de si própria, isto é, se vai individualizando da Natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A humanidade, enquanto parte integrante da Natureza, sem consciência do todo harmonioso e interactivo de que fazia parte, o Tempo não existia, não havia verdades a saber, a inconsciência da sua existência, diluía-se no Todo Natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com aquilo a que chamamos evolução, a humanidade atingiu o seu primeiro e maior estágio evolutivo ao reconhecer a sua própria existência. Deixar de fazer parte inconsciente do Todo, para se individualizar dele e, consciente de si própria, tornar-se-lhe exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a evolução é a manifestação de um egoísmo em relação à Natureza, que leva a não se considerar parte integrante, e como tal, superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A separação do homem da Natureza, tem como consequência primeira a criação do Tempo. Passou do intemporal para o temporal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Natureza a noção de Tempo não existe, a “existência” é intemporal, sem princípio nem fim, somente as mutações constantes são a sua própria essência. Na Natureza “nada se perde, nada se ganha, tudo se transforma”, nenhum fim ou princípio está presente, só a mutação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a humanidade, apesar da sua pertença individualização em relação à Natureza, acontece o mesmo, a essência que a rege, o ADN, não desaparece, prossegue a sua existência passando de hospedeiro para hospedeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Natureza é um Todo incriado, como tal nada pode ser acrescentado nem nada lhe pode ser retirado. Ela interage com ela própria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criação do Tempo acontece quando a humanidade ao reconhecer a sua existência, adquire a noção do nascimento, da vida e da morte, as primeiras etapas da cronometragem do tempo. Estas são as suas primeiras verdades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdades temporais, que nada têm a haver com a Verdade intemporal, inatingível pela temporalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma existência individualizada da Natureza, sem Tempo, é impossível, pois ele é a sua definição. Imaginar uma existência sem Tempo, era imaginar conhecer a Natureza e a Natureza só ela se conhece a si própria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acantonada no sensitivo, o mesmo que dizer no temporal, a humanidade nunca poderá ter consciência do todo em que está inserida, a sua individualização origina a criação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cognoscível fundamenta-se num criador, a “verdade”, e para atingir essa verdade, cria a temporalidade sujeitando a ela toda a “existência”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temporalidade é condicionar tudo a um princípio e um fim, estabelecer uma “verdade”, como se o incognoscível pudesse passar a ser cognoscível, ou seja, a Natureza compreender-se a ela própria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existir na existência, querer ter consciência dentro da inconsciência, é o “pecado original” da Natureza, crer ser a criadora de si própria, porque ao criarmos a criação, implicitamente somos o próprio criador. Nós seríamos a Verdade em si mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta veleidade da humanidade paga-se caro, ficarmos prisioneiros do Tempo, regidos pelo Tempo, condicionados pelo Tempo, criando tantas “verdades” quantas as existências, em que a multiplicidade é a própria negação da verdadeira Verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seremos um acaso ou erro da própria Natureza?&lt;br /&gt;Penso que não, admito mais sermos a consciência que a Natureza tem de si, ou por outras palavras, a Natureza a questionar-se a ela própria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A temporalidade com a sua noção de princípio e de fim, aspira eternizar-se procurando a compreensão do primeiro para medicar o segundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O regresso à intemporalidade só será possível com o desaparecimento do temporal e, tal só pode acontecer, se a Natureza retroceder, se aquilo a que chamamos evolução nunca tivesse acontecido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-5300928081397927478?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://klepsidra.blogspot.com/2008/05/o-tempo-e-verdade-verdade-um-saber-que.html</link><author>noreply@blogger.com (augustoM)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>8</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-1252636489832763944</guid><pubDate>Sun, 27 Apr 2008 16:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-13T02:57:13.611Z</atom:updated><title></title><description>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Os Cátaros&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/SBSnIvzFHMI/AAAAAAAAAII/v9fdwS51yJk/s1600-h/o+juri.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193960038976527554" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/SBSnIvzFHMI/AAAAAAAAAII/v9fdwS51yJk/s400/o+juri.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A heresia Cátara, foi a mais importante dissidência da Igreja Católica na Europa durante os séculos XI e XV.&lt;br /&gt;Frontalmente oposta à Igreja oficial, poderosa e mundana, que se havia despojado por completo da mensagem evangélica, agarrada a uma teocracia pontifícia, dogmática, assenhoreada da verdade irrefutável, com o predomínio absoluto da Santa Sé sobre o poder temporal, encontrava-se a autêntica Igreja de Cristo, fiel seguidora da vida apostólica, cujos princípios evangélicos predicava sem cessar e, que era vítima das perseguições que Jesus Cristo, havia anunciado aos seus seguidores: «Se a mim me perseguiram, também a vós os perseguirão»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida, apesar de se enfrentarem tão radicalmente, ambas as igrejas eram cristãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cátaros eram seguidores inequívocos de Jesus; justificavam a sua predilecção nas Sagradas Escrituras, com especial ênfase por João; muito próximos do cristianismo primitivo, observavam em grande parte os seus rituais e práticas e o modelo de organização e por último, propunham um modelo de salvação baseado na recepção de um único sacramento, a extrema-unção, o consolament.&lt;br /&gt;Faziam outra leitura da Bíblia. Em contraste com o princípio do catolicismo - «Um só Deus, pai todo poderoso, criador do céu e da terra», conforme o estabelecido no concílio de Niceia de 325, o catarismo afirmava a existência de dois princípios originários, opostos e irreconciliáveis. O Dualismo cátaro opõe a Deus, autor da espiritualidade e do bem, Satanás, autor da matéria e do mal. Com os cátaros, temos dentro do cristianismo, uma reformulação alternativa de algumas crenças cristãs fundamentais, como a criação do Mundo, a figura de Jesus Cristo, o inferno e o paraíso, o fim dos tempos.&lt;br /&gt;Na sua procura de respostas para a origem do Mundo e ao problema do mal, os cátaros distinguiram duas criações, uma boa outra má. A primeira criação foi obra de Deus verdadeiro, era incorruptível e eterna: a segunda, em oposição, era obra do Diabo, e continha todas as coisas vãs e corruptíveis.&lt;br /&gt;Os cátaros procuraram na Bíblia a explicação sobre a origem dos tempos. Assim, afirmavam de modo conciso, que a obra do Deus bom não pode ser destruída nem deixar de existir. «É entendido que tudo o que Deus faz dura para sempre». Por sua parte, o antagonismo, o deus malvado, corruptor de uma parte dos espíritos celestiais, era o criador do Mundo de um mundo corruptível, integrado pela terra e do o que contem: o universo, o mar, as montanhas, os animais, as plantas, os seres humanos. Para os cátaros, os homens eram uns corpos de carne – concebidos também como uma espécie de túnica de pele – criados pelo deus do mal no mundo efémero, corpos em que os anjos caídos do paraíso estão condenados a permanecer encarcerados para sempre.&lt;br /&gt;Para os cátaros, Deus não podia assistir impassível à condenação das suas criaturas, acabando por enviar à terra o seu filho, Jesus Cristo, que era concebido como um ser puramente espiritual, dotado de uma simples aparência humana. Para eles, Cristo tinha duas missões, uma, arrancar os anjos caídos do esquecimento permanente em que viviam, outra oferecer aos homens o consolament, o sacramento da salvação, que garantia a salvação.&lt;br /&gt;Assim para os cátaros, a história da humanidade, o triste desvario de homens e mulheres neste baixo mundo, não teriam outro objectivo que não fosse a salvação sucessiva dos uns espíritos caídos que, no caso de não terem recebido o consolament no momento da sua morte corporal, se viam obrigados a dar voltas de um lado para o outro consumidos pelo fogo de Satanás e, não conseguiriam um momento de repouso até encontrarem outro corpo para viverem uma nova existência: é a crença cátara da metempsicose das almas.&lt;br /&gt;E neste sentido, o fim da história da humanidade – é decidir o fim dos tempos – que aconteceria quando se salvasse o último dos espíritos seduzidos por Satanás, encarcerado na carne corruptível do corpo humano. Para os cátaros não havia juízo final, nem tão pouco inferno, porque na realidade, inferno maior que este baixo mundo, não podia haver, que deveria ser destruído e regressar ao nada de onde tinha vindo.&lt;br /&gt;Sem dúvida que a heresia só podia ser curada com a fogueira, onde todos os seus princípios fossem reduzidos a cinzas, dispersas pelo vento. A proximidade dos princípios religiosos com as filosofias orientais é mais que evidente, ainda que manifestada de uma forma mais ortodoxa do que espiritual, não deixa de transparecer todos os fundamentos da espiritualidade da manifestação do Mundo. Ela opõe ao preconceito dogmático da exigência, fundamento da Igreja Católica, a liberdade da salvação, subtraindo-lhe os aspectos apocalípticos, pela bem aventurança da escolha entre o bem e mal, como condição de regressar ao nada de onde veio. Na essência, temos Sidarta; (manifestação) os anjos caídos, (Samsara) a reencarnação sucessiva dos espíritos caídos, (Karma) o comportamento, (Nirvana) regressar ao nada de onde veio a emanação.&lt;br /&gt;Nem sempre o Ocidente andou tão longe da verdadeira espiritualidade, como hoje acontece, apesar de já não haver Inquisição, ou será que anda por aí disfarçada? O radicalismo religioso é muito perigoso, normalmente empurra para a intolerância, que era o lema dos inquisidores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-1252636489832763944?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://klepsidra.blogspot.com/2008/04/os-ctaros-heresia-ctara-foi-mais.html</link><author>noreply@blogger.com (augustoM)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/SBSnIvzFHMI/AAAAAAAAAII/v9fdwS51yJk/s72-c/o+juri.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>10</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-2184183089471240853</guid><pubDate>Mon, 21 Apr 2008 20:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-04-21T21:16:30.026+01:00</atom:updated><title></title><description>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;O Outono&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marco Túlio Cícero atingiu o ponto máximo da sua obra filosófica com as suas obras: Sobre os Deveres e Sobre a Velhice.&lt;br /&gt;Em Sobre a Velhice, Cícero faz a apologia da velhice, descrevendo uma conversa (reportada a 150 a.C.) entre o velho Marco Pórcio Catão e dois jovens amigos, um dos quais se tornaria mais tarde o célebre Cipião-o-Africano, o Moço. Catão com 84 anos, é representado como um velhote feliz a quem os anos não puderam curvar. Para ele a velhice não é um período de inutilidade, uma idade vazia e sem alegria, mas o tempo da maturidade, da meditação serena, uma preparação para o eterno repouso, que ele encara sem angústia. Catão na sua conversa contrapõem às censuras feitas à velhice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, pretende-se que ela torna as pessoas inaptas para o trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“ Quanto à falta de vigor físico juvenil, não o invejei agora, como não invejava, quando adolescente, a força de um touro ou de um elefante. Importa fazer uso do que se tem e agir em qualquer caso de acordo com as suas forças.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Segue-se a censura que se faz à velhice ao pretender-se que é desprovida de prazeres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Belo presente da idade se realmente nos tira o que a juventude tem de mais censurável! E como a natureza ou qualquer divindade não deu ao homem nada de mais belo do que o pensamento, esta divina dádiva não tem pior inimigo do que a voluptuosidade. Na realidade, quando domina a voluptuosidade, não há lugar para a temperança e de uma maneira geral não há lugar para a virtude.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Há ainda uma última acusação: um velho deve aguardar a chegada da morte a todo o instante. Em primeiro lugar, o facto é válido para todas as idades. Além disso, é mais penoso morrer na Primavera da vida do que no seu Outono. A morte é uma felicidade para quem acredita na imortalidade da alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Não me cabe a mim lamentar a vida, como o fizeram muitos homens, mesmo cultos (…) saio da vida como de uma pousada e não como da minha verdadeira casa (…). Oh que bom dia será esse em que me hei-de dirigir a essa assembleia divina constituída pela reunião das almas, quando deixar a multidão corrompida deste mundo!.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A apologia que Cícero fez da velhice é compreensível, se tomarmos em conta que, quando a escreveu, já não estava na flor da idade. Contudo, se o residual da vida lhe favorece a experiência, e esta, por sua, vez beneficia a sabedoria, o contraste entre a deterioração física e a juventude das ideias, só pode ser traduzido em sofrimento.&lt;br /&gt;Oculto por detrás do espelho, o espírito permanece numa juventude enganadora que o corpo há muito perdeu. Desilusão dolorosa quando tenta que o corpo reaja como nessa juventude. Tudo o que parecia perene se perdeu. A vida não passou de uma manifestação cujo suporte foi o tempo, que à medida que se esgota, a vida vai encurtando, dando espaço à memória.&lt;br /&gt;Na velhice, o pensamento que viaja na memória, recua cada vez mais no tempo, as lembranças distantes alimentam-lhe o presente, enquanto que este lhe foge cada vez mais. O presente, cada vez mais longe, torna-se num ténue vislumbre do que foi o passado. Perdido na ilusão do tempo, são as lembranças do passado que não deixam admitir a realidade do presente: ser velho. Assim, a velhice torna-se numa espécie de mentira. Iludida pelas lembranças de um passado que pensa que foi, fica parada no tempo, por isso, mais nova que os outros.&lt;br /&gt;Então, desvaloriza o que fez no passado por não já ser possível fazer no presente. As paixões são sublimadas.&lt;br /&gt;O ego super valorizado e a razão infalível, são as armas intelectuais da velhice para se impor à juventude. É o que lhe resta.&lt;br /&gt;No reflexo do espelho, o seu maior inimigo, toma consciência da realidade e na solidão já não consegue enganar-se a si próprio. Então chora.&lt;br /&gt;Sente a vida fugir-lhe lentamente por entre a vontade. A morte por vezes é pensada, mas sempre veemente rejeitada pela esperança do viver.&lt;br /&gt;A condição fundamental para morrer é estar vivo, pensa o velho, tentativa egoísta para igualar a juventude. Mas sabe que ela lhe está mais próxima.&lt;br /&gt;O pior que lhe pode acontecer é a rejeição. Confirma a velhice.&lt;br /&gt;Elogiar a velhice, é elogiar a loucura, pois só um louco se sentiria bem, elogiando a sua própria precariedade. Cícero, possivelmente por já ser velho, elogia a sageza da velhice, contrapondo-a ao vigor da juventude, mas nenhum jovem quer ser sage antes de tempo. De que lhe serve tanta sabedoria, quando a experiência daí advinda se desvanece, na pertença afirmação da juventude?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não fosse a lembrança da mocidade, não se ressentiria a velhice. Toda doença consiste em não se saber fazer mais o que se soube fazer outrora. Pois o velho, em seu género, é decerto uma criatura tão perfeita como o moço na sua”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-2184183089471240853?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://klepsidra.blogspot.com/2008/04/o-outono-marco-tlio-ccero-atingiu-o.html</link><author>noreply@blogger.com (augustoM)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>9</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-6009266523544845761</guid><pubDate>Mon, 14 Apr 2008 20:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-04-14T21:28:33.865+01:00</atom:updated><title></title><description>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Jogo democrático&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criticar a governação é um direito que assiste a todos os cidadãos num estado democrático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedir a queda de um governo eleito democraticamente, porque não nos satisfaz, mesmo fundamentando esse pedido no desajustamento entre o programa eleitoral e o que é a prática governativa, é um direito que não nos assiste à sombra da Democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O candidato comprometer-se com uma coisa e após eleito fazer outra, a experiência verifica que é a pratica corrente de todos os candidatos, como tal, uma coisa que se conhecia de ante mão, não pode servir de justificação para o pedido de demissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um governo que é mandatado pela maioria dos cidadãos, o contrato democrático obriga que seja aceite pelos outros que não o elegeram. Em caso algum, poderá ser demitido por dissidência de opinião, oposição das ideias, ou qualquer outro pretexto de mera desconcórdia, abriria um precedente que seria o fim da Democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado do acto eleitoral nunca pode ser posto em causa, alegando a incompetência do eleitorado ou pelo menos, parte dele, porque a Democracia visa o homem independentemente do seu saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se em democracia um governo existe porque a maior parte de um eleitorado assim o decidiu, as grosserias governativas desse governo serão o reflexo das grosserias do eleitorado que o elegeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta forma, não aceitar o governo que foi eleito por uma maioria, é não aceitar o jogo democrático, por conseguinte um acto antidemocrático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela boca de Sócrates, Platão opunha-se à democracia que era praticada em Atenas durante a sua época, chegando a dizer, que ela não era mais legítima que um tirano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Platão não tinha razão, pois a sua recusa baseava-se no resultado obtido e não no acto em si, esse sim o causador de tais resultados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como então, hoje, a boa prática democrática depende essencialmente de quem a pratica e não de quaisquer forças que lhe sejam estranhas e opositoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma democracia, cujo eleitorado não é instruído e esclarecido, é uma democracia viciada à partida, onde a campanha eleitoral dos candidatos não passa de um mero acto de sedução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instaurar uma democracia sem ter um eleitorado minimamente competente, pode, e já acontece, eleger-se não o melhor, mas até, o pior para os interesses do povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já em 1924, a Maçonaria tinha a consciência da necessidade urgente de educar e esclarecer o povo, afim de não ser manipulado pelas forças que se opunham à sua liberdade conforme o transcrito por António Lopes no seu livro A Maçonaria Portuguesa e os Açores 1792 – 1935:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“posta, porém, de parte a ditadura política, temos de nos precaver contra a ditadura económica e a ditadura financeira, que não são menos prejudiciais nem menos funestas de egoísmo brutal. O homem é para o homem um lobo. (…) Atropelam-se os indivíduos, devorados pela ambição e pelo dinheiro. É indispensável que a nova sociedade se torne pacífica, fraterna e humana, transformando a luta de classes em união de classes e convertendo a desconfiança, que gera a suspeição e a calúnia, em confiança e concórdia (…). E a propósito do papel da Maçonaria portuguesa nessa época, ele deveria ser (…) contribuir para o ressurgimento moral da nossa sociedade, por todos os meios ao seu alcance – pela conferência, pelo livro, pelo jornal; procurar evitar a infiltração reaccionária, qualquer que seja o aspecto de que se revista; concorrer para a reforma dos costumes e proclamar, como Michelet, que há três partes na política de um povo: a 1ª educar; a 2ª educar; e a 3ª educar (…)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Só a educação pode imbuir um povo das condições necessárias para julgar os candidatos; a capacidade de distinguir entre a campanha e a sedução, o discernimento para ajuizar da oferta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, nem a falta de educação do eleitorado, nem qualquer outra que seja, poderá ser o justificativo de não aceitar o resultado democrático. Embora no meu ponto de vista, a Democracia termine na consumação do acto eleitoral, esse acto é que faz a diferença entre a consciência da liberdade soberana e a liberdade anarquia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A educação deverá ser a primeira prioridade de qualquer governo, especialmente onde os níveis de analfabetismo são mais elevados. Enquanto o eleitorado não for evoluído, a Democracia não passará de uma esperança para uns e o modo de legalizar aquilo que mais funesto é para o povo, para outros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-6009266523544845761?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://klepsidra.blogspot.com/2008/04/jogo-democrtico-criticar-governao-um.html</link><author>noreply@blogger.com (augustoM)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>9</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-7951385008438041838</guid><pubDate>Fri, 04 Apr 2008 17:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-13T02:57:13.786Z</atom:updated><title></title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R_ZmA2j0x3I/AAAAAAAAAIA/GSWErM8KVFE/s1600-h/camoes.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185444185795512178" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R_ZmA2j0x3I/AAAAAAAAAIA/GSWErM8KVFE/s400/camoes.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Publicar ou não este texto, foi durante algum tempo uma questão para mim, mas como da indecisão não reza a história…&lt;br /&gt;Eu sei que sou uma pessoa de opiniões marginais, que muitas vezes não agradam a quem me escuta. Paciência.&lt;br /&gt;Há dias vi um programa na TV sobre a guerra “colonial”, que procurava perceber a causa da actual proliferação de tanta literatura sobre o assunto.&lt;br /&gt;A guerra “colonial” com todas as outras guerras maiores ou menores, mundiais ou regionais, não passam do único processo que o homem tem de resolver os seus diferendos. Selvagem, aquém a evolução ainda não consegui sublimar os instintos predatórios primários, o homem encara e sempre encarou, a guerra como uma das suas principais atribuições, no seu mundo dito “civilizado”. Tal acontece, por desprezar a existência do seu semelhante, que elimina, sem pestanejar, sempre que acha necessário. Este acto de eliminação não é incriminado por nenhum código penal, pois o fazer a guerra, é ter autorização para matar impunemente e, não me venham com essa treta das regras da guerra, nela vale tudo de acordo com as necessidades. Protegida pelo “código de honra da guerra”, a barbárie indiscriminada é de todas as bandeiras e, a perversidade aceite como táctica. Numa guerra nunca há um lado bom ou um lado mau, só há um lado sem qualquer qualificação, onde sem nó nem piedade se soltam os cavaleiros do Apocalipse. Maldita condição humana; A GUERRA.&lt;br /&gt;De tudo o que ouvi, das causas da presente literatura dedicada ao conflito africano, chamemos as coisas pelo seu nome, nada de alcunhas de circunstância, não me ficaram mais do que subjectivas interpretações, produto da factualidade da vivência, por isso limitada, destes novos salvadores da honra nacional. A literatura não abundou anteriormente, por que nós por cá, interpretámos a guerra africana, não como um conflito para onde as forças das circunstâncias nos tinham atirado, mas de como, algumas “mentes brilhantes”, complexadas e comprometidas, defendiam, um acto criminoso, efectuado por criminosos, a mando de criminosos.&lt;br /&gt;Como é que uma pessoa, cuja acção é considerada criminosa, pode falar dela? Como é que uma pessoa, por contar uma história de sangue, suor e lágrimas, a sua própria história, é considerada criminosa?&lt;br /&gt;Hoje, com o declínio dos opiner maker da desgraça, que só viam na guerra africana, nada mais do que um chorrilho de massacres praticados pelos intervenientes portugueses, as pessoas começam a contar as suas vivências e com elas formar a história dessa guerra, não abjecta como muitos nos querem fazer crer, mas de uma inevitabilidade factual, que levou milhares e milhares de jovens, abnegadamente, a defender a Pátria. Relembrar os que voltaram e nunca esquecer os que lá ficaram, é mais que uma obrigação, é um dever.&lt;br /&gt;Falar mal da nossa gesta africana é pôr toda a nossa história em causa. O D. Afonso Henriques, que recusou ser vassalo e foi matador de mouros, os nossos grandes navegadores, desde o Bojador até à Índia dos marajás, Calecut e a malta do Malabar, os que desembarcaram na Taprobana, os intrépidos da China dos mandarins e do Japão dos samurais, os almirantes do Índico, os mercadores das especiarias, os que nos apresentaram ao Mundo, os que se afogaram, os que foram mortos pela espada, os que apodreceram com escorbuto, os que mirraram nas prisões, os que ninguém conheceu e não fala deles, os que naqueles tempos, defenderam os de hoje, quem sabe até, se na fúria doentia de tudo querer deitar borda fora, queiram considerar o Condestável um general criminoso, por ter feito o castelhano cair na armadilha e depois foi um matar que fartou. Eu, só choro Alcácer Quibir e agradeço a Camões, por mim e pela Pátria.&lt;br /&gt;Nós não passamos daquilo que somos, uns mesquinhos que, para ganhar notoriedade, passamos a vida a dizer mal de nós próprios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-7951385008438041838?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://klepsidra.blogspot.com/2008/04/v-glria-de-se-ter-sido-grande-publicar.html</link><author>noreply@blogger.com (augustoM)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R_ZmA2j0x3I/AAAAAAAAAIA/GSWErM8KVFE/s72-c/camoes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>11</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-6917612470863500900</guid><pubDate>Sun, 30 Mar 2008 16:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-13T02:57:14.099Z</atom:updated><title></title><description>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Campanha eleitoral na antiga Roma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R---aGj0x2I/AAAAAAAAAH4/9JZ3KjoL-oc/s1600-h/senado.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5183571051773478754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R---aGj0x2I/AAAAAAAAAH4/9JZ3KjoL-oc/s400/senado.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Boas relações, dinheiro e carisma eram a chave do êxito eleitora entre os romanos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Ao longo da história, as eleições sempre suscitaram grande interesse e provocado as mais diversas actuações. As da antiga Roma, tinham alguns pontos em comum com as actuais, sobretudo no que se refere às técnicas para pedir o voto, mas também importantes diferenças O processo eleitoral mais conhecido era a eleição dos cônsules, o cargo político mais alto da República Romana.&lt;br /&gt;O primeiro passo era a inscrição como candidato. Para o fazer eram exigidas as seguintes condições: ser cidadão romano, estar correctamente inscrito no senso, ter 42 anos, ter sido antes cuestor, edil e pretor, não desempenhar qualquer outro cargo e não estar indiciado em nenhum processo criminal. Se o candidato provinha de uma família endinheirada e poderosa, teria bastantes mais vantagens que alguém em cuja árvore genealógica não tivesse nenhum antigo cônsul para dar prestígio à sua candidatura. Era necessário também um suporte financeiro para a campanha, cerca de milhão de sestércios (cerca de dois milhões de euros actuais). Para reunir esta soma o candidato recorria à família, aos amigos e à clientela influente, na qual se podiam encontrar homens de negócios que esperavam obter algum benefício em troca do seu apoio.&lt;br /&gt;A recuperação do investido tinha de tomar em consideração, com a não remuneração do cargo e a duração do mandato ser de um ano, prazo muito limitado para o retorno do proveito. A esperança era que após exercido o consulado, lhe fosse atribuído o governo de alguma província, onde poderia angariar avultados benefícios.&lt;br /&gt;A estes requisitos legais e económicos haviam que adicionar o carisma do futuro líder: capacidade de trabalho, integridade cívica, inteligência para actuar com sabedoria em todas as ocasiões e sobre todas auctoritas, uma palavra latina com difícil definição, que queria significar o carácter de fidelidade e o respeito pelos outros As acções anteriores, como êxitos políticos, êxitos militares e as promessas de futuros favores, eram uma excelente carta de apresentação do candidato.&lt;br /&gt;Em Roma não existiam partidos políticos como os entendemos hoje em dia. Para todo o candidato, a chave para ganhar consistia em contar com uma excelente rede de relações pessoais. Teria de recordar aos que lhe deviam favores que era hora de os pagarem. Mas não era o suficiente. Em campanha havia que conseguir o apoio de muitas mais pessoas, sobretudo da classe dos senadores e dos cavaleiros. Era importante contar com o entusiasmo dos jovens e da sua mulher para ganhar adeptos e popularidade. Os candidatos mais hábeis tentavam atrair também os seus inimigos por meio de desculpas, promessas de favores e reconciliação.&lt;br /&gt;O candidato conhecia perfeitamente o funcionamento do sistema eleitoral romano e isso lhe permitia orientar a sua campanha procurando no eleitorado adequado. Em Roma, as eleições de cônsules e pretores realizavam-se através de comícios centuriais, pelos que prestavam serviço nas centúrias. Estas eram a divisão do povo romano em armas; por isso haviam centúrias de cavaleiros (originalmente os que tinham dinheiro para pagar o seu cavalo), de soldados de infantaria (divididos em cinco classes segundo os seus proventos) e de não combatentes. Os cavaleiros contavam com 18 centúrias; a primeira classe de infantaria 80; a segunda a terceira e a quarta tinham 20 centúrias cada; a quinta 30 e os não combatentes somavam 5 (2 de engenheiros, 2 de músicos e uma de proletarii, pessoas isentas de milícia.&lt;br /&gt;Nos comícios, cada centúria emitia um voto conjunto depois de conhecer a opinião individual dos seus membros. Por tanto, só haviam 193 votos. A aristocracia tinha forma de garantir a sua supremacia. Como a maioria absoluta se conseguia com 97 votos, os cavaleiros e a primeira classe da infantaria, poderiam sempre alcançar a maioria, se votassem no mesmo candidato.&lt;br /&gt;A campanha eleitoral chamava-se ambitus . O candidato substitui a sua toga habitual pela toga candidata, uma toga de um branco resplandecente; daí proceder o termo “candidato”. Este tipo de toga permitia-lhe ser visto, mesmo à distância, quando vinha ao foro. Numa cidade onde não existem jornais, televisão ou rádio, era muito importante a sua constante visibilidade.&lt;br /&gt;O candidato não deveria promover comícios nem expor as suas ideias políticas em grupo, a sua campanha baseava-se no pedido personalizado do voto, chamado em latim “prensatio” (aperto de mão), técnica que chegou até aos nossos dias. A popularidade do aspirante media-se pela quantidade de gente que integrava a sua comitiva quando descia ao foro. Isto devia-se fazer a horas fixas, para que todos saberem quando podiam ver e apoiar o seu favorito. Era também muito importante conhecer os eleitores pelo seu nome. Para os candidatos que não confiavam na sua memória, podiam contar com a ajuda dos “nomenclatores”, escravos especializados em recordar ao seu amo os nomes e posição da gente importante e incluindo os menos abastados. As estes últimos, causava sempre uma óptima impressão os candidatos saberem os seus nomes.&lt;br /&gt;Em campanha o aspirante deveria adaptar o seu carácter. Se não era uma pessoa agradável por natureza, tinha que se esforçar em aparentá-lo, de modo a levar a crer que era uma qualidade sua. Também era muito apreciada a sua generosidade, assim como os banquetes que podia organizar para angariar eleitorado.&lt;br /&gt;Para mais, o candidato deveria estar acessível dia e noite, ter sempre as portas abertas da sua casa e mostrar um carácter receptivo a qualquer momento. E, sobretudo, tinha que prometer tudo o que se podia, incluindo mesmo, mais do que podia. Valia também desacreditar os rivais políticos acusando-os de maus costumes e de suborno. Para quem soubesse usar bem todas estas artes, a vitória estaria assegurada.&lt;br /&gt;Com o intuito de ajudar os candidatos menos aptos, especialmente aqueles cujas qualidades eram menos evidentes, Quinto Cicerón, escreveu o manual do candidato, Commentariolum petitionis que se pode traduzir como “Notas sobre a campanha eleitoral”. Neste texto aparecem múltiplos conselhos para ganhar eleições: que qualidades devem ter o candidato, a quem é preciso solicitar o voto, como se consegue popularidade, etc., uma espécie de curso superior para enganar o eleitor, numa Roma ávida de suborno, mentira e violência. Será que o livro do Quinto Cicerón ainda estará por aí à venda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não tem havido pachorra para mais, o texto de hoje é uma tradução integral da revista História da National Geographic, bem como a gravura do senado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-6917612470863500900?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://klepsidra.blogspot.com/2008/03/campanha-eleitoral-na-antiga-roma-boas.html</link><author>noreply@blogger.com (augustoM)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R---aGj0x2I/AAAAAAAAAH4/9JZ3KjoL-oc/s72-c/senado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>11</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-211412956344714640</guid><pubDate>Mon, 24 Mar 2008 21:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-24T22:04:28.722Z</atom:updated><title></title><description>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Esquerda, Direita…volver&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;A utilização dos termos esquerda, centro e direita, sem se saber muito bem a sua origem e o que representam na realidade, leva por vezes, a situações e opções de puro equívoco.&lt;br /&gt;O entendimento destes termos é fundamental para que melhor se possam efectuar as opções, na esperança de não se errar na escolha dos nossos representantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terminologia provem das posições, no espaço físico, que as diversas classes sociais ocupavam nos “Estados Gerais” durante a Revolução Francesa.&lt;br /&gt;Em 1789, quando teve início os trabalhos para a elaboração da primeira Constituição francesa, os deputados (representantes políticos), posicionaram-se geograficamente nos assentos do plenário da seguinte forma. À direita do plenário instalaram-se os representantes da alta burguesia chamados de Girondinos, nome devido ao facto de os seus principais líderes (Brissot e Condorcet) provirem do departamento de La Gironde. Apoiados pela burguesia mercantil, constituíam o grupo conservador, que procurava defender os seus privilégios e evitar que as classes populares pudessem chegar ao poder ou tivessem as suas reivindicações atendidas. Não pretendiam grandes mudanças mas sim reformas que os beneficiassem. À esquerda posicionavam-se os representantes da baixa burguesia, os trabalhadores em geral e os representantes das camadas mais oprimidas. Este grupo reunia-se num partido denominado de Jacobinos, assim chamados por terem o seu lugar de reunião no Convento Dominicano de Saint-Jacques de Paris. Republicanos radicais, eram dirigidos por Robespirre. No centro do congresso sentavam-se os membros de um grupo, de composição variada, representando uma parte da alta burguesia, parte da pequena e média burguesia e alguns membros da aristocracia. Não eram radicais e procuravam uma conciliação. Ora apoiavam a esquerda, ora apoiavam a direita. Não se comprometiam. Pode-se dizer que viviam de acordo com a sua conveniência do momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como podemos ver, estes termos, esquerda-centro-direita, tinham, a princípio, uma conotação espacial. Posteriormente foram adquirindo um perfil ideológico como na actualidade. O caminho que levou esses grupos a se tornarem ideologicamente distintos foi percorrido durante o século XIX em consequência da reacção das classes oprimidas, o proletariado, emergente da Revolução Industrial, contra a burguesia opressora. Durante o século XIX vários movimentos proletários hasteiam uma bandeira política, provocando em contrapartida uma contra-reacção da burguesia que assume, com mais ênfase, uma posição de radicalismo defensivo de forma a combater aqueles movimentos e manter as velhas prerrogativas ameaçadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em face da definição de esquerda, de direita e de centro, é com apreensão que verificamos o equívoco de muitos eleitores ao se posicionarem, na escolha dos seus representantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eleitores de condição social de direita aderirem à esquerda, é coisa tão rara que na prática constitui um facto inverosímil. Já o contrário não partilha, infelizmente, dessa raridade. É confrangedor ver tantos eleitores, inseridos na condição da esquerda, elegerem o campo oposto como o preferido. O facto deve-se fundamentalmente a três factores: o desconhecimento da sua própria condição no contexto social, a conexão de esquerda com formações políticas radicais, como se estas fossem só por si a própria esquerda e o assédio habilidoso da direita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só a direita, o que é um paradoxo compreensível, tenta conquistar votos no campo contrário (esquerda), por ser este a maior parte do eleitorado. Qual lobo do Capuchinho Vermelho, disfarça-se de paladino dos pobres, dos velhos (que actualmente são muitos), dos que se julgam injustiçados e de todos que vêem as ambições quotidianas frustradas. Para tanto, veste-se a rigor, maquilha-se de Zé-povinho e até usa boné, vejam lá. Entre beijos e abraços, vai perguntando do que é que as pessoas precisam para serem felizes. Ingénuo, o povo abre o coração e vai fazendo o rol sem fim de pedidos aos quais ela responde sempre. Se for eleita, dará muito mais do que é pedido, pois povo merece e, ela só quer ser eleita para fazer o bem ao povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fácil de compreender que quem tem tão pouco se deixe iludir com alguma facilidade, caindo no logro, para o qual tem quatro anos para se lamentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurando impingir uma falsa esperança de melhoria de vida, que normalmente traduz exactamente o contrário dos seus objectivos políticos, a direita mente com quantos dentes tem na boca e por vezes precisa de pedir alguns emprestados. Hoje, para ganhar o voto promete tudo, amanhã, ganho voto, para não dar nada diz que se está de tanga. Esta é e será sempre a maneira da direita fazer política. As minorias só vencem pela astúcia utilizando em seu favor as tropas contrárias mal posicionadas e a má memória do povo. O centro fica em casa a ver para que lado corre a maré.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que faz falta é avisar a malta. Passados tantos anos e a malta ainda não está avisada?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-211412956344714640?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://klepsidra.blogspot.com/2008/03/esquerda-direitavolver-utilizao-dos.html</link><author>noreply@blogger.com (augustoM)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>12</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-2775695403766914352</guid><pubDate>Mon, 17 Mar 2008 20:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-17T20:56:23.850Z</atom:updated><title></title><description>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O homem enquanto homem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Com o pensamento de que o Ser é intemporal, infinito, imutável, incaracterístico, o Nada absoluto, tudo o que fosse finito, mutável, característico e relativo, seria o não-ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, consubstanciamos a existência como o não-ser, em oposição ao Ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consequentemente, é o homem enquanto homem, que se caracteriza a si próprio, ou seja, é ele que cria todos os conceitos, preceitos e regras para reger a sua existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ser pela sua intemporalidade é indefinido, enquanto que a definição só é propriedade do temporal. Sendo o tempo sinónimo de limitação, fica implícito nesta, o fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim, como limite da existência, propicia a valorização desta, sendo o uso fruto da mesma, o seu paradigma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o fim tanto pode ser natural como antecipado, fez surgir um sentimento de auto-perservação em relação ao segundo enquanto evitar o primeiro não passa de uma aspiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta forma, para se defender desse fim antecipado, estabelece os conceitos, do bem, do mal, do amor e do ódio, do certo e do errado etc. e as regras para a sua aplicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes conceitos são puramente humanos e não ditados por nenhum “divino” porque o Ser, por definição, é incaracterístico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A valorização da existência passa indubitavelmente pela satisfação dos desejos e, enquanto tal, a vida pauta-se entre o que aspira e o que concretiza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que medeia a aspiração da concretização, é que define carácter, que pode ir de uma simples e inconsequente veleidade à destruição do que a pode inviabilizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A intransigência da vontade do desejo, leva à manipulação dos conceitos e das regras, na procura da sua justificação. O que era mau pode passar a ser bom e o ódio configurar o amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao trocar a universalidade pela circunstância subjectiva, os conceitos tornam-se dúbios e, como tal, deixarem de ter o significado “de uma consciência reguladora” que lhe quiseram dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem princípios reguladores e universais, o homem torna-se num não-ser aberrante, onde o arbítrio do conceito o pode levar à auto destruição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua vida nem sempre corresponde à expectativa. A incapacidade de a aceitar tal como é, leva-o eximir-se da responsabilidade das suas decisões, imputando-as a terceiros, como se deles fosse um joguete, quando ao fim e ao cabo, foi ele que a transformou num jogo de sorte ou azar, onde o bluf que faz com os conceitos, o levam a ganhar ou a perder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem nos guia não é Deus nem o Diabo, mas a sorte ou o azar no jogo da Vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-2775695403766914352?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://klepsidra.blogspot.com/2008/03/o-homem-enquanto-homem-com-o-pensamento.html</link><author>noreply@blogger.com (augustoM)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>13</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-524003967894710815</guid><pubDate>Mon, 10 Mar 2008 20:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-10T20:38:52.139Z</atom:updated><title></title><description>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Do querer ao fazer, ou o espaço da esperança. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/5rtU0pg-kkw" width="425" height="355" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;Por mail recebi um vídeo titulado Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores, editado no You Tube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A feitura deste vídeo, nada original, diga-se de passagem, para além da montagem de imagens sobejamente conhecidas, procura através da associação da crueza do impacto visual à letra da canção, provocar uma consciencialização emocional que induza à recusa do ocorrido e apelar ao exorcismo dos males da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um entre tantos, que são os sinais do tempo em que vivemos, onde a guerra já é a suave brisa que antecede o furacão da destruição. O interesse pelo acontecer ao nosso semelhante, é proveniente do medo do que nos possa acontecer, caso a guerra seja o acontecimento.&lt;br /&gt;É uma espécie de justificação por temer a expiação, não me faças o que nunca fiz! Ou ainda, que eu nunca quis fazer! Ou ainda, que não pude evitar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Somos todos iguais!&lt;br /&gt;Somos todos soldados armados ou não!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Diz a canção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Com a certeza na frente e a história na mão!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Continua a canção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que devemos ser diferentes, só por que termos medo? Por que deverá a história mudar o seu curso, só porque nós o tememos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perante a certeza que a história dá, só a guerra existe, só a guerra é o nosso paradigma, a paz, é um erro histórico que medeia duas guerras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a guerra, para quê dissecá-la? Extrair o mal na procura do bem? A guerra é simplesmente a guerra, não há guerras boas nem guerras más, nem guerras mais humanas ou guerras menos humanas, mas simplesmente guerra que, por ser a manifestação animalesca da humanidade, tudo se espera dela. A atrocidade é a sua moral, o extermínio o seu desígnio, ficando pelo caminho o desprezo pela condição humana. Discutir a guerra não faz sentido na civilização, que só deveria ter uma única preocupação, evitá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Vem vamos embora.&lt;br /&gt;Esperar não é saber.&lt;br /&gt;Quem sabe faz a hora, não espera pelo acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;Ainda a letra da canção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saber e denunciar não chega, nem a revolta nas intenções é suficiente, procissão de lamentos. É preciso morder mais do que falar, para o acontecer evitar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-524003967894710815?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://klepsidra.blogspot.com/2008/03/do-querer-ao-fazer-ou-o-espao-da.html</link><author>noreply@blogger.com (augustoM)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>9</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-8353766871753891512</guid><pubDate>Mon, 03 Mar 2008 21:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-13T02:57:14.233Z</atom:updated><title></title><description>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;História contrafactual&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R8xqzmVhRYI/AAAAAAAAAHw/8c1ms2FBgzM/s1600-h/gregos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173627506638538114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R8xqzmVhRYI/AAAAAAAAAHw/8c1ms2FBgzM/s400/gregos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; No último número da revista História da National Geographic, um dos artigos, titulado Alexandre Magno contra Roma: o grande choque, fala-nos da história contrafactual que, segundo o referido artigo, é muito praticada pelos historiadores anglo-saxões, como resposta à pergunta: o que aconteceria se…? Segundo o mesmo artigo, esta falta de factualidade, também pode ser denominada história virtual que segundo o Dicionário da Real Academia define como, «a reconstrução lógica, aplicada à história, dando por hipótese acontecimentos não sucedidos, mas que poderiam ter sucedido». Trata-se por tanto, por exemplo, imaginar qual seria o curso da história se os Persas tivessem ganho a batalha de Salamina ou a Armada Invencível não tivesse sido derrotada por uma tempestade. Se os espanhóis tivessem invadido a Inglaterra, possivelmente o mapa da partilha colonial do mundo seria diferente, como a derrota dos gregos em Salamina, possivelmente, nunca propiciaria o aparecimento de Alexandre Magno.&lt;br /&gt;Mas não é minha intenção projectar e ficcionar história contrafactual antiga, mas imaginar qual seria a nossa história virtual acaso fosse introduzido um factor determinante na nossa vinda.&lt;br /&gt;Os jornais televisivos, em uníssono e alvoraçados, anunciam que o petróleo acabará dentro de três anos!&lt;br /&gt;Já alguma vez pensaram que poderá mesmo acontecer? A subida do preço do barril, é o reflexo das oscilações da produção e estas reflectem que o crude não é eterno, que muitos dos poços, como já acontece nos Estados Unidos, estão a ficar secos. Paradoxalmente, à medida que caminhamos para o esgotamento das jazidas, o consumo não para de aumentar.&lt;br /&gt;No meu vaticínio para a história virtual, divido o período final da existência do petróleo em dois.&lt;br /&gt;Um primeiro, onde a subida imparável do preço do barril, que atingirá em pouco tempo trezentos dólares, fórmula utilizada pelas petrolíferas para a maior arrecadação de lucros possível, antes do previsível fim do negócio. Teremos a guerra de ingerência entre as potências, nos países onde se efectuarem as últimas extracções. Neste período, os não produtores procuram soluções de substituição nas energias alternativas, mas como poderiam substituir de um dia para outro, tudo aquilo de que a civilização depende, quando em tempo útil, nunca o fizeram? Mesmo hipoteticamente, algumas soluções fossem viáveis a curto prazo, seriam bloqueados pelas petrolíferas, interessadas na continuação do consumo do petróleo até ao fim. O aumento do crude, vai-se reflectir em todas as economias, os preços tornam-se proibitivos. Os bens ficam só acessíveis a alguns, enquanto a maioria esmagadora, dificilmente consegue comprar a comida de que necessita. Tudo o que depende do precioso líquido fica comprometido: os barcos, os aviões, as fábricas, a electricidade etc. Sem electricidade, o nosso mundo será caótico.&lt;br /&gt;Segundo período. Tentativas de recorrer à queima de carvão, enquanto as centrais atómicas são construídas. As multinacionais tentaram apropriar-se do negócio das centrais nucleares. Nem todos os países têm capacidade económica para terem centrais atómicas, na falta de carvão, a desflorestação para queima, é a solução adoptada.&lt;br /&gt;Estas são algumas dicas para o desfio que vos deixo, historiarem, o que no vosso entender, virtualmente aconteceria caso o petróleo acabasse dentro de três anos. Tenho a certeza de que o tema é do interesse de todos e, que todos estão conscientes da sua transcendência, onde a importância dos nossos problemas do quotidianos se esbate.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-8353766871753891512?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://klepsidra.blogspot.com/2008/03/histria-contractual-no-ltimo-nmero-da.html</link><author>noreply@blogger.com (augustoM)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R8xqzmVhRYI/AAAAAAAAAHw/8c1ms2FBgzM/s72-c/gregos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>10</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-8115200984014643862</guid><pubDate>Mon, 25 Feb 2008 17:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-13T02:57:14.588Z</atom:updated><title></title><description>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Ayurveda&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R8MBtFL8nrI/AAAAAAAAAHo/OpLq67w-1vo/s1600-h/massage-1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170978671149489842" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R8MBtFL8nrI/AAAAAAAAAHo/OpLq67w-1vo/s400/massage-1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;Os especialistas garantem que, graças às descobertas da ciência médica, o homem moderno caminha na direcção da quarta idade. O ideal alquímico da vida eterna pode ter ficado para trás, mas não há quem não sonhe em viver mais e melhor. No mundo de hoje, a saúde – esta fonte natural nem sempre renovável – passou a ser o bem mais precioso. A Ayurveda, uma ciência indiana tão antiga quanto o homem, define a saúde como uma condição de harmonia interna e externa capaz de habitar o ser humano no buscar dos seus objectivos mais profundos e permanentes. Para a medicina Ayurveda, ser saudável é uma condição normal e toda a terapia deve ser baseada no restabelecimento desse estado natural. Por isso, é também chamada de”natureza que restabelece”. Vinod Verma (director da New Way Health Organization na Índia)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ayurveda é o nome dado à ciência da saúde mais antiga do mundo, desenvolvida na Índia há cerda de 3.000 anos. Em sânscrito Ayur quer dizer vida e veda ciência. Assim Ayurveda é a ciência da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Ayurveda foi desenvolvida a partir da época de Buda, no século V a.C. baseada no empirismo e no racionalismo da observação dos fenómenos naturais e das suas influências no ser humano. Originária da Medicina Védica onde a religião, mitologia, magia e a medicina são inseparáveis o que lhe dava um carácter mágico-religioso, a Ayurveda propõe uma vida em harmonia com as leis da natureza mas também uma vida útil à sociedade como um todo. Na Medicina Ayurvédica, saúde é um estado de felicidade e para o alcançar o ser humano deve trilhar um caminho de autoconhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Medicina Ayurvédica é conhecida como a mãe da medicina, pois seus princípios foram a base, posteriormente, do desenvolvimento da medicina tradicional chinesa, árabe, romana e grega. Também o Japão teve necessidade de fazer intercâmbio com os indianos, para criar uma medicina barata para atender às suas populações muito pobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta deve ser a principal causa para o desconhecimento ocidental desta importante medicina oriental. Por de trás dela, não estão as multinacionais dos fármacos, que estabelecem o preço da saúde. O custo insignificante da Medicina Ayurveda tornou-a acessível a todos os pobres, odiada por todos os laboratórios e suspeita na eficiência, pela medicina convencional ocidental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Índia, onde a Medicina Ayurvédica que tem a mesma importância que a medicina tradicional tem no Ocidente, é aprendida nas universidades. Para a formação completa, são necessários cinco anos e meio. A primeira escola a ensinar Medicina Ayurveda foi a Universidade de Banaras, por volta de 500 a.C. Foi ali que a grande Samhita, ou enciclopédia de medicina, foi escrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estima-se que 80% da população da Índia, seja assistida pela medicina Ayurveda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A doença para a Ayurveda é mais que a manifestação de sintomas desagradáveis ou perigosos à manutenção da vida. Ayurveda, como ciência integral, considera que a doença inicia-se antes de chegar à fase em que ela finalmente pode ser percebida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a Ayurveda, mudanças frequentes na nossa rotina diária e melhoria da nossa alimentação farão mais pela nossa saúde a longo prazo do que tomar remédios ou procurar tratamento médico. Não existe nenhum substituto para a nossa maneira correcta de vida. Quanto mais vivemos em desarmonia com a nossa natureza menos podemos esperar em termos de obtenção de saúde, seja por que método for. As nossas acções determinam o nosso nível de consciência assim como o padrão de energia do corpo físico. Segundo os Upanishads “o desejo do homem gera a acção e, como ele age, assim ele se tornará”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A doença física é frequentemente o resultado da super valorização do corpo físico e do mundo material. Devemos dar ao corpo o cuidado adequado, sem deixar que domine os outros aspectos da nossa vida. Nosso corpo ficará desarranjado devido ao esforço exagerado em quer mantê-lo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Medicina Ayurveda baseia-se no sistema filosófico hindu Samkhya, onde toda a manifestação material do universo é um fenómeno único da consciência cósmica, manifestada através dos cinco elementos básicos da natureza: Éter, ar, fogo, água e terra, inclusive o corpo humano que além da matéria (Prakriti) também é composto de espírito (Purusha) e este por sua vez de discernimento (budhi), ego (ahsmkara) e mente (manas). É do desequilíbrio de algum dos cinco elementos que se inicia o processo da doença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cinco elementos são:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O éter equivale ao som&lt;br /&gt;O ar equivale ao tacto&lt;br /&gt;O fogo equivale à visão&lt;br /&gt;A água equivale ao paladar&lt;br /&gt;A terra equivale ao olfacto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes elementos são como estados da matéria: terra representa o estado sólido, a água, o líquido, o ar o gasoso, o fogo o poder de mudar o estado de qualquer substância e o éter, o elemento que é ao mesmo tempo a fonte de todos os outros e o espaço onde eles existem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cinco elementos básicos aparecem sempre combinados de maneira inseparável na natureza: varia apenas a sua proporção relativa para conferir as diferentes qualidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Doshas ou “princípios metabólicos” são os princípios que ligam o corpo à mente. Eles têm origem na diferente mistura de pares dos cinco elementos. É através dos elementos e dos Doshas, que o Ayurveda determina a natureza básica do indivíduo e estabelece uma linha de tratamento adequada às suas necessidades reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Medicina Ayurveda possui oito ramos principais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Medicina interna ou clínica geral&lt;br /&gt;Pediatria&lt;br /&gt;Psiquiatria&lt;br /&gt;Doenças da cabeça e pescoço (otorrinolaringologia, oftalmologia e odontologia).&lt;br /&gt;Cirurgia&lt;br /&gt;Toxicologia&lt;br /&gt;Rejuvenescimento e geriatria&lt;br /&gt;Afrodisíacos (impotência e infertilidade)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história clínica do paciente inclui além do exame clínico completo, exame da urina, do suor, do escarro e da voz do paciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diversas são as técnicas da cura.&lt;br /&gt;Pela alimentação, a dieta perfeita de acordo com cada um.&lt;br /&gt;Terapia dos sabores&lt;br /&gt;Terapia dos aromas&lt;br /&gt;Massagens com óleos especiais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além das dietas especiais, o Ayurveda emprega remédios naturais e muitos outros recursos preventivos e curativos. Para equilibrar o Prakriti, a Medicina Ayurveda dispõe de uma infinidade de medicamentos preparados pela combinação de ervas, sais, produtos minerais, bem como extractos, pomadas e óleos vegetais. Não se restringem a aplicações paliativas ou superficiais com o objectivo de eliminar sintomas: são preparados especificamente para cada tipo de paciente e não para a doença que ele apresenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pranayama, o equilíbrio pela respiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Técnica que harmoniza os Doshas e regula a distribuição da energia cósmica pelo organismo. Pranayama em sânscrito quer dizer “energia vital”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo a respiração o ritmo fundamental da vida e o que apoia todos os outros, a respiração pode ser considerada o acto mais criativo do nosso corpo. O lema é viver em sintonia com o nosso corpo mecânico quântico. A rotina mais importante a seguir é o acto de entrar em contacto com o nosso nível quântico pela Meditação Transcendental, que deverá ser praticada durante alguns minutos todos os dias. É esse o modo de elevar a existência comum a um plano superior. Se executarmos alguns processos correctamente, a tendência inerente ao corpo de conservar o equilíbrio cuidará do resto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Termino com alguns versos Védicos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;É nosso dever como o resto da humanidade sermos perfeitamente saudáveis, porque somos as ondas do oceano da consciência e ao adoecermos, mesmo pouco, rompemos a harmonia cósmica.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Mais correcto é ver-nos como uma célula do corpo cósmico, com direito a usufruir os privilégios da condição cósmica, inclusive a saúde perfeita.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“A inteligência interior do corpo é o maior e supremo génio da natureza. Ela espelha a sabedoria do cosmos&lt;/em&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“A maior prioridade da vida é a própria vida”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-8115200984014643862?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://klepsidra.blogspot.com/2008/02/ayurveda-os-especialistas-garantem-que.html</link><author>noreply@blogger.com (augustoM)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R8MBtFL8nrI/AAAAAAAAAHo/OpLq67w-1vo/s72-c/massage-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>11</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-6729397324332328668</guid><pubDate>Tue, 19 Feb 2008 21:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-13T02:57:14.820Z</atom:updated><title></title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R7tJMlL8nqI/AAAAAAAAAHg/LMR5CsEZ5H4/s1600-h/cristoaguas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168805477827255970" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R7tJMlL8nqI/AAAAAAAAAHg/LMR5CsEZ5H4/s400/cristoaguas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O êxito da crença cristã deve-se ao facto de ter concebido um deus à imagem do homem, caracterizado pelos conceitos que lhe regem a vida, que propiciou a cognição não de uma abstracção mas a projecção de uma realidade sensitiva, personificada pela figura de Jesus Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta transposição de Deus do plano abstracto para o plano material, indubitavelmente, perdida a abstracção, caracteriza-o na perspectiva humana. Ele ser o que queremos que seja, e assim, assumir o papel que queremos que assuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta perspectiva, Jesus Cristo é a divindade criada pela crença para a revelação de Deus e nele basear toda a sua teologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a humanização de deus é galvanizadora na adesão à crença, por seu lado, o misticismo de que os aderentes são imbuídos, exige a mistificação, única forma de reconhecer a divindade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para satisfazer esta exigência, a crença dá-lhe características sobre humanas, ao gerá-lo sem a intervenção da natureza e propor-lhe uma morte contra natura. Também a duração da sua vida humanizada, é feita crer pautada por prodígios, que contrariam uma vez mais, as leis da natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se considerarmos que é a natureza que rege a humanidade, só alguém não regido por ela, poderia ser aceite como deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crer num deus que se revelou e se tornou sensitivo, a sua cognição é muito superior a um deus de noção abstracta, que só a imaginação lhe daria forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a crença para dar credibilidade à sua teologia, transforma o anti natural em dogma e, baseia a doutrinação na convicção do seu regresso, sendo a conversão alicerçada na esperança do retorno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-6729397324332328668?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://klepsidra.blogspot.com/2008/02/o-xito-da-crena-crist-deve-se-ao-facto.html</link><author>noreply@blogger.com (augustoM)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R7tJMlL8nqI/AAAAAAAAAHg/LMR5CsEZ5H4/s72-c/cristoaguas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>10</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-4213247967202330971</guid><pubDate>Sun, 10 Feb 2008 19:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-13T02:57:15.302Z</atom:updated><title></title><description>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Sesimbra (II)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R69Lb1L8noI/AAAAAAAAAHQ/f91e_lI3Zek/s1600-h/sesimbra01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165430239122988674" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R69Lb1L8noI/AAAAAAAAAHQ/f91e_lI3Zek/s400/sesimbra01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Sesimbra nos princípios do século XX. Ainda não tinha sido construida a marginal e o porto de abrigo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;As minhas férias repartiam-se entre a praia, lota da tarde e a pesca.&lt;br /&gt;Os pescadores de Sesimbra praticavam diversos tipos de pesca, com diversos tipos de embarcações, adaptadas a cada uma delas.&lt;br /&gt;A embarcação mais característica de Sesimbra, era e é a aiola, pequeno bote muito elegante, movido a remos ou à vela, que além de servir de apoio aos barcos maiores, era muito usado especialmente na pesca à lula e ao choco.&lt;br /&gt;De maior porte tínhamos as barcas a motor, da pesca ao aparelho, cujo o número de tripulantes variava conforme o seu tamanho e as traineiras, que utilizando as redes de cerco, se dedicavam à pesca de cardumes, como a sardinha, o carapau, a cavala e a sarda.&lt;br /&gt;Ainda foi no meu tempo que assisti, aos últimos exemplares das barcas da armação. A armação era uma arte de pesca fixa, muito antiga. Este tipo de pesca era efectuado por diversas barcas, em conjunto, que não possuíam motor e eram levadas para o lugar onde estavam as redes fixadas, a reboque de uma barca a motor.&lt;br /&gt;Quando a fortuna enchia as redes, e o peixe abundava, carregavam os porões da barca a motor e mais uma ou duas barcas, conforme a quantidade apanhada, que seguiam imediatamente para a lota, as restantes regressavam à vela. Como as redes estavam localizadas relativamente perto da costa, a meio caminho entre Sesimbra e o Cabo Espichel, a nortada da tarde fazia-se sentir e bem, proporcionando-lhes um bom andamento.&lt;br /&gt;Um dos familiares, que vivia em casa do meu tio era pescador numa das armações, era só pedir e lá ia eu à pesca com eles. Não era a pesca que me motivava, pois era no meu entender muito monótona, o alar da rede, sempre acompanhado de típicas canções dos homens do mar, levava muito tempo.&lt;br /&gt;As barcas, dispostas em circulo, bem distanciadas umas das outras, começavam a alar a rede, puxando-a não para bordo, mas deixando-a cair novamente para o mar, o que levava as barcas a aproximarem-se umas das outras, acabando por formarem um circulo pequeno, quando o fundo da rede chegava à superfície, com o peixe aprisionado. Diziam os mais antigos que a armação noutros tempos apanhava atuns, na época da sua migração, mas no meu tempo capturavam somente, carapau, cavala ou sarda, eventualmente sardinha.&lt;br /&gt;Era o regresso, esperançado numa boa pescaria, poder vir à vela. Era o sonho, barco adornado pelo vento e eu sentado no meio dos pescadores a barlavento. O meu tio não achava graça nenhuma.&lt;br /&gt;O outro familiar trabalhava numa traineira, era só formular o desejo e lá embarcava eu para a pesca. Esta era feita de noite ao largo, entre a Costa da Caparica e Cabo Espichel. A costa vista do mar era muito bonita com todas as luzes visíveis. Quando a Lua estava cheia as águas pareciam de prata, quando peixe preso no saco da rede subia à superfície.&lt;br /&gt;Detectado o cardume a rede era lançada à volta dele, formando um circo. A parte superior ficava à superfície, sustentada por bóias de cortiça, a inferior mergulhava direita, pelo peso do lastro de chumbo. Findo o cerco, a rede era fechada na parte inferior submersa, formando um saco onde o peixe ficava aprisionado, após o que o guincho puxava para a superfície a parte inferior desse saco obrigando o peixe a vir à superfície. Com os chalavares recolhia-se o pescado e metia-se porão. Tínhamos de ter cuidado, pois o convés, com o sangue do peixe ficava muito escorregadio.&lt;br /&gt;Normalmente o mestre levava-me na casa do leme para eu poder ver a sonda a indicar a posição dos cardumes, e por vezes, quando estava bem disposto, deixava-me governar o barco. Que sensação para um miúdo de onze anos sentir a roda do leme na mão, e fixar os olhos na agulha para não sair do rumo. Quem pode ser mais feliz?&lt;br /&gt;Pela madrugada, ao amanhecer, já no regresso, comíamos a “bóia”, era um momento estupendo de confraternização entre todos. Eu nunca levava nada para comer, comia da bóia dos outros, só não bebia era o vinho.&lt;br /&gt;Mas de todas as pescas, a minha preferida era a do aparelho. Era nesta pesca que se utilizava o tipo de barco que sempre me mais fascinou. A barca de Sesimbra. De linhas esguias e harmoniosas, com a roda da proa elegantíssima, sem cabina de leme, era governado com uma cana de leme. O ruído característico do motor, um tac, tac, tac, se bem que ruidoso, era uma autêntica melodia para mim. Conhecia o nome da maior parte destas barcas, reconheci-as pelos desenhos pintados nos cascos. Havia-as de diversos tamanhos, mas as mais pequenas, equipadas somente com três pescadores, eram as minhas favoritas.&lt;br /&gt;A pesca ao aparelho é a pesca com anzol. A barca quando chegava ao local escolhido, lançava ao mar uma linha com centenas de anzóis devidamente iscados. Nas barcas maiores chegavam a ser um milhar ou mais. Quando acabava de lançar, após uma pequena pausa, volta ao ponto onde iniciou o lançamento e começava a recolher a linha.&lt;br /&gt;O lançamento desta linha com tão grande quantidade de anzóis, requeria uma técnica muito especial. Para sinalizar o início da aparelho, lançavam uma bóia fundeada, à qual o aparelho ficava preso. Depois com o motor da barca ao relantim, a cerca de um nó de velocidade, começavam a lançar o aparelho. Os anzóis eram levados celhas dispostos de maneira a soltarem-se com a pressão do aparelho e uma pequena ajuda dos dedos dos pescadores. A operação tinha de ser rápida e sem falhas pois o barco está em movimento. Espaçadamente vão sendo colocadas mais bóias de sinalização pelo homem que vai ao leme. Trabalho de artista de circo. Sentado na borda do barco, com um pé no convés e outro na cana do leme, para ficar com as mãos livres, lança as bóias de sinalização ao mesmo tempo que governa o barco.&lt;br /&gt;Os outros dois, avante da cabine da motor, tomam conta das celhas dos anzóis.&lt;br /&gt;A recolha do aparelho era um trabalho árduo, puxar sem parar toda aquela linha, retirar o peixe e colocá-lo no porão, num convés cheio de amarinhado de linhas e anzóis, requeria um enorme esforço físico. Eles pescavam o peixe espada, as corvinas, os gorazes, os pargos, as pescadas, por vezes com diversos quilos cada. Quando participava nesta pesca, a minha ajuda ficava-se por pôr o peixe no porão. Mas estar numa barca tão pequena, no meio da cava das vagas, por vezes bem grandes, já era o suficiente para mim.&lt;br /&gt;A barca onde eu costumava ir pertencia a um pescador conhecido que vivia perto da casa dos meus parentes, só participava na pescaria da tarde, pois se o meu tio soubesse do meu embarque desancava o pobre do homem.&lt;br /&gt;A barca seguia a rota do Cabo Espichel, quando lá chegava, mudava de rumo para Sul e fazia-se mar dentro durante algum tempo, até alcançar o seu lugar de pesca, um fundo rochoso, a que chamavam a Pedra. Como é que estes homens, sem instrumentos de marear, só por intuição, conseguiam encontrar o seu pesqueiro no meio do mar, sem qualquer ponto de referência, pois a costa não era mais do que ténue linha no horizonte? Sempre me intrigou, e quando perguntava como conseguiam encontrar o lugar, a rir respondiam que era pelo cheiro do peixe.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R69gllL8npI/AAAAAAAAAHY/T0-QNQe21d4/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165453496370896530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R69gllL8npI/AAAAAAAAAHY/T0-QNQe21d4/s400/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Também vi os últimos vapores de cerco, barcos de pesca movidos por caldeiras a vapor, antecessores das traineiras movidas a diesel, mas estes eram de Setúbal, só vinham descarregar a Sesimbra.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-4213247967202330971?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://klepsidra.blogspot.com/2008/02/sesimbra-ii-sesimbra-nos-princpios-do.html</link><author>noreply@blogger.com (augustoM)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R69Lb1L8noI/AAAAAAAAAHQ/f91e_lI3Zek/s72-c/sesimbra01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>12</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-667236123506702135</guid><pubDate>Sun, 03 Feb 2008 17:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-13T02:57:15.899Z</atom:updated><title></title><description>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Sesimbra&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R6X4DC9hu-I/AAAAAAAAAG4/kx0y23Q7cS0/s1600-h/sesimbra01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162805279068371938" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R6X4DC9hu-I/AAAAAAAAAG4/kx0y23Q7cS0/s400/sesimbra01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sesimbra nos princípios do seculo XX. Ainda não tinha sido construida a marginal nem o porto de abriogo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje em dia quando me desloco a Sesimbra, não é sem um doloroso confrangimento, que vejo como a “modernidade” ao serviço do laser, descaracterizou impiedosamente, uma das vilas costeiras mais bonitas de Portugal.&lt;br /&gt;Com o confrangimento fazem coro as saudades de um tempo querido, que eu vivi nos anos 50, quando nessa vila passei várias férias grandes escolares, com a duração de dois meses cada.&lt;br /&gt;É esta Sesimbra, que se perdeu no tempo, que a maior parte das pessoas que a visitam hoje não conhecem, que eu quero relembrar, pelas palavras da memória da criança que fui.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R6YBLi9hu_I/AAAAAAAAAHA/Q0ji2gtcay8/s1600-h/castelo3.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162815320701910002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R6YBLi9hu_I/AAAAAAAAAHA/Q0ji2gtcay8/s400/castelo3.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O Castelo de Sesimbra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Implantada numa reentrância da orla atlântica do maciço da Arrábida, conheceu o seu primeiro habitante, há cerca de um milhão de anos, o Homo Erectus, quando este chegou proveniente de África. Foi palco da evolução humana durante todo o Paleolítico e Neolítico. No período da Era dos Metais, é visitada pelas civilizações do mundo mediterrânico, Gregos, Fenícios e Cartagineses, com quem estabeleceu contactos.&lt;br /&gt;Também por ela passaram, no período das grandes conquistas, que começaram no século II a.C., os Romanos, as invasões Germânicas, desde os Vândalos aos Visigodos, terminando no século VIII com a invasão dos Árabes vindos do Norte de África, que construíram o primeiro castelo para abrigar o povoado.&lt;br /&gt;Objecto de diversas tentativas de conquista por D. Afonso Henriques, o castelo árabe, éfoi definitivamente conquistado por D. Sancho I, auxiliado pelos cruzados francos, aquém foi doado o povoado. Em 1236, com a doação do concelho de Sesimbra à Ordem de Santiago, a população expande-se para fora das muralhas, criando a povoação da Ribeira de Sesimbra. Mais tarde em 1536, é então criada a vila de Sesimbra, no local que lhe conhecemos hoje, cuja população participou de modo activo na expansão ultramarina. Com a queda dos Duques de Aveiro, últimos representantes da Ordem de Santiago no século XVIII, as terras de Sesimbra, passaram para a tutela real. No século XIX, a vila vai sofrer imensas vicissitudes, desde a conquista napoleónica até à guerra civil de 1834-1836, que levou ao desmantelamento de vários pontos militares costeiros. No final do século XIX e princípio do século XX, assistimos ao renovar da vila de Sesimbra, tornando-se um dos mais importantes e pitorescos portos pesqueiros.&lt;br /&gt;É em meados do século XX que eu faço o meu encontro com Sesimbra, ou melhor com o que dela ainda subsistia das suas tradições como vila piscatória. Durante as minhas férias ficava em casa de uns tios avós maternos, onde moravam também outros familiares, do ramo da tia avó. Todos os homens eram pescadores com a excepção do tio-avô, que era leiloeiro na lota, local onde se vendia o peixe.&lt;br /&gt;Após os meus pais me deixarem em casa dos tios, e regressarem a Lisboa, a primeira coisa que fazia era descalçar os sapatos para só os tornar a calçar dois meses depois. Descalço e em calção de banho de manhã à noite, com liberdade completa de movimentos, era a criança mais feliz que se possa imaginar. O mundo era todo meu, e esse mundo era o mundo do mar e do peixe. Hoje com a escassez que existe é difícil de imaginar a quantidade de peixe que todos os dias era descarregado na praia para vender.&lt;br /&gt;Na praia sim, na que fica à direita do forte se estivermos voltados para o mar e de costas para a vila.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R6YBXC9hvAI/AAAAAAAAAHI/EkoS6IrNeKU/s1600-h/barco_pesca.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162815518270405634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R6YBXC9hvAI/AAAAAAAAAHI/EkoS6IrNeKU/s400/barco_pesca.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Barcas varadas na rampa por onde peixe saía da paraia, carregado em burros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;O peixe era colocado na praia geometricamente ordenado, fazendo lotes específicos para venda, como no caso do peixe-espada, da albacora, dos safios e das chaputas. Os pargos, gorazes, as corvinas e as pescadas, tinham direito a destaque. Eram colocados em cima de montículos de areia feitos para esse fim.&lt;br /&gt;O carapau, a sardinha, a sarda e a cavala, eram colocados em caixas de madeira próprias e tradicionais, ou vendidos a granel dentro das próprias embarcações. O espadarte, as toninhas e outros peixes de maior porte eram vendidos individualmente.&lt;br /&gt;As baleias nunca soube onde eram vendidas, já não eram da minha época. Não sabiam que em Sesimbra já se caçou às baleias, quando elas viajavam ao longo da costa portuguesa?&lt;br /&gt;Havia, imaginem, duas lotas por dia. A primeira começava por volta das seis da manhã até cerca do meio-dia. A da tarde iniciava-se às seis horas e não tinha hora de terminar, enquanto estivesse a chegar peixe ela não parava, prolongando-se por vezes até às duas da manhã. A lota da manhã era abastecida pela pesca nocturna, a do fim do dia vendia o peixe pescado de tarde. Diariamente passam toneladas e toneladas de peixe fresco pela lota.&lt;br /&gt;Das duas lotas a que mais gostava de participar era na da tarde. Na da manhã limitava-me a ir levar o pequeno-almoço ao meu tio por volta das oito horas, uma leiteira e um pão com manteiga. A lota da tarde, além de mais longa, tinha um encanto muito especial para mim. Depois de cair a noite, por falta de luz artificial, era iluminada com a luz de archotes. É aqui que entrava a minha intervenção. Os archotes eram seguros pelos rapazes da vila, onde eu me incluía, apesar dos protestos do meu tio. Com os pés dentro de água, iluminava-mos a descarga a troco de uma mão cheia de peixe. Eu não precisava do peixe para nada, pois era coisa que não faltava em casa, mas dava-me um prazer enorme ver o meu trabalho recompensado, fazia-me sentir como se fosse um deles.&lt;br /&gt;O peixe à medida que era vendido, era retirado da praia o mais rápido possível, para dar lugar ao que se seguia. Praia cheia, praia vazia durante horas, enquanto durava a descarga do peixe.&lt;br /&gt;O peixe vendido era transportado dentro de caixas, por burros com umas cangalhas especiais para o efeito. Da praia, os burros subiam por uma rampa até o largo da vila sobranceiro ao mar, onde as camionetas dos comerciantes esperavam para serem carregadas.&lt;br /&gt;Ao largo ficavam os barcos de pesca, de que falarei mais adiante, que transbordavam o peixe para pequenas embarcações, as típicas aiolas, que o traziam para terra onde a azáfama era enorme. As aiolas a varar na praia, puxadas pelos homens com as calças arregaçadas, aproveitando o auxílio das ondas, a descarga, o alinhamento do peixe na lota, a venda e por fim a corrida dos burros, que ganhavam ao trajecto.&lt;br /&gt;A música de fundo, protagonizada pelos barítonos pregoeiros, era um imenso e inconfundível coro de vozes e gritos dos participantes desta labuta diária. Tudo isto, sublimemente odorizado, com o cheiro do peixe fresco e da maresia de um mar tão generoso. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-667236123506702135?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://klepsidra.blogspot.com/2008/02/sesimbra-sesimbra-nos-princpios-do.html</link><author>noreply@blogger.com (augustoM)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_P1lBVNvZ3mY/R6X4DC9hu-I/AAAAAAAAAG4/kx0y23Q7cS0/s72-c/sesimbra01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>18</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-323023181008861146</guid><pubDate>Sat, 26 Jan 2008 21:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-01-26T21:25:15.744Z</atom:updated><title></title><description>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;A falta de ar&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A naturalidade mecânica com que o ser humano respirar, leva-o a esquecer de que a função orgânica mais importante para a sua sobrevivência, é a respiração.&lt;br /&gt;Pela falta de alimentação sólida, a sobrevivência pode ser de muitas semanas, a falta do líquido poucos dias, a falta de ar mata em poucos segundos.&lt;br /&gt;A suspensão voluntária da função respiratória chama-se apneia, a suspensão involuntária provoca a “falta de ar” ou a inspiração de ar com elevado indicie tóxico, provoca a intoxicação e sequente asfixia.&lt;br /&gt;A importância do ar só é reconhecida, quando ele falta. Mas a importância do ar não se fica pela sua falta, mas também na sua importância para o organismo.&lt;br /&gt;Segundo a Medicina Védica, respirar é um acto criativo. As moléculas do ar são caóticas e dispersas ao acaso, mas quando entram no nosso corpo adquirem, como por magia, um propósito e uma identidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos o que acontece com um único átomo de oxigénio quando respiramos. Em poucos milésimos de segundo, ele atravessa as membranas húmidas e quase transparentes dos pulmões, aderindo à hemoglobina no interior das células vermelhas do sangue. Nesse instante ocorre uma notável transformação. A célula, que era de um tom azul-escuro, quase negro pela falta de hemoglobina, muda de cor com essa substância, adquirindo um tom vermelho-claro e brilhante; o átomo de ar que vagueava ao acaso, transforma-se subitamente em nós próprios. Ele acaba de cruzar o limite invisível entre algo sem vida e o que vive alguns segundos depois o mesmo átomo, o mesmo átomo de oxigénio completará um circuito pela corrente sanguínea por todo o nosso corpo. Nesse período, quase metade do oxigénio do corpo sairá do sangue para se transformar numa célula do rim, num músculo bíceps, num neurónio ou noutro tecido qualquer. O átomo permanecerá nesse tecido durante um período que pode variar entre poucos minutos e um ano, realizando todas as funções de que somos capazes. Um átomo de oxigénio pode fazer parte de um pensamento feliz se aderir a um neurotransmissor, ou pode provocar medo, ligando-se a uma molécula de adrenalina. Pode alimentar uma célula cerebral com glicose ou sacrificar-se ao transforma-se em parte de um glóbulo branco que deve atacar uma bactéria invasora. É assim que corre o rio da vida, o rio do corpo, fluindo com inteligência e criatividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é difícil perceber a importância da pureza do ar, pois dela depende um melhor ou pior desenvolvimento ou regeneração do nosso organismo. Assim sendo, manter o ar puro deveria ser a principal prioridade da humanidade.&lt;br /&gt;A proibição de emissão de gazes nocivos para a atmosfera, deveria ser total, mesmo à custa de todo o prejuízo que causasse aos bens da materialidade, a saúde é o bem supremo, pertença da humanidade, que não poderá ser defraudada pelos interesses de uns poucos.&lt;br /&gt;Quando hipocritamente fingem procurar reduzir as emissões nocivas, não o fazem de modo global, mas parcial ou sectorial, ludibriando as populações com esta ou aquela balela.&lt;br /&gt;A recente proibição de se fumar em lugares fechados, para não prejudicar a saúde dos não fumadores, teria todo o meu aplauso, caso os não fumadores que arrogantemente reclamam a exclusão dos fumadores, se preocupassem, além de protegerem os seus pulmões, como dizem, em proteger a saúde de todos, parando o seu carro, para diminuir as emissões nocivas para a atmosfera.&lt;br /&gt;Vivemos a hipocrisia do cidadão, que só olha para o que os outros fazem de errado e esquece-se dos seus próprios erros e, a hipocrisia do governo quando quer reduzir a despesa com os tratamentos dos que contraem o cancro do pulmão, esquecendo que as cirroses provocadas pelas bebidas alcoólicas e, as vítimas mortais provocados pelos condutores alcoolizados, são em número superior aos óbitos provocados pelo cancro do tabaco.&lt;br /&gt;Abaixo os fumadores que prejudicam a saúde dos não fumadores, abaixo os condutores que prejudicam a saúde de toda a humanidade, abaixo os que se julgam donos do planeta, destruindo o sistema que o matem e regenera.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-323023181008861146?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://klepsidra.blogspot.com/2008/01/falta-de-ar-naturalidade-mecnica-com.html</link><author>noreply@blogger.com (augustoM)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>16</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-10191277.post-1074929170508111976</guid><pubDate>Sun, 20 Jan 2008 22:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-01-20T22:06:37.004Z</atom:updated><title></title><description>&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Deus e o Diabo é que nos guiam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;Deus e o Diabo dois conceitos que se complementam, interagindo na mesma proporção. Se considerarmos um como o bem e outro como o mal, quantitativamente são iguais, pois a aceitação de um, implica inevitavelmente a rejeição do outro, na mesma proporção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crer na existência de um Deus sem admitir a existência do Diabo, não faz sentido, pois o bem só por si não existe, se não for a oposição do mal, como um princípio exige sempre um fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando que Deus existe porque o homem existe, pois o problema da criação e do fim, do bem e do mal, são afecções do próprio homem, implicitamente o Diabo também faz parte da sua vida, pelo que podemos deduzir, que ambos guiam a sua existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como crer na existência de Deus não implica necessariamente qualquer tipo de religiosidade, teremos os crentes divididos em dois grupos: os crentes religiosos e os crentes não religiosos, sendo os primeiros consubstanciados pela imposição e os segundos pela razão. Também a sua maneira de ver Deus é diferente; os religiosos segundo os ditames da fé que abraçam, os não religiosos, pela subjectividade de cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nas religiões que a presença do Diabo é mais omnipotente, pois é o medo deste, que é incutido, que dá vigor ao processo da fé, por outras palavras, é o medo da punição que leva à devoção. Será que as pessoas adeririam às exigências das religiões se não houvesse o previsto castigo para a desobediência? Todas as religiões se baseiam na dualidade: Céu e Inferno. Não existe adoração a Deus sem a evocação do Diabo. Claro que, conforme os interesses das religiões, as exigências divinas divergem, bem como o castigo do não cumprimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é das religiões que quero falar, mas no comportamento das pessoas, e assim, sou levado a afirmar que os crentes religiosos não têm a noção da Ética Universal, mas só da Ética da sua religião, o que é comprovado pela intolerância, um dos fundamentos das religiões. A exigência das diversas verdades acaba, indubitavelmente, na ignorância da própria verdade e, pior ainda, tender para o fim da dualidade, onde o bem e o mal se confundem. Deus e Diabo, um só personagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os crentes não praticantes de qualquer religião, ainda que libertos das imposições religiosas, estão cativos do seu livre arbítrio que ditará a razão. Vacilam entre Deus e o Diabo, conforme a conveniência do momento. Se a importância de Deus varia conforme a necessidade, o Diabo não é excepção, o que se reflecte no seu comportamento. Também nestes a importância da dualidade se desvanece, acabando na unidade de Deus com o Diabo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os agnósticos, sem capacidade para compreenderem Deus, não deixam contudo de reconhecer algo, que acima da compreensão humana, interage na sua vida, como por exemplo um criador e que, como criado, senão venera, pelo menos respeita. Também este não pode fugir à regra. O que foi criado, um dia será destruído e, com este raciocínio, o Diabo destruidor, entra na sua vida, em pé de igualdade, pois tão difícil é compreender um como o outro.&lt;br /&gt;Para o ateu, Deus não existe, como a criação não depende de qualquer obra divina. Penso logo existo, o resto são favas. E o medo de morrer ficou esquecido? Não creio.&lt;br /&gt;Aceitar o fim é aceitar o princípio, ainda que esse princípio não se insira em nenhuma das concepções religiosas conhecidas. O fim é a destruição, obra do Diabo por antagonismo ao Criador. O ateu sem dar por isso, funde o criador e o destruidor numa só entidade que lhe rege a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último temos os que não acreditam nem na criação nem na morte. Para estes a existência é uma emanação do divino ao qual retornarão um dia. Esta emanação divina dá origem simultaneamente à emanação do Diabo, pois depende do comportamento da existência, o retorno ao divino. Também nestes, Deus e o Diabo, andam de braço dado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querer recusar a influência do Diabo, até mesmo em certos casos, o seu fascínio, é uma falta de conhecimento do comportamento humano, onde ele, sob a capa do que é correcto, se instala com a nossa concordância para alimentar o nosso egoísmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor é uma universalidade, ou se ama tudo, ou não se ama. Seleccionar o amor, é uma falsa premissa para a conclusão amorosa, é uma prova do nosso egoísmo, o tal Diabo de estimação que vive em nós, que nos leva à descriminação amorosa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10191277-1074929170508111976?l=klepsidra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://klepsidra.blogspot.com/2008/01/deus-e-o-diabo-que-nos-guiam-deus-e-o.html</link><author>noreply@blogger.com (augustoM)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></item></channel></rss>